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Exercícios do teorema de Pitágoras: questões com gabarito

Selecione exercícios do teorema de Pitágoras com progressão, gabarito comentado e alinhamento à BNCC. Use questões prontas para diagnosticar cálculos e interpretações dos alunos.

Exercícios do teorema de Pitágoras: questões com gabarito

Eu já apliquei uma lista inteira de exercícios do teorema de Pitágoras e percebi tarde demais que boa parte da turma só tinha decorado a fórmula. Quando mudei a ordem das medidas ou pedi o cálculo de um cateto, os erros apareceram. Desde então, eu alterno questões diretas, situações em que falta uma medida e aplicações no plano cartesiano.

Na minha experiência, uma boa avaliação não precisa ser longa: ela precisa revelar o raciocínio. Abaixo, reuni um caminho prático para montar essa sequência e seis questões reais do banco do página inicial do GeraProva, com distratores comentados, habilidade da BNCC e nível cognitivo.

Como escolher exercícios do teorema de Pitágoras para a turma?

Eu escolho exercícios do teorema de Pitágoras em uma progressão de três movimentos: primeiro, calcular a hipotenusa com catetos conhecidos; depois, descobrir um cateto quando a hipotenusa já foi informada; por fim, reconhecer a relação em contextos como distância entre pontos. Essa sequência evita que a turma associe a fórmula apenas a um desenho fixo. Para uma atividade de 45 a 50 minutos, costumo usar de 5 a 7 questões, misturando ao menos duas situações de cada tipo e uma questão de verificação. No GeraProva, eu consigo filtrar itens por dificuldade, habilidade da BNCC e nível de Bloom, o que facilita montar uma lista coerente sem repetir sempre o mesmo padrão numérico. Antes de entregar, confiro se a hipotenusa está claramente identificada: ela é o lado oposto ao ângulo de 90° e também o maior lado.

Uma ordem que funciona na prática

  • Entrada: trios pitagóricos como 6, 8 e 10 para consolidar o procedimento.
  • Consolidação: incógnita em um cateto, exigindo subtração antes da raiz.
  • Transferência: distância no plano cartesiano ou problema contextualizado.

Eu também peço que os estudantes escrevam a igualdade antes de substituir valores: cateto² + cateto² = hipotenusa². Isso torna visível onde o erro começou.

Como ensinar a turma a não confundir cateto e hipotenusa?

Para evitar a confusão, eu ensino a identificar o ângulo reto antes de qualquer conta: os dois lados que formam esse ângulo são os catetos, e o lado que fica em frente a ele é a hipotenusa. Em seguida, faço a turma conferir uma regra simples: a hipotenusa deve ser maior que cada cateto. Só então escrevemos a equação a² + b² = c², reservando a letra c para a hipotenusa. Essa rotina é especialmente útil quando o problema pede um cateto desconhecido, pois muitos alunos tentam somar valores ou esquecem de isolar a incógnita. Eu uso desenhos com o ângulo de 90° marcado e peço uma justificativa oral antes do cálculo. Com exercícios gerados no GeraProva, também consigo variar a posição do triângulo e os valores, evitando que eles acertem apenas por reconhecer um modelo visual.

Checklist rápido antes da raiz quadrada

  • Localize o ângulo de 90°.
  • Marque o lado oposto como hipotenusa.
  • Eleve as medidas ao quadrado, sem somar as medidas originais.
  • Se procura um cateto, subtraia o quadrado conhecido do quadrado da hipotenusa.

Questões prontas com gabarito comentado

Estas seis questões permitem observar desde a aplicação direta até a distância entre pontos. Eu gosto de corrigir os distratores com a turma porque eles mostram erros previsíveis: confundir um cateto com a resposta, somar lados sem elevar ao quadrado ou aceitar um valor que não satisfaz a igualdade. Os metadados do GeraProva deixam claro o que cada item avalia: há questões de nível Aplicar, raciocínio dedutivo e habilidades como EF09MA14, EF08MA09 e EF09MA13. Assim, eu não uso o gabarito apenas para atribuir nota; uso-o para decidir se preciso retomar identificação de lados, operações com quadrados ou a passagem da representação geométrica para a algébrica.

1. Hipotenusa com catetos 6 cm e 8 cm

Enunciado: Calcule a hipotenusa de um triângulo retângulo cujos catetos medem 6 cm e 8 cm, aplicando o teorema de Pitágoras.

  • ❌ A) 8 cm — é um dos catetos, não a hipotenusa.
  • ✅ B) 10 cm — 6² + 8² = 36 + 64 = 100; logo, a hipotenusa mede 10 cm.
  • ❌ C) 12 cm — não corresponde ao cálculo pelo teorema.
  • ❌ D) 14 cm — é maior que a soma dos catetos, portanto não pode ser hipotenusa válida.
  • ❌ E) 5 cm — não pode ser hipotenusa para essas medidas.

Dica de resolução: aplique a² + b² = c². Conceito central: teorema de Pitágoras. Conceito para revisão: teorema e suas aplicações. BNCC: EF09MA14. Bloom: Aplicar.

2. Cateto desconhecido com hipotenusa 13 cm

Enunciado: Considere o triângulo retângulo ABC com ∠C = 90°. Tem-se AC = x cm, BC = 12 cm e hipotenusa AB = 13 cm. Determine x usando o Teorema de Pitágoras.

