Atividades de Pontos de vista sobre temas atuais para o 5º ano com gabarito
Reuni questões de História para o 5º ano que trabalham a comparação entre pontos de vista sobre mudanças e permanências. O material traz gabarito comentado e sugestões práticas para usar em sala.
Quando trabalho pontos de vista em História com uma turma de 5º ano, procuro partir de relatos que mostrem pessoas observando uma mesma mudança por ângulos diferentes. Uma estação pode representar lembranças de encontros para alguém e oportunidade de trabalho para outra pessoa. Esse tipo de leitura ajuda a turma a perceber que uma fonte histórica apresenta uma perspectiva, não necessariamente uma descrição completa e neutra de tudo o que aconteceu.
Nas atividades, peço que os estudantes localizem quem está falando, o que cada pessoa valoriza e quais informações aparecem nos dois relatos. Essa rotina também funciona para discutir mudanças no cotidiano, tradições, tecnologia e experiências de infância. Abaixo organizei oito questões com alternativas e comentários, além de propostas simples para preparar a leitura e conversar sobre as respostas.
O que o aluno de 5º ano precisa saber sobre Pontos de vista sobre temas atuais
Ao estudar pontos de vista sobre temas atuais em História, o aluno do 5º ano precisa compreender que pessoas diferentes podem interpretar uma mudança de maneiras distintas, conforme suas experiências, interesses e lembranças. Para comparar relatos, deve identificar quem fala, localizar informações explícitas e distinguir o que cada fonte valoriza ou critica. Também precisa observar mudanças e permanências ao longo do tempo: uma prática tradicional pode continuar presente, enquanto um espaço ou hábito se transforma. A leitura não consiste em escolher de imediato quem está certo, mas em sustentar a interpretação com elementos do texto. Em relatos sobre uma praça, por exemplo, alguém pode recordar encontros e brincadeiras, enquanto outra pessoa destaca recursos atuais e a praticidade, sem deixar de sentir falta do convívio. Esse trabalho aproxima a turma da análise de fontes históricas e desenvolve a habilidade de comparar perspectivas sobre experiências e transformações sociais, relacionando passado e presente de forma cuidadosa.
O que ele precisa saber antes
As questões pressupõem habilidades que podem ser retomadas rapidamente antes da atividade. Primeiro, o aluno precisa localizar informações explícitas: quem fez determinada ação, quando ela ocorreu e que benefício ou dificuldade foi mencionado. Depois, precisa comparar dois depoimentos sem misturar as falas. Marcar o nome de cada interlocutor e resumir sua ideia em poucas palavras ajuda a manter essa distinção.
Também é útil revisar noções de passado e presente, mudanças no cotidiano e permanências históricas. Em algumas questões, a comparação envolve relatos orais e lembranças; em outras, contrapõe um jornal e um poema, ou diferentes opiniões sobre tecnologia. A turma não precisa dominar previamente todos os contextos para responder: o essencial é ler as fontes, identificar o ponto de vista e apoiar a conclusão nas informações apresentadas.
Onde os alunos mais erram
Um erro recorrente nestas questões é selecionar uma informação verdadeira, mas citada por apenas uma das pessoas, quando o enunciado pede o que os dois relatos têm em comum. Isso aparece, por exemplo, ao comparar os depoimentos sobre o tear: vender panos na feira e usar lã tingida com plantas são detalhes de uma fala, não características compartilhadas pelos dois. A estratégia é conferir cada alternativa nos dois textos, não apenas encontrar uma frase que pareça familiar.
Outro cuidado é evitar a inversão entre passado e presente ou entre os interlocutores. Na comparação da festa de colheita, alguns distratores trocam as ações de época; nas falas sobre a estação, o erro possível é atribuir à Dona Maria os empregos mencionados por Felipe. O mesmo tipo de confusão pode ocorrer ao comparar as opiniões sobre celular ou as rotinas de infância. Recomendo que os alunos sublinhem uma cor para cada fonte e registrem, antes de escolher, uma ideia central de cada uma.
Há ainda alternativas que resumem apenas uma parte do texto e deixam de fora uma diferença importante. Na questão sobre a praça, por exemplo, não basta perceber que há árvores, bancos ou celulares: é preciso comparar a valorização do convívio comunitário com a praticidade tecnológica. Em textos com opiniões opostas, como os trechos sobre iluminação pública, identificar palavras que expressam aprovação ou crítica ajuda a não atribuir ao jornal a posição do poeta, ou vice-versa.
Como trabalhar em sala
- Faça uma leitura em duas passagens. Na primeira, a turma identifica o tema geral. Na segunda, localiza o que cada pessoa diz. Essa divisão reduz a chance de confundir os relatos.
- Monte um quadro comparativo no quadro. Use colunas com “quem fala”, “o que valoriza” e “o que mudou”. Os alunos podem completar oralmente com informações dos textos, sem necessidade de materiais além do quadro e do caderno.
