GeraProva GeraProva Provas com IA para professores do Brasil
Questoes

Variação percentual composta: por que subtrair as taxas dá respostas erradas

Quando duas porcentagens incidem em sequência, a segunda usa uma nova base. Veja como identificar essa confusão, planejar intervenções e usar oito questões para diagnosticar o raciocínio da turma.

Variação percentual composta: por que subtrair as taxas dá respostas erradas

Eu reconheço a cena: apresento um preço que sobe e depois recebe desconto, e um aluno responde depressa que basta subtrair uma taxa da outra. Se houve aumento de 15% e desconto de 10%, diz que a variação foi 5%. A conta parece coerente, porque ele sabe operar com porcentagens; o problema é que ainda trata cada percentual como se incidisse sobre o mesmo valor. Quando peço que explique a base usada no segundo passo, muitas vezes ele aponta para o preço inicial, mesmo quando o enunciado diz “sobre o novo preço”.

Também vejo o equívoco aparecer fora das etiquetas de preço. Em uma questão sobre reservatório, um estudante calcula 100% − 12% + 5% e marca 93%, sem perceber que a recuperação acontece depois da perda e sobre o volume restante. A resposta errada é útil: mostra uma hipótese sobre o raciocínio, não apenas uma falha de conta. Neste guia, organizo o diagnóstico a partir de questões validadas e de suas fichas pedagógicas: o que revisar, quais distratores observar e como escolher o momento de cada item sem confundir velocidade de cálculo com compreensão.

O que é variação percentual composta e onde ela aparece no currículo?

Variação percentual composta é a mudança obtida quando aumentos ou reduções percentuais são aplicados sucessivamente, cada um sobre o valor resultante da etapa anterior. Se um valor inicial P recebe aumento de 20% e, depois, desconto de 10%, calculamos P × 1,20 × 0,90 = 1,08P: o resultado é aumento líquido de 8%, não de 10%. O ponto didático central é a mudança da base. Posso trabalhar o conceito em Matemática no 6º, 7º e 8º anos, ajustando a exigência de leitura, representação e cálculo à turma. Ele dialoga com EF06MA13, EF07MA02 e EF08MA04. Nas fichas analisadas, os contextos incluem preços, área reflorestada, volume de reservatório e leitura de gráfico: situações que ajudam a conectar taxa, quantidade e comparação com o valor inicial.

Uma forma produtiva de tornar a ideia visível é representar cada etapa por um fator multiplicativo. Aumento de 30% significa multiplicar por 1,30; redução de 20%, por 0,80. A sequência é 1,30 × 0,80 = 1,04, portanto o resultado fica 4% acima do inicial. Eu evito começar com uma regra decorada: primeiro discuto o que significa “do valor atual”; depois comparo o valor final com a referência solicitada. A composição também pode resultar em retorno ao valor inicial, como 0,80 × 1,25 = 1. Nesse caso, não basta afirmar que os percentuais se compensam: é a multiplicação dos fatores que justifica a conclusão.

O que o aluno precisa saber antes de estudar variação composta?

As fichas apontam como base porcentagem básica, cálculo de porcentagem, descontos e aumentos percentuais, multiplicação de decimais, operações básicas e interpretação de gráficos. Algumas questões exigem reconhecer qual valor é a referência; outras dependem de ler com atenção expressões como “sobre o preço resultante”. Antes de ensinar a composição, verifico se o aluno consegue calcular 20% de 200, identificar quanto resta depois de um desconto e multiplicar um decimal por um número como 0,8 ou 1,15. Para testar a leitura da base, pergunto: “Se o preço caiu e depois subiu 5%, cinco por cento de qual valor?” Uma resposta acompanhada de justificativa revela mais do que acertar uma conta isolada. Esse diagnóstico rápido ajuda a decidir se devo retomar porcentagem básica ou seguir para as etapas sucessivas.

