Atividades sobre Brincadeiras e jogos da cultura popular presentes no contexto comunitário e regional com gabarito — 1º ano, 2º ano (EF12EF01)
Quando recebo a EF12EF01 no planejamento de Educação Física, eu sei que não basta escrever “brincadeiras populares” na rotina e levar a turma para a quadra. Preciso pensar no que as crianças vão experimentar, nas regras que conseguem compreender e, principalmente, em como todos poderão participar, mesmo quando correm, pulam ou se movimentam de formas diferentes.
Também aparece a pergunta prática: como transformar uma aula tão corporal em registro e avaliação sem reduzir tudo a quem é mais rápido ou mais habilidoso? Para mim, o caminho é observar a convivência durante a brincadeira e propor perguntas simples, ligadas às regras, à cultura local e à inclusão. Na consulta completa do código EF12EF01, encontro materiais que ajudam bastante nessa organização.
O que a habilidade EF12EF01 pede, de verdade?
Na prática, esta habilidade pede que eu apresente brincadeiras e jogos que fazem parte da vida das crianças e da comunidade, para que elas não sejam apenas espectadoras: precisam brincar, sentir prazer, testar movimentos e até recriar regras com a turma. Isso inclui conversar sobre o que cada família chama de determinada brincadeira, descobrir jogos do bairro ou da região e acolher repertórios diferentes. Ao mesmo tempo, a EF12EF01 não é uma habilidade sobre escolher o campeão da aula. Ela exige que eu ajude a turma a perceber que cada colega tem seu ritmo, suas possibilidades e suas formas de participar. Se uma criança não corre, por exemplo, posso adaptar o jogo sem tirá-la da experiência. Avalio quando a criança reconhece regras, participa, compara brincadeiras e demonstra respeito, e não somente quando executa um movimento com mais facilidade.
“Experimentar, fruir e recriar diferentes brincadeiras e jogos da cultura popular presentes no contexto comunitário e regional, reconhecendo e respeitando as diferenças individuais de desempenho dos colegas.”
O objeto de conhecimento é “Brincadeiras e jogos da cultura popular presentes no contexto comunitário e regional”, na unidade temática Brincadeiras e jogos. Para 1º e 2º ano, eu gosto de partir do que a turma já conhece e ampliar o repertório aos poucos.
Como trabalhar EF12EF01 em sala?
1. Mapa das brincadeiras da turma. Peço que as crianças contem do que brincam no recreio, na rua, na casa dos avós ou com irmãos. Registro no quadro nomes como esconde-esconde, amarelinha, peteca, bolinha de gude, elástico e queimada. Depois, conversamos: a regra é igual em todas as casas? Essa troca valoriza a comunidade e mostra que uma brincadeira pode ter variações.
2. Rodízio de estações simples. Com giz, corda, bola e garrafas PET, organizo pequenas propostas: amarelinha, boliche adaptado, pular corda em dupla e passar a bola em roda. Não preciso de material caro. Em cada estação, combino uma regra de cuidado e uma possibilidade de adaptação, como jogar sentado, aproximar o alvo ou usar uma bola mais leve.
3. Recriação coletiva de regras. Depois de brincar de batata quente ou esconde-esconde, pergunto: “Como fazemos para que mais gente consiga participar?” A turma pode decidir passar o objeto mais devagar, aumentar o tempo de contagem ou criar duplas de apoio. O importante é explicar que adaptar não é facilitar para alguém “dar conta”; é garantir o direito de brincar junto.
4. Roda de observação e fala. No fim da aula, faço perguntas curtas: “Qual era a regra principal?”, “O que foi divertido?” e “Como ajudamos um colega hoje?”. Crianças pequenas respondem oralmente, desenhando ou apontando imagens. Esse momento me dá evidências reais da aprendizagem.
Como avaliar essa habilidade?
Uma boa questão de EF12EF01 precisa cobrar situações próximas das brincadeiras: reconhecer a função de quem participa, identificar regras, comparar jogos ou escolher uma adaptação que inclua todos. Ela pode usar texto curto, ilustração ou leitura mediada, porque o foco não é medir a fluência leitora. Nas observações, procuro sinais como participar do combinado, esperar a vez, aceitar diferenças de desempenho, explicar uma regra e sugerir formas de inclusão.
Um erro comum é avaliar só quem corre mais, acerta mais alvos ou vence a rodada. Outro é aplicar uma questão desconectada da experiência da turma, com regras que ninguém vivenciou. Também evito tratar adaptação como exceção constrangedora: a pergunta deve mostrar que mudar materiais, espaço ou posição pode ser uma escolha coletiva e legítima.
Questões prontas de EF12EF01 (com gabarito comentado)
1. Qual brincadeira é feita para as crianças ajudarem umas às outras?
- ❌ A) Corrida de sacos — brincar ao lado dos colegas pode parecer colaboração, mas, na corrida, cada participante tenta chegar primeiro.
- ✅ B) Passar a bola juntos — exige cooperação para que as crianças alcancem o mesmo objetivo.
