Atividades sobre Uso de artefatos computacionais com gabarito — 2º ano (EF02CO05)
Quando recebo a EF02CO05 no planejamento do 2º ano, eu sei que o desafio não é só colocar computador, celular ou tablet na aula. Preciso ajudar a turma a perceber que esses artefatos têm funções, recebem comandos e aparecem em situações bem comuns da vida deles.
Na prática, eu transformo o código em conversa, observação e pequenas decisões: para que serve um aplicativo? Onde guardamos um desenho? O que acontece quando um site sugere outro vídeo? Assim, a avaliação deixa de cobrar nome de peça e passa a verificar se a criança compreende os usos da tecnologia no cotidiano.
O que a habilidade EF02CO05 pede, de verdade?
A EF02CO05 pede que o estudante do 2º ano reconheça características e usos das tecnologias computacionais em situações que ele já vive dentro e fora da escola. Isso inclui entender para que servem aplicativos, câmera, microfone, pastas de arquivos, programas e sistemas que fazem sugestões ou reconhecem imagens e voz. Eu não preciso transformar a aula em um curso técnico nem exigir que a criança saiba explicar como um algoritmo é programado. O foco é identificar funções: o microfone capta a fala, a câmera registra imagens, uma pasta organiza arquivos, um app ajuda a realizar uma tarefa. Também cabe apresentar, com exemplos simples, que algumas tecnologias usam inteligência artificial para reconhecer padrões e oferecer respostas. O aluno deve observar, relacionar o artefato à sua finalidade e explicar escolhas básicas de uso, sempre partindo de experiências reais da turma.
“Reconhecer as características e usos das tecnologias computacionais no cotidiano dentro e fora da escola.”
Essa habilidade está na unidade temática Cultura Digital, no objeto de conhecimento Uso de artefatos computacionais, para o componente de Computação no 2º ano. Se eu quiser conferir o recorte oficial e acessar mais itens, uso a consulta completa do código EF02CO05.
Como trabalhar EF02CO05 em sala?
1. Mapa dos artefatos da turma. Eu peço que as crianças desenhem ou listem tecnologias que usam em casa e na escola: celular, televisão, caixa de som, computador, caixa eletrônico, câmera ou aplicativo de mensagem. Depois, em roda, organizamos: qual mostra imagem, qual recebe som, qual ajuda a guardar informação?
2. Jogo “para que serve?”. Com cartões feitos em papel, coloco de um lado os artefatos ou partes deles — mouse, teclado, câmera, microfone, pasta, app — e, do outro, suas funções. Em duplas, eles fazem os pares e justificam oralmente. É uma atividade simples que revela rapidamente as confusões mais frequentes.
3. Desenho, salvamento e reencontro. Se houver computador ou tablet disponível, proponho um desenho em um programa básico. Depois, a turma escolhe um nome para o arquivo e uma pasta para salvá-lo. Em outro momento, abrimos novamente o desenho. Mesmo com poucos aparelhos, posso fazer a demonstração coletiva e registrar as etapas no quadro.
4. Detetives de recomendações. Sem precisar criar conta nem deixar crianças navegando sozinhas, apresento uma situação fictícia: “Léo assistiu a animais e recebeu vídeos parecidos”. Pergunto o que o sistema observou. A conversa introduz a ideia de recomendação por preferências, sem mistificar a inteligência artificial.
5. Classificação de imagens com cartões. Espalho figuras de gatos, cachorros, frutas e objetos. Primeiro, as crianças classificam por grupos. Depois, explico que alguns programas também analisam características das imagens para separar categorias. A comparação torna o conceito concreto e adequado à idade.
Como avaliar essa habilidade?
Uma boa questão de EF02CO05 apresenta uma situação conhecida e pede que o aluno relacione uma tecnologia à sua função. Eu procuro usar enunciados curtos, vocabulário acessível e alternativas que façam sentido para o 2º ano. É válido perguntar onde salvar um arquivo, para que serve um app, qual recurso entende a fala ou como um sistema pode reconhecer imagens.
Um erro comum é avaliar apenas se a criança decorou o nome de equipamentos. Outra armadilha é criar alternativas absurdas demais, que não exigem leitura nem raciocínio. Também evito cobrar explicações técnicas sobre programação ou sobre o funcionamento interno da IA: isso ultrapassa o que a habilidade pede. Para montar uma avaliação com mais opções alinhadas, eu recorro a o gerador de provas do GeraProva, que reúne 33 questões vinculadas a este código.
Questões prontas de EF02CO05 (com gabarito comentado)
1. Léo assistiu a vídeos de animais. Depois, o site mostrou primeiro vídeos parecidos com os que ele viu. Por que isso é um exemplo de inteligência artificial?
