Como a máxima protagórica 'o homem é a medida de todas as coisas' altera a distinção entre verdade objetiva e…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Elaborar hipóteses, selecionar evidências e compor argumentos relativos a processos políticos, econômicos, sociais, ambientais, culturais e epistemológicos, com base na sistematização de dados e informações de diversas naturezas (expressões artísticas, textos filosóficos e sociológicos, documentos históricos e geográficos, gráficos, mapas, tabelas, tradições orais, entre outros).
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Como a máxima protagórica 'o homem é a medida de todas as coisas' altera a distinção entre verdade objetiva e crença/convenção em termos epistemológicos?
- A) A máxima de Protágoras afirma que só existem verdades absolutas.
- B) Desloca o critério de verdade para percepções e convenções humanas, relativizando verdades objetivas.
- C) A máxima de Protágoras afirma que a verdade depende do consenso da maioria.
- D) A verdade é sempre objetiva, independentemente de quem a perceba.
- E) A filosofia deve ignorar as convenções sociais para encontrar verdades.
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- A máxima 'o homem é a medida de todas as coisas', atribuída a Protágoras de Abdera, sustenta que o critério do que é ou parece ser verdadeiro está no próprio ser humano, isto é, na sua percepção e na sua experiência. Passo 2: Epistemologicamente, isso desloca a verdade de uma realidade independente do sujeito para a perspectiva de quem percebe, o que relativiza a distinção entre verdade objetiva e mera crença ou convenção, pois aquilo que parece verdadeiro a cada um passa a ter validade para essa pessoa. Passo 3: A alternativa B expressa exatamente esse deslocamento do critério de verdade para percepções e convenções humanas, com a consequente relativização de verdades objetivas. Passo 4: A alternativa A está errada porque a máxima nega verdades absolutas, já que a verdade varia conforme o sujeito. Passo 5: A alternativa C está errada porque o critério de Protágoras é o indivíduo e não a maioria; o consenso pode aparecer como convenção, mas não é o fundamento da verdade na máxima. Passo 6: A alternativa D está errada porque afirma justamente o oposto da máxima, isto é, a objetividade independente do observador. Passo 7: A alternativa E está errada porque a máxima não recomenda ignorar convenções sociais; ao contrário, ela as trata como fonte relevante do que parece verdadeiro. Passo 8: Concluímos que a resposta correta é a B, que coincide com o gabarito oficial.
💡 Dica: Relacione a máxima à ideia de que a percepção humana orienta o que se considera verdadeiro.
Alternativa por alternativa
O aluno pode ter confundido relativismo com absolutismo, imaginando que a máxima afirma a existência de verdades fixas e universais. Ele não percebeu que a máxima nega justamente esse tipo de verdade.
A máxima atribui aos seres humanos um papel central na avaliação do que é verdadeiro. Assim, a verdade não é tratada como totalmente independente das percepções e dos critérios humanos.
O aluno pode ter associado a ideia de convenção ao consenso da maioria, o que é uma leitura do senso comum sobre democracia. A máxima fala de cada indivíduo como medida, não de um acordo majoritário.
Por que engana: Confundir o relativismo de Protágoras com a ideia de que a verdade depende necessariamente do consenso da maioria, em vez da perspectiva e percepção humanas.
O aluno provavelmente leu a máxima como uma afirmação de objetividade universal, invertendo seu sentido. Não percebeu que o princípio central é justamente a dependência da verdade em relação a quem percebe.
O aluno pode ter interpretado a palavra medida como um apelo a deixar de lado tudo o que é social, quando a máxima trata o ser humano como critério. Ele não identificou que a máxima valoriza a percepção e a convenção, e não as descarta.
Raio-X da questão
relativismo epistemológico protagórico
avaliacao
distinção entre verdade e crença · relativismo filosófico
Revise o relativismo de Protágoras e a relação entre percepção, convenção e verdade objetiva.
Confundir o relativismo de Protágoras com a ideia de que a verdade depende necessariamente do consenso da maioria, em vez da perspectiva e percepção humanas.
cidadania_etica
tomada_decisao
abstrato
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