Também vale conferir se a turma compara o resultado com a referência pedida. Em uma questão, a pergunta pode ser “qual percentual permanece?”; em outra, “qual foi a variação em relação ao inicial?”. São solicitações diferentes: 92,4% permanece, enquanto a variação correspondente é uma redução de 7,6%. Proponho uma checagem oral em três partes: localizar o valor inicial, identificar a base de cada taxa e dizer qual comparação será feita no final. Se a turma tropeça na multiplicação de decimais, faço duas ou três contas sem contexto antes de avançar. Se lê os dados, mas usa sempre o valor inicial, o foco da intervenção deve ser a interpretação da sequência, não uma bateria de exercícios de algoritmo.

Quais são os erros mais comuns em variação percentual composta?

Nas questões deste conjunto, o padrão mais recorrente é operar diretamente com as taxas, sem atualizar a base entre uma etapa e outra. Esse comportamento aparece explicitamente nas fichas de várias questões e também nos distratores: subtrair 20% de 15%, concluir que 30% menos 20% é 10% ou somar 12% e 5% como se as duas taxas incidissem sobre o mesmo volume. Outro grupo de respostas considera somente a primeira ou a última alteração. Em vez de tratar esses erros como distrações equivalentes, uso cada alternativa para localizar a hipótese do estudante. A intervenção deve pedir que ele escreva o valor intermediário e indique, ao lado de cada percentual, “percentual de quê?”. Essa pergunta simples costuma revelar se falta compreensão da base ou apenas segurança no cálculo.

Subtrair ou somar percentuais diretamente

O estudante pode afirmar que aumento de 30% seguido de redução de 20% resulta em aumento de 10%. A resposta ignora que a redução incide sobre uma quantidade já maior. Na questão do reflorestamento, o distrator mais provável é justamente aumento de 10%, resultado da subtração direta. Para intervir, proponho começar com 100 unidades: após o aumento há 130; retirando 20% de 130, restam 104. O exemplo numérico torna a base visível e permite conferir o resultado por fatores, 1,30 × 0,80. Peço, então, que o aluno explique por que 30% e 20% não são parcelas comparáveis do mesmo total.

Aplicar a segunda taxa sobre o valor inicial

Esse erro aparece quando o aluno calcula o aumento ou desconto final tomando P como referência, embora o enunciado diga que a nova taxa incide sobre o resultado anterior. Na questão do reservatório, isso pode levar a adicionar cinco pontos percentuais ao valor inicial em vez de aumentar os 88% restantes. A alternativa de 96% é o distrator mais provável na ficha. Minha intervenção é desenhar uma linha de etapas: 100% inicial, 88% depois da redução e, por fim, 88% × 1,05. Solicito que a turma circule a expressão “volume restante” e a associe ao número usado como nova base.

Considerar apenas uma etapa da sequência

Alguns alunos calculam corretamente o desconto, mas param antes de aplicar o reajuste, ou registram apenas o primeiro aumento. Na questão da anuidade, podem responder redução de 20%, ignorando o acréscimo posterior; em outros itens, ficam com o aumento inicial. A causa pode ser leitura apressada, perda da sequência ou dificuldade de organizar o cálculo. Peço que numerem as ações na ordem em que ocorrem e anotem um valor intermediário depois de cada uma. A correção deve comparar o valor final com o inicial, não apenas conferir se a primeira operação foi feita corretamente.

Confundir variação absoluta com percentual

Uma diferença de 60 unidades não significa aumento de 60%. Para calcular a variação percentual, é necessário relacionar a diferença ao valor inicial. A questão do gráfico de vendas é particularmente útil: de 80 para 140, a diferença é 60 e a variação percentual é 60 ÷ 80 = 75%. A ficha identifica como erro típico calcular a diferença sem considerar a base inicial. Intervenho pedindo duas respostas distintas: “quantas unidades aumentou?” e “qual é esse aumento como porcentagem do começo?”. A separação ajuda a turma a não confundir quantidade e taxa.