- Peça evidências antes da resposta. Antes de marcar uma alternativa, cada estudante aponta a frase que sustenta sua escolha. A turma pode conversar sobre por que uma opção parece possível, mas não responde ao que foi perguntado.
- Compare memória e mudança com cuidado. Após a questão da praça ou da estação, convide os alunos a pensar em espaços conhecidos que tenham mudado. Oriente-os a separar observação, lembrança e opinião, sem tratar uma experiência individual como se representasse todas as pessoas.
- Use correção comentada em duplas. Cada dupla explica a correta e escolhe um distrator para mostrar onde ele troca ou exagera a informação. Assim, a correção vira uma oportunidade de ler melhor, não apenas conferir letras.
As questões abaixo podem ser usadas como diagnóstico, atividade individual ou revisão em duplas. Em todas, vale retomar a pergunta central: o que cada fonte diz e quais elementos permitem comparar as perspectivas?
Questões prontas de Pontos de vista sobre temas atuais para o 5º ano (com gabarito comentado)
1. O que os dois depoimentos mostram sobre o tear manual?
Manchete fictícia: Em Araras, moradores valorizam saberes antigos ao manter viva a tradição da tecelagem artesanal.
Dona Maricela conta que aprendeu com a avó a manejar o tear manual e que usa fios de lã tingida com plantas para criar padrões que contam histórias. João diz que ajuda a mãe no tear aos sábados e vende panos na feira, mantendo ensinamentos de gerações passadas.
- ✅ A) Os dois teares ainda servem para fazer tecidos hoje. Correta: os dois depoimentos apresentam o uso do tear manual para tecer no presente.
- ❌ B) Os dois teares são usados somente aos sábados em casa. Errada: João ajuda aos sábados, mas Dona Maricela usa o tear todas as manhãs.
- ❌ C) Os dois teares servem para contar histórias do nosso povo. Errada: Dona Maricela diz que seus padrões contam histórias; João não menciona esse uso.
- ❌ D) Os dois teares servem para vender panos na feira municipal. Errada: João vende panos, mas a fala de Dona Maricela não menciona vendas.
- ❌ E) Os dois teares servem para tingir lã com plantas locais. Errada: esse detalhe aparece na fala de Dona Maricela, não na de João.
O comentário importante é que a pergunta busca uma informação comum, não um detalhe interessante de apenas um depoimento. Comparar os dois relatos permite reconhecer a continuidade de um saber tradicional no cotidiano.
2. Qual diferença aparece entre as percepções sobre a festa de colheita?
No relato sobre o passado, cada família levava um prato, ajudava a preparar barracas, trocava receitas, cantava e contava histórias. Em um post atual, uma moradora elogia a decoração e a música, mas também diz que foi à festa para aparecer bem nas redes.
- ✅ A) Antes, havia união; hoje, muitos buscam aparecer online. Correta: o relato antigo destaca a colaboração e a convivência; o post atual menciona a exposição nas redes.
- ❌ B) Antes, buscavam atenção; hoje, contavam histórias na fogueira. Errada: inverte as épocas. A busca por aparecer está no post atual, e as histórias são do relato antigo.
- ❌ C) Antes, competiam nas redes; hoje, trocavam receitas juntos. Errada: troca as ações de lugar. A competição ligada aos perfis é atual; a troca de receitas aparece no passado.
- ❌ D) Antes, cantavam; hoje, preparavam barracas na festa. Errada: cantar e preparar barracas são atividades descritas no relato antigo.
- ❌ E) Antes, tiravam fotos; hoje, contavam histórias antigas juntos. Errada: as fotos aparecem no post atual; as histórias ao redor da fogueira pertencem ao relato antigo.
Para resolver, é preciso manter as referências temporais junto de cada informação. O texto não pede que a turma julgue qual festa é melhor, mas que identifique a diferença entre as percepções apresentadas.
3. O que é diferente no modo como Dona Maria e Felipe veem a estação?
Dona Maria conta que a antiga estação era lugar de encontros e festas. Felipe diz que ela ficou sem uso por muito tempo e que, ao virar centro de compras, trouxe empregos e renda ao bairro.
- ❌ A) Ela destaca empregos, e ele lembra o passado. Errada: troca as informações atribuídas às pessoas.
- ❌ B) Ela fala de renda, e ele lembra festas antigas. Errada: Dona Maria lembra os encontros e as festas; Felipe destaca renda e empregos.
- ❌ C) Ambos destacam empregos e renda para o bairro. Errada: essa leitura ignora as lembranças apresentadas por Dona Maria.
- ✅ D) Ela lembra o passado, e ele destaca empregos. Correta: a fala de Dona Maria se concentra na história da estação; Felipe aponta impactos econômicos mais recentes.
- ❌ E) Ela e ele lembram festas e encontros antigos. Errada: Felipe não menciona festas; ele fala da transformação do espaço e dos empregos.
A estação é o mesmo lugar, mas os interlocutores atribuem sentidos diferentes a ela. Uma perspectiva valoriza a memória; a outra destaca uma mudança recente e seus efeitos econômicos.
