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Ao analisar o julgamento de Adolf Eichmann, Hannah Arendt observou que ele não se apresentava como um monstro…

Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva

Habilidade BNCC EM13CHS501

Analisar os fundamentos da ética em diferentes culturas, tempos e espaços, identificando processos que contribuem para a formação de sujeitos éticos que valorizem a liberdade, a cooperação, a autonomia, o empreendedorismo, a convivência democrática e a solidariedade.

Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).

Questão

Ao analisar o julgamento de Adolf Eichmann, Hannah Arendt observou que ele não se apresentava como um monstro excepcional, mas como um funcionário que afirmava apenas cumprir ordens e seguir procedimentos administrativos. Para a filósofa, o aspecto perturbador estava na incapacidade de examinar criticamente as próprias ações e de julgar sua responsabilidade moral. Assim, a expressão “banalidade do mal” não significa que os crimes sejam insignificantes, mas que podem ser realizados por pessoas comuns quando deixam de pensar sobre o sentido e as consequências do que fazem. Com base no texto, qual interpretação explica corretamente a “banalidade do mal” e sua relação com a moralidade individual?

  1. A) A execução de crimes planejados por líderes excepcionais que controlam integralmente seus subordinados.
  2. B) A obediência a ordens institucionais que transforma automaticamente atos criminosos em deveres moralmente legítimos.
  3. C) A constatação de que a gravidade dos crimes diminui quando são realizados dentro de rotinas administrativas.
  4. D) A demonstração de que os seres humanos praticam crimes por possuírem uma natureza essencialmente perversa.
  5. E) A prática de crimes por pessoas comuns que abandonam a reflexão crítica e o julgamento da própria responsabilidade moral.

✅ Resposta correta: alternativa E

Resolução passo a passo

  1. Leia o texto com atenção. Arendt observa que Eichmann não era um monstro excepcional, mas um funcionário que alegava apenas cumprir ordens e seguir procedimentos. O problema central, segundo ela, é a incapacidade de examinar criticamente as próprias ações e de julgar a própria responsabilidade moral.
  2. Identifique o conceito. A 'banalidade do mal' não significa que os crimes sejam pequenos ou insignificantes. Significa que atos graves podem ser praticados por pessoas comuns quando elas deixam de pensar sobre o sentido e as consequências do que fazem.
  3. Compare com as alternativas. A alternativa E expressa exatamente essa ideia: crimes praticados por pessoas comuns que abandonam a reflexão crítica e o julgamento da própria responsabilidade moral. Ela conecta o conceito à moralidade individual, que é o ponto pedido pela questão.
  4. Analise as alternativas erradas. A alternativa A fala de líderes excepcionais, o que contradiz a ideia de pessoas comuns. A alternativa B afirma que a obediência torna atos criminosos legítimos, o que vai contra a crítica de Arendt à justificativa de cumprir ordens. A alternativa C supõe que a gravidade dos crimes diminui, o que o texto nega expressamente. A alternativa D atribui aos humanos uma natureza essencialmente perversa, ideia que o texto não sustenta.
  5. Conclusão. A resposta correta é a alternativa E, que coincide com o gabarito oficial.

💡 Dica: Analise a relação entre a banalidade do mal e a moralidade.

Alternativa por alternativa

A Erradaerro: Interpretação

Acredita que a banalidade do mal depende de líderes excepcionais e de controle total sobre subordinados, ignorando que o texto fala de pessoas comuns.

B Erradaerro: Conceitual

Entende que seguir ordens institucionais torna um ato criminoso moralmente legítimo, justamente a justificativa que Arendt critica em Eichmann.

C Erradaerro: Senso comuma que mais engana

Confunde 'banalidade' com 'pouca gravidade' e conclui que crimes cometidos dentro de rotinas administrativas são menos graves.

Por que engana: Confundir a banalidade do mal com a ideia de que apenas líderes podem cometer atos malignos, ignorando a responsabilidade individual.

D Erradaerro: Interpretação

Interpreta a expressão como prova de uma natureza humana essencialmente perversa, em vez de uma falha de reflexão de pessoas comuns.

E Correta

A banalidade do mal, em Hannah Arendt, não torna o mal pequeno nem afirma que todos sejam naturalmente maus. O conceito destaca que ações extremamente criminosas podem ser executadas por indivíduos comuns que deixam de refletir sobre o que fazem, limitando-se a cumprir ordens ou procedimentos e suspendendo seu julgamento moral.

Raio-X da questão

Dificuldade Fácil
Leitura alto
Discriminação alto
Peso pedagógico alto
Autonomia do enunciado completo
Cobertura da habilidade dupla
🧪 Simulado🩺 Diagnóstico🧮 Exige cálculo🏠 Cotidiano🔗 Interdisciplinar⭐ Representativa✍️ interpretativa🧩 desafio
🎯 Conceito central

banalidade do mal

📌 Objetivo

avaliacao

🧱 Pré-requisitos

reflexao sobre moralidade · historico do conceito de mal

📚 Reveja

Estudar a relação entre moralidade e ações cotidianas.

⚠️ Erro mais comum

Confundir a banalidade do mal com a ideia de que apenas líderes podem cometer atos malignos, ignorando a responsabilidade individual.

🌎 Tema transversal

cidadania_etica

🤝 Socioemocional

pensamento_critico

🏫 Contexto

abstrato

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