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Atividades sobre Formação de Nações e Experiências Políticas com gabarito — 1ª série, 2ª série, 3ª série, ENEM, FUVEST, UEL, UNESP (EM13CHS603)

Atividades sobre Formação de Nações e Experiências Políticas com gabarito — 1ª série, 2ª série, 3ª série, ENEM, FUVEST, UEL, UNESP (EM13CHS603)

Quando recebo a EM13CHS603 no planejamento, eu sei que não basta listar conceitos como Estado, soberania e cidadania no quadro. O desafio é transformar palavras grandes em situações que meus alunos consigam analisar: quem pertence a uma nação, quem tem direitos, como o poder se organiza e por que as fronteiras e os governos mudam.

Na prática, essa habilidade rende boas conversas, mas também pede mediação. Eu preciso sair da resposta decorada e levar a turma a comparar contextos históricos, reconhecer disputas e usar conceitos políticos para explicar casos concretos. É aí que uma atividade bem encaminhada e uma avaliação coerente fazem diferença.

O que a habilidade EM13CHS603 pede, de verdade?

A EM13CHS603 pede que o estudante analise como países, povos e nações se formam e vivem experiências políticas distintas, usando conceitos como Estado, poder, soberania, formas de governo, sistemas, regimes e cidadania. Em sala, eu traduzo isso como a capacidade de olhar para uma situação histórica ou atual e perguntar: quem exerce poder aqui? Quais regras definem quem participa? Há direitos reconhecidos para todos? Existe um Estado com autoridade sobre um território? A turma precisa perceber que nação não é sinônimo automático de Estado, que cidadania foi conquistada e limitada de modos diferentes ao longo do tempo, e que governos não funcionam todos da mesma forma. Não é uma habilidade para memorizar definições isoladas: é para mobilizá-las na leitura de conflitos, documentos, mapas, movimentos sociais e experiências políticas de diferentes povos.

“Analisar a formação de diferentes países, povos e nações e de suas experiências políticas e de exercício da cidadania, aplicando conceitos políticos básicos (Estado, poder, formas, sistemas e regimes de governo, soberania etc.).”

Ela integra a unidade temática Ciências Humanas e Sociais, no objeto de conhecimento Formação de Nações e Experiências Políticas. Pode aparecer da 1ª à 3ª série e também em vestibulares, ENEM, FUVEST, UEL e UNESP.

Como trabalhar EM13CHS603 em sala?

  1. Mapa de pertencimentos. Peço que grupos diferenciem povo, nação, Estado e território a partir de exemplos conhecidos. Depois, cada grupo cria uma situação-problema: um povo sem Estado, um Estado multinacional ou alguém sem nacionalidade.
  2. Comparação de documentos. Levo trechos da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, da Constituição brasileira e de notícias sobre nacionalidade. A pergunta-guia é simples: quem ganha direitos, quem fica de fora e qual ideia de cidadania aparece?
  3. Linha do tempo política. Com cartolina ou folhas A4, a turma organiza eventos como Revolução Francesa, Congresso de Viena, Independência do Brasil e processos de unificação. O foco não é decorar datas, mas relacionar mudanças de poder, fronteiras e participação política.
  4. Conselho de mediação. A partir do texto de Pierre Clastres, proponho uma roda para resolver um conflito fictício da comunidade escolar sem uma autoridade coercitiva. Depois comparamos essa organização com o Estado moderno.

Como avaliar essa habilidade?

Uma boa questão de EM13CHS603 apresenta fonte, contexto ou caso e exige que o estudante aplique um conceito político. Não basta perguntar “o que é soberania?”. Vale mais pedir que ele identifique como a soberania, a cidadania ou o poder aparece numa notícia, num documento ou numa experiência histórica.

Eu evito alternativas que dependem só de uma data ou de uma palavra-chave solta. Outro erro frequente é tratar cidadania como se tivesse sido igual para todos e em todos os tempos. Na correção, observo se o estudante relaciona evidências do texto ao conceito e se consegue distinguir Estado, governo, nação e sociedade.

Questões prontas de EM13CHS603 (com gabarito comentado)

1. Nacionalidade e apatridia — ENEM 2022

Duas irmãs nascidas no Líbano não puderam ser registradas no país porque seus pais eram sírios; tampouco puderam ser registradas na Síria, pois os pais não eram oficialmente casados. Em situações como essa, elas já nascem na condição sociopolítica de:

  • ❌ A) Exiladas — exílio envolve saída do país, geralmente por perseguição.
  • ✅ B) Apátridas — não possuem nacionalidade reconhecida por nenhum Estado.
  • ❌ C) Foragidas — não estão fugindo da Justiça.
  • ❌ D) Refugiadas — o caso não descreve busca de proteção em outro país.
  • ❌ E) Clandestinas — não se trata de permanência irregular em um país.