Tratar aumento e desconto iguais como cancelamento

Um aumento de 20% seguido de desconto de 20% não devolve, em geral, o valor inicial: o desconto incide sobre um valor maior. Um padrão semelhante aparece na questão do croissant, em que aumento de 20% seguido de redução de 10% produz aumento líquido de 8%, e não ausência de variação. Peço aos alunos que façam o cálculo com um preço redondo e descrevam a base do desconto. Também comparo a sequência inversa para mostrar que trocar a ordem pode mudar o resultado final quando os fatores são diferentes.

Como ensinar variação percentual composta passo a passo?

Eu organizo o ensino em uma sequência curta, com passagem do concreto para a representação. Primeiro reviso a porcentagem de um valor e o sentido de “aumentar” ou “reduzir”. Depois escolho um valor inicial simples, como 100, e calculo uma única alteração; a turma registra o resultado intermediário. Na etapa seguinte aplico uma segunda taxa sobre esse novo valor, explicitando a base em voz alta. Só então formalizo os fatores: aumento de r% corresponde a 1 + r/100, e redução a 1 − r/100. A orientação recorrente nas fichas é calcular etapa por etapa e comparar o valor final com o original. Por fim, peço que os alunos expliquem a variação líquida em palavras e verifiquem se a resposta é aumento, redução ou nenhuma variação.

Uma aula pode começar com uma previsão individual: depois de uma alta de 15% e um desconto de 10%, o preço fica maior, menor ou igual? Antes do cálculo, os alunos registram a hipótese. Em duplas, calculam o valor intermediário e debatem por que o desconto não é 10% do preço original. Na socialização, comparo os métodos “valor inicial 100” e “fatores multiplicativos”, sem declarar que um raciocínio é válido apenas porque usa fórmula. Em seguida, alterno contextos: anuidade, produto, área ou volume. Para fechar, proponho uma questão de saída em que o aluno deve escrever explicitamente a base da segunda etapa. Essa evidência me mostra se compreendeu a composição ou apenas imitou um procedimento.

Para apoiar quem ainda se perde, uso uma tabela com três colunas: etapa, cálculo e resultado. Por exemplo: inicial, 200; desconto de 20%, 200 × 0,80 = 160; aumento de 15%, 160 × 1,15 = 184. A pergunta final é: “184 representa quantos por cento de 200?”. Para ampliar o desafio, apresento um caso em que o resultado volta ao início, como desconto de 20% seguido de aumento de 25%. O objetivo não é decorar pares que se anulam, e sim perceber que 0,80 × 1,25 = 1. Ao corrigir, peço justificativa para a alternativa escolhida; a explicação escrita permite distinguir compreensão, erro de leitura e erro aritmético.

Como avaliar: que questão usar em cada momento?

As fichas dão pistas práticas para distribuir os itens. Todas as oito questões exigem cálculo e têm tempo de resolução classificado como médio; o nível de leitura também é médio. Isso recomenda reservar tempo e evitar interpretar rapidez como domínio. Para diagnóstico inicial, uso um item de variação simples com gráfico e observo se o aluno divide a diferença pelo valor inicial. Para atividade ou lição, escolho sequências contextualizadas e peço o cálculo intermediário. Em prova, itens de progressão podem vir antes de uma questão de consolidação. A questão de desconto de 20% seguido de aumento de 25% tem poder de discriminação alto na ficha, enquanto a maioria está classificada como média. Os itens podem servir a prova, atividade, lição e diagnóstico; quase todos também servem a simulado, com exceções assinaladas nas fichas.

O papel indicado ajuda a construir uma prova com percurso, não uma coleção de contas repetidas. As questões 1, 3, 4, 5, 7 e 8 aparecem como progressão; as questões 2 e 6, como consolidação. Posso começar pelo gráfico para verificar a relação entre diferença e base, avançar para duas alterações e fechar com uma situação que exija interpretação do valor final. A questão 2 tem poder de discriminação alto e permite observar se o estudante entende que 0,8P × 1,25 = P. A questão 1 depende de imagem e, por isso, só deve ser aplicada com o gráfico disponível e legível. Avaliação rápida é adequada para alguns itens, mas não para todos, segundo as fichas; não devo converter essa indicação em regra universal.

Na devolutiva, analiso o tipo de distrator, não apenas a quantidade de acertos. A alternativa A é o distrator mais provável na questão 2; na 3, também é A; na 4, D; na 5, B; na 6, D; na 7, B; e na 8, C. Cada escolha aponta para uma hipótese diferente: subtração direta, base errada, operação isolada ou confusão entre aumento e desconto. As questões 1 e 2 são boas para diagnóstico, e várias outras também estão marcadas como adequadas para esse uso. Para gerar uma prova com itens organizados conforme o objetivo da turma, posso usar o gerador de provas do GeraProva e revisar a seleção antes de aplicar.

O que ensinar antes de variação percentual composta?

Antes de pedir que os alunos encadeiem mudanças, retomo os conhecimentos que sustentam cada etapa. Começo por cálculo de porcentagem, para separar taxa e quantidade, e por desconto percentual, para interpretar o valor que permanece. Em seguida, trabalho aumento percentual e números decimais, incluindo multiplicação de números decimais. A ficha da questão do gráfico reforça também interpretação de gráficos. Esses temas não precisam virar uma longa unidade de revisão: uma checagem curta revela qual lacuna está ativa. Se o estudante sabe calcular 15% de um valor, mas não explica sobre qual valor calcular a etapa seguinte, o ponto de retomada é a base de referência, não necessariamente a técnica de porcentagem.

Uma sequência de revisão eficiente pode combinar cartões com situações de aumento e redução, cálculo mental sobre 100 e exercícios de multiplicação por fatores decimais. Peço que o aluno transforme “aumentou 12%” em “ficou com 112% do valor anterior” e “reduziu 12%” em “ficou com 88%”. Essa tradução prepara a composição sem antecipar uma regra mecânica. Depois, proponho situações em que a base é explícita e outras em que precisa ser identificada no texto. Se a questão incluir gráfico, ensino a localizar primeiro os dois valores relevantes, registrar a diferença e só então calcular a taxa em relação ao valor inicial. Assim, cada pré-requisito é revisado no contexto em que será usado.

Para onde a variação percentual composta leva?

O conceito prepara o terreno para estudar porcentagem e variação percentual em situações mais variadas, nas quais precisamos distinguir crescimento absoluto de relativo e interpretar sequências de mudanças. Também pode apoiar aprendizagens ligadas à densidade demográfica urbana: ao comparar populações ou áreas em períodos distintos, o aluno precisa ler dados, reconhecer referências e comunicar variações com cuidado. Isso não significa que a variação composta, sozinha, ensine densidade demográfica; ela contribui com a compreensão quantitativa necessária para analisar mudanças sucessivas. Em contextos futuros, a mesma ideia aparece em preços, quantidades e indicadores que mudam ao longo do tempo. Meu objetivo é que o estudante deixe de perguntar apenas “qual porcentagem somo?” e passe a perguntar “qual era a base em cada etapa e em relação a que valor estou comparando?”.

Essa pergunta também desenvolve a capacidade de avaliar afirmações numéricas. Um anúncio pode destacar um desconto sem esclarecer a sequência de reajustes; uma notícia pode apresentar aumento percentual sem mostrar o valor de partida. Ao dominar a base, o aluno consegue testar a informação e explicar seus limites. Na escola, posso conectar o tema a tabelas e gráficos de diferentes áreas, respeitando os dados efetivamente apresentados e evitando conclusões que eles não sustentam. O conhecimento matemático fica mais transferível quando a turma justifica escolhas, verifica a plausibilidade do resultado e diferencia o valor final da variação ocorrida.

Como conectar o conceito a outros temas e habilidades?

As fichas situam os problemas em contextos cotidianos: vendas, liquidação, reflorestamento, anuidade, reservatório, padaria, microcervejaria e compra de mochila. Esses cenários favorecem conversas sobre consumo, gestão de recursos e leitura crítica de informações, sem que seja necessário transformar toda questão em debate extenso. O tema transversal pode ser escolhido conforme o contexto e o planejamento da escola; no reservatório, por exemplo, a turma pode discutir a importância de distinguir perda e recuperação de volume. As habilidades socioemocionais indicadas são tomada de decisão, em sete fichas, e pensamento crítico, em uma. Eu as trabalho quando os alunos justificam uma escolha, confrontam uma previsão com o cálculo e revisam uma conclusão diante de evidências, não como rótulos atribuídos a quem acerta.

Os contextos servem também para diferenciar a leitura do problema. A questão 1 depende de imagem; as demais têm autonomia indicada como completa. Há enunciados calculativos e situacionais, todos com leitura classificada como média nas fichas. Ao selecionar itens, observo se a dificuldade pretendida é matemática ou se um formato específico de gráfico ou texto pode acrescentar uma barreira. Em atividades, deixo espaço para representar etapas; em prova, verifico se a pergunta distingue claramente “percentual que permanece” de “variação em relação ao início”. Assim preservo o objetivo pedagógico e torno a resposta do aluno mais interpretável.

Quais questões comentadas ajudam a diagnosticar variação percentual composta?

As oito questões a seguir não funcionam apenas como uma lista de respostas: cada alternativa incorreta representa um caminho de raciocínio que posso investigar. Em vez de corrigir somente com um visto, peço que o estudante explique qual base usou e em que ordem aplicou as operações. Os comentários distinguem cálculo absoluto e percentual, aplicação sucessiva, leitura de gráfico e comparação com o valor inicial. Os itens foram usados em séries diferentes, do 6º ao 8º ano, e as fichas os classificam com tempo e nível de leitura médios. Posso escolher um ou dois para uma sondagem curta ou combinar vários em uma atividade de aprofundamento. A resposta correta vem acompanhada da justificativa, e as erradas explicitam o que cada escolha pode revelar, sem presumir que todo aluno que marca uma alternativa tenha necessariamente cometido o mesmo erro.

Questão 1 — De segunda a quinta, qual foi o aumento percentual das vendas?

Uma papelaria acompanhou as vendas de cadernos na semana. O gráfico mostra as quantidades vendidas de segunda a quinta. De acordo com o gráfico, de segunda para quinta, o aumento foi de quantos por cento? Os valores relevantes são 80 cadernos na segunda e 140 na quinta.

  • ❌ A) 60% — Confunde a diferença absoluta, 60 cadernos, com a taxa percentual. Revela que o aluno não tomou o valor inicial como base.
  • ❌ B) 60% — Embora a diferença seja 60, 60% de 80 corresponde a 48, não ao aumento observado. Revela dificuldade de verificar a taxa pelo valor de referência.
  • ❌ C) 50% — Metade de 80 é 40, abaixo do aumento de 60. Pode indicar estimativa sem comparação com a diferença efetiva.
  • ✅ D) 75% — A diferença é 140 − 80 = 60; dividindo pelo valor inicial, 60 ÷ 80 = 0,75, ou 75%.
  • ❌ E) 90% — Corresponderia a 72 sobre 80, acima da diferença apresentada. Revela que o aluno não validou o percentual com os dados do gráfico.

Comentário: A ficha aponta confusão entre aumento absoluto e percentual, exige cálculo, depende da imagem e tem papel de progressão. É uma boa questão diagnóstica, de atividade, lição, prova e avaliação rápida; não está indicada para simulado.

Questão 2 — Um desconto de 20% seguido de aumento de 25% altera o preço?

Uma loja reduziu um preço original P em 20%. Encerrada a promoção, aumentou em 25% o valor praticado na liquidação. Qual foi a variação percentual do preço final em relação ao inicial?

