A afirmação: 'A banalidade do mal significa que agentes nunca têm motivações ideológicas ou cruéis.' — segundo…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
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Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
A afirmação: 'A banalidade do mal significa que agentes nunca têm motivações ideológicas ou cruéis.' — segundo Arendt, essa frase é verdadeira ou falsa? Explique em uma linha.
- A) Agentes que praticam o mal o fazem plenamente conscientes e reflexivos sempre.
- B) Arendt argumenta que o mal é sempre resultados de forças sobrenaturais.
- C) A frase demonstra que o mal é sempre racional e calculado pela intenção do agente.
- D) Falso. A banalidade do mal refere-se à falta de reflexão crítica; motivações podem existir.
- E) A banalidade do mal implica que ações sempre são motivadas por ideologias extremas.
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- A afirmação diz que, na banalidade do mal, agentes nunca têm motivações ideológicas ou cruéis. Para avaliar, lembro a tese de Hannah Arendt em Eichmann em Jerusalém: o mal que ela descreve é o resultado da ausência de pensamento crítico (falta de reflexão e de juízo), e não da inexistência de motivos. Passo 2: Arendt não diz que os agentes não tenham motivações. No caso de Eichmann, ela observa ambição, zelo burocrático e adesão ao regime, entre outros fatores. O ponto central é que esses motivos não resultam de um exame moral consciente. Passo 3: Assim, a frase do enunciado é falsa, pois confunde a ausência de reflexão com a ausência de motivações. Passo 4: A alternativa A está errada, pois a banalidade do mal justamente implica a falta de reflexão, não a sua presença plena. Passo 5: A alternativa B está errada, pois Arendt atribui o mal à ação humana e à falta de pensamento, não a forças sobrenaturais. Passo 6: A alternativa C está errada, pois a banalidade do mal não é um mal calculado e racional por intenção; ela se caracteriza pela superficialidade e pela obediência irrefletida. Passo 7: A alternativa D está correta, pois afirma que a sentença é falsa e identifica corretamente a banalidade do mal como falta de reflexão crítica, admitindo a existência de motivações. Passo 8: A alternativa E está errada, pois inverte a tese: a banalidade do mal não implica que as ações sejam sempre motivadas por ideologias extremas. Conclusão: o gabarito D está correto.
💡 Dica: Analise a afirmação e relacione com o conceito de banalidade do mal.
Alternativa por alternativa
Imagina que quem pratica o mal age sempre com plena consciência e reflexão, confundindo a crítica de Arendt à falta de pensamento com a ideia de um mal deliberado e lúcido.
Acredita que Arendt explica o mal por forças sobrenaturais ou metafísicas, ignorando que ela o trata como fenômeno humano e político.
Associa banalidade a um cálculo racional e intencional de um mal planejado, quando Arendt descreve justamente a ausência de reflexão e a obediência irrefletida.
Por que engana: Confundir a banalidade do mal com a ideia de que o mal é sempre intencional e consciente, ignorando a falta de reflexão crítica dos agentes.
Arendt descreve sobretudo a ausência de pensamento e julgamento, não a inexistência de motivos; o agente pode agir por conveniência, carreira ou convicção, mas sem reflexão moral.
Lê a frase original como se a tese fosse de que as ações sempre têm origem em ideologias extremas, invertendo a negação feita no enunciado sem perceber a proposição a ser avaliada.
Raio-X da questão
banalidade do mal
avaliacao
teoria de Hannah Arendt · natureza do mal
Revisar o conceito de banalidade do mal segundo Arendt.
Confundir a banalidade do mal com a ideia de que o mal é sempre intencional e consciente, ignorando a falta de reflexão crítica dos agentes.
cidadania_etica
pensamento_critico
abstrato
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