Gabarito: B. A questão articula nacionalidade, Estado e acesso formal à cidadania.

2. Roma após Cartago

Salústio afirma que, após a destruição de Cartago, a prosperidade trouxe libertinagem e orgulho a Roma. Qual processo contribuiu para essa prosperidade?

  • ❌ A) Extinção dos conflitos entre patrícios e plebeus — as tensões sociais continuaram.
  • ❌ B) Concentração das magistraturas patrícias — isso não explica diretamente as riquezas das conquistas.
  • ✅ C) Expansão das fronteiras extrapeninsulares — tributos, riquezas e escravizados chegaram a Roma.
  • ❌ D) Substituição do trabalho escravo pelo assalariado — a expansão ampliou a escravidão.
  • ❌ E) Fragmentação política do território italiano — Roma fortaleceu seu domínio.

Gabarito: C. A expansão imperial alterou relações sociais e políticas na República romana.

3. Congresso de Viena e equilíbrio europeu

Após as Guerras Napoleônicas, o Concerto Europeu redesenhou fronteiras e buscou impedir a hegemonia de um Estado. Essa divisão seria mais duradoura se estivesse apoiada na estabilidade do:

  • ❌ A) Unificação política dos territórios europeus — ela alteraria fronteiras e autonomias.
  • ❌ B) Autodeterminação dos povos nacionais — entrava em tensão com fronteiras impostas pelas monarquias.
  • ❌ C) Igualdade política entre cidadãos — trata da ordem interna, não do arranjo entre potências.
  • ❌ D) Expansão das revoluções liberais — elas desafiavam a ordem restaurada.
  • ✅ E) Equilíbrio diplomático entre as potências europeias — ele evitava nova hegemonia.

Gabarito: E. O ponto central é a diplomacia entre Estados e a preservação da ordem territorial.

4. Maria Quitéria e participação política

Na Independência da Bahia, Maria Quitéria entrou nas tropas com roupas masculinas, pois mulheres não eram oficialmente aceitas. O episódio evidencia a:

  • ❌ A) Ampliação oficial do recrutamento feminino — a entrada não foi institucionalizada.
  • ❌ B) Aceitação colonial das mulheres nas forças armadas — o texto afirma a proibição.
  • ✅ C) Contestação das restrições de gênero no serviço militar — sua atuação transgrediu uma barreira existente.
  • ❌ D) Substituição dos soldados por voluntárias — um caso individual não prova mudança geral.
  • ❌ E) Reconhecimento imediato da igualdade — ela precisou ocultar a identidade para ingressar.

Gabarito: C. A questão permite discutir cidadania, participação e limites de gênero na formação nacional.

5. Direitos e cidadania — ENEM 2020

A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de 1789, expressa mudança social ao estabelecer a:

  • ❌ A) Manutenção das terras comunais — o documento prioriza direitos e cidadania.
  • ❌ B) Supressão do poder constituinte — ele afirma princípios fundamentais.
  • ❌ C) Falência da sociedade burguesa — representa, ao contrário, sua afirmação política.
  • ✅ D) Paridade do tratamento jurídico — defende igualdade de direitos perante a lei.
  • ❌ E) Abolição dos partidos políticos — isso não é apresentado no documento.

Gabarito: D. Vale problematizar com a turma os limites históricos dessa igualdade proclamada.

6. Poder sem coerção — ENEM 2018

Segundo Pierre Clastres, o chefe da tribo não tem poder de coerção e atua pela palavra para mediar conflitos. Esse modelo contrasta com o Estado liberal burguês porque se baseia em:

  • ❌ A) Imposição ideológica e normas hierárquicas — o texto destaca a ausência de coerção.
  • ❌ B) Determinação divina e soberania monárquica — não há referência a monarquia ou origem divina.
  • ✅ C) Intervenção consensual e autonomia comunitária — a chefia media sem comandar.
  • ❌ D) Mediação jurídica e regras contratualistas — não são os mecanismos descritos.
  • ❌ E) Gestão coletiva e obrigações tributárias — tributos não aparecem e remetem ao Estado.

Gabarito: C. Aqui, a comparação entre formas de organização política é mais importante que decorar definições.

Próximos passos

Para ampliar o repertório, consulte a consulta completa do código EM13CHS603, que reúne todas as questões disponíveis. No acervo, são 815 questões alinhadas à habilidade; eu selecionaria algumas por dificuldade e montaria uma sequência curta de diagnóstico, discussão e retomada.

Se o tempo de planejamento estiver apertado, experimente o gerador de provas do GeraProva para criar avaliações alinhadas à BNCC. Quem ainda não usa a plataforma pode fazer o cadastro grátis.

Use estas questões como ponto de partida e adapte textos, tempo e mediações à sua turma: uma boa avaliação também nasce do que você observou na sala.

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