- ❌ C) Arremesso de argolas — mesmo com materiais compartilhados, cada participante realiza sua própria tentativa.
- ❌ D) Dança das cadeiras — é uma brincadeira em grupo, mas cada participante tenta conseguir uma cadeira para si.
- ❌ E) Pular corda sozinho — é uma atividade conhecida, porém não envolve ajuda entre os participantes.
Comentário: A ideia central é reconhecer brincadeiras colaborativas. Vale retomar com a turma que equipe não é apenas estar no mesmo espaço: é agir para um objetivo comum.
2. Ana não pode correr. Qual brincadeira pode ser feita com todos sentados, passando um objeto?
- ❌ A) Cabo de guerra — normalmente envolve puxar uma corda em pé.
- ❌ B) Pular corda — exige saltar.
- ✅ C) Batata quente — as crianças podem permanecer sentadas e passar um objeto de mão em mão, incluindo Ana.
- ❌ D) Esconde-esconde — normalmente envolve andar e procurar colegas.
- ❌ E) Pega-pega — envolve correr para alcançar outra criança.
Comentário: A questão trabalha aplicação: a criança precisa escolher uma brincadeira popular que possa ser adaptada para todos.
3. Na brincadeira de esconde-esconde, o pegador já contou até dez. O que ele faz depois?
- ❌ A) Contar até vinte — a contagem combinada já terminou.
- ❌ B) Esconder-se também — isso troca o papel do pegador pelo de quem se esconde.
- ❌ C) Ir para casa — terminar a contagem não significa acabar a brincadeira.
- ❌ D) Ficar de olhos fechados — é preciso iniciar a procura.
- ✅ E) Procurar os colegas — depois da contagem, o pegador busca as crianças escondidas.
Comentário: Aqui avaliamos a lembrança da dinâmica e da função do pegador. Antes de aplicar, eu gosto de brincar ou dramatizar a sequência.
4. No esconde-esconde, uma criança procura os colegas escondidos. Na queimada, os jogadores tentam acertar colegas com uma bola.
Compare essas brincadeiras. Qual frase mostra uma diferença entre as regras?
- ❌ A) Os dois jogam com uma bola. — aplica a regra da queimada também ao esconde-esconde.
- ❌ B) Um joga bola; outro joga bola. — repete a regra da queimada para as duas brincadeiras.
- ✅ C) Um procura; outro joga bola. — no esconde-esconde alguém procura colegas; na queimada, usa-se uma bola para tentar acertar os colegas.
- ❌ D) Um se esconde; outro se esconde. — identifica uma ação, mas não diferencia as regras das brincadeiras.
- ❌ E) Os dois procuram os colegas. — generaliza a regra do esconde-esconde para as duas atividades.
Comentário: Esta é uma boa questão de comparação. A criança precisa observar o que muda entre duas brincadeiras conhecidas.
5. Na aula, todos vão brincar juntos. A professora quer uma brincadeira em que cada criança possa jogar sentada, rolando a bola até garrafas. Qual brincadeira escolher?
- ❌ A) Corrida — depende principalmente de correr, e não de rolar a bola até garrafas.
- ❌ B) Futebol — ter bola não basta; a proposta pede jogar sentado e rolar a bola.
- ❌ C) Amarelinha — é feita no chão, mas não envolve rolar a bola até garrafas.
- ❌ D) Dança — envolve movimentos corporais, mas não a ação específica descrita.
- ✅ E) Boliche — pode ser adaptado para jogar sentado e rolar a bola até as garrafas, permitindo a participação de crianças com diferentes habilidades físicas.
Comentário: A resposta destaca uma brincadeira inclusiva. Garrafas PET e uma bola já resolvem a proposta na escola.
6. No recreio, Ana brinca com seus colegas. O que a brincadeira ajuda a aprender?
- ❌ A) Sair mais cedo — brincar não serve para terminar o recreio mais rápido.
- ❌ B) Ganhar sempre — a brincadeira não existe apenas para vencer colegas.
- ❌ C) Brincar sozinho — a situação fala de brincar com outras crianças.
- ❌ D) Ficar calado — convivência respeitosa não significa não falar.
- ✅ E) Respeitar colegas — brincar junto favorece respeito e melhor convivência.
Comentário: Além das regras e dos movimentos, a habilidade envolve a dimensão social das brincadeiras: escutar, combinar, cuidar e respeitar.
Próximos passos para a sua aula
Eu sugiro escolher uma brincadeira que a turma já conheça, propor uma adaptação coletiva e registrar duas ou três observações por criança. Se você quiser variar os enunciados e montar uma avaliação no seu tempo, use o gerador de provas do GeraProva: há 302 questões alinhadas a esta habilidade. Para salvar materiais e começar sem custo, faça seu cadastro grátis.
As questões são um ponto de partida para o planejamento: adapte linguagem, mediação e materiais à sua turma, mantendo a brincadeira como experiência de participação, respeito e alegria.
