HANNAH ARENDT (1906-1975) Adaptado de Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal. São Paulo…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Problematizar hábitos e práticas individuais e coletivos de produção, reaproveitamento e descarte de resíduos em metrópoles, áreas urbanas e rurais, e comunidades com diferentes características socioeconômicas, e elaborar e/ou selecionar propostas de ação que promovam a sustentabilidade socioambiental, o combate à poluição sistêmica e o consumo responsável.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
HANNAH ARENDT (1906-1975) Adaptado de Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. “Se eu não fizesse tudo isso, eu seria sabe o quê? Punido. (...) Era para dizer que tinha havido uma troca de tiros... uma tentativa de sequestro, uma coisa assim. Eu nunca vi o Rubens Paiva, eu nem sabia que ele estava lá. Eu só vim a saber depois porque eu tinha que fazer o registro no meu mapa da missão e eu: ‘Quem era o cara?’ — E me deram o nome dele. Então é isso aí.” (p. 278) Hannah Arendt reflete sobre a natureza do mal ao acompanhar o julgamento do agente nazista Adolf Eichmann. O conceito de banalidade do mal, proposto por essa filósofa, pode ser associado ao depoimento citado, de um dos denunciados no caso Rubens Paiva, pela justificativa que apresenta para os crimes que cometeu. Essa justificativa pode ser sintetizada como: (UERJ 2027)
- A) ações recorrentes na justiça
- B) mero cumprimento de ordens
- C) recurso rotineiro para avaliação funcional
- D) práticas necessárias à investigação policial
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- O enunciado apresenta o conceito de banalidade do mal, de Hannah Arendt, formulado a partir do julgamento de Eichmann, que via a si mesmo como um funcionário que apenas cumpria o que lhe era determinado, sem reflexão crítica sobre a natureza dos atos.
- No depoimento citado, o agente afirma que, se não fizesse o que fez, seria punido, que foi orientado a apresentar uma versão de troca de tiros ou tentativa de sequestro, e que só soube depois quem era a vítima, para preencher um registro burocrático. Ou seja, a justificativa é que ele apenas executava o que lhe foi mandado, sem assumir responsabilidade pessoal.
- Portanto, a síntese adequada é o mero cumprimento de ordens, alternativa B, que corresponde ao gabarito oficial e à ideia central de Arendt de que o mal pode ser praticado por pessoas comuns que se eximem do juízo moral ao obedecer a uma hierarquia.
- A alternativa A está errada, pois o depoimento não trata de ações recorrentes na justiça; a justificativa não envolve processos judiciais, mas a obediência a um comando dentro de uma estrutura repressiva.
- A alternativa C está errada, pois não há qualquer menção a avaliação funcional ou desempenho; o registro citado é um procedimento de missão, não uma avaliação de funcionário.
- A alternativa D está errada, pois, embora se mencione um registro de missão, as práticas descritas são de encobrimento e falsificação de versão, e não procedimentos legítimos de investigação policial.
💡 Dica: Analise a justificativa do depoente à luz do conceito de banalidade do mal.
Alternativa por alternativa
O aluno associa o depoimento a processos judiciais, talvez por o texto mencionar julgamento e denúncia, e não percebe que a justificativa do agente é a obediência a ordens.
Por que engana: Confundir a banalidade do mal com ações justificadas pela justiça ou procedimentos legais.
CORRETA. A justificativa do depoente expressa o conceito de banalidade do mal, ou seja, a execução de atos criminosos como mero cumprimento de ordens, sem reflexão ética.
O aluno interpreta o registro no mapa da missão como uma avaliação de desempenho funcional, sem perceber que o trecho trata de um relato burocrático e da obediência a uma versão imposta.
O aluno considera que as ações descritas são procedimentos legítimos de investigação, ignorando que o depoimento revela encobrimento de uma execução e a falsificação da versão dos fatos.
Raio-X da questão
banalidade do mal
diagnostico
conceito de responsabilidade moral · contexto histórico do nazismo
Estude o conceito de banalidade do mal e sua relação com a responsabilidade moral.
Confundir a banalidade do mal com ações justificadas pela justiça ou procedimentos legais.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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