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Atividades sobre Estratégias de produção com gabarito — 6º ano, 7º ano, 8º ano, 9º ano (EF69LP37)

Atividades sobre Estratégias de produção com gabarito — 6º ano, 7º ano, 8º ano, 9º ano (EF69LP37)

Quando recebo a EF69LP37 no planejamento, sei que não basta pedir aos alunos: “façam um vídeo”. Na prática, eles costumam ter muitas ideias, querem gravar logo e até dominam recursos do celular, mas ainda precisam aprender a organizar o que será dito, mostrado e ouvido. É aí que o roteiro deixa de ser uma etapa burocrática e vira parte central da aula.

Eu trabalho essa habilidade como uma oportunidade de transformar pesquisa e conhecimento científico em comunicação clara. Pode ser um vídeo-minuto sobre dengue, um podcast sobre reciclagem ou um vlog científico sobre enchentes no bairro. O desafio é fazer a turma pensar no público, no tempo, na linguagem e na sequência das informações antes de apertar o botão de gravar.

O que a habilidade EF69LP37 pede, de verdade?

A EF69LP37 pede que o estudante produza roteiros para divulgar conhecimentos científicos e resultados de pesquisa em formatos como vídeo-minuto, vlog científico, programa de rádio e podcast. Em linguagem de sala de aula, isso significa ensinar a turma a planejar uma mensagem antes de apresentá-la: definir para quem vai falar, qual é o objetivo, que informações são confiáveis, como começar para prender a atenção, o que mostrar ou sonorizar em cada momento e como encerrar. Não é uma habilidade de edição de vídeo nem uma cobrança para que a escola tenha equipamentos sofisticados. O foco está na escrita e na organização do roteiro, considerando as características de cada gênero. Um vídeo curto exige concisão e indicações visuais; um podcast depende mais da clareza das falas, das pausas e dos efeitos sonoros. Em todos os casos, o estudante precisa comunicar ciência com responsabilidade, coerência e adequação ao contexto de produção.

“Produzir roteiros para elaboração de vídeos de diferentes tipos (vlog científico, vídeo-minuto, programa de rádio, podcasts) para divulgação de conhecimentos científicos e resultados de pesquisa, tendo em vista seu contexto de produção, os elementos e a construção composicional dos roteiros.”

Para consultar o texto e o acervo alinhado, vale acessar a consulta completa do código EF69LP37. Hoje, o GeraProva reúne 50 questões relacionadas a essa habilidade.

Como trabalhar EF69LP37 em sala?

  1. Começo com um roteiro desmontado. Levo um pequeno texto de vídeo sobre um tema estudado e separo seus trechos: abertura, apresentação do problema, dados, desenvolvimento, chamada para ação e encerramento. Em duplas, os alunos reorganizam as partes e justificam suas escolhas.
  2. Uso temas próximos da escola. Desperdício de merenda, coleta seletiva, uso da água, prevenção à dengue e feira de ciências rendem bons roteiros. Peço que a turma pesquise uma informação verificável e indique a fonte no planejamento.
  3. Faço o “vídeo no papel”. Antes de qualquer gravação, a turma monta uma tabela simples com três colunas: tempo, fala/narração e imagem ou som. Assim, percebem que roteiro não é redação em parágrafos: ele prevê o que acontece em cada trecho.
  4. Promovo leitura em voz alta com cronômetro. Para um vídeo-minuto, cada grupo lê a narração e mede o tempo. Essa etapa mostra, sem bronca, que explicações longas precisam ser cortadas ou reorganizadas.
  5. Incluo revisão por pares. Um grupo lê o roteiro do outro e responde: entendi o assunto? Sei para quem é esse conteúdo? A fala combina com a imagem prevista? Há fonte de informação? Esse retorno melhora muito a produção final.

Como avaliar essa habilidade?

Uma boa questão ou atividade de EF69LP37 precisa cobrar decisões de planejamento do roteiro, e não apenas perguntar se o aluno sabe o nome de suas partes. Vale propor uma situação comunicativa concreta, com público, finalidade e formato definidos, e pedir que o estudante reconheça a organização mais adequada, a função de uma chamada para ação, a importância do público-alvo ou a relação entre fala, imagem e som.

Eu evito avaliar somente o vídeo pronto, porque isso pode premiar quem tem celular melhor ou mais facilidade para editar. O roteiro precisa ter peso: clareza do tema, adequação ao público, sequência lógica, concisão, indicação de falas e cenas, uso responsável de dados e encerramento coerente. Também fujo de alternativas que cobram decorar termos técnicos isolados. O erro mais comum é tratar roteiro como um texto corrido; outro é aceitar propostas cheias de informação, mas incompatíveis com o tempo e com o público.

Questões prontas de EF69LP37 (com gabarito comentado)

1. No fim da tarde, a mesa da cozinha virou bancada de edição. Lia e Caio precisavam entregar, no dia seguinte, o roteiro de um vídeo-minuto para divulgar um projeto de leitura sobre fake news. O professor pediu que o vídeo tivesse abertura chamativa, explicação curta, fonte de informação e encerramento com convite à reflexão. No rascunho, Lia escreveu: “Hoje vamos falar sobre como conferir uma notícia antes de compartilhar. Em 20 segundos, mostramos três passos simples e citamos uma pesquisa da universidade”. Caio, porém, sugeriu acrescentar uma fala longa, com muitas explicações em sequência, para “não deixar nenhuma dúvida”. Ao revisar o texto, a dupla percebeu que o roteiro precisava caber em pouco tempo, usar frases diretas e indicar o que seria dito e mostrado em cada parte, para que a gravação ficasse clara e objetiva.

Analise o rascunho apresentado e identifique a reorganização mais adequada para esse roteiro de vídeo-minuto.

