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Atividades sobre fontes históricas da família e comunidade com gabarito — 2º ano (EF02HI08)

Atividades sobre fontes históricas da família e comunidade com gabarito — 2º ano (EF02HI08)

Quando recebo a EF02HI08 no planejamento do 2º ano, eu sei que não basta pedir para a turma levar uma foto de casa e pronto. O desafio é transformar uma habilidade aparentemente simples em uma investigação de verdade: a criança precisa perceber que histórias da família e do bairro podem ser conhecidas, guardadas e organizadas por meio de diferentes fontes.

Na minha experiência, esse trabalho funciona melhor quando parte daquilo que os estudantes já veem todos os dias: uma fotografia na sala, a receita da avó, uma conversa com um morador, um objeto antigo ou até a placa de uma rua. A partir daí, consigo construir atividades e avaliações que fazem sentido para crianças de 7 anos.

O que a habilidade EF02HI08 pede, de verdade?

Na prática, a EF02HI08 pede que eu ajude a turma a reunir histórias da família e/ou da comunidade usando evidências variadas e a registrar o que foi descoberto. Não é uma aula para decorar o nome de cada tipo de fonte, embora esse vocabulário apareça no caminho. O foco é entender que uma conversa com alguém mais velho, uma fotografia, um brinquedo guardado, uma música, uma carta, um vídeo ou uma inscrição no bairro podem contar algo sobre pessoas, tempos e lugares. Para o 2º ano, eu trabalho com perguntas bem concretas: “O que esta fonte mostra?”, “Quem pode nos contar essa história?”, “Como vamos guardar o que descobrimos?” e “Por que isso é importante?”. Compilar, aqui, pode ser montar um mural, um pequeno álbum, uma caixa de memórias, um cartaz ou um registro coletivo com desenhos e frases ditadas ou escritas pelas crianças.

“Compilar histórias da família e/ou da comunidade registradas em diferentes fontes.”

A habilidade está na unidade temática A comunidade e seus registros e aborda relatos orais, objetos, imagens, músicas, escrita, tecnologias digitais e inscrições presentes em paredes, ruas e outros espaços sociais. Ou seja: há muito mais fonte histórica disponível na escola e no entorno do que, às vezes, a gente imagina.

Como trabalhar EF02HI08 em sala?

1. Caixa de memórias da turma. Peço que cada criança traga, se possível, uma cópia de foto, um desenho de um objeto importante ou um relato contado por alguém da família. Para não expor quem não consegue levar materiais, deixo claro que um desenho e uma história oral também valem. Em roda, registramos: de quem é a história, que fonte foi usada e o que ela nos ajuda a lembrar.

2. Entrevista curta com a família ou comunidade. Envio duas ou três perguntas simples, como “Qual brincadeira você fazia quando era criança?” e “Que lugar do bairro mudou?”. A resposta pode voltar em texto, áudio ou ser relatada pela criança. Depois, a turma percebe que a fala de uma pessoa é uma fonte oral.

3. Passeio investigativo pela escola. Sem sair da unidade, observo com a turma placas, murais, fotos antigas, nomes de salas, troféus e inscrições. Cada dupla escolhe um registro e responde oralmente ou por escrito: o que é, onde está e o que pode contar sobre a escola.

4. Álbum “Antes e agora”. Usamos fotografias da família, quando houver, ou imagens da própria escola em diferentes momentos. Comparar não é exigir que a criança saiba datas exatas: é convidá-la a notar roupas, objetos, espaços e costumes, registrando o que descobriu.

5. Mural das histórias do bairro. Em papel pardo, organizo relatos, desenhos, fotos autorizadas e nomes de lugares conhecidos. A etapa importante é criar legendas coletivas: “Esta história foi contada por...”, “Esta foto mostra...” e “Aprendemos que...”. Assim, a compilação fica visível.

Como avaliar essa habilidade?

Uma boa questão de EF02HI08 precisa cobrar a relação entre fonte, memória e registro. Eu procuro verificar se a criança reconhece para que serve uma fotografia, por que entrevistar um morador ajuda numa pesquisa, quais informações organizam uma história familiar e o que pode acontecer quando não registramos memórias da comunidade.

Evito transformar a avaliação em uma lista de definições para decorar. Também tomo cuidado com pegadinhas de leitura: no 2º ano, enunciados curtos, contexto próximo e alternativas objetivas ajudam a avaliar História, e não apenas fluência leitora. Outro erro comum é pedir que todos tragam uma foto ou objeto de casa e atribuir nota a isso. A aprendizagem deve ser avaliada pela análise e pelo registro das fontes, com alternativas acessíveis para todas as famílias.

Além de questões objetivas, observo a participação na roda, a capacidade de contar de onde veio uma informação e o registro produzido pela criança. Para ampliar seu banco de itens, vale consultar a consulta completa do código EF02HI08, que reúne questões alinhadas à habilidade.

Questões prontas de EF02HI08 (com gabarito comentado)

1. A turma ouviu uma história da família de Bia e guardou o desenho feito sobre ela. Por que guardar histórias da família?

  • ❌ A) Para apagar a história — Guardar é o contrário de apagar; o registro preserva a história.
  • ❌ B) Para fazer um desenho — O desenho foi uma atividade, mas não é o motivo principal para guardar a história.
  • ❌ C) Para ler só uma vez — Guardamos para poder lembrar e retomar depois.
  • ✅ D) Para lembrar da família — Guardar histórias ajuda a lembrar das pessoas e dos momentos da família.
  • ❌ E) Para esquecer da família — O registro favorece a memória, não o esquecimento.

2. João vai fazer um álbum da família e quer registrar quando as coisas aconteceram. Qual item ajuda João nessa tarefa?

  • ❌ A) Cores da casa — Elas não indicam quando um fato aconteceu.
  • ❌ B) Fotos dos parentes — Podem compor o álbum, mas não mostram necessariamente o momento do fato.
  • ❌ C) Comidas preferidas — São informações sobre gostos, não sobre o tempo dos acontecimentos.
  • ✅ D) Datas e eventos — Datas mostram quando algo ocorreu e eventos mostram o que aconteceu.
  • ❌ E) Brinquedos atuais — Eles falam do presente e não registram, por si só, fatos passados.

3. Na caixa de histórias da família, Pedro viu fotos de festas antigas. Para que servem essas fotos?

  • ❌ A) Enfeitar a caixa — A fotografia pode ser bonita, mas sua função principal aqui é registrar uma memória.
  • ✅ B) Lembrar as festas — As fotos ajudam a recordar acontecimentos familiares, como festas antigas.
  • ❌ C) Guardar a caixa — São as fotos que estão guardadas na caixa, e não o contrário.
  • ❌ D) Escrever as festas — Fotografia é uma fonte de imagem, não um registro escrito.
  • ❌ E) Inventar as festas — A foto registra acontecimentos; ela não cria a festa.

4. A turma quer ouvir histórias de moradores antigos do bairro. Qual ação ajuda a coletar essas histórias?

  • ❌ A) Desenhar moradores — O desenho representa pessoas, mas não recolhe o que elas contam.
  • ❌ B) Organizar brinquedos — É uma ação de arrumação, sem relação com a coleta de relatos.
  • ✅ C) Entrevistar moradores — A entrevista permite ouvir e registrar as histórias narradas por eles.
  • ❌ D) Brincar na praça — Pode acontecer no bairro, mas não registra memórias dos moradores.
  • ❌ E) Ler livros antigos — Livros são fontes escritas, porém a proposta é ouvir relatos dos moradores.

5. Qual é a importância de compilar histórias da comunidade em que você vive?

  • ❌ A) Aumenta o número de livros — Esse não é o objetivo da preservação das histórias.
  • ✅ B) Enriquece a cultura local — Histórias registradas preservam e valorizam a cultura da comunidade.
  • ❌ C) Facilita a venda de produtos — A compilação histórica não tem foco comercial.
  • ❌ D) Cria novas tradições — Compilar preserva tradições e memórias já existentes.
  • ❌ E) Diminui o interesse pela história — Conhecer histórias locais costuma ampliar esse interesse.

6. Identifique uma consequência de não registrar histórias da sua comunidade.

  • ❌ A) Aumento da diversidade — Sem registros, expressões da diversidade podem ser esquecidas.
  • ❌ B) Preservação da cultura — A falta de registro pode levar justamente ao esquecimento cultural.
  • ✅ C) Perda da memória coletiva — Quando as histórias não são registradas, a comunidade pode deixar de lembrá-las.
  • ❌ D) Facilidade de aprendizado — Sem fontes e relatos, aprender sobre a cultura local fica mais difícil.
  • ❌ E) Maior participação da comunidade — A ausência de registros não garante participação e pode afastar pessoas de suas memórias.

Próximos passos

Eu começaria com uma fonte bem próxima da turma e fecharia a sequência com um produto coletivo simples. Depois, selecionaria questões que cobrem propósito e uso das fontes, não apenas nomes. No acervo, o GeraProva reúne 59 questões alinhadas a esta habilidade; você pode explorar a consulta do código ou montar uma avaliação no gerador de provas do GeraProva. Se ainda não usa a plataforma, faça seu cadastro grátis e teste com a sua turma.

Use estas ideias como ponto de partida e adapte os exemplos à realidade das famílias e da comunidade escolar. Toda turma tem histórias que merecem ser ouvidas, registradas e compartilhadas.

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