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Atividades sobre Morfossintaxe com gabarito — 7º ano (EF07LP10)

Atividades sobre Morfossintaxe com gabarito — 7º ano (EF07LP10)

Quando o código EF07LP10 aparece no meu planejamento, eu já sei que não adianta tratar gramática como lista de regras soltas. No 7º ano, os alunos até reconhecem um verbo aqui, uma vírgula ali, mas a dificuldade real aparece na hora de produzir texto: concordância escapa, tempos verbais se misturam, a pontuação atrapalha a clareza. É justamente aí que essa habilidade cobra mais da gente.

Eu costumo olhar para esse código como um convite para aproximar morfossintaxe de situações concretas de escrita. Em vez de perguntar só “qual é o tempo verbal?”, eu preciso levar a turma a pensar “por que esse verbo está assim nesse contexto?”. Isso muda a aula e muda a avaliação. E ajuda muito saber que existe a consulta completa do código EF07LP10 e que o GeraProva já tem 22 questões alinhadas a essa habilidade no acervo, o que economiza um tempo precioso na rotina.

O que a habilidade EF07LP10 pede, de verdade

Utilizar, ao produzir texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais: modos e tempos verbais, concordância nominal e verbal, pontuação etc.

Traduzindo para a nossa linguagem de professor: essa habilidade não pede só reconhecimento de conteúdo gramatical. Ela pede uso. O aluno precisa escrever melhor porque sabe escolher um tempo verbal adequado, manter a concordância, organizar a pontuação e sustentar sentido no texto.

Na BNCC, ela está em Língua Portuguesa, no objeto de conhecimento Morfossintaxe, para o 7º ano. Então, quando eu planejo atividades para EF07LP10, eu não penso em gramática pela gramática. Penso em revisão de bilhete, reescrita de diálogo, produção de aviso, slogan, carta, relato, legenda, convite. Ou seja: texto real, com problema real de linguagem.

Outro ponto importante: o “etc.” da habilidade não é um detalhe. Ele abre espaço para trabalhar escolhas linguísticas que aparecem juntas na produção textual. Muitas vezes o erro do estudante não é apenas “de verbo” ou apenas “de pontuação”; é um conjunto de decisões que afeta clareza, formalidade e coerência.

Como trabalhar EF07LP10 em sala

1. Revisão guiada de textos curtos da própria turma. Eu gosto de usar frases e pequenos parágrafos escritos pelos alunos, sem expor ninguém. Projeto no quadro, leio com a turma e pergunto: “O que atrapalha a compreensão aqui?”. A partir daí, a turma corrige concordância, pontuação e tempos verbais com mais sentido do que numa atividade mecânica.

2. Oficina de reescrita de gêneros do cotidiano escolar. Avisos, convites, recados, regras de campeonato, legendas para mural, campanhas da escola. Esses gêneros funcionam muito bem porque exigem clareza e escolhas verbais adequadas. Um slogan, por exemplo, é ótimo para discutir imperativo. Um convite ajuda a diferenciar informação objetiva e formulações mais persuasivas.

3. Caça aos ajustes em duplas. Entrego um pequeno texto com problemas planejados: uma quebra de concordância, um verbo em modo inadequado, vírgula mal colocada. A dupla precisa localizar, justificar e reescrever. O ganho aqui é que o aluno não só corrige: ele explica por que corrigiu. Esse momento de justificativa revela muito mais aprendizagem.

4. Comparação de versões. Levo duas versões da mesma frase ou do mesmo trecho. Exemplo: “A gente vamos apresentar” e “A gente vai apresentar”. Ou ainda: uma fala com pontuação adequada e outra sem a marcação correta do verbo de elocução. A turma compara efeito, clareza e norma de uso. É simples, rápido e muito eficiente.

5. Produção com checklist de revisão. Depois da escrita, eu peço uma releitura com perguntas objetivas: “Os verbos estão adequados à intenção do texto?”, “Há concordância entre sujeito e verbo?”, “A pontuação ajuda o leitor a entender?”. Esse checklist faz o aluno revisar com foco e ajuda muito na autonomia.

Como AVALIAR essa habilidade

Uma boa questão de EF07LP10 precisa cobrar uso contextualizado de recursos linguísticos. Não basta pedir nome de classe gramatical ou definição decorada. O ideal é que o item traga um texto, uma situação comunicativa ou pelo menos um enunciado em que o aluno precise observar intenção, sentido e adequação.

Quando eu monto avaliação para essa habilidade, procuro verificar três coisas: se o aluno reconhece a escolha linguística, se entende a função dela no texto e se consegue identificar a forma adequada de uso. Em outras palavras: forma, efeito e contexto precisam andar juntos.

Erros comuns na avaliação dessa habilidade:

  • cobrar só nomenclatura gramatical, sem produção ou revisão de texto;
  • usar frases totalmente descontextualizadas, que não mostram por que aquela escolha verbal importa;
  • misturar muitos conteúdos no mesmo item e dificultar descobrir o que está sendo avaliado;
  • tratar como errada uma forma possível em outro contexto, sem explicar o que o texto-base exigia.

