Fabiano emprega duas vezes este provérbio para retratar com certo determinismo sua situação, que ele considera…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar relações de intertextualidade e interdiscursividade que permitam a explicitação de relações dialógicas, a identificação de posicionamentos ou de perspectivas, a compreensão de paráfrases, paródias e estilizações, entre outras possibilidades.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Fabiano emprega duas vezes este provérbio para retratar com certo determinismo sua situação, que ele considera impossível de ser mudada. Há outros que poderiam ser utilizados para retratar essa atitude de desânimo ante algo que parece irreversível. Na relação de provérbios abaixo, aponte aquele que não poderia substituir o empregado por Fabiano, em virtude de não corresponder àquilo que a personagem queria significar. UNESP - 2011
- A) Quem nasce na lama morre na bicharia.
- B) Quem semeia ventos colhe tempestades.
- C) Quem nasceu pra tostão não chega a milhão.
- D) Quem nasceu pra ser tatu morre cavando.
- E) Os paus, nas secas, nascem para santos, outros para tamancos.
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- Identifique o sentido do provérbio usado por Fabiano. Ele fala de conformação ao destino: a situação de cada um já estaria definida pelo lugar onde nasceu, e nada pode ser mudado. Essa é a ideia de determinismo que a questão quer preservar. Passo 2: Compare cada provérbio com esse sentido. Os provérbios A, C, D e E expressam a mesma ideia de condição fixada desde o nascimento ou de destino imutável: quem nasce em certa condição permanece nela, ou nasce para um fim que não se altera. Passo 3: Analise a alternativa B, Quem semeia ventos colhe tempestades. Esse provérbio trata de causa e consequência, ou seja, as ações do próprio indivíduo geram resultados, o que é o contrário de um destino inevitável. Ele fala de responsabilidade e de escolha, e não de conformismo. Passo 4: Conclua. Como o provérbio de Fabiano exprime fatalismo, a alternativa B não pode substituí-lo sem alterar o sentido, pois sugere que o resultado depende das ações de cada um. Passo 5: Verifique as demais alternativas. A alternativa A não serve porque fala de uma condição de origem que leva a um fim igualmente ruim, sem possibilidade de mudança. A alternativa C não serve porque afirma que quem nasce para pouco nunca alcança muito. A alternativa D não serve porque afirma que o destino de cada um é definido desde o nascimento. A alternativa E não serve porque afirma que o destino é determinado pelo nascimento, de forma inevitável.
💡 Dica: Analise o significado dos provérbios e relacione com a atitude de desânimo.
Alternativa por alternativa
O aluno interpreta que o provérbio apenas fala de uma situação ruim e aceita a ideia de desânimo diante do quadro, sem perceber que o sentido de Fabiano é de destino fixado pelo nascimento.
Por que engana: Confundir o significado dos provérbios e não relacionar corretamente com a atitude descrita.
Correta porque 'Quem semeia ventos colhe tempestades' indica consequência ou punição por atos cometidos: ações negativas resultam em resultados ainda piores. Não há determinismo social ou resignação, mas uma relação de causa e efeito por escolhas, o que não é o que Fabiano deseja expressar.
O aluno toma a palavra tostão e milhão como simples comparação de valores e não percebe a ideia de condição definida desde o nascimento, que é o sentido do provérbio usado por Fabiano.
O aluno lê a expressão nasceu pra ser tatu como uma simples imagem e não associa a ideia de destino fixado de nascença, que corresponde ao determinismo de Fabiano.
O aluno entende que a frase trata apenas de diferenças entre pessoas e não percebe que ela expressa um destino definido pelo nascimento, equivalente à atitude de desânimo de Fabiano.
Raio-X da questão
interpretação de provérbios
diagnostico
interpretação de texto
estude o significado e uso de provérbios em contextos
Confundir o significado dos provérbios e não relacionar corretamente com a atitude descrita.
pensamento_critico
cotidiano
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