Para Jean-Paul Sartre, a morte é um acontecimento contingente que interrompe definitivamente as possibilidades…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar, analisar e comparar diferentes fontes e narrativas expressas em diversas linguagens, com vistas à compreensão de ideias filosóficas e de processos e eventos históricos, geográficos, políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Para Jean-Paul Sartre, a morte é um acontecimento contingente que interrompe definitivamente as possibilidades de escolha do indivíduo. Por isso, ela não pode ser compreendida como uma possibilidade que a pessoa realiza conscientemente, mas como um limite imposto de fora à existência. Para Martin Heidegger, entretanto, a antecipação da própria morte pode levar o indivíduo a reconhecer sua finitude e a assumir de modo mais autêntico suas escolhas. Com base no texto, qual comparação entre as concepções de Sartre e Heidegger sobre a morte está correta?
- A) Sartre entende a morte como experiência superável, enquanto Heidegger a considera encerramento definitivo da existência.
- B) Sartre entende a morte como interrupção externa das possibilidades, enquanto Heidegger a relaciona à autenticidade das escolhas.
- C) Sartre entende a morte como escolha consciente, enquanto Heidegger a considera um acontecimento sem efeitos existenciais.
- D) Sartre entende a morte como realização da liberdade, enquanto Heidegger a considera uma possibilidade indiferente às escolhas.
- E) Sartre entende a morte como etapa da autenticidade, enquanto Heidegger a considera limite externo das possibilidades.
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- Leia o texto com atenção. Ele apresenta duas ideias: para Sartre, a morte é um acontecimento contingente que interrompe de fora as possibilidades de escolha, não sendo uma possibilidade realizada conscientemente; para Heidegger, a antecipação da própria morte leva o indivíduo a reconhecer a finitude e a assumir suas escolhas de modo mais autêntico.
- Resolva por conta própria. A comparação correta precisa associar Sartre à ideia de interrupção externa e Heidegger à ideia de autenticidade das escolhas. Essa correspondência aparece de forma literal no texto.
- Analise a alternativa B. Ela afirma que Sartre entende a morte como interrupção externa das possibilidades, e que Heidegger a relaciona à autenticidade das escolhas. As duas partes estão de acordo com o texto, portanto B está correta.
- Verifique as alternativas erradas. A afirma que Sartre vê a morte como experiência superável, o que contraria a ideia de limite definitivo; ainda assim, o texto não associa Heidegger a encerramento definitivo, mas à autenticidade. C inverte Sartre, pois a morte não é escolha consciente para ele, e atribui a Heidegger a ausência de efeitos existenciais, quando o texto diz o contrário. D atribui a Sartre a morte como realização da liberdade, quando o texto nega que seja uma possibilidade realizada conscientemente, e trata Heidegger como indiferente às escolhas, o que contradiz o texto. E inverte as posições: a autenticidade é atribuída a Heidegger, não a Sartre, e a morte como limite externo é atribuída a Sartre, não a Heidegger.
- Conclusão. O gabarito oficial B está correto e coincide com a resolução feita independentemente.
💡 Dica: Identifique as principais ideias de Sartre e de outros filósofos sobre a morte.
Alternativa por alternativa
O aluno pode ter invertido a ideia de superação, imaginando que a morte seja uma experiência que se pode vencer, e atribuído a Heidegger a noção de encerramento definitivo, que o texto não sustenta.
O texto apresenta duas concepções distintas. Para Sartre, a morte encerra as possibilidades do indivíduo e não constitui uma escolha realizada por ele. Para Heidegger, a antecipação da morte permite reconhecer a finitude e assumir as próprias escolhas de maneira autêntica.
O aluno pode ter confundido a morte com uma escolha consciente, atribuindo a Sartre o que o texto nega, e supôs que Heidegger ignora qualquer efeito existencial da morte, quando o texto diz o oposto.
O aluno pode ter associado a morte à realização da liberdade, ideia que contraria o texto sobre Sartre, e considerado Heidegger indiferente às escolhas, quando o texto afirma que a antecipação da morte leva a escolhas mais autênticas.
O aluno pode ter trocado os autores de posição: atribuiu a Sartre a etapa da autenticidade e a Heidegger o limite externo, invertendo os conceitos que o texto associa a cada filósofo.
Raio-X da questão
visão da morte
avaliacao
filosofia existencialista · conceito de liberdade
Revisar as principais teorias filosóficas sobre a morte.
Confundir a visão existencialista de Sartre sobre a morte como um momento de liberdade com a ideia de que ele ignora ou considera a morte irrelevante.
pensamento_critico
abstrato
Questões parecidas com resolução
- Em O ser e o nada, de 1943, Jean-Paul Sartre afirma que o ser humano não possui uma essência fixa que determine…
- Em uma aula sobre existencialismo, a professora apresentou duas posições. Para Jean-Paul Sartre, não existe uma essência…
- No século XVII, René Descartes associou a liberdade à vontade, entendida como a capacidade de afirmar ou negar. Para…
- No existencialismo de Jean-Paul Sartre, a ausência de uma essência humana previamente determinada coloca cada pessoa…
- Compare sucintamente a ênfase de Sartre sobre 'existência precede essência' com a abordagem heideggeriana da existência.
- Em uma entrevista, Jean-Paul Sartre afirmou que “o homem está condenado a ser livre”. Para o filósofo, as pessoas não…
🔎 Procurar outra questão
Procure no banco do GeraProva pelo tema ou por um trecho do enunciado. Cada questão já vem com resolução comentada e a análise de cada alternativa.
Professor: monte a prova com questões como esta, com gabarito e folha de respostas, em 30 segundos. Ver planos · Blog