Na prática, uma boa questão desse código costuma pedir correção de concordância, identificação do modo verbal adequado à intenção comunicativa, análise de pontuação em falas e reconhecimento de escolhas que tornam o texto mais claro. Isso aproxima a avaliação do que realmente fazemos quando lemos e escrevemos.

Questões prontas de EF07LP10 (com gabarito comentado)

1) Analise o segundo parágrafo do texto-base e identifique a alternativa que apresenta a pontuação e a forma verbal adequadas para a fala de Ana.

  • ❌ A) “Nós vamos apresentar um experimento simples”, disse Ana. — Embora esteja correta do ponto de vista gramatical, troca o pronome original “a gente”, alterando o texto-base.
  • ❌ B) “A gente vai apresentar um experimento simples.” disse Ana. — Falta a vírgula antes da fala atribuída; o ponto dentro das aspas quebra a ligação com o verbo de elocução.
  • ❌ C) “A gente iremos apresentar um experimento simples”, disse Ana. — Há erro de concordância verbal: “a gente” exige verbo na 3ª pessoa do singular.
  • ❌ D) “A gente vai apresentar um experimento simples”, Ana disse. — A construção prejudica a fluidez e a clareza da atribuição da fala nesse contexto.
  • ✅ E) “A gente vai apresentar um experimento simples”, disse Ana. — Mantém o pronome original, respeita a concordância e usa a pontuação adequada com o verbo de elocução.

Dica de resolução: aqui eu orientaria a turma a observar duas pistas ao mesmo tempo: a concordância com “a gente” e a pontuação da fala.

Conceito central: concordância verbal e pontuação.

2) No slogan “Cuide do seu lanche, compartilhe carinho.”, qual o modo verbal do verbo “compartilhe” e por que ele é usado em slogans infantis?

  • ❌ A) Modo indicativo, afirmando algo como fato. — O indicativo declara fatos; não é o caso de um apelo ao leitor.
  • ❌ B) Modo infinitivo, como forma verbal não conjugada. — O infinitivo não convoca diretamente o interlocutor para uma ação imediata.
  • ✅ C) Modo imperativo (forma de apelo/ordem). — “Compartilhe” convoca o leitor a agir. Em slogans, isso funciona muito bem porque a linguagem é direta e mobiliza comportamento.
  • ❌ D) Modo subjuntivo, expressando desejo ou dúvida. — O subjuntivo não é o modo usado aqui para dar ordem ou apelo direto.
  • ❌ E) Modo gerúndio, indicando ação em andamento. — O gerúndio expressa continuidade, não ordem.

Dica de resolução: eu sempre digo aos alunos para pensar na intenção do texto. Se a frase chama o leitor para fazer algo, o imperativo é forte candidato.

Conceito central: modo verbal em slogans.

3) Identifique no texto-base a frase que expressa um desejo por meio do modo subjuntivo.

  • ✅ A) Que seja um dia inesquecível para todos os leitores! — A expressão “Que seja” marca desejo e usa o modo subjuntivo adequadamente.
  • ❌ B) Estamos disponibilizando certificados de participação. — Há uma ação em andamento, não um desejo.
  • ❌ C) Inscrevam-se até sexta-feira para garantir vaga. — Aqui temos imperativo, usado para orientar ou convocar.
  • ❌ D) O evento começa às 10h no centro cultural. — É uma informação objetiva no presente do indicativo.
  • ❌ E) A equipe está preparando oficinas de poesia e contação de histórias. — A locução verbal com gerúndio descreve processo em curso, não desejo.

Dica de resolução: quando aparece estrutura como “que seja”, vale pedir ao aluno que pergunte a si mesmo: isso informa um fato ou expressa vontade/desejo?

Conceito central: modo subjuntivo em frases.

Próximos passos

Se eu estivesse montando uma sequência de aula a partir dessa habilidade, faria assim: primeiro, leitura e revisão de frases em contexto; depois, reescrita de pequenos textos; por fim, avaliação com itens que cobrem escolha verbal, concordância e pontuação em situações reais de uso. É um caminho simples, viável e bem mais produtivo do que separar tudo em exercícios isolados.

Se você quiser transformar isso em lista, atividade diagnóstica ou prova em poucos minutos, vale usar o gerador de provas do GeraProva. E, se ainda não usa a plataforma, dá para fazer seu cadastro grátis e explorar também a consulta completa do código EF07LP10, onde estão reunidas as 22 questões do acervo alinhadas a essa habilidade.

Este post foi pensado para apoiar seu planejamento, não para engessar sua prática: adapte as propostas ao perfil da turma, combine análise linguística com produção real de texto e, se quiser ganhar tempo sem abrir mão do alinhamento à BNCC, conte com o GeraProva.

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