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Exercícios resolvidos de Teorema de Pitágoras com gabarito

Reuni exercícios resolvidos de Teorema de Pitágoras com comentários sobre erros comuns e critérios para avaliar. Use as questões para diagnosticar, revisar e montar provas com mais segurança.

Exercícios resolvidos de Teorema de Pitágoras com gabarito

Eu já comecei uma aula de Teorema de Pitágoras achando que bastava apresentar a fórmula e propor contas. Na prática, percebi rápido que muitos estudantes sabiam repetir a² + b² = c², mas ainda não identificavam a hipotenusa, trocavam soma por subtração ou esqueciam de calcular a raiz quadrada no final.

Foi por isso que passei a trabalhar com exercícios resolvidos em sequência: primeiro, reconhecer os lados; depois, encontrar a hipotenusa; em seguida, descobrir um cateto; e, por fim, lidar com raízes e aplicações. Abaixo, reuni questões que eu usaria tanto numa revisão quanto em uma avaliação diagnóstica.

Como ensinar o Teorema de Pitágoras sem transformar tudo em fórmula?

Eu ensino o Teorema de Pitágoras partindo de uma condição que não pode ficar escondida: ele vale para triângulos retângulos, isto é, triângulos com um ângulo de 90°. Só então nomeio a hipotenusa como o lado oposto ao ângulo reto e explico que ela é sempre o maior lado. A relação é simples: o quadrado da hipotenusa equivale à soma dos quadrados dos catetos, ou c² = a² + b². Na minha experiência, a melhor sequência é usar dois exemplos numéricos, pedir que a turma confira se o resultado é maior que cada cateto e solicitar que escreva cada etapa. Isso diminui respostas por tentativa. Para ganhar tempo na preparação, o página inicial do GeraProva ajuda a localizar itens por habilidade, dificuldade e tipo de raciocínio, sem abrir mão de revisar o enunciado para a realidade da turma.

Uma rotina curta que funciona

  • Peço que os estudantes circulem o ângulo reto e marquem a hipotenusa antes de qualquer conta.
  • Escrevo a fórmula com as letras substituídas pelos valores conhecidos.
  • Confiro com a turma se a hipotenusa encontrada é realmente o maior comprimento.
  • Quando a hipotenusa já é conhecida, destaco a mudança: cateto² = hipotenusa² − outro cateto².

Também gosto de comparar um trio pitagórico, como 6, 8 e 10, com uma situação que exige raiz, como a diagonal de um quadrado. Assim, fica claro que o teorema não serve apenas para “dar número inteiro”.

Quais erros nos exercícios de Teorema de Pitágoras merecem intervenção?

Os erros que mais merecem intervenção são confundir a hipotenusa com qualquer lado, somar os catetos em vez de somar seus quadrados, deixar de extrair a raiz quadrada e subtrair na situação errada. Eu não trato esses deslizes como simples falta de atenção: eles mostram em qual etapa do raciocínio o estudante parou. Se ele escolhe 16 para a diagonal de lado 4, por exemplo, provavelmente confundiu área com comprimento; se escolhe 8, somou dois lados. Em vez de apenas indicar “errado”, eu peço uma justificativa curta e uso os distratores para formar grupos de revisão. Com 6 questões bem escolhidas, consigo separar quem precisa retomar leitura geométrica, quem precisa revisar potenciação e radiciação e quem já está pronto para problemas menos diretos. Essa devolutiva torna a correção mais útil e mais justa.

Uma pergunta que eu uso muito é: “Seu resultado faz sentido como maior lado do triângulo?” Ela não substitui o cálculo, mas cria um hábito de validação. Nos itens com frações ou dízimas periódicas, peço ainda que a conversão para fração apareça no registro.

Questões prontas com gabarito comentado

Estas 6 questões cobrem desde a aplicação direta até uma situação algébrica e a diagonal do quadrado. Eu as organizaria do mais acessível ao mais desafiador, usaria os comentários dos distratores na correção coletiva e registraria os resultados por habilidade. O GeraProva associa cada item à BNCC, ao nível de Bloom e a informações de dificuldade, o que facilita montar uma lista equilibrada sem misturar objetivos por acaso.

