Em uma cidade brasileira, um debate sobre segurança pública retomou uma formulação de Thomas Hobbes: quando…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar e caracterizar as dinâmicas das populações, das mercadorias e do capital nos diversos continentes, com destaque para a mobilidade e a fixação de pessoas, grupos humanos e povos, em função de eventos naturais, políticos, econômicos, sociais, religiosos e culturais, de modo a compreender e posicionar-se criticamente em relação a esses processos e às possíveis relações entre eles.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Em uma cidade brasileira, um debate sobre segurança pública retomou uma formulação de Thomas Hobbes: quando não existe um poder comum capaz de impor regras e fazer cumpri-las, cada pessoa precisa proteger os próprios interesses. A desconfiança, a competição e o desejo de reconhecimento podem levar os indivíduos ao conflito, tornando a vida insegura. Para superar essa situação, eles estabelecem um pacto e transferem poderes a uma autoridade soberana, responsável por garantir a paz civil. Com base no texto, qual interpretação caracteriza especificamente a concepção hobbesiana do estado de natureza e sua relação com a formação do Estado?
- A) A ausência de um poder comum favorece a cooperação, levando os indivíduos a preservar sua autonomia sem instituir uma autoridade soberana.
- B) A ausência de um poder comum favorece o conflito, levando os indivíduos a instituir acordos provisórios entre grupos sem criar uma autoridade soberana.
- C) A ausência de um poder comum favorece o conflito, levando os indivíduos a celebrar um pacto bilateral com o governante para dividir igualmente a soberania.
- D) A ausência de um poder comum favorece o conflito, levando os indivíduos a instituir uma autoridade soberana para garantir a segurança coletiva.
- E) A ausência de um poder comum favorece o conflito, levando os indivíduos a estabelecer direitos naturais intocáveis diante de qualquer autoridade soberana.
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- O texto descreve o estado de natureza hobbesiano: sem um poder comum que imponha regras, a desconfiança, a competição e o desejo de reconhecimento levam ao conflito e tornam a vida insegura. Passo 2: Para superar essa situação, os indivíduos firmam um pacto e transferem poderes a uma autoridade soberana, responsável por garantir a paz civil. Passo 3: Portanto, a alternativa correta é a D, pois associa corretamente a ausência de poder comum ao conflito e a instituição de uma autoridade soberana voltada à segurança coletiva. Passo 4: A alternativa A está errada porque, para Hobbes, a ausência de poder comum não favorece a cooperação e a autonomia preservada não impede o conflito. Passo 5: A alternativa B está errada porque os acordos provisórios entre grupos não resolvem o problema; Hobbes exige a criação de uma autoridade soberana única. Passo 6: A alternativa C está errada porque o pacto hobbesiano não é bilateral com o governante nem divide igualmente a soberania; o soberano recebe os poderes de forma indivisível. Passo 7: A alternativa E está errada porque, em Hobbes, os direitos naturais são transferidos à autoridade soberana, e não se tornam intocáveis diante dela. Passo 8: Conclusão: o gabarito oficial D está correto e coincide com a resolução feita a partir do texto.
💡 Dica: Identifique os principais conceitos da teoria de Hobbes.
Alternativa por alternativa
O aluno supõe que a falta de um poder comum leva naturalmente à cooperação e que os indivíduos podem manter sua autonomia sem criar um Estado.
Por que engana: Confundir a visão pessimista de Hobbes sobre o estado de natureza com uma visão idealizada ou pacífica.
O aluno reconhece o conflito como consequência do estado de natureza, mas acredita que acordos provisórios entre grupos bastariam para resolvê-lo, sem necessidade de autoridade soberana.
O aluno entende que o pacto ocorre entre indivíduos e o governante como um contrato bilateral com divisão igualitária de poder, o que contraria a ideia de soberania indivisível.
Para Hobbes, o estado de natureza não é uma situação de harmonia, pois a ausência de uma autoridade comum permite que a desconfiança, a competição e a busca por reconhecimento produzam conflitos. O pacto social cria o Estado e confere poder soberano a uma autoridade capaz de impor regras e assegurar a paz. Essa formulação diferencia Hobbes de teorias que descrevem o contrato como um acordo bilateral entre cidadãos e governante ou que atribuem ao Estado apenas funções limitadas.
O aluno acredita que os direitos naturais continuam intocáveis após o pacto, como se os indivíduos pudessem resistir à autoridade soberana com base neles.
Raio-X da questão
estado de natureza
avaliacao
contrato social · natureza humana
Revisar a teoria política de Hobbes e suas implicações para o Estado.
Confundir a visão pessimista de Hobbes sobre o estado de natureza com uma visão idealizada ou pacífica.
cidadania_etica
pensamento_critico
cientifico
Questões parecidas com resolução
- Em uma cidade marcada por furtos recorrentes e pela sensação de insegurança, parte da população defende que o governo…
- Em uma comunidade formada após conflitos entre grupos, os moradores relatam que evitavam permanecer em determinados…
- Em Leviatã, Thomas Hobbes descreve uma situação em que, sem uma autoridade comum capaz de impor regras, os indivíduos…
- Segundo Thomas Hobbes, como é caracterizado o 'estado de natureza' e por que os indivíduos aceitam o contrato social?
- Em uma cidade brasileira, uma sequência de ataques levou parte da população a apoiar medidas excepcionais: ampliação da…
- Em uma cidade, muitos cidadãos têm debatido sobre a segurança e a liberdade. Hobbes argumentaria que é necessário abrir…
Todas as questões de Contratualismo (Hobbes, Locke e Rousseau)
🔎 Resolver outra questão
Cole o enunciado e veja a resolução passo a passo, a alternativa correta e por que as outras estão erradas.
Professor: monte a prova com questões como esta, com gabarito e folha de respostas, em 30 segundos. Ver planos · Blog
