Durante uma visita a uma exposição sobre a Inquisição ibérica, uma turma se depara com a reprodução de uma…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar objetos e vestígios da cultura material e imaterial de modo a identificar conhecimentos, valores, crenças e práticas que caracterizam a identidade e a diversidade cultural de diferentes sociedades inseridas no tempo e no espaço.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Durante uma visita a uma exposição sobre a Inquisição ibérica, uma turma se depara com a reprodução de uma pintura usada no painel “Marranos/B’nei anussim”. O texto do museu explica que muitos judeus sefarditas de Portugal e da Espanha foram obrigados a se converter ao cristianismo e que seus descendentes, mesmo integrados à vida pública como “cristãos-novos”, podiam manter práticas judaicas de forma reservada para reduzir o risco de denúncias e punições. Na imagem, observa-se um ambiente doméstico, com pessoas reunidas em torno de uma mesa e um clima de tensão, sugerindo o cuidado com gestos cotidianos que poderiam ser interpretados como “sinais” de outra fé. A curadoria propõe discutir como a repressão religiosa afetou a identidade e a transmissão cultural entre gerações. Interprete o texto-base e a cena representada na imagem para identificar a prática histórica associada aos marranos (B’nei anussim) no contexto da Inquisição ibérica.
- A) A estratégia de transformar a Inquisição em apoio político aos cristãos-novos, eliminando suspeitas oficiais.
- B) A estratégia de aderir ao protestantismo para obter proteção legal e encerrar perseguições na Península Ibérica.
- C) A estratégia de manter ritos judaicos no espaço doméstico, sob discrição, apesar da conversão forçada.
- D) A estratégia de exercer abertamente o judaísmo, garantido por liberdade de culto reconhecida pela Coroa ibérica.
- E) A estratégia de romper com toda prática religiosa para evitar acusações, substituindo a fé por descrença.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- Leia o texto-base com atenção. Ele informa que judeus sefarditas de Portugal e da Espanha foram obrigados a se converter ao cristianismo, tornando-se cristãos-novos, e que seus descendentes continuavam a praticar o judaísmo de forma reservada para não serem denunciados.
- Relacione o texto com a cena descrita. A imagem mostra um ambiente doméstico, com pessoas reunidas em torno de uma mesa e um clima de tensão, e sugere cuidado com gestos do cotidiano que poderiam ser vistos como sinais de outra fé. Isso indica que os rituais não eram feitos em público, mas dentro da casa e em segredo.
- Identifique a prática histórica. Os marranos mantinham ritos judaicos no espaço doméstico, de forma discreta, mesmo após a conversão forçada. Essa é a alternativa C.
- Analise as demais alternativas. A alternativa A está errada, porque a Inquisição era um tribunal repressor e não apoiava os cristãos-novos. A alternativa B está errada, pois o protestantismo não era a saída dos marranos, que buscavam preservar o judaísmo e não aderir a outra igreja. A alternativa D está errada, porque, sob a Inquisição, o judaísmo não podia ser praticado abertamente e não havia liberdade de culto. A alternativa E está errada, já que os marranos não abandonavam a fé, mantendo-a em segredo.
- Conclua. A prática central é a manutenção discreta de ritos judaicos no ambiente doméstico, o que torna a alternativa C a correta.
💡 Dica: Analise o texto e a imagem para identificar a prática dos marranos na Inquisição.
Alternativa por alternativa
O aluno pode imaginar que a Inquisição atuava como protetora dos cristãos-novos, ignorando que ela era um tribunal de repressão religiosa.
Por que engana: Confundir a prática dos marranos com liberdade religiosa ou mudança de fé oficial.
O aluno pode supor que os cristãos-novos buscavam proteção legal mudando de religião para o protestantismo, sem perceber que a fé judaica era o que eles procuravam preservar em segredo.
A imagem sugere vigilância e segredo; o texto explica conversão compulsória e risco de denúncia, indicando criptojudaísmo como resistência cultural.
O aluno pode ler a condição de convertidos como se houvesse liberdade de culto, ignorando que a prática pública do judaísmo era proibida e punida pela Inquisição.
O aluno pode entender que a pressão religiosa levou os cristãos-novos a abandonar totalmente a fé, desconsiderando que o texto fala em práticas judaicas mantidas de forma reservada.
Raio-X da questão
Inquisição, marranos, prática religiosa oculta
diagnostico
Inquisição ibérica e cristãos-novos · Práticas religiosas e identidade cultural
Estude a Inquisição ibérica e a prática dos cristãos-novos (marranos).
Confundir a prática dos marranos com liberdade religiosa ou mudança de fé oficial.
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