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Atividades sobre Sustentabilidade e Gestão de Resíduos com gabarito — 1ª série, 2ª série, 3ª série, ENEM, ETEC, FUVEST, UECE, UEL, UERJ, UFPR, UNESP (EM13CHS301)

Atividades sobre Sustentabilidade e Gestão de Resíduos com gabarito — 1ª série, 2ª série, 3ª série, ENEM, ETEC, FUVEST, UECE, UEL, UERJ, UFPR, UNESP (EM13CHS301)

Quando recebo a EM13CHS301 no planejamento, eu sei que não basta pedir uma pesquisa genérica sobre reciclagem. O desafio é transformar um tema que os estudantes já escutam bastante em investigação, debate e decisão: quem produz mais resíduos, quem sofre mais com o descarte irregular e quais ações realmente cabem no território onde vivemos?

Na prática, gosto de começar pelo entorno da escola: lixeiras misturadas, merenda, embalagens, poda de árvores, descarte em vielas ou a ausência de coleta seletiva. A partir daí, consigo trabalhar Ciências Humanas com contexto e construir uma avaliação que cobre análise, responsabilidade coletiva e propostas sustentáveis.

O que a habilidade EM13CHS301 pede, de verdade?

A EM13CHS301 pede que eu leve a turma além do conselho individual de “não jogar lixo no chão”. Em termos de aula, os estudantes precisam observar e questionar como resíduos são produzidos, separados, reaproveitados e descartados em metrópoles, cidades pequenas, áreas rurais e comunidades com condições socioeconômicas distintas. Isso inclui perceber desigualdades no acesso à coleta seletiva, os impactos da poluição sobre determinados bairros, o papel do consumo e os limites de responsabilizar somente cada pessoa. Depois de problematizar essas práticas, a turma deve avaliar ou elaborar propostas concretas: compostagem, redução de desperdício, separação na origem, fortalecimento de cooperativas, campanhas com participação comunitária e cobrança de políticas públicas. Em Filosofia, Geografia, História e Sociologia, eu foco nas relações entre hábitos, território, trabalho, consumo, poder público e justiça socioambiental.

“Problematizar hábitos e práticas individuais e coletivos de produção, reaproveitamento e descarte de resíduos em metrópoles, áreas urbanas e rurais, e comunidades com diferentes características socioeconômicas, e elaborar e/ou selecionar propostas de ação que promovam a sustentabilidade socioambiental, o combate à poluição sistêmica e o consumo responsável.”

Para consultar a habilidade e acessar mais itens, vale usar a consulta completa do código EM13CHS301.

Como trabalhar EM13CHS301 em sala?

  1. Mapa dos resíduos da escola: durante uma semana, a turma observa onde e que tipo de resíduo é produzido. Não precisa pesar tudo: uma tabela simples com locais, materiais e horários já revela padrões.
  2. Comparação de territórios: proponho notícias, fotos autorizadas ou relatos sobre descarte em área central, periferia e zona rural. A questão central é: as possibilidades de descarte são iguais para todos?
  3. Compostagem em pequena escala: uma composteira feita com baldes reaproveitados permite discutir resíduos orgânicos, decomposição e hortas. Se a escola não puder manter o projeto, a turma pode elaborar um plano para a comunidade.
  4. Júri ou conselho comunitário: estudantes assumem papéis de moradores, catadores, comerciantes, gestão pública e associação de bairro. Cada grupo defende uma proposta e debate custos, obstáculos e responsabilidades.
  5. Campanha baseada em evidências: em vez de cartazes com frases prontas, peço uma campanha que apresente problema local, público-alvo, ação possível e indicador de acompanhamento.

Como avaliar essa habilidade?

Uma boa questão de EM13CHS301 apresenta uma situação territorial concreta e pede que o estudante relacione dados, práticas sociais e impactos ambientais. A resposta não deve premiar apenas a memorização de cores de lixeira. Ela precisa mobilizar critérios: a proposta reduz o descarte? permite reaproveitamento? considera a participação coletiva? combate poluição e desigualdade?

Eu evito dois erros comuns: tratar aterro como solução sustentável equivalente ao reaproveitamento e responsabilizar exclusivamente o indivíduo, ignorando infraestrutura, políticas públicas e trabalho de cooperativas. Também tomo cuidado com alternativas “bonitas”, mas desconectadas do problema, como criar aplicativo sem coleta ou distribuir sacolas quando o foco são resíduos orgânicos.