  • ✅ A) x = 5 cm — x² + 12² = 13²; x² = 169 − 144 = 25, então x = 5 cm.
  • ❌ B) x = 12 cm — não satisfaz a relação com hipotenusa 13 cm.
  • ❌ C) x = 10 cm — 10² + 12² não é igual a 13².
  • ❌ D) x = 6 cm — 6² + 12² não resulta em 13².
  • ❌ E) x = 8 cm — 8² + 12² também não resulta em 13².

Dica de resolução: aplique o teorema e isole x. Conceito central: Teorema de Pitágoras. Conceito para revisão: relação entre catetos e hipotenusa. BNCC: EF08MA09. Bloom: Aplicar.

3. Hipotenusa com catetos 8 cm e 15 cm

Enunciado: No triângulo retângulo ABC com ângulo C = 90°, os catetos medem AC = 8 cm e BC = 15 cm. Usando o Teorema de Pitágoras, calcule o comprimento da hipotenusa AB.

  • ❌ A) AB = 12 cm — não é a raiz da soma dos quadrados.
  • ❌ B) AB = 18 cm — não atende à fórmula.
  • ❌ C) AB = 20 cm — não representa o cálculo correto.
  • ❌ D) AB = 15 cm — é um cateto, não a hipotenusa calculada.
  • ✅ E) AB = 17 cm — 8² + 15² = 64 + 225 = 289; √289 = 17.

Dica de resolução: use a² + b² = c². Conceito central: Teorema de Pitágoras. Conceito para revisão: aplicações do teorema. BNCC: EF09MA14. Bloom: Aplicar.

4. Hipotenusa com catetos 12 cm e 35 cm

Enunciado: Num triângulo retângulo, os catetos medem 12 cm e 35 cm. Calcule a hipotenusa h, usando o teorema de Pitágoras.

  • ✅ A) 37 cm — h = √(12² + 35²) = √(144 + 1225) = √1369 = 37.
  • ❌ B) 45 cm — não decorre da relação entre os quadrados dos catetos.
  • ❌ C) 50 cm — sugere soma indevida dos catetos.
  • ❌ D) 25 cm — é menor que 35 cm, portanto nem pode ser hipotenusa.
  • ❌ E) 30 cm — não é a raiz quadrada correta.

Dica de resolução: use h² = a² + b². Conceito central: teorema de Pitágoras. Conceito para revisão: aplicações do teorema. BNCC: EF09MA14. Bloom: Aplicar.

5. Outro cateto com hipotenusa 25 cm

Enunciado: Num triângulo retângulo, um cateto mede 7 cm e a hipotenusa mede 25 cm. Calcule o comprimento do outro cateto usando o teorema de Pitágoras.

  • ❌ A) 18 cm — não forma triângulo retângulo com 7 e 25.
  • ❌ B) 15 cm — não satisfaz a equação de Pitágoras.
  • ✅ C) 24 cm — x² + 7² = 25²; x² = 625 − 49 = 576; x = 24.
  • ❌ D) 22 cm — não é resultado possível para essas medidas.
  • ❌ E) 20 cm — não é a raiz de 576 obtida na equação.

Dica de resolução: encontre o cateto desconhecido por subtração. Conceito central: teorema de Pitágoras. Conceito para revisão: aplicações em triângulos retângulos. BNCC: EF09MA13. Bloom: Aplicar.

6. Distância entre A(3, 4) e B(7, 1)

Enunciado: Determine a distância entre os pontos A(3, 4) e B(7, 1) utilizando o teorema de Pitágoras.

  • ✅ A) 5 — as diferenças são 4 e 3; d = √(4² + 3²) = √25 = 5.
  • ❌ B) 6 — não corresponde ao cálculo das diferenças.
  • ❌ C) 4 — é inferior à distância correta.
  • ❌ D) 3 — considera apenas uma variação entre as coordenadas.
  • ❌ E) 7 — não representa a distância calculada.

Dica de resolução: calcule as variações horizontal e vertical e aplique Pitágoras. Conceito central: distância entre pontos. Conceito para revisão: aplicações do teorema de Pitágoras. BNCC: EF09MA14. Bloom: Aplicar.

Como avaliar os erros sem corrigir só o resultado?

Eu avalio os exercícios do teorema de Pitágoras olhando para três evidências além da alternativa marcada: se o estudante reconheceu a hipotenusa, se montou a equação com os quadrados e se interpretou corretamente a raiz final. Uma resposta errada pode revelar estratégias diferentes e pedir intervenções diferentes. Por exemplo, quem responde 50 na questão dos lados 12 e 35 provavelmente somou catetos; quem responde 25 talvez tenha parado antes de extrair a raiz. Eu marco esses padrões em uma planilha simples e separo uma retomada curta para o começo da aula seguinte. Quando preciso criar versões equivalentes para recuperação, lista ou prova, uso o cadastro grátis do GeraProva para gerar novos itens mantendo habilidade, dificuldade e objetivo avaliativo.

  • Erro conceitual: não identifica a hipotenusa.
  • Erro procedimental: esquece o quadrado, a subtração ou a raiz.
  • Erro de leitura: não percebe que a questão pede um cateto ou uma distância.

Eu sugiro testar essas questões primeiro como diagnóstico rápido e adaptar a sequência ao que sua turma mostrar. Se quiser economizar o tempo de montar versões, gabaritos e filtros por habilidade, experimente o GeraProva de forma gratuita e veja quais dados ajudam mais na sua próxima avaliação.

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