  • ✅ A) Distribuir o texto em abertura, explicação breve e encerramento, com falas curtas e indicação do que será mostrado. Isso respeita o tempo curto, a clareza e a organização típica do vídeo-minuto.
  • ❌ B) Priorizar termos técnicos e exemplos detalhados, mesmo que a gravação ultrapasse o tempo previsto. O excesso de detalhes prejudica a concisão exigida.
  • ❌ C) Retirar o encerramento e terminar a gravação no meio da explicação. O encerramento com convite à reflexão foi solicitado e organiza o gênero.
  • ❌ D) Manter uma fala longa e contínua, sem pausas. A proposta perde objetividade e não cabe no formato.
  • ❌ E) Elaborar um texto em parágrafos completos, sem marcas de fala ou cenas. Roteiro exige divisão funcional entre o que se diz e o que se mostra.

2. Durante uma oficina de comunicação, estudantes do 9º ano planejaram um vídeo de até um minuto sobre reciclagem. Para organizar o roteiro, definiram cinco elementos: tema central, chamada inicial, público-alvo, cenário e duração. Qual elemento permite adequar a linguagem e o conteúdo às características e aos interesses das pessoas que assistirão ao vídeo?

  • ❌ A) A elaboração da chamada inicial do roteiro. Ela atrai atenção no começo, mas não orienta a adequação à audiência.
  • ✅ B) A definição do público-alvo do roteiro. Conhecer estudantes, funcionários e familiares permite escolher linguagem, exemplos e informações adequados.
  • ❌ C) A determinação da duração máxima do roteiro. Ela limita o tempo, mas não informa os interesses da audiência.
  • ❌ D) A escolha do tema central do roteiro. O tema indica o assunto, não as características dos espectadores.
  • ❌ E) A definição do cenário de gravação do roteiro. O cenário aponta espaços de produção, não define o público.

3. Em um roteiro de vlog científico sobre enchentes, aparece a chamada: “Chamem seus vizinhos e compartilhem este vídeo para reduzir riscos.” Qual parte do roteiro tem a função de mobilizar os espectadores para colaborar na divulgação?

  • ❌ A) A parte que introduz o tema com pergunta instigante. A abertura desperta interesse, mas não solicita colaboração.
  • ✅ B) A parte que convoca espectadores a chamar vizinhos e compartilhar. Essa é a chamada para ação que mobiliza a divulgação.
  • ❌ C) A parte que expõe sugestões de soluções práticas. Ela desenvolve o conteúdo, não convoca o público.
  • ❌ D) A parte que resume o conteúdo e agradece pela audiência. O encerramento não pede cooperação na divulgação.
  • ❌ E) A parte que apresenta o problema e seus dados locais. Esse trecho contextualiza o tema.

4. Na Escola São Bento, um grupo elaborou um vídeo-minuto sobre polinização. O roteiro traz título, introdução, flores em close, narração sobre insetos, sons de zumbido e convite para plantar em casa. Qual parte corresponde à descrição detalhada das cenas e das falas?

  • ❌ A) Citar os efeitos sonoros usados nas transições. Isso indica apenas um recurso sonoro.
  • ❌ B) Definir o objetivo comunicativo do vídeo. Objetivo geral não descreve cenas ou falas específicas.
  • ❌ C) Listar os equipamentos necessários para a gravação. Equipamentos não formam a sequência do roteiro.
  • ✅ D) Detalhar a descrição de cenas e as falas para cada cena. Essa é a parte que orienta precisamente o que aparecerá e será dito.
  • ❌ E) Indicar a duração total de cada parte do vídeo. O tempo não substitui a descrição das ações e falas.

5. Ao produzir um áudio ou vídeo curto para crianças, qual elemento do roteiro deve garantir coerência entre a fala e as imagens?

  • ❌ A) Ignorar a necessidade de imagens que complementam a fala. Isso pode causar confusão na compreensão.
  • ❌ B) Apresentar as imagens antes da fala correspondente. O descompasso prejudica a associação de sentidos.
  • ❌ C) Usar apenas texto na tela sem narrar. Texto isolado não explora a relação entre som e imagem.
  • ✅ D) Sincronização clara entre fala, ação e elementos visuais. Ela associa palavras e imagens, mantendo atenção e clareza.
  • ❌ E) Focar em ritmos de fala variados sem conexão visual. Sem conexão, o ritmo pode distrair o público.

6. Que procedimento colaborativo assegura que um roteiro de vídeo curto para crianças seja validado antes da divulgação?

  • ❌ A) Validar apenas com adultos. Adultos podem não perceber necessidades e compreensões do público infantil.
  • ✅ B) Prototipagem e testes com crianças em ciclos de revisão. Os testes revelam problemas de compreensão e permitem ajustar linguagem, ritmo e imagens.
  • ❌ C) Divulgar sem revisão prévia. Isso pode levar à publicação de conteúdo pouco claro.
  • ❌ D) Ignorar feedback das crianças. O retorno do público-alvo é essencial para melhorar o roteiro.
  • ❌ E) Realizar apenas uma única revisão. Um único olhar pode não ser suficiente para assegurar clareza e qualidade.

Próximos passos para a aula

Eu começaria com uma das questões acima como diagnóstico e, depois, pediria um roteiro curto sobre um tema investigado pela turma. Para montar listas, adaptar níveis de dificuldade e gerar avaliações alinhadas, use o gerador de provas do GeraProva. Se ainda não utiliza a plataforma, faça seu cadastro grátis e explore as questões disponíveis.

Estas atividades são um ponto de partida: adapte o tema, o tempo e os apoios à realidade da sua turma. O mais importante é fazer o aluno perceber que comunicar ciência também exige planejar com cuidado.

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