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ENEM - 2010 Homens da Inglaterra, por que arar para os senhores que vos mantêm na miséria? Por que tecer com…

Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva

Habilidade BNCC EM13LP01

Relacionar o texto, tanto na produção como na leitura/ escuta, com suas condições de produção e seu contexto sócio-histórico de circulação (leitor/audiência previstos, objetivos, pontos de vista e perspectivas, papel social do autor, época, gênero do discurso etc.), de forma a ampliar as possibilidades de construção de sentidos e de análise crítica e produzir textos adequados a diferentes situações.

Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).

Questão

ENEM - 2010 Homens da Inglaterra, por que arar para os senhores que vos mantêm na miséria? Por que tecer com esforços e cuidado as ricas roupas que vossos tiranos vestem? Por que alimentar, vestir e poupar do berço até o túmulo esses parasitas ingratos que exploram vosso suor — ah, que bebem vosso sangue? SHELLEY. Os homens da Inglaterra. Apud HUBERMAN, L. História da Riqueza do Homem. Rio de Janeiro: Zahar, 1982. A análise do trecho permite identificar que o poeta romântico Shelley (1792-1822) registrou uma contradição nas condições socioeconômicas da nascente classe trabalhadora inglesa durante a Revolução Industrial. Tal contradição está identificada A análise do trecho permite identificar que o poeta romântico Shelley (1792-1822) registrou uma contradição nas condições socioeconômicas da nascente classe trabalhadora inglesa durante a Revolução Industrial. Tal contradição está identificada

  1. A) Na pobreza dos empregados, que estava dissociada da riqueza dos patrões.
  2. B) No salário dos operários, que era proporcional aos seus esforços nas indústrias.
  3. C) Na burguesia, que tinha seus negócios financiados pelo proletariado.
  4. D) No trabalho, que era considerado uma garantia de liberdade.
  5. E) Na riqueza, que não era usufruída por aqueles que a produziam.

✅ Resposta correta: alternativa E

Resolução passo a passo

  1. O trecho de Shelley faz perguntas retóricas dirigidas aos trabalhadores ingleses: por que arar para os senhores que os mantêm na miséria, por que tecer roupas ricas que os tiranos vestem, por que alimentar e vestir os parasitas que exploram seu suor. A ideia central é que quem produz a riqueza (o trabalhador) não a desfruta, enquanto quem não produz (os patrões) vive dela.
  2. Identifique a contradição. Os trabalhadores produzem tecidos, alimentos e toda a riqueza, mas vivem na miséria. Os senhores e tiranos usufruem roupas ricas e vivem do trabalho alheio. Logo, a contradição está na riqueza, que não é usufruída por quem a produz.
  3. Verifique as alternativas. A alternativa E resume exatamente essa contradição: a riqueza não era usufruída por aqueles que a produziam. A alternativa A descreve a pobreza dos empregados, que é um dos efeitos da contradição, mas não é o ponto de tensão identificado pelo poeta, que é justamente a separação entre produção e usufruto. A alternativa B está errada porque o texto denuncia exploração e não salários proporcionais aos esforços. A alternativa C está errada porque o texto não fala em financiamento da burguesia pelo proletariado. A alternativa D está errada porque o trabalho aparece no texto como fonte de exploração e miséria, não como garantia de liberdade.
  4. Conclusão. O gabarito oficial E está correto, pois a contradição identificada por Shelley está na riqueza que não é usufruída por quem a produz.

💡 Dica: Identifique a contradição mencionada no texto.

Alternativa por alternativa

A Erradaerro: Interpretaçãoa que mais engana

O aluno confunde o efeito (a pobreza dos trabalhadores) com a contradição em si, que é a separação entre quem produz a riqueza e quem a usufrui.

Por que engana: Confundir a relação entre riqueza e trabalho, acreditando que os operários recebiam salários justos ou que a riqueza era distribuída igualmente.

B Erradaerro: Senso comum

O aluno supõe que os salários eram proporcionais ao esforço, ignorando que o texto denuncia exploração e pagamento insuficiente pelo trabalho.

C Erradaerro: Interpretação

O aluno tenta achar uma contradição entre classes sociais e não percebe que o texto não menciona financiamento de negócios pelo proletariado; desvia da ideia de exploração do trabalho.

D Erradaerro: Conceitual

O aluno associa trabalho e liberdade pelo discurso liberal comum, sem perceber que o poema associa o trabalho à escravidão e à miséria.

E Correta

A riqueza gerada pelos trabalhadores não era usufruída por eles, mas sim pelos patrões, refletindo a contradição central do texto.

Raio-X da questão

Dificuldade Média
Bloom Analisar
Leitura medio
Discriminação medio
Peso pedagógico medio
Autonomia do enunciado completo
Cobertura da habilidade dupla
🧪 Simulado🩺 Diagnóstico🧮 Exige cálculo🏠 Cotidiano🔗 Interdisciplinar⭐ Representativa✍️ interpretativa🧩 progressao
🎯 Conceito central

contradição socioeconômica

📌 Objetivo

avaliacao

🧱 Pré-requisitos

contradição socioeconômica · Revolução Industrial

📚 Reveja

Revisar as condições da classe trabalhadora durante a Revolução Industrial.

⚠️ Erro mais comum

Confundir a relação entre riqueza e trabalho, acreditando que os operários recebiam salários justos ou que a riqueza era distribuída igualmente.

🌎 Tema transversal

cidadania_etica

🤝 Socioemocional

pensamento_critico

🏫 Contexto

historico

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