1. Hipotenusa com catetos 6 cm e 8 cm

Calcule a hipotenusa de um triângulo retângulo cujos catetos medem 6 cm e 8 cm, aplicando o teorema de Pitágoras.

  • ❌ A) 8 cm — corresponde a um dos catetos, não à hipotenusa.
  • ✅ B) 10 cm — pois 6² + 8² = 36 + 64 = 100 e √100 = 10.
  • ❌ C) 12 cm — não é a hipotenusa obtida pela relação pitagórica.
  • ❌ D) 14 cm — é maior que a soma dos catetos, portanto não pode ser hipotenusa válida.
  • ❌ E) 5 cm — não se aplica como hipotenusa para esses catetos.

Dica de resolução: aplique a² + b² = c². Conceito central: teorema de Pitágoras. Para revisão: aplicações do teorema. BNCC: EF09MA14. Bloom: Aplicar.

2. Hipotenusa no triângulo ABC

No triângulo retângulo ABC com ângulo C = 90°, os catetos medem AC = 8 cm e BC = 15 cm. Usando o Teorema de Pitágoras, calcule o comprimento da hipotenusa AB.

  • ❌ A) AB = 12 cm — 12 não é a raiz da soma dos quadrados dos catetos.
  • ❌ B) AB = 18 cm — não atende a √(AC² + BC²).
  • ❌ C) AB = 20 cm — não representa o cálculo correto.
  • ❌ D) AB = 15 cm — repete um cateto, mas a hipotenusa deve ser maior.
  • ✅ E) AB = 17 cm — AB² = 8² + 15² = 64 + 225 = 289; logo, AB = √289 = 17.

Dica de resolução: aplique a² + b² = c². Conceito central: Teorema de Pitágoras. Para revisão: aplicações do teorema. BNCC: EF09MA14. Bloom: Aplicar.

3. Encontrando um cateto desconhecido

Num triângulo retângulo, um cateto mede 7 cm e a hipotenusa mede 25 cm. Calcule o comprimento do outro cateto usando o teorema de Pitágoras.

  • ❌ A) 18 cm — embora menor que 25, não forma o triângulo retângulo indicado.
  • ❌ B) 15 cm — não satisfaz a equação de Pitágoras.
  • ✅ C) 24 cm — x² + 7² = 25²; x² = 625 − 49 = 576; x = √576 = 24.
  • ❌ D) 22 cm — não resulta da aplicação do teorema aos valores dados.
  • ❌ E) 20 cm — não é a raiz de 576 no cálculo proposto.

Dica de resolução: isole o quadrado do cateto desconhecido. Conceito central: teorema de Pitágoras. Para revisão: aplicações em triângulos retângulos. BNCC: EF09MA13. Bloom: Aplicar.

4. Hipotenusa com catetos 12 cm e 35 cm

Num triângulo retângulo, os catetos medem 12 cm e 35 cm. Calcule a hipotenusa h, usando o teorema de Pitágoras.

  • ✅ A) 37 cm — h = √(12² + 35²) = √(144 + 1225) = √1369 = 37.
  • ❌ B) 45 cm — fica acima do valor obtido pela relação correta.
  • ❌ C) 50 cm — sugere a soma dos catetos, não o teorema.
  • ❌ D) 25 cm — é inferior ao maior cateto, algo impossível para a hipotenusa.
  • ❌ E) 30 cm — não é a raiz correta da soma dos quadrados.

Dica de resolução: use h² = a² + b². Conceito central: teorema de Pitágoras. Para revisão: aplicações do teorema. BNCC: EF09MA14. Bloom: Aplicar.

5. Cateto com dízima periódica

Num triângulo retângulo, a hipotenusa mede 13 e um cateto mede 7+0,6¯ (7,666...). Calcule o comprimento exato do outro cateto usando álgebra e o teorema de Pitágoras.