4. Qual impacto da chegada do trem é destacado por Joaquim e Maria?
Joaquim lembra que, antes do trem, levava três dias de carroça para chegar à cidade e vender mantimentos. Com a ferrovia, o trajeto passou a ser mais rápido. Maria conta que recebe remédios e jornais com mais rapidez e consegue visitar os netos aos domingos.
- ✅ A) Melhoria na mobilidade entre a região e a cidade. Correta: os dois relatos mostram deslocamentos facilitados pelo trem, embora descrevam usos diferentes dessa possibilidade.
- ❌ B) Rapidez na chegada de remédios e jornais. Errada: Maria menciona esses itens, mas Joaquim não os cita.
- ❌ C) Visitas aos netos aos domingos. Errada: essa experiência aparece na fala de Maria, não na de Joaquim.
- ❌ D) Venda de mantimentos na cidade. Errada: Joaquim fala da venda, mas Maria não destaca essa atividade.
- ❌ E) Encontros para negociar e trazer novidades. Errada: essa informação é apresentada por Joaquim, não como impacto comum aos dois relatos.
Esta questão diferencia um efeito compartilhado de exemplos particulares. A resposta correta é mais ampla porque reúne a viagem à cidade e a visita aos familiares como formas de deslocamento facilitadas.
5. Como divergem o jornal e o poema sobre a iluminação pública?
Um jornal de 1883 descreve a instalação de lâmpadas a gás como progresso: as noites ficariam mais seguras e o comércio poderia funcionar por mais horas. Um poema do mesmo ano critica o brilho excessivo, que alteraria a paisagem e perturbaria o descanso.
- ✅ A) O jornal exalta o progresso técnico e a ordem urbana enquanto o poema lamenta o desequilíbrio na paisagem e o incômodo da claridade excessiva. Correta: o jornal destaca segurança e comércio; o poema enfatiza os efeitos negativos da iluminação.
- ❌ B) O jornal lamenta o silêncio rompido, e o poema destaca as noites mais seguras. Errada: atribui ao jornal a crítica do poema e ao poema o elogio do jornal.
- ❌ C) O jornal lamenta a mudança da paisagem, e o poema elogia o progresso técnico. Errada: os pontos de vista aparecem trocados.
- ❌ D) O jornal critica a claridade excessiva, e o poema elogia a segurança e o comércio. Errada: o jornal valoriza esses benefícios, enquanto o poema lamenta o brilho.
- ❌ E) O jornal destaca o descanso da população, e o poema valoriza o comércio por mais horas. Errada: o poema diz que o descanso é perturbado; o comércio estendido é benefício citado pelo jornal.
A leitura pede atenção ao vocabulário que indica avaliação. Uma inovação pode ser descrita como progresso por uma fonte e como mudança indesejada por outra. Comparar não significa apagar as diferenças nem concluir que ambas dizem a mesma coisa.
6. Qual é a principal diferença entre as opiniões sobre o celular em sala de aula?
A professora Mariana afirma que notificações podem tirar a atenção das explicações e prejudicar a compreensão. Lucas, ex-aluno, defende que o uso moderado do celular pode facilitar a troca de informações e os trabalhos colaborativos.
- ❌ A) Os dois veem o celular como distração. Errada: considera a preocupação da professora, mas ignora os benefícios apontados por Lucas.
- ❌ B) Os dois veem o celular como ajuda. Errada: considera apenas a defesa do uso moderado e deixa de lado a preocupação com a dispersão.
- ✅ C) Um vê o celular como fator de dispersão, o outro como recurso pedagógico. Correta: Mariana alerta para a perda de atenção; Lucas destaca possibilidades de colaboração e troca de informações.
- ❌ D) Ambos consideram o celular elemento prejudicial ao aprendizado. Errada: Lucas apresenta possíveis usos favoráveis quando o celular é usado com moderação.
- ❌ E) A professora apoia trabalhos em grupo, e Lucas alerta sobre distrações. Errada: inverte as posições apresentadas no texto.
O foco da questão é comparar argumentos, não decidir se o celular deve ou não ser usado em qualquer situação. A expressão “uso moderado” importa para compreender a posição de Lucas e distingui-la do alerta da professora.
7. Como as lembranças de Dona Maria e Seu João mostram visões diferentes de progresso?
Dona Maria recorda a praça como lugar de conversas, troca de notícias e brincadeiras sob as árvores. Seu João descreve recursos atuais, como wi-fi, tomadas e ciclovia; considera a praça prática, mas sente falta do bate-papo de antigamente.
- ❌ A) Maria e João valorizam igualmente o uso do celular na praça. Errada: apenas João menciona o uso do celular; Maria recorda encontros e brincadeiras.
- ❌ B) Maria valoriza o celular; João prefere conversar e brincar na praça. Errada: troca as ênfases dos interlocutores.
- ❌ C) Maria e João destacam apenas as árvores e os bancos da praça. Errada: os relatos também tratam de convivência, tecnologia e praticidade.
- ❌ D) Maria e João veem a praça do mesmