Questões sobre semelhança de triângulos com gabarito comentado
Reuni questões sobre semelhança de triângulos para avaliar critérios AA, LAL e LLL, razões e proporcionalidade. Use os gabaritos comentados para identificar os erros mais comuns da turma.
Eu já percebi que semelhança de triângulos parece simples quando aparece só como definição no quadro, mas muda de figura quando o aluno precisa escolher um critério ou justificar uma razão. Na minha turma, os erros mais frequentes não estavam na conta: estavam em confundir semelhança com congruência, comparar lados fora de ordem e aceitar um único ângulo igual como prova.
Quando vou elaborar uma avaliação, procuro misturar leitura geométrica, proporcionalidade e situações em que o estudante precisa rejeitar uma conclusão apressada. Isso mostra mais do que acertar uma fração. Para ganhar tempo nessa montagem, eu uso a página inicial do GeraProva para filtrar habilidades, dificuldade e nível cognitivo sem abrir mão de analisar os distratores.
O que preciso ensinar antes de aplicar questões sobre semelhança de triângulos?
Antes de aplicar questões sobre semelhança de triângulos, eu garanto que a turma reconheça lados e ângulos correspondentes, diferencie semelhança de congruência e use os critérios AA, LAL e LLL. Em termos práticos, o estudante precisa saber que figuras semelhantes mantêm a forma, têm ângulos correspondentes iguais e lados correspondentes proporcionais; já figuras congruentes têm também o mesmo tamanho. Eu trabalho a habilidade EF09MA12 com desenhos em posições variadas, pois muitos alunos acertam apenas quando os triângulos estão “de pé” e na mesma orientação. Depois, proponho razões como 4/10, 6/15 e 8/20, pedindo que simplifiquem antes de concluir. O GeraProva ajuda porque permite selecionar questões por habilidade e Bloom, equilibrando compreensão, aplicação e análise em uma mesma prova.
Uma rotina curta que funciona
- Peço que a turma marque vértices correspondentes com a mesma cor.
- Em seguida, escrevo as razões sempre na mesma ordem: primeiro triângulo sobre segundo.
- Por fim, questiono: há dois ângulos iguais, lados proporcionais ou apenas uma coincidência?
Também faço questão de explorar o erro aditivo: aumentar lados em 10 cm e 15 cm não prova semelhança. A relação necessária é multiplicativa, isto é, uma razão constante.
Como avaliar semelhança de triângulos na prática?
Para avaliar semelhança de triângulos na prática, eu uso de 6 a 8 itens que alternam reconhecimento de critérios, cálculo de razão e justificativa de conclusões. Uma boa sequência começa com três lados proporcionais, avança para situações com perímetro ou números decimais e inclui pelo menos uma questão em que a resposta correta seja “não é possível afirmar”. Assim, eu verifico se o estudante compreendeu que um único ângulo igual não basta e se consegue manter a correspondência entre lados. Na correção, os distratores são decisivos: eles revelam inversão de razão, confusão entre congruência e semelhança ou uso de diferenças no lugar de proporções. Eu costumo registrar esses padrões para retomar a habilidade EF09MA12 antes de seguir para Teorema de Tales e proporcionalidade com paralelas, relacionada à EF09MA14.
O que observo nos resultados
- Razão invertida: o aluno encontrou a proporção, mas trocou numerador e denominador.
- Critério insuficiente: concluiu semelhança com um ângulo ou dois lados isolados.
- Congruência: acredita que lados diferentes impedem a semelhança.
Questões prontas com gabarito comentado
As seis questões abaixo cobrem desde a identificação do caso LLL até a aplicação de razões em triângulos formados por paralelas e transversais. Eu as usaria em blocos, começando pelas questões 3, 4 e 6, que isolam o conceito, e deixando as questões 1, 2 e 5 para uma etapa em que a turma já precise calcular e justificar. Todas trazem habilidade BNCC, nível de Bloom e distratores interpretáveis, o que facilita uma devolutiva mais precisa do que apenas informar a letra correta. No GeraProva, esse tipo de dado me permite montar versões diferentes da mesma avaliação e manter o foco no objetivo: reconhecer condições necessárias e suficientes para a semelhança, comparar razões e usar proporcionalidade sem decorar um procedimento.
1. Razão com dízima periódica
Enunciado: Duas paralelas cortadas por transversais formam triângulos semelhantes. No maior, um lado mede 15 m; no menor, o correspondente mede 4,2¯ m (4,222...). Se o terceiro lado do maior mede 22 m, determine a razão e o terceiro lado exato do menor. BNCC: EF09MA14. Bloom: Analisar.
- ✅ A) Razão = 38/135; terceiro lado = 836/135 m. Pois 4,2¯=38/9, k=(38/9)/15=38/135 e 22k=836/135.
- ❌ B) 38/90 e 12 m: a razão não compara corretamente os lados correspondentes.
- ❌ C) 15/4 e 3 m: inverte e exagera a proporção.
- ❌ D) 1/4 e 1,5 m: não resulta das medidas dadas.
- ❌ E) 22/4 e 5,4 m: usa lados não correspondentes para definir k.
Dica de resolução: transforme a dízima em fração, calcule k e multiplique 22 por ela. Conceito central: razão de semelhança. Revisão: triângulos semelhantes e razões.
2. Perímetro e congruência
Enunciado: ABC tem lados 2x, 3x e 4x cm; DEF tem 14, 21 e 28 cm. Os perímetros são iguais. Determine x e verifique a semelhança. BNCC: EF09MA12. Bloom: Aplicar.
- ✅ A) x=7; são semelhantes e congruentes. 9x=63; assim, ABC mede 14, 21 e 28, iguais a DEF, pelo caso LLL.
- ❌ B) x=7, mas sem verificação: três lados já permitem verificar LLL; ângulos não são necessários.
- ❌ C) x=6 e não semelhantes: 9·6=54, não 63.
- ❌ D) semelhantes, não congruentes: a finalidade das estruturas não altera medidas iguais.
- ❌ E) x=9 e razão 9: a equação correta é 9x=63; com 9, os lados não correspondem.
Dica de resolução: iguale 9x a 63 e compare os lados. Conceito central: semelhança. Revisão: proporções e LLL.
3. Três razões iguais
Enunciado: Lara observou AB/DE = BC/EF = AC/DF = 3/5. Os triângulos são semelhantes? Qual é a razão? BNCC: EF09MA12. Bloom: Compreender.
- ❌ A) Não; 3/5: três lados proporcionais garantem semelhança.
- ❌ B) Sim; 5/3: inverte a ordem da razão apresentada.
- ❌ C) Sim; 2/5: altera indevidamente o numerador.
- ✅ D) Sim; 3/5. Os três pares têm razão comum, logo vale LLL.
- ❌ E) Sim; 3/8: cria uma fração nova em vez de usar a razão comum.
Dica de resolução: procure a mesma razão nos três pares. Conceito central: semelhança por LLL. Revisão: lados correspondentes.
4. Um ângulo basta?
Enunciado: Dois triângulos têm apenas um par de ângulos iguais, ambos de 50°. É possível afirmar que são semelhantes? BNCC: EF09MA12. Bloom: Compreensão.
- ❌ A) Sim, pois os demais seriam proporcionais: ângulos precisam ser iguais, e isso não decorre de um só.
- ❌ B) Não, pois seriam necessários três ângulos: dois ângulos correspondentes já bastam.
- ❌ C) Sim, mesma forma e tamanho: um ângulo isolado não determina nenhum dos dois.
- ❌ D) Sim, 50° basta: falta outra condição de semelhança.
- ✅ E) Não é possível afirmar: um único ângulo igual não garante semelhança.
Dica de resolução: lembre-se de que AA exige dois ângulos. Conceito central: critérios de semelhança. Revisão: AA, LAL e LLL.
5. Qual checagem é suficiente?
Enunciado: Para os adesivos triangulares PQR e P'Q'R', foram feitas checagens: dois ângulos iguais 48° e 67°; lados 30/40 e 45/60 com ângulo Q=Q'; três lados com 28/38 diferente; um ângulo igual; ou diferenças 10 e 15 cm. Identifique a condição suficiente. BNCC: EF09MA12. Bloom: Aplicar.
- ❌ A) Apenas um ângulo de 48°: muitos triângulos podem compartilhá-lo.
- ❌ B) Três lados com 28/38 diferente: não há proporcionalidade total.
- ✅ C) Dois ângulos iguais, 48° e 67°: o caso AA garante semelhança.
- ❌ D) Diferenças 10 e 15: semelhança exige razões, não aumentos aditivos.
- ❌ E) Dois lados proporcionais e ângulo Q: é SSA; o ângulo não está entre os lados comparados.
Dica de resolução: verifique se o ângulo é compreendido no caso LAL. Conceito central: critérios de semelhança. Revisão: AA, LAL e proporcionalidade.
6. Lados proporcionais
Enunciado: Dois triângulos têm pares de lados correspondentes 4 e 10 cm; 6 e 15 cm; 8 e 20 cm. Eles são semelhantes? BNCC: EF09MA12. Bloom: Aplicação.
- ❌ A) Não dá para afirmar: três razões iguais já são suficientes; não é preciso medir ângulos.
- ❌ B) Não, pois os lados são diferentes: isso confunde semelhança com congruência.
- ❌ C) Sim, pois as sequências crescem: crescimento não é critério geométrico.
- ✅ D) Sim. 4/10=6/15=8/20=2/5; há proporcionalidade e semelhança.
- ❌ E) Basta um lado maior: é necessário conferir todos os pares correspondentes.
Dica de resolução: simplifique cada razão. Conceito central: proporcionalidade dos lados. Revisão: razão de semelhança.
Quantas questões usar em uma prova sobre semelhança de triângulos?
Para uma prova de 50 minutos, eu usaria entre 6 e 8 questões sobre semelhança de triângulos, com pelo menos duas conceituais, três de aplicação e uma de análise de erro. Se a avaliação incluir outros conteúdos, quatro itens bem escolhidos já permitem um diagnóstico útil: um sobre AA, um sobre LLL, um sobre cálculo de razão e um que peça reconhecer informação insuficiente. Eu evito colocar somente cálculos, porque o aluno pode acertar por procedimento sem entender por que os triângulos são semelhantes. Também distribuo dificuldade: começo com uma identificação direta, sigo para proporções numéricas e termino com uma situação contextualizada. Com o cadastro grátis, dá para testar essa organização no GeraProva e adaptar enunciados, alternativas e níveis de Bloom ao perfil real da turma.
Eu recomendo testar as questões antes da aplicação e ajustar vocabulário, números e tempo ao que sua turma já estudou. Se quiser poupar a etapa de montar versões, gabaritos e diagnósticos, experimente o GeraProva gratuitamente e use os resultados para planejar a próxima aula com mais segurança.
O GeraProva busca questões com gabarito comentado e BNCC no acervo e monta a prova pronta para imprimir.
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