Identifique a crítica de Hume ao empirismo de Locke em relação à generalização do conhecimento.
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Elaborar hipóteses, selecionar evidências e compor argumentos relativos a processos políticos, econômicos, sociais, ambientais, culturais e epistemológicos, com base na sistematização de dados e informações de diversas naturezas (expressões artísticas, textos filosóficos e sociológicos, documentos históricos e geográficos, gráficos, mapas, tabelas, tradições orais, entre outros).
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Identifique a crítica de Hume ao empirismo de Locke em relação à generalização do conhecimento.
- A) A experiência é a única fonte de erro.
- B) A indução não garante certeza absoluta.
- C) A razão é sempre confiável.
- D) O conhecimento vem apenas da percepção.
- E) Existem verdades inatas que Hume reconhece.
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- A questão pede a crítica de Hume ao empirismo de Locke quanto à generalização do conhecimento. Locke sustenta que as ideias vêm da experiência e que generalizamos a partir de casos observados. Hume aceita a origem empírica das ideias, mas questiona a justificativa dessa generalização. Passo 2: O problema central é a indução: passar de casos observados (o sol nasceu todos os dias até hoje) para uma conclusão geral (o sol nascerá amanhã). Hume mostra que nenhuma prova lógica ou empírica garante essa passagem, pois ela depende de um princípio de uniformidade da natureza que não pode ser demonstrado sem circularidade. Passo 3: Para Hume, a crença na regularidade é fruto do hábito e do costume, e não de certeza racional. Logo, a indução não garante certeza absoluta, que é exatamente a alternativa B. Passo 4: A alternativa A está errada porque Hume não diz que a experiência é a única fonte de erro; sua crítica é sobre a limitação da generalização, não sobre erros sensoriais. A alternativa C está errada porque Hume nega que a razão seja a garantia da generalização, já que ela não justifica a indução. A alternativa D está errada porque Hume continua empirista e a percepção é de fato a base de nossas ideias; o problema está na generalização, não na origem perceptiva. A alternativa E está errada porque Hume rejeita ideias inatas e defende que todas as ideias derivam de impressões sensíveis. Passo 5: Conclusão: o gabarito B está correto, pois corresponde à crítica humiana do problema da indução.
💡 Dica: Analise as diferenças entre as visões de Hume e Locke sobre o conhecimento.
Alternativa por alternativa
O aluno acredita que a crítica de Hume se resume a dizer que os sentidos enganam e produzem erro, confundindo o problema da indução com a questão dos erros perceptivos.
Hume argumenta que a indução pode falhar.
O aluno supõe que Hume defende a razão como fundamento seguro do conhecimento, invertendo o sentido da crítica, que mostra justamente que a razão não justifica a generalização.
O aluno entende que Hume rejeita o empirismo por completo e reduz o conhecimento à percepção imediata, sem perceber que o problema está na passagem da percepção para a generalização.
Por que engana: Confundir a critica de Hume sobre a confiabilidade da indução com uma rejeição total da experiencia ou da razao.
O aluno atribui a Hume uma posição inatista, confundindo o filósofo empirista com defensores de ideias inatas como Descartes ou Leibniz.
Raio-X da questão
crítica ao empirismo
avaliacao
empirismo de Locke · inducao e generalizacao
Revisar as teorias de conhecimento de Hume e Locke.
Confundir a critica de Hume sobre a confiabilidade da indução com uma rejeição total da experiencia ou da razao.
cidadania_etica
tomada_decisao
abstrato
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