Exercícios de logaritmo simples: questões com gabarito comentado
Reuni exercícios de logaritmo simples com gabarito comentado, distratores explicados e habilidades da BNCC. Use as questões para diagnosticar dificuldades e montar avaliações mais claras.
Eu já percebi que, quando apresento logaritmo apenas como uma fórmula, parte da turma decora a escrita e trava na primeira questão diferente. O que costuma destravar é voltar à pergunta original: qual expoente transforma uma base em determinado resultado? Com essa conversa, exercícios de logaritmo simples deixam de parecer um código misterioso.
Na minha prática, também aprendi a não começar por mudança de base. Primeiro, eu trabalho potências pequenas, tabelas e a ideia de função inversa. Depois, uso questões com bons distratores para enxergar se o estudante confundiu expoente com multiplicação, base com resultado ou logaritmo com a própria potência.
O que são exercícios de logaritmo simples?
Exercícios de logaritmo simples são atividades que verificam se o estudante reconhece o logaritmo como o expoente de uma potência: em logba = x, a pergunta é “a que expoente devo elevar b para obter a?”. Por exemplo, como 23 = 8, então log28 = 3. Eu começo com bases e resultados inteiros, como 32 = 9 e 53 = 125, porque eles permitem que a turma conecte potenciação e logaritmo sem depender de calculadora. No ensino médio, essa base atende especialmente à compreensão exigida em habilidades como a EM13MAT305 e prepara o caminho para funções logarítmicas. Com o GeraProva, consigo selecionar questões por dificuldade, habilidade e nível cognitivo, mantendo uma progressão que vai da identificação do expoente à interpretação de tabelas e contextos científicos.
Antes de distribuir uma lista, eu costumo registrar no quadro esta tradução:
- bx = a equivale a logba = x;
- a base deve ser positiva e diferente de 1;
- o resultado dentro do logaritmo deve ser positivo.
Como ensinar logaritmo sem transformar a aula em decoreba?
Para ensinar logaritmo sem decoreba, eu parto de potências conhecidas, peço que os alunos encontrem o expoente ausente e só depois apresento a notação logarítmica como uma escrita mais curta para essa busca. Em vez de dizer “aplique a definição”, pergunto: “3 elevado a quanto dá 27?”. Quando respondem 3, formalizo log327 = 3. Em seguida, alterno as duas representações em uma tabela e proponho exemplos de crescimento ou decaimento, pois isso mostra que exponencial e logaritmo são operações inversas. Para consolidar, uso três etapas: reconhecer, converter e interpretar. Essa sequência evita o erro recorrente de tratar logaritmo como multiplicação. No GeraProva, eu aproveito as dicas, o conceito central e o nível de Bloom para separar uma sondagem inicial de uma atividade que realmente peça aplicação.
Uma rotina rápida que funciona
- Escrevo quatro potências exatas, como 24 = 16.
- Apago os expoentes e deixo a turma recuperá-los mentalmente.
- Converto cada igualdade para a forma logarítmica.
- Incluo uma tabela para discutir a inversão entre entrada e saída.
Questões prontas com gabarito comentado
As seis questões abaixo formam uma sequência útil porque começam pela definição de logaritmo, avançam para leitura de tabelas, trabalham base, mudança de base e culminam em uma situação de crescimento. Eu usaria as questões 1, 3 e 5 como diagnóstico ou aquecimento; a 2 e a 6 para interpretação de funções; e a 4 como desafio de propriedades. Cada item traz BNCC, nível de Bloom, dica e análise dos distratores, dados que ajudam a transformar a correção em intervenção pedagógica. Em vez de apenas informar o acerto, eu consigo identificar precisamente se o estudante confundiu base, expoente, fator multiplicativo ou leitura de tabela. É esse tipo de organização que encontro ao montar avaliações na página inicial do GeraProva.
1. Qual é a ideia central do logaritmo em 23 = 8?
BNCC: EM13MAT305. Bloom: Compreensão. Conceito central: logaritmo como expoente. Dica de resolução: pergunte qual expoente transforma 2 em 8. Revisão: potenciação e base.
Em uma atividade de matemática, a professora escreveu: “2 elevado a 3 resulta em 8”. Qual é a ideia central do logaritmo nessa igualdade?
- ❌ A) 8 é a base e 2 é o resultado. Inverte base e resultado.
- ❌ B) Descobre qual número deve ser somado a 2 três vezes. Troca potência por adição repetida.
- ✅ C) Mostra qual expoente deve ser usado na base 2 para chegar a 8, e ele é 3. Essa é exatamente a definição.
- ❌ D) Indica qual número multiplica 2 para formar 8, e ele é 3. Expoente não é fator multiplicativo.
- ❌ E) Mostra os números usados sem indicar o expoente. O logaritmo localiza justamente o expoente.
2. Qual é a base do logaritmo na tabela de decaimento?
BNCC: EM13MAT403. Bloom: Lembrar. Conceito central: base e função exponencial. Dica de resolução: compare cada concentração com a potência que produz seu logaritmo. Revisão: propriedades de logaritmos e funções exponenciais.
Em um decaimento de fármaco, a tabela registra: C = 125, 25, 5 e 1; log(C) = 3, 2, 1 e 0. Identifique a base.
- ❌ A) Base 1/5. O fator de redução não é a base indicada pelos valores da tabela.
- ❌ B) Base 2. 23 não é 125.
- ✅ C) Base 5. 53=125, 52=25, 51=5 e 50=1.
- ❌ D) Base 10. log10125 não é 3.
- ❌ E) Base 3. 33=27, não 125.