Questões prontas de EM13CHS301 (com gabarito comentado)

1. Economia circular e resíduos orgânicos

Em um bairro brasileiro com 30 000 habitantes, são geradas diariamente cerca de 1 200 toneladas de resíduos. Aproximadamente 58% desse volume corresponde a materiais orgânicos, como restos de alimentos e resíduos de jardinagem, mas somente 12% dessa parcela recebe destinação adequada. O restante é encaminhado, em grande parte, para disposição final, embora a região disponha de praças, hortas escolares e áreas comunitárias que poderiam ser integradas a uma política local de reaproveitamento. A associação de moradores pretende reduzir o volume descartado e utilizar os materiais recuperados em atividades de cultivo, envolvendo as famílias no processo.

Com base no texto e nos princípios da economia circular, qual prática melhor articula a redução do descarte, o reaproveitamento dos resíduos e seu retorno a atividades produtivas no bairro?

  • ✅ A) Implantação de compostagem comunitária para converter resíduos orgânicos em adubo. Reduz o descarte e devolve nutrientes às hortas.
  • ❌ B) Distribuição de sacolas reutilizáveis. Reduz descartáveis, mas não reaproveita os orgânicos.
  • ❌ C) Instalação de contêineres sem separação. Misturar materiais dificulta a recuperação.
  • ❌ D) Envio ao aterro sanitário regional. É disposição final, não retorno produtivo.
  • ❌ E) Ampliação de embalagens biodegradáveis. Não organiza o reaproveitamento dos orgânicos.

2. Escola e compostagem comunitária

— Você percebe como o monte de restos de alimentos cresce todo dia na viela? — perguntou Ana ao agente de limpeza urbana. Ele explicou que, em média, 120 kg de resíduos orgânicos são gerados semanalmente pelas 30 casas do beco. Sem sistema de triagem, todo o material vai ao aterro. Ana sugeriu envolver a escola local em oficinas para transformar cascas e folhas em adubo, reduzindo o monturo e reaproveitando nutrientes no jardim comunitário.

Analise o diálogo e identifique a prática mais eficaz para reduzir a geração de resíduos orgânicos e promover seu reaproveitamento na comunidade.

  • ❌ A) Implantar coleta seletiva porta a porta com oficinas. Ajuda, mas não garante o reaproveitamento orgânico local.
  • ❌ B) Expandir transporte ao aterro sem triagem. Mantém o descarte e ignora o reaproveitamento.
  • ❌ C) Construir incineração sem controle de emissões. Polui e não recupera nutrientes.
  • ✅ D) Adotar compostagem comunitária com participação das escolas locais. Transforma resíduos em adubo para o jardim.
  • ❌ E) Criar aplicativo de agendamento sem coleta. Não resolve triagem nem infraestrutura.

3. Redução do envio a aterros

Dados ilustrativos: levantamento de uma ONG ambiental registrou que, em uma grande região metropolitana, cerca de 60% dos domicílios descartam misturados resíduos orgânicos e recicláveis. O serviço público de coleta seletiva atende apenas 25% das ruas, e o volume de lixo enviado a aterros cresce 8% ao ano. Em áreas periféricas, projetos comunitários surgem para reaproveitar sobras de alimentos, enquanto no entorno rural a queima de resíduos é prática comum. A baixa adesão a práticas ampliadas de reciclabilidade e reaproveitamento evidencia a necessidade de hábitos coletivos mais eficientes para reduzir o acúmulo em aterros.

Analise o texto-base e identifique a prática de gestão de resíduos que contribui diretamente para reduzir o envio de lixo a aterros e fortalecer o reaproveitamento de matéria orgânica.

  • ❌ A) Descartar óleos de cozinha no esgoto. Polui a água e não reaproveita resíduos.
  • ❌ B) Encaminhar embalagens biodegradáveis ao aterro. Não aproveita seu potencial de reaproveitamento.
  • ❌ C) Queimar orgânicos em fornos improvisados. Produz poluentes.
  • ❌ D) Enviar plásticos à reciclagem industrial. É importante, mas não trata a matéria orgânica pedida.
  • ✅ E) Separar resíduos orgânicos para compostagem comunitária. Diminui aterros e reaproveita sobras alimentares.