  • ❌ A) Diminuiu em 5% — Pode revelar comparação direta das taxas, sem observar que o aumento incide sobre o preço reduzido. É o distrator mais provável indicado na ficha.
  • ✅ B) Permaneceu inalterado — Após o desconto resta 0,8P; o aumento seguinte dá 0,8P × 1,25 = P. O preço final coincide com o inicial.
  • ❌ C) Aumentou em 45% — Soma as duas taxas e ignora tanto a redução quanto a base sucessiva. Revela tratamento aditivo das porcentagens.
  • ❌ D) Diminuiu em 20% — Considera somente a primeira alteração. Revela que a segunda etapa foi ignorada.
  • ❌ E) Aumentou em 5% — Subtrai 20 de 25, sem calcular os valores intermediários. Revela a mesma confusão de base, embora conclua aumento.

Comentário: É item de consolidação, com poder de discriminação alto. A ficha indica que serve para prova, atividade, lição, diagnóstico, simulado e avaliação rápida. A justificativa permite verificar se o acerto veio da composição correta.

Questão 3 — Qual foi a variação da área reflorestada após dois anos?

A área reflorestada era inicialmente de 200 hectares. No primeiro ano aumentou 30% em relação aos 200 hectares; no segundo, sofreu decréscimo de 20% sobre o valor alcançado ao fim do primeiro ano. De quantos por cento foi o aumento total após os dois anos?

  • ❌ A) Aumento de 10% — Subtrai 20 de 30 diretamente. Revela que o aluno não atualizou a base; é o distrator mais provável da ficha.
  • ✅ B) Aumento de 4% — 200 × 1,30 × 0,80 = 208 hectares. O aumento de 8 sobre 200 equivale a 4%.
  • ❌ C) Aumento de 6% — Multiplica 30% por 20%, sem representar o efeito da redução sobre a área aumentada. Revela confusão entre produto de taxas e composição.
  • ❌ D) Aumento de 5% — Calcula uma média simples entre taxas de sentidos opostos. Revela uso de média sem justificativa para a situação.
  • ❌ E) Aumento de 8% — Confunde os 8 hectares de aumento com 8%. Revela dificuldade de converter diferença absoluta em taxa sobre 200.

Comentário: Questão situacional de progressão, adequada a prova, atividade, lição, diagnóstico e simulado. Exige multiplicação de decimais e favorece observar se o estudante distingue hectares de porcentagem.

Questão 4 — Qual é a variação total da anuidade após desconto e reajuste?

Uma anuidade custa R$ 200,00. O gerente aplica desconto de 20% e, dois meses depois, acrescenta 15% ao preço resultante. Qual é a variação percentual total em relação ao valor original?

  • ❌ A) Aumento de 5% — Inverte o sentido da variação. Pode indicar que o aluno comparou as taxas sem calcular o resultado.
  • ❌ B) Redução de 35% — Soma 20% e 15% como se ambos fossem descontos. Revela desatenção ao sentido do reajuste e à base.
  • ❌ C) Redução de 12% — Calcula que 15% de 80% equivale a 12%, mas não combina corretamente as etapas nem compara o final com o início.
  • ❌ D) Redução de 5% — Faz 20% − 15% e conclui uma redução de 5%. É o distrator mais provável indicado; revela soma simples de taxas.
  • ✅ E) Redução de 8% — 200 × 0,8 × 1,15 = 184. A queda de R$ 16,00 corresponde a 16 ÷ 200 = 8%.

Comentário: A questão é de progressão, exige cálculo e tem poder de discriminação médio. Serve para prova, atividade, lição, diagnóstico e simulado; a ficha não a indica para avaliação rápida.

Questão 5 — Que percentual do volume inicial permanece no reservatório?

O reservatório sofre redução de 12% e, depois, aumento de 5% sobre o volume restante. Qual percentual do volume inicial permanece após as alterações?

