Uma pesquisa realizada em 2024 com pessoas de 18 a 59 anos em municípios brasileiros comparou a inserção de…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar e comparar indicadores de emprego, trabalho e renda em diferentes espaços, escalas e tempos, associando-os a processos de estratificação e desigualdade socioeconômica.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Uma pesquisa realizada em 2024 com pessoas de 18 a 59 anos em municípios brasileiros comparou a inserção de jovens e adultos no mercado de trabalho. Entre os jovens de 18 a 24 anos, 52% participavam da força de trabalho, 18% dos participantes estavam desempregados e 28% dos ocupados tinham emprego formal. Entre os adultos de 30 a 59 anos, esses índices eram, respectivamente, 78%, 6% e 61%. Na pesquisa, considera-se desempregada a pessoa que não tinha trabalho, mas procurava emprego; e emprego formal aquele com registro ou proteção trabalhista equivalente. Com base nos dados da pesquisa, qual interpretação sociológica explica melhor a situação dos jovens no mercado de trabalho e uma de suas implicações sociais?
- A) Os jovens apresentam maior participação e formalização, o que indica uma inserção profissional mais estável que a dos adultos.
- B) A menor participação dos jovens explica sua menor necessidade de políticas de proteção e inserção profissional.
- C) A maior taxa de desemprego dos jovens decorre necessariamente de sua falta de interesse em trabalhar e de sua menor qualificação.
- D) Os jovens apresentam maior desemprego e menor formalização, o que pode ampliar sua vulnerabilidade na transição para a vida profissional.
- E) Jovens e adultos apresentam condições semelhantes, pois as diferenças observadas não alteram sua inserção no mercado de trabalho.
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- Compare os indicadores dos jovens (18 a 24 anos) com os dos adultos (30 a 59 anos). Jovens: participação 52%, desemprego 18% dos participantes, formalidade 28% dos ocupados. Adultos: participação 78%, desemprego 6%, formalidade 61%. Passo 2: Observe que os jovens têm desemprego três vezes maior (18% contra 6%) e formalidade bem menor (28% contra 61%). Passo 3: Esses dados indicam que a inserção dos jovens é mais precária e instável, com maior exposição ao desemprego e a vínculos sem proteção trabalhista. Passo 4: A implicação social é que essa vulnerabilidade na transição da escola para a vida profissional pode gerar dificuldades de autonomia, renda e acúmulo de experiência, reforçando desigualdades ao longo da vida. Passo 5: Por que as outras alternativas estão erradas: A inverte os dados, pois os jovens têm mais desemprego e menos formalização. B confunde menor participação com menor necessidade, quando a menor inserção aponta justamente para maior necessidade de políticas. C atribui o desemprego a falta de interesse ou qualificação, uma explicação individualizante que a pesquisa não comprova, já que os dados mostram apenas índices, não causas. E nega as diferenças que os próprios números evidenciam. Passo 6: Portanto, a alternativa D é a correta, pois é a única que lê corretamente os dados e relaciona a situação dos jovens a uma implicação social coerente com eles. O gabarito oficial está correto.
💡 Dica: Analise os dados e relacione com as questões sociais.
Alternativa por alternativa
O aluno inverteu a leitura dos índices, supondo que maior participação significa inserção mais estável, sem comparar o desemprego e a formalização dos jovens com os dos adultos.
O aluno acredita que, por participarem menos do mercado, os jovens precisariam menos de políticas de inserção, tomando a ausência de trabalho como sinal de que não há problema social.
O aluno atribui o desemprego juvenil a causas individuais como falta de interesse e baixa qualificação, uma explicação de senso comum que ignora os fatores estruturais que a pesquisa sugere.
A taxa de desemprego entre os participantes jovens é de 18%, três vezes maior que a dos adultos, de 6%. Além disso, apenas 28% dos jovens ocupados têm emprego formal, contra 61% dos adultos. Esses dados indicam uma inserção profissional mais instável para os jovens, condição que pode dificultar sua autonomia financeira e sua transição para a vida profissional, sem afirmar que isso ocorra da mesma forma com todos.
O aluno considera que diferenças percentuais tão grandes não afetam a inserção, o que contraria os próprios números apresentados, em que desemprego e formalização variam fortemente entre as faixas etárias.
Por que engana: Generalizar que adultos sempre têm emprego garantido, ignorando a realidade do mercado de trabalho.
Raio-X da questão
indicadores de emprego
diagnostico
indicadores de emprego · desigualdade social
Revisar as diferenças de emprego entre jovens e adultos.
Generalizar que adultos sempre têm emprego garantido, ignorando a realidade do mercado de trabalho.
cidadania_etica
pensamento_critico
cotidiano
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