Durante jogos de faz de conta, como as crianças aprendem a se colocar no lugar do outro?
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Perceber que suas ações têm efeitos nas outras crianças e nos adultos.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Durante jogos de faz de conta, como as crianças aprendem a se colocar no lugar do outro?
- A) Fazendo apenas o que desejam.
- B) Imitando apenas os adultos.
- C) Interpretando diferentes papéis.
- D) Concentrando-se em competir.
- E) Seguindo regras estritas.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- A questão pergunta como, durante os jogos de faz de conta, as crianças aprendem a se colocar no lugar do outro, ou seja, a desenvolver empatia e perspectiva social.
- Ao representar personagens diferentes, a criança precisa imaginar o que o outro sente, pensa e quer. Isso exige sair do próprio ponto de vista e assumir o ponto de vista de outra pessoa, o que é a base da empatia.
- Portanto, a alternativa C, interpretando diferentes papéis, está correta e coincide com o gabarito oficial.
- A alternativa A está errada, pois fazer apenas o que desejam mantém a criança centrada em si mesma, o oposto do que se pede.
- A alternativa B está errada, pois imitar apenas os adultos não envolve construir a visão do outro em situações de brincadeira, e a palavra apenas restringe demais a resposta.
- A alternativa D está errada, pois competir não exige necessariamente compreender o ponto de vista alheio e pode até reforçar o individualismo.
- A alternativa E está errada, pois regras estritas são características de jogos com regulamento fixo, não do faz de conta, que é livre e simbólico.
💡 Dica: Pense em exemplos de jogos de faz de conta.
Alternativa por alternativa
O aluno associa a brincadeira livre à liberdade total de vontade, achando que brincar do que se quer já ensina a pensar como o outro. Na verdade, a autonomia de desejo pode reforçar o egocentrismo.
O aluno acredita que copiar comportamentos dos adultos equivale a entender o outro, confundindo imitação com a construção de perspectiva. A palavra apenas também torna a alternativa excludente demais.
Por que engana: As crianças podem confundir a ideia de fazer o que desejam com a empatia, não percebendo que é necessário considerar o outro.
Isso ajuda a desenvolver a capacidade de ver o outro.
O aluno confunde a dinâmica de competição, comum em alguns jogos, com a brincadeira simbólica do faz de conta, que é cooperativa e imaginativa. Assim, supõe que disputar desenvolve a visão do outro.
O aluno transfere para o faz de conta a ideia de regras fixas típica de jogos com regulamento, como xadrez ou futebol. Não percebe que a brincadeira simbólica tem regras flexíveis, negociadas pelas próprias crianças.
Raio-X da questão
jogos de faz de conta
diagnostico
jogos de faz de conta · interpretação de papéis
Revisar como as crianças desenvolvem empatia e compreensão do outro.
As crianças podem confundir a ideia de fazer o que desejam com a empatia, não percebendo que é necessário considerar o outro.
multiculturalismo
empatia
cotidiano
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