  • ❌ A) 94,6% — Pode resultar de uma aplicação inadequada da recuperação sobre a base inicial. Revela dificuldade em identificar o volume que restou.
  • ❌ B) 96,0% — Aplica 5% sobre 100% em vez de sobre 88%. É o distrator mais provável da ficha e sinaliza erro de base.
  • ❌ C) 90,0% — Combina as taxas sem representar corretamente a sequência. Revela tratamento linear das alterações.
  • ❌ D) 93,0% — Calcula 100% − 12% + 5%. Revela soma direta de percentuais de bases distintas.
  • ✅ E) 92,4% — Depois da perda restam 88%; a recuperação é 88% × 1,05 = 92,4% do volume inicial.

Comentário: Item situacional de progressão e diagnóstico, adequado a prova, atividade, lição e simulado. A ficha marca tempo e leitura médios, cálculo obrigatório e avaliação rápida não recomendada.

Questão 6 — Qual foi a variação no preço do croissant?

Um croissant custava R$ 2,50. O preço aumentou 20% e, em seguida, recebeu desconto de 10% sobre o novo valor. Qual é a variação percentual em relação ao preço original?

  • ❌ A) Nenhuma variação — Supõe que aumento e desconto se anulam. Revela que o aluno não percebe a base maior do desconto.
  • ❌ B) Aumento de 20% — Considera apenas o primeiro reajuste. Revela que a promoção posterior foi ignorada.
  • ❌ C) Redução de 10% — Considera somente o desconto e não compara o resultado ao preço inicial.
  • ❌ D) Aumento de 12% — O distrator mais provável na ficha. A justificativa associada aponta cálculo incorreto da variação, sem aplicar corretamente as duas etapas.
  • ✅ E) Aumento de 8% — R$ 2,50 × 1,20 = R$ 3,00; com desconto, R$ 3,00 × 0,90 = R$ 2,70. A diferença de R$ 0,20 é 8% de R$ 2,50.

Comentário: A ficha classifica o papel como consolidação e o poder de discriminação como médio. Serve para prova, atividade, lição, diagnóstico, simulado e avaliação rápida.

Questão 7 — Qual é a variação líquida após aumento de 15% e desconto de 10%?

Uma microcervejaria aumenta o preço em 15% e depois oferece desconto de 10% sobre o novo preço. Qual é a variação líquida em relação ao valor original?

  • ❌ A) Diminuiu 2,5% — Aplica o desconto à base errada e subtrai o aumento. Revela dificuldade de manter a ordem e a referência.
  • ❌ B) Aumentou 5% — Faz 15% − 10%. É o distrator mais provável da ficha e revela subtração direta das taxas.
  • ❌ C) Aumentou 13,5% — Calcula o desconto sobre os 15% de aumento, e não sobre o preço reajustado. Revela confusão entre taxa e valor total.
  • ❌ D) Manteve-se inalterado — Supõe cancelamento exato de aumento e desconto. Revela que as bases diferentes não foram consideradas.
  • ✅ E) Aumentou 3,5% — O fator total é 1,15 × 0,90 = 1,035; o preço final representa 103,5% do inicial.

Comentário: Questão calculativa de progressão, com poder de discriminação médio. Serve para prova, atividade, lição, diagnóstico e simulado, mas não está indicada para avaliação rápida.

Questão 8 — Qual é a variação total no preço da mochila?

Uma mochila custava R$ 200,00. A papelaria elevou o preço em 15% e, depois, aplicou desconto de 20% sobre esse novo valor. Qual é a variação total em relação ao preço original?

  • ❌ A) Redução de 2% — Subestima o efeito da sequência e não corresponde à aplicação dos fatores. Revela cálculo incompleto.
  • ❌ B) Aumento de 12% — Pode surgir de considerar apenas parte do aumento e do desconto. Revela que a base da redução não foi atualizada.
  • ❌ C) Aumento de 5% — Subtrai diretamente 20% de 15%. É o distrator mais provável da ficha e revela raciocínio aditivo.
  • ❌ D) Redução de 5% — Trata as taxas como se a diferença entre elas determinasse a variação. Revela falta de comparação entre o preço final e o inicial.
  • ✅ E) Redução de 8% — 200 × 1,15 = 230; com desconto, 230 × 0,80 = 184. A diferença de 16 equivale a 8% de 200.