  • ❌ A) 2√62/3 — é muito pequeno para as dimensões do triângulo.
  • ❌ B) 8√62/3 — é incompatível com a relação entre catetos e hipotenusa.
  • ❌ C) 5√62/3 — não respeita o cálculo pitagórico.
  • ✅ D) 4√62/3 — 0,6¯ = 2/3, então o cateto é 23/3; √(13² − (23/3)²) = √(992/9) = 4√62/3.
  • ❌ E) 6√62/3 — não segue a aplicação correta do teorema.

Dica de resolução: transforme a dízima em fração antes de calcular. Conceito central: teorema de Pitágoras. Para revisão: aplicações em triângulos retângulos. BNCC: EF09MA14. Bloom: Analisar.

6. Diagonal de um quadrado de lado 4 cm

Em uma aula de geometria, os alunos analisaram um quadrado cujo lado mede 4 cm. Para encontrar a diagonal, é possível usar o teorema de Pitágoras em um dos triângulos formados pela diagonal. Qual é a medida da diagonal desse quadrado?

  • ❌ A) 8 cm — soma dois lados e confunde a diagonal com uma adição.
  • ✅ B) 4√2 cm — d² = 4² + 4² = 32; portanto, d = √32 = 4√2.
  • ❌ C) 2√2 cm — divide indevidamente o resultado correto por 2.
  • ❌ D) 4 cm — repete a medida do lado sem calcular a diagonal.
  • ❌ E) 16 cm — confunde o quadrado da medida com uma medida de comprimento.

Dica de resolução: use a fórmula da diagonal do quadrado, d = l√2. Conceito central: diagonal do quadrado. Para revisão: fórmula da diagonal. BNCC: EF08MA02. Bloom: Aplicar.

Como avaliar o raciocínio além da resposta final?

Para avaliar o raciocínio no Teorema de Pitágoras, eu não olho somente a alternativa marcada: observo se o estudante reconheceu o triângulo retângulo, identificou corretamente a hipotenusa, montou a igualdade adequada, efetuou potenciação e radiciação e interpretou a unidade final. Uma rubrica de 4 critérios, valendo 1 ponto cada, deixa essa correção objetiva: identificação dos lados, modelagem algébrica, cálculo e validação da resposta. Nas questões 1, 2 e 4, espero aplicação direta; na 3, verifico se houve subtração correta; na 5, incluo a conversão da dízima; e na 6, observo a ligação entre quadrado e triângulo retângulo. Ao gerar uma atividade no GeraProva, eu consigo selecionar níveis de dificuldade e habilidades, criando versões que medem o mesmo objetivo sem repetir exatamente os números.

  • Diagnóstico inicial: use as questões 1 e 6 para localizar confusões básicas.
  • Prática guiada: resolva 2, 3 e 4 no quadro, pedindo justificativas.
  • Desafio: reserve a questão 5 para quem já domina frações e radicais.

Na devolutiva, eu prefiro escrever algo específico, como “você identificou a hipotenusa, mas precisa retomar a raiz quadrada”, em vez de apenas atribuir uma nota. Isso dá ao estudante um próximo passo claro.

Como montar uma lista equilibrada para revisão ou prova?

Uma lista equilibrada para revisão ou prova pode ter entre 6 e 10 questões, distribuídas por objetivo e dificuldade, em vez de repetir várias contas iguais. Eu começo com 2 itens de reconhecimento e cálculo direto, incluo 2 que pedem encontrar um cateto, adiciono 1 aplicação em figura plana, como diagonal de quadrado, e deixo 1 desafio com fração, radical ou contexto. Essa composição mostra se a turma compreendeu a relação matemática e não apenas memorizou um trio pitagórico. Também alterno questões de resposta objetiva com uma ou duas abertas, nas quais peço todos os passos. Para economizar a preparação, vale fazer um cadastro grátis e testar filtros de BNCC, Bloom e dificuldade no GeraProva; depois, eu sempre leio a seleção final e adapto a linguagem ao que meus estudantes já vivenciaram.

As questões e os comentários são um ponto de partida para a sua mediação, não um substituto dela. Se quiser reduzir o tempo de montagem e manter critérios pedagógicos visíveis, teste o GeraProva e ajuste cada lista ao momento real da sua turma.

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