4. Obstáculo sociológico à mudança de hábitos

No Conjunto Esperança, moradores e agentes públicos instalaram pontos de coleta seletiva e composteiras comunitárias. Também foram realizadas oficinas sobre reaproveitamento de resíduos e mutirões de limpeza. Ainda assim, relatos indicam que parte dos moradores continua descartando sacos plásticos em vielas, embora outro grupo tenha reduzido o volume de resíduos orgânicos por meio da compostagem. Os moradores mencionam conflitos entre aqueles que adotam práticas sustentáveis e aqueles que preferem a conveniência do descarte irregular. Em um levantamento local, 40% dos resíduos orgânicos eram aproveitados, enquanto a participação voluntária nas oficinas permanecia em 25%.

Com base no texto, qual aspecto evidencia o principal obstáculo sociológico à adoção de práticas coletivas sustentáveis de descarte de resíduos?

  • ❌ A) Participação nas oficinas. É um indicador de alcance, não a causa central.
  • ❌ B) Aproveitamento pela compostagem. É resultado positivo, não obstáculo.
  • ❌ C) Realização de oficinas e mutirões. São ações de mobilização.
  • ❌ D) Implantação de pontos de coleta. É uma medida para enfrentar o problema.
  • ✅ E) Resistência individual em alterar hábitos consolidados. A conveniência mantém o descarte irregular mesmo com estrutura disponível.

5. Economia circular urbana

Dados ilustrativos: em uma grande metrópole brasileira, o volume diário de resíduos orgânicos domésticos chega a 1 200 toneladas. A prefeitura, ONG e grupos comunitários articularam-se para implantar pontos de compostagem comunitária nos bairros periféricos. Nestes locais, restos de alimentos e podas de jardins são coletados seletivamente pelos moradores e transformados em adubo para hortas urbanas. Paralelamente, cerca de 300 toneladas diárias de resíduos eletrônicos e plásticos ainda seguem para aterros sanitários, devido à ausência de sistemas de reciclagem adequados. Profissionais da coleta seletiva informal reivindicam a formalização de cooperativas para aumentar a recuperação de materiais recicláveis e diminuírem o volume destinado a aterros.

Analise o texto-base e identifique qual prática descrita exemplifica uma estratégia eficiente de reaproveitamento coletivo de resíduos orgânicos para fortalecer a economia circular urbana.

  • ❌ A) Incinerar plásticos com recuperação energética. Não fecha o ciclo dos orgânicos localmente.
  • ❌ B) Formar cooperativas apenas para recicláveis. Não trata do reaproveitamento orgânico.
  • ❌ C) Enviar eletrônicos e plásticos a aterros. Não promove economia circular.
  • ✅ D) Transformar restos de alimentos e podas em adubo por meio da compostagem comunitária. Reintegra materiais ao cultivo urbano.
  • ❌ E) Exportar plásticos para outras regiões. Desloca o problema e não fortalece o circuito local.

6. Compostagem e gases de efeito estufa

Em uma região metropolitana, um levantamento sobre resíduos de prédios comerciais registrou que 68% dos materiais descartados por escritórios eram enviados a aterros sanitários, 15% seguiam para incineração com recuperação energética, 10% eram encaminhados a cooperativas de reciclagem e 7% passavam por compostagem comunitária em hortas urbanas. Segundo o levantamento, a compostagem comunitária evita a emissão de gases de efeito estufa e diminui a quantidade de matéria orgânica depositada em aterros.

Com base no texto, qual iniciativa coletiva é relacionada simultaneamente à redução da matéria orgânica enviada a aterros sanitários e à prevenção da emissão de gases de efeito estufa?

  • ✅ A) Promover a compostagem coletiva de matéria orgânica em hortas urbanas. É a ação associada explicitamente aos dois efeitos.
  • ❌ B) Destinar resíduos diretamente a aterros. Aumenta, e não reduz, essa destinação.
  • ❌ C) Priorizar incineração com recuperação energética. O texto não atribui a ela os dois benefícios.
  • ❌ D) Encaminhar resíduos a cooperativas. Não é relacionada aos dois efeitos solicitados.
  • ❌ E) Distribuir resíduos entre as destinações. Descreve percentuais, mas não define uma ação ambiental.

Próximos passos

Eu começaria escolhendo uma questão diagnóstica, levantando evidências no entorno da escola e fechando com uma proposta coletiva possível. Para ampliar o banco e montar versões diferentes da avaliação, use o gerador de provas do GeraProva. Se ainda não usa a plataforma, faça seu cadastro grátis.

As questões são um ponto de partida: adapte linguagem, exemplos e mediação à realidade da sua turma. O mais importante é fazer o estudante perceber que gestão de resíduos é uma escolha social, territorial e coletiva.

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