No século XVIII, durante o Iluminismo britânico, David Hume examinou os limites do conhecimento produzido pela…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar, analisar e discutir as circunstâncias históricas, geográficas, políticas, econômicas, sociais, ambientais e culturais de matrizes conceituais (etnocentrismo, racismo, evolução, modernidade, cooperativismo/desenvolvimento etc.), avaliando criticamente seu significado histórico e comparando-as a narrativas que contemplem outros agentes e discursos.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
No século XVIII, durante o Iluminismo britânico, David Hume examinou os limites do conhecimento produzido pela experiência. Para ele, as pessoas observam que certos acontecimentos se repetem — como o fogo aquecer objetos — e passam a esperar que ocorram novamente. Entretanto, nenhuma observação do passado pode demonstrar, por necessidade lógica, que a mesma relação continuará válida no futuro. A confiança nessas previsões decorre do hábito formado pela repetição, e não de uma certeza racional absoluta. Essa discussão expressava uma tensão central da época entre a valorização da observação e a busca por fundamentos seguros para o conhecimento. Com base no texto e considerando o debate intelectual do Iluminismo, analise a crítica de Hume ao empirismo e suas implicações, identificando a interpretação correta.
- A) Hume sustenta que a indução garante certeza lógica, pois a repetição dos fatos prova sua permanência futura.
- B) Hume sustenta que a experiência produz verdades universais, pois acontecimentos observados revelam relações necessárias entre os fatos.
- C) Hume sustenta que a indução não garante certeza lógica, pois as previsões baseadas na experiência dependem do hábito e permanecem contingentes.
- D) Hume sustenta que a razão garante certeza lógica, pois princípios racionais substituem a observação dos fatos.
- E) Hume sustenta que a indução é desnecessária, pois a experiência não influencia as expectativas sobre acontecimentos futuros.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- Leio o texto e identifico a tese central de Hume: a observação repetida de fatos (como o fogo aquecer objetos) leva as pessoas a esperar que ocorram de novo, mas nenhuma observação do passado demonstra por necessidade lógica que a regularidade continuará no futuro.
- Analiso o que o texto afirma sobre a origem da confiança nas previsões: ela decorre do hábito formado pela repetição, e não de uma certeza racional absoluta.
- Comparo com as alternativas. A alternativa C afirma que a indução não garante certeza lógica, que as previsões dependem do hábito e são contingentes. Isso reproduz fielmente a crítica de Hume ao empirismo indutivo.
- Verifico as demais alternativas. A alternativa A está errada porque Hume nega que a repetição prove a permanência futura dos fatos. A alternativa B está errada porque Hume não admite que a experiência revele relações necessárias entre os fatos. A alternativa D está errada porque Hume não defende a razão como garantia de certeza; ao contrário, ele questiona os fundamentos racionais do conhecimento sobre o futuro. A alternativa E está errada porque Hume não diz que a indução é desnecessária; ele reconhece que a experiência influencia fortemente nossas expectativas, só que por hábito e não por demonstração.
- Conclusão: a alternativa correta é a C, que coincide com o gabarito oficial. Não há divergência entre minha resolução e o gabarito.
💡 Dica: Identifique os principais argumentos de Hume sobre o empirismo.
Alternativa por alternativa
O aluno confunde a regularidade observada com uma prova lógica: acredita que a repetição de fatos passados demonstra necessariamente sua continuidade futura.
O aluno supõe que a experiência repetida revela relações necessárias e universais entre os fatos, ignorando que Hume justamente questiona essa necessidade.
O texto afirma que a repetição de acontecimentos leva as pessoas a esperar que eles se repitam, mas não prova logicamente que isso ocorrerá no futuro. Assim, Hume critica a possibilidade de fundamentar a indução em uma certeza absoluta: o conhecimento empírico pode orientar previsões, mas não elimina sua contingência.
O aluno entende que Hume, por criticar a observação, deposita na razão a garantia de certeza, quando o texto aponta a razão como incapaz de demonstrar a regularidade futura.
O aluno interpreta a crítica de Hume como negação da influência da experiência sobre as expectativas, quando o texto afirma que a repetição forma o hábito que orienta essas expectativas.
Por que engana: Confundir a crítica de Hume ao empirismo com uma rejeição total da experiência ou aceitar a indução sem questionamento.
Raio-X da questão
crítica ao empirismo
avaliacao
empirismo e conhecimento · teoria do conhecimento
Revisar as principais ideias de Hume sobre conhecimento e empirismo.
Confundir a crítica de Hume ao empirismo com uma rejeição total da experiência ou aceitar a indução sem questionamento.
cidadania_etica
pensamento_critico
cientifico
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