Discuta, com base em genética mendeliana e dinâmica populacional, como a ampla implementação de profilaxia com…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Interpretar resultados e realizar previsões sobre atividades experimentais, fenômenos naturais e processos tecnológicos, com base nas noções de probabilidade e incerteza, reconhecendo os limites explicativos das ciências.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Discuta, com base em genética mendeliana e dinâmica populacional, como a ampla implementação de profilaxia com imunoglobulina anti-D em uma população com alta frequência do alelo d (Rh negativo) pode alterar a incidência da doença hemolítica do recém-nascido ao longo de várias gerações. Inclua no texto fatores que influenciam previsões quantitativas e os limites dessas previsões.
✍️ Questão dissertativa: veja abaixo a resposta esperada e a explicação.
Resposta esperada
Modelo proposto: a doença hemolítica do recém-nascido (DRN) por incompatibilidade Rh decorre quando mãe dd (Rh-) desenvolve anti-D após exposição a antígenos D de um feto Dd ou DD; sem profilaxia, fetos D podem sofrer mortalidade perinatal ou redução de sucesso reprodutivo, gerando seleção negativa sobre o alelo D (ou indiretamente sobre d, dependendo do padrão de mortalidade). Com profilaxia anti-D eficaz, a imunização materna é prevenida, reduzindo mortalidade fetal causada por DRN e, portanto, removendo/amenizando a pressão seletiva contra alelos que origens da incompatibilidade. Consequências esperadas: (1) em curto prazo (1–5 gerações) a frequência do alelo d tende a permanecer estável ou aumentar levemente se antes havia seleção negativa forte; (2) em longo prazo, sem outras forças (migração, mutação, deriva), a profilaxia neutraliza o componente seletivo ligado à DRN, de modo que mudanças na frequência alélica serão dominadas por deriva genética, fluxo gênico e padrões de acasalamento. Fatores que influenciam previsões quantitativas: taxa de efetividade e cobertura da profilaxia na população; taxa de exposição materna (número de gestações, transfusões); distribuição dos genótipos paternos (frequência de D vs d); tamanho populacional (deriva); migração; e impacto reprodutivo real da DRN antes da intervenção (coeficiente de seleção). Limites da previsibilidade: modelos assumem acasalamento aleatório, taxas constantes e ausência de pleiotropia; variações regionais em cobertura de saúde, práticas reprodutivas, seletividade diferenciada por subgrupos e mudanças demográficas podem alterar resultados; eventos estocásticos em populações pequenas podem provocar desvios substanciais. Em síntese: a profilaxia anti-D tende a reduzir a incidência clínica de DRN imediatamente, e, ao remover seleção negativa associada à doença, pode permitir que a frequência do alelo d se mantenha ou aumente segundo forças neutras e demográficas — previsões quantitativas exigem modelagem populacional parametrizada (frequências iniciais, s, tamanho populacional, migração, cobertura de intervenção).
Explicação
A resposta aborda a relação entre a profilaxia anti-D e a dinâmica da frequência alélica do alelo d, explicando como a redução da mortalidade fetal altera a seleção natural. Além disso, considera fatores que influenciam as previsões, como a efetividade da profilaxia e características demográficas, e reconhece os limites das previsões em contextos reais. Essa análise integrada permite compreender as implicações genéticas e populacionais da intervenção na saúde pública.
Raio-X da questão
genética mendeliana e imunoglobulina
avaliacao
genética mendeliana · dinâmica populacional
Revisar os conceitos de genética mendeliana e dinâmica populacional.
O aluno pode falhar ao não relacionar a profilaxia com a redução da incidência da doença ao longo das gerações, ignorando a importância da seleção natural.
saude
pensamento_critico
cientifico
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