Comentário: A questão é de progressão, contexto cotidiano e cálculo. Serve para prova, atividade, lição, diagnóstico e simulado, além de avaliação rápida; o poder de discriminação é médio.

Que dúvidas aparecem ao ensinar variação percentual composta?

As perguntas abaixo respondem a dúvidas que surgem quando planejo a sequência ou analiso uma resposta inesperada. A recomendação geral é não reduzir o diagnóstico ao resultado final: uma resposta errada pode vir de leitura da base, seleção da operação, cálculo decimal ou comparação percentual. Ao corrigir, peço uma linha de trabalho que mostre o valor intermediário e a referência usada. Isso me permite escolher uma retomada específica, em vez de repetir todo o conteúdo. Também considero o propósito do instrumento: uma atividade pode dar espaço à conversa e à correção compartilhada, enquanto uma prova precisa apresentar enunciado claro e tempo compatível. A variação composta se consolida quando o estudante consegue calcular, explicar por que as taxas não se somam diretamente e verificar se a resposta está expressa como diferença absoluta ou percentual.

É adequado ensinar o conceito no 6º ano?

As fichas incluem questões do 6º ano associadas à habilidade EF06MA13. Posso trabalhar a ideia com números acessíveis, situações de desconto e aumento e apoio visual, desde que a turma tenha domínio suficiente de porcentagem e operações básicas. A profundidade deve acompanhar os conhecimentos e os objetivos previstos para a classe; não é necessário começar com notação algébrica formal.

Como diferenciar erro de cálculo de erro conceitual?

Peço ao aluno que identifique a base de cada percentual antes de refazer a conta. Se sabe que o segundo percentual incide sobre o valor intermediário, mas erra uma multiplicação, trata-se de uma dificuldade aritmética. Se aplica a taxa ao valor inicial ou soma percentuais diretamente, o obstáculo está na compreensão da composição. A justificativa e os passos escritos ajudam a distinguir os casos.

Por que aumentos e descontos da mesma taxa não se anulam?

Porque são calculados sobre valores diferentes. Se um preço P aumenta 20%, passa a 1,20P; um desconto de 20% sobre esse novo preço deixa 1,20P × 0,80 = 0,96P. O resultado é 4% abaixo do inicial. A turma pode confirmar essa conclusão com um exemplo de preço igual a 100.

Qual é a primeira pergunta que devo fazer ao analisar um distrator?

Pergunte: “Qual valor você usou como base para este percentual?”. Depois, peça que o aluno localize no enunciado a expressão que justifica essa escolha. A resposta costuma mostrar se houve soma direta de taxas, uso do valor inicial na etapa errada ou interrupção antes da última operação. Evito concluir a causa sem ouvir a explicação.

Como montar uma atividade curta de diagnóstico?

Combine uma questão de aumento simples, uma sequência de duas alterações e uma pergunta de explicação. Inclua ao menos um item em que o aluno precise distinguir diferença absoluta e percentual, como a questão do gráfico, se a imagem estiver disponível. Reserve tempo para registrar o raciocínio: acertar a alternativa sem justificar não confirma, por si só, que a base foi compreendida.

Se quiser transformar esse diagnóstico em uma prova alinhada ao que sua turma precisa retomar, experimente o gerador de provas do GeraProva. Você também pode fazer o cadastro grátis e organizar questões para usar em prova, atividade ou revisão.

Monte uma prova com questões como estas

O GeraProva busca questões com gabarito comentado e BNCC no acervo e monta a prova pronta para imprimir.

Criar minha prova

Habilidades BNCC deste artigo

Artigos relacionados

0 comentários

Ocorreu um erro inesperado. Recarregar X

Rejoining the server...

Rejoin failed... trying again in seconds.

Failed to rejoin.
Please retry or reload the page.

The session has been paused by the server.

Failed to resume the session.
Please retry or reload the page.