3. Qual expoente transforma 3 em 9?
BNCC: EM13MAT305. Bloom: Lembrar. Conceito central: expoente da potência. Dica de resolução: procure a potência de base 3 que resulta em 9. Revisão: potenciação e relação inversa.
Em um cartão aparece 32 = 9. Segundo a ideia de logaritmo, qual número deve ser usado como expoente na base 3 para obter 9?
- ❌ A) 1/2. 31/2 é √3, não 9.
- ❌ B) 6. Confunde expoente com o fator da multiplicação 3 × 6.
- ✅ C) 2. 32 = 9.
- ❌ D) 3. 33 = 27.
- ❌ E) 1. 31 = 3, não 9.
4. Como simplificar a expressão da FUVEST 2016?
BNCC: EM13MAT306. Bloom: Analisar. Conceito central: propriedades dos logaritmos. Dica de resolução: use mudança de base. Revisão: propriedades e mudança de base.
S = 1/(2·log22016) + 1/(5·log32016) + 1/(10·log72016). O valor de S é:
- ❌ A) 1/2. Resulta de simplificação incorreta.
- ❌ B) 1/3. Não respeita a mudança de base.
- ❌ C) 1/5. É um resultado intermediário indevido.
- ❌ D) 1/7. Não decorre das propriedades aplicadas.
- ✅ E) 1/10. Ao escrever os termos com logaritmos naturais, o numerador equivale a (1/10)ln(2016).
5. Qual valor completa g(27) = log327?
BNCC: EM13MAT403. Bloom: Entender. Conceito central: função exponencial e logaritmo. Dica de resolução: use a definição de logaritmo. Revisão: relação entre funções inversas.
Em uma tabela, f(d)=3d e g(N)=log3N. Para N = 1, 3, 9, 27 e 81, os valores de g(N) são 0, 1, 2, ?, 4. Qual valor falta?
- ❌ A) 4. É o valor correspondente a 81.
- ❌ B) 27. Logaritmo não devolve a própria entrada.
- ✅ C) 3. 27 = 33, portanto log327 = 3.
- ❌ D) 9. Confunde entrada da função com sua saída.
- ❌ E) 2. 2 corresponde a log39.
6. Em que hora N atinge 100000?
BNCC: EM13MAT403. Bloom: Aplicar. Conceito central: logaritmo decimal e crescimento. Dica de resolução: faça log10(N)=5. Revisão: logaritmos e funções exponenciais.
Em um experimento com leveduras, t = 0, 2, 4 e 6 horas corresponde a log10(N) = 2,0; 2,6; 3,2; 3,8. Em que hora N atinge 100000?
- ❌ A) 9 horas. Arredonda incorretamente o resultado.
- ❌ B) 11 horas. Erra o coeficiente angular.
- ❌ C) 8 horas. Nesse instante, log10(N)=4,4.
- ❌ D) 12 horas. Produziria log10(N)=5,6.
- ✅ E) 10 horas. Como log10(N)=0,3t+2, então 5=0,3t+2 e t=10.
Como corrigir os erros mais comuns em logaritmos?
Para corrigir erros em logaritmos, eu não marco apenas “errado”: associo cada resposta a uma confusão conceitual e proponho uma pergunta de retomada. Se o estudante escolhe um fator multiplicativo no lugar do expoente, peço que compare 3 × 3 com 32; se troca base e resultado, volto à leitura verbal da potência; se erra tabelas, solicito que complete primeiro a coluna exponencial. Essa correção diagnóstica é mais eficaz do que repetir uma lista inteira, porque ataca a origem do erro. Nas questões apresentadas, os distratores já antecipam esses caminhos equivocados. Eu usaria essa informação para montar grupos temporários de revisão: um para potenciação, outro para leitura de funções inversas e outro para propriedades. Assim, até uma avaliação curta de 6 questões rende evidências concretas para a próxima aula.
- Erro: log39 = 6. Intervenção: “3 elevado a 6 dá 9?”
- Erro: usar base 10 em qualquer contexto. Intervenção: procurar a potência exata na tabela.
- Erro: aplicar propriedade sem reescrever a expressão. Intervenção: usar mudança de base passo a passo.
Quantas questões de logaritmo usar em uma avaliação?
Em uma avaliação regular, eu uso de 6 a 10 questões de logaritmo quando o conteúdo é um dos focos da prova: cerca de 30% para definição e conversão entre potência e logaritmo, 40% para propriedades ou tabelas e 30% para aplicação em contextos. Se logaritmo aparece apenas como revisão, 3 ou 4 itens bem escolhidos costumam ser suficientes. O ponto decisivo não é encher a prova, mas garantir variedade de habilidades e dificuldade crescente. Uma sequência com duas questões fáceis, três médias e uma desafiadora me dá um diagnóstico mais justo do que seis itens idênticos. Para ganhar tempo nessa montagem, eu geraria versões equivalentes e ajustaria os critérios pelo cadastro grátis do GeraProva, preservando gabarito e dados pedagógicos para a correção.
Eu também separo uma questão de saída curta para a aula seguinte: “Explique, com suas palavras, por que log28 = 3”. A resposta revela rapidamente se houve compreensão ou só acerto por memória.
As questões são um ponto de partida: adapte números, contexto e nível de desafio à sua turma. Se quiser economizar o tempo de montar, revisar e organizar gabaritos, vale testar o GeraProva e comparar como a ferramenta se encaixa na sua rotina.
O GeraProva busca questões com gabarito comentado e BNCC no acervo e monta a prova pronta para imprimir.
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