- ❌ A) Mostra somente vídeos novos — Estar novo no site não explica a relação com o que Léo assistiu.
- ❌ B) Escolhe pela capa colorida — A aparência da capa não mostra que o sistema aprendeu os gostos de Léo.
- ❌ C) Escolhe sem olhar nada — O site usa informações dos vídeos assistidos antes.
- ❌ D) Segue a ordem alfabética — Ordem alfabética é organização simples, não recomendação por preferência.
- ✅ E) Aprende seus vídeos preferidos — O site observa o que Léo assiste e sugere vídeos parecidos.
2. Ana fala com um aplicativo no celular, e ele responde com uma voz. Qual tecnologia entende a fala de Ana?
- ✅ A) IA do aplicativo — A inteligência artificial pode reconhecer as palavras faladas e interpretar o que Ana disse.
- ❌ B) Alto-falante do celular — O alto-falante produz a resposta, mas não entende a fala.
- ❌ C) Câmera do celular — A câmera registra imagens, não reconhece palavras faladas.
- ❌ D) Internet do celular — A internet pode ajudar o app a funcionar, mas não é quem entende a fala.
- ❌ E) Microfone do celular — O microfone capta a voz, mas não entende sozinho o conteúdo.
3. Na escola, a professora mostrou um programa que separa fotos de gatos e cachorros. O que a Inteligência Artificial está fazendo nesse caso?
- ❌ A) Dormindo enquanto as fotos aparecem — Para realizar a tarefa, o sistema precisa analisar imagens.
- ❌ B) Misturando as fotos sem olhar para elas — Separar corretamente exige observar características das fotos.
- ✅ C) Reconhecendo diferenças nas imagens para classificar — A IA analisa imagens e as organiza em grupos.
- ❌ D) Pintando as fotos com novas cores — O objetivo apresentado é separar, não colorir.
- ❌ E) Apagando as fotos repetidas do computador — Apagar repetições não é a tarefa descrita.
4. Numa feira em Recife, uma maquina reconhece frutas por imagem. Selecione a acao que ajuda o sistema a acertar mais.
- ❌ A) Desligar a camera da maquina. — Sem imagem, o sistema perde a informação principal para reconhecer frutas.
- ✅ B) Usar mais fotos corretas de varias frutas. — Fotos corretas e variadas melhoram o reconhecimento.
- ❌ C) Cobrir as frutas com papel. — Cobrir as frutas dificulta a captura de suas imagens.
- ❌ D) Trocar a cor da bancada da feira. — A bancada não é o dado principal para reconhecer a fruta.
- ❌ E) Afastar o cabo de energia da tomada. — Sem energia, a máquina nem funciona.
5. Para que serve um aplicativo (app) no celular ou no tablet?
- ✅ A) Para fazer uma tarefa no aparelho, como desenhar, jogar ou estudar — Um app é um programa criado para realizar funções no dispositivo.
- ❌ B) Para deixar o aparelho mais pesado — Esse não é o objetivo de um aplicativo.
- ❌ C) Para virar uma tomada de energia — Aplicativos não transformam o aparelho em tomada.
- ❌ D) Para aumentar o volume do som sem usar o aparelho — O volume é controlado no próprio dispositivo; um app não funciona sem ele.
- ❌ E) Para fazer a tela do aparelho quebrar — Quebrar a tela é dano físico, não função de software.
6. Onde é melhor salvar um desenho no computador para poder abrir depois?
- ✅ A) Em uma pasta (como “Meus Desenhos”) — Pastas guardam arquivos e ajudam a encontrá-los depois.
- ❌ B) Na tela do monitor, sem salvar — A tela apenas mostra o desenho; sem salvar, ele pode se perder.
- ❌ C) No teclado — O teclado serve para digitar e não armazena arquivos.
- ❌ D) No mouse — O mouse serve para apontar e clicar, não para guardar desenhos.
- ❌ E) No cabo de energia do computador — O cabo fornece energia, mas não armazena arquivos.
Próximos passos
Eu começaria com uma roda de conversa e uma atividade de associação antes de aplicar as questões. Depois, observaria as justificativas da turma: elas mostram mais do que o acerto isolado. Para ampliar o repertório e montar uma avaliação do seu jeito, vale fazer o cadastro grátis e explorar as questões disponíveis.
Use estas propostas como ponto de partida e ajuste os exemplos à realidade da sua turma. Com situações próximas das crianças, a tecnologia deixa de ser um assunto distante e vira aprendizagem com sentido.
