Diante de um desacordo entre pares epistemicamente equiparados, qual postura o conciliacionismo recomenda que…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Elaborar hipóteses, selecionar evidências e compor argumentos relativos a processos políticos, econômicos, sociais, ambientais, culturais e epistemológicos, com base na sistematização de dados e informações de diversas naturezas (expressões artísticas, textos filosóficos e sociológicos, documentos históricos e geográficos, gráficos, mapas, tabelas, tradições orais, entre outros).
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Diante de um desacordo entre pares epistemicamente equiparados, qual postura o conciliacionismo recomenda que o agente adote em relação à sua crença?
- A) Aumentar a firmeza da crença, desconsiderando as opiniões dos pares.
- B) Revisar a credência, reduzindo a firmeza da crença e movendo-se em direção ao juízo médio dos pares.
- C) Rejeitar completamente as opiniões dos pares sem avaliação criticamente.
- D) Confiar apenas em fontes não especializadas para validar a crença.
- E) Manter a crença inalterada, ignorando o desacordo dos pares.
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- O conciliacionismo, nas discussões de epistemologia da discordância, sustenta que, ao encontrar um desacordo com pares epistemicamente equiparados (pessoas com a mesma capacidade, informação e idoneidade para avaliar a questão), o agente deve reduzir a confiança em sua própria crença, pois não há razão para privilegiar o próprio juízo sobre o dos colegas.
- Analisando as alternativas por conta própria, a postura conciliacionista corresponde a rever a credência: diminuir a firmeza com que se sustenta a crença e aproximar-se do juízo médio ou de uma posição intermediária entre as opiniões dos pares. Isso é exatamente o que a alternativa B descreve.
- Por que as outras estão erradas:
- A) Aumentar a firmeza da crença e desconsiderar os pares é a postura do steadfast (intransigentismo), oposta ao conciliacionismo.
- C) Rejeitar as opiniões dos pares sem avaliação crítica contraria a exigência conciliacionista de levar a sério a opinião do outro, além de não ser uma recomendação epistêmica.
- D) Confiar em fontes não especializadas não tem relação com o desacordo entre pares equiparados, e o problema tratado é justamente a relação entre os próprios pares.
- E) Manter a crença inalterada ignorando o desacordo é também uma posição intransigente, incompatível com o conciliacionismo.
- Conclusão: a resposta correta é a B, que coincide com o gabarito oficial.
💡 Dica: Relacione o desacordo entre pares igualmente competentes à revisão da confiança na própria crença.
Alternativa por alternativa
O aluno entendeu que, diante de discordância, a atitude racional seria reforçar a própria convicção, tratando o próprio juízo como superior ao dos colegas.
O conciliacionismo sustenta que, ao descobrir desacordo entre pares epistemicamente comparáveis, a resposta racional é ajustar as confidências para integrar a evidência social, evitando manter a crença sem nova justificativa.
O aluno confundiu ceticismo sobre a opinião alheia com avaliação crítica, supondo que ignorar totalmente os outros seria a forma de evitar influência indevida.
O aluno associou a validação da crença à busca de autoridades ou fontes externas, sem perceber que a questão trata da relação entre o agente e seus pares equiparados.
O aluno acreditou que manter a própria crença sem alteração seria prova de convicção racional, ignorando que o desacordo com pares equiparados é uma evidência que deve afetar a credência.
Por que engana: O aluno pode confundir conciliacionismo com a manutenção incondicional da própria crença ou com a aceitação automática da opinião alheia, sem revisar o grau de confiança.
Raio-X da questão
Conciliacionismo e desacordo epistêmico
avaliacao
Desacordo entre pares epistêmicos · Credência e grau de confiança
Revise como o conciliacionismo orienta a reavaliação de crenças diante de pares epistemicamente equiparados.
O aluno pode confundir conciliacionismo com a manutenção incondicional da própria crença ou com a aceitação automática da opinião alheia, sem revisar o grau de confiança.
cidadania_etica
pensamento_critico
abstrato
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