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Atividades sobre fake news com gabarito — 1ª série, 2ª série, 3ª série, ENEM, FUVEST, UEL, UNESP (EM13LP39)

Atividades sobre fake news com gabarito — 1ª série, 2ª série, 3ª série, ENEM, FUVEST, UEL, UNESP (EM13LP39)

Quando recebo a EM13LP39 no planejamento, sei que não basta pedir aos alunos que “não acreditem em tudo na internet”. Na sala de aula, eles chegam com prints, vídeos curtos, manchetes e mensagens encaminhadas que parecem convincentes à primeira vista. O desafio é transformar essa conversa cotidiana em procedimento de leitura crítica.

Eu costumo pensar nessa habilidade como uma prática: parar antes de compartilhar, fazer perguntas e procurar evidências. É uma competência especialmente útil para as três séries do Ensino Médio e também para provas como ENEM, FUVEST, UEL e UNESP, em que analisar fontes, argumentos e circulação de informações faz muita diferença.

O que a habilidade EM13LP39 pede, de verdade?

A EM13LP39 pede que o estudante aprenda a checar informações antes de aceitá-las ou repassá-las. Na prática, ele precisa observar quem publicou, em que veículo, quando e onde o conteúdo apareceu, quem assina o texto ou produziu a imagem, qual é a URL e se há sinais estranhos de formatação. Também precisa comparar a notícia com outras fontes confiáveis, buscar a origem de números e pesquisas e recorrer, quando necessário, a agências de checagem e canais oficiais. Não se trata de decorar uma lista de sites “bons” ou “ruins”: o aluno deve justificar por que uma fonte é mais confiável, reconhecer títulos sensacionalistas, distinguir opinião de informação apurada e perceber que uma postagem muito compartilhada não vira verdadeira por isso. Em avaliação, eu procuro verificar se ele consegue mobilizar esses critérios diante de um caso concreto, e não apenas repetir que fake news são prejudiciais.

“Usar procedimentos de checagem de fatos noticiados e fotos publicadas (verificar/avaliar veículo, fonte, data e local da publicação, autoria, URL, formatação; comparar diferentes fontes; consultar ferramentas e sites checadores etc.), de forma a combater a proliferação de notícias falsas (fake news).”

Em outras palavras: a habilidade trabalha leitura crítica de notícias, postagens, imagens e dados que circulam no ambiente digital.

Como trabalhar EM13LP39 em sala?

1. Criar um protocolo de checagem da turma

No quadro ou em uma folha simples, monto com a turma cinco perguntas: quem publicou? Quando? Qual é a fonte original? Há confirmação em outro veículo? O título corresponde ao conteúdo? Depois, aplicamos o protocolo a uma postagem pública ou a um texto fictício preparado por mim. O importante é que os alunos registrem evidências, não apenas deem opinião.

2. Comparar manchete, notícia e fonte oficial

Levo uma manchete sobre um tema local, saúde, educação ou meio ambiente e peço que os grupos procurem a publicação do órgão responsável. Uma informação sobre abastecimento de água, por exemplo, pode ser comparada ao comunicado da companhia de saneamento. Assim, a turma percebe a diferença entre repercutir uma afirmação e comprovar sua origem.

3. Fazer uma oficina de URL e autoria

Projeto algumas URLs reais e fictícias, sem precisar de laboratório sofisticado. Os estudantes observam domínio, nomes parecidos com veículos conhecidos, erros de escrita, páginas sem expediente e ausência de autoria. Eu reforço que um domínio desconhecido não prova sozinho que algo seja falso, mas é um sinal que exige investigação.

4. Investigar números chamativos

Frases como “90% das pessoas acreditam em notícias falsas” rendem uma boa discussão. Peço: qual estudo? Quem fez? Com quantas pessoas? Em que período? Qual método foi usado? Essa atividade ajuda a turma a entender que percentuais sem pesquisa identificada servem mais para impressionar do que para informar.

5. Avaliar imagens com contexto

Uma foto pode ser verdadeira e, ainda assim, ser usada para enganar quando aparece fora de data ou de lugar. Podemos analisar legenda, data, local, autoria e fazer busca reversa de imagem quando houver acesso à internet. Sem tecnologia, já vale apresentar duas legendas diferentes para a mesma foto e discutir qual informação precisaria ser confirmada.

Como avaliar essa habilidade?

Uma boa questão de EM13LP39 deve apresentar uma situação de circulação de informação e pedir que o aluno identifique o procedimento de checagem mais adequado. Vale cobrar análise de autoria, veículo, URL, data, fonte de dados, metodologia de pesquisa, tom sensacionalista e comparação entre fontes. Questões contextualizadas funcionam melhor do que comandos genéricos, porque mostram se o estudante sabe decidir qual passo dar primeiro.

Um erro comum é avaliar apenas a memorização de que “é preciso checar”. Outro é tratar aparência profissional, quantidade de curtidas ou opinião popular como prova de confiabilidade. Também evito dizer que toda informação de rede social é falsa: o foco é ensinar critérios e evidências. Para ampliar o banco de itens, eu consulto a consulta completa do código EM13LP39, que reúne as questões disponíveis para essa habilidade.

Questões prontas de EM13LP39 (com gabarito comentado)

1. Identifique a alternativa que apresenta uma estratégia eficaz para verificar a veracidade de uma notícia.

  • ❌ A) Acessar apenas redes sociais. Redes sociais não são fontes confiáveis.
  • ✅ B) Consultar fontes oficiais. Fontes oficiais ajudam a validar informações.
  • ❌ C) Ignorar a data de publicação. A data pode impactar a relevância da informação.
  • ❌ D) Compartilhar imediatamente. Compartilhar sem verificar é irresponsável.
  • ❌ E) Buscar a opinião de amigos. Opiniões pessoais não garantem a veracidade.

2. Leia a postagem publicada em uma rede social: “ATENÇÃO! A água das torneiras vai acabar amanhã em toda a cidade!!!” Por Redação — 12 de março de 2025. A publicação afirma que o abastecimento será interrompido em todos os bairros e cita “milhares de famílias já estão sem água”, sem informar a origem do dado ou apresentar declaração de órgãos públicos, especialistas ou empresas responsáveis. Ao final, o autor escreve: “Na minha opinião, a situação é resultado do descaso das autoridades”. Qual característica mais compromete sua credibilidade como notícia?

  • ❌ A) O predomínio de dados estatísticos detalhados. O texto não apresenta levantamento, metodologia nem dados detalhados.
  • ❌ B) Um relato imparcial baseado exclusivamente em especialistas. Não há especialistas, e o autor expõe opinião pessoal.
  • ❌ C) A indicação apenas da data de publicação. A postagem traz outros elementos de identificação além da data.
  • ✅ D) O uso de título sensacionalista associado à ausência de fontes. O alarmismo e a falta de fontes verificáveis comprometem a apuração.
  • ❌ E) Informações objetivas com fontes institucionais verificáveis. A postagem não apresenta essas fontes.

3. Leia a seguinte URL: www.exemplo.com/noticia-falsa. Analise como a formatação e o domínio podem indicar a veracidade da informação. Qual aspecto deve ser observado?

  • ❌ A) A URL é confiável. É preciso analisar sua formatação e seu domínio.
  • ❌ B) Formato de texto simples. Formatação complexa não garante veracidade.
  • ✅ C) Domínio desconhecido. Domínios desconhecidos podem indicar falta de credibilidade.
  • ❌ D) Granulação da informação. Esse não é um indicador direto de confiabilidade.
  • ❌ E) Apenas a data é importante. URL e domínio também são essenciais.

4. Identifique uma estratégia eficaz para reconhecer notícias falsas.

  • ❌ A) Acessar a notícia diretamente. Isso não garante verificação.
  • ✅ B) Verificar a URL e a fonte da notícia. É um procedimento fundamental para validar a informação.
  • ❌ C) Compartilhar antes de verificar. Compartilhar sem checagem é irresponsável.
  • ❌ D) Confiar em opiniões populares. Opiniões populares podem ser enganosas.
  • ❌ E) Ignorar a data da publicação. A data pode ser crucial para a relevância.

5. Analise o trecho: “Estudo revela que 70% das notícias compartilhadas nas redes sociais são falsas”. O que deve ser verificado?

  • ✅ A) A metodologia do estudo. A metodologia valida a confiabilidade dos resultados.
  • ❌ B) O número de compartilhamentos. Esse número não valida a informação.
  • ❌ C) O tom do texto. O tom pode ser subjetivo e não indica veracidade.
  • ❌ D) O autor da notícia. É importante, mas não substitui a metodologia.
  • ❌ E) O tempo de leitura. Não é relevante para a veracidade.

6. Em uma rede social, circula a frase: “Estudo revela que 90% das pessoas acreditam em notícias falsas”. Como a mensagem não informa quem realizou a pesquisa nem apresenta seus procedimentos, uma estudante decide verificar primeiro a origem da informação. Qual elemento deve ser verificado primeiro?

  • ✅ A) O autor do estudo. Identificar quem realizou a pesquisa é o primeiro passo para avaliar sua credibilidade.
  • ❌ B) A formatação do texto. A aparência gráfica não comprova a validade do estudo.
  • ❌ C) A data da publicação. Pode ser relevante, mas não identifica a origem da pesquisa.
  • ❌ D) O local da publicação. O critério definido é verificar a origem do estudo, não o espaço de divulgação.
  • ❌ E) As opiniões dos leitores. Reações do público não comprovam autoria, método ou credibilidade.

Próximos passos

Eu começaria com uma postagem curta e uma pergunta simples: “O que precisamos descobrir antes de acreditar nisso?”. Depois, avançaria para comparações de fontes e para questões como as desta página. Se quiser montar uma lista, atividade diagnóstica ou avaliação completa, use o gerador de provas do GeraProva e selecione a habilidade EM13LP39.

As questões ajudam a orientar o planejamento, mas o melhor resultado vem quando a turma pratica a checagem em situações reais de leitura. Para acessar recursos da plataforma e montar suas atividades, faça seu cadastro grátis.

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