Compare, desde os anos 2000, a institucionalização de narrativas em museus de história e a produção de memória…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar a produção de diferentes territorialidades em suas dimensões culturais, econômicas, ambientais, políticas e sociais, no Brasil e no mundo contemporâneo, com destaque para as culturas juvenis.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Compare, desde os anos 2000, a institucionalização de narrativas em museus de história e a produção de memória por grafite em muros: de que modo cada prática legitima ou contesta o espaço urbano?
- A) A institucionalização de memórias é incompatível com a arte de rua.
- B) Museus institucionalizam e seletivam memórias por curadoria; grafite produz narrativas contestatórias, democratiza visibilidade e cria territórios simbólicos efêmeros.
- C) Narrativas em museus não influenciam a cultura popular contemporânea.
- D) Museus focam apenas em arte e não têm relação com a memória histórica.
- E) O grafite é uma prática individual, sem conexão com o espaço urbano.
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- A questão pede uma comparação entre duas práticas de produção de memória desde os anos 2000: a institucionalização de narrativas em museus de história e a memória produzida pelo grafite em muros, observando como cada uma legitima ou contesta o espaço urbano. Passo 2: Resolvendo por conta própria, museus de história atuam por curadoria, isto é, selecionam, organizam e hierarquizam o que será lembrado. Essa seleção legitima narrativas oficiais e ocupa um lugar reconhecido na cidade, com autoridade institucional. Passo 3: O grafite, por sua vez, ocupa muros e fachadas sem depender de uma instituição. Muitas vezes produz narrativas contestatórias, dá visibilidade a grupos que não aparecem nas versões oficiais e cria territórios simbólicos temporários, já que as obras podem ser apagadas ou recobertas. Passo 4: A alternativa B reúne esses elementos: a curadoria seletiva dos museus, o caráter contestatório, a democratização da visibilidade e a efemeridade dos territórios criados pelo grafite. Passo 5: Por que as outras estão erradas: A afirma uma incompatibilidade que a questão não sustenta, pois ambas as práticas dialogam com a disputa pela memória urbana. C nega uma influência que o enunciado não autoriza a negar, já que a comparação trata justamente de práticas de memória com efeito sobre a cidade. D reduz o museu a arte, ignorando que museus de história lidam diretamente com memória histórica. E diz que o grafite não se conecta ao espaço urbano, quando a própria prática depende dos muros da cidade para existir. Passo 6: Conclusão: o gabarito oficial B está correto e coincide com a resolução independente.
💡 Dica: Analise as diferenças e semelhanças entre as duas práticas de memória.
Alternativa por alternativa
O aluno supõe que instituições oficiais de memória e a arte de rua são campos opostos e excludentes, sem possibilidade de diálogo ou comparação.
Por que engana: Confundir a função dos museus como meros repositórios de arte, sem considerar seu papel na construção da memória coletiva e na crítica social.
Na contemporaneidade, museus atuam com critérios de preservação e canonização; o grafite, ligado a culturas juvenis, expressa vozes marginais, disputa sentidos do espaço e pode levar à patrimonialização ou repressão, afetando gentrificação e políticas urbanas.
O aluno acredita que o que é exposto em museus fica restrito ao público erudito e não chega à cultura popular, desconsiderando a circulação de narrativas históricas na sociedade.
O aluno entende museus apenas como espaços de arte, esquecendo que museus de história são justamente dedicados à memória histórica e à narrativa do passado.
O aluno interpreta o grafite como manifestação isolada do autor, sem perceber que ela se constrói na relação com o muro, a rua e o público que circula pela cidade.
Raio-X da questão
narrativas em museus e grafite
avaliacao
narrativas históricas · arte urbana
Revisar a relação entre memória, espaço urbano e formas de expressão cultural.
Confundir a função dos museus como meros repositórios de arte, sem considerar seu papel na construção da memória coletiva e na crítica social.
cidadania_etica
pensamento_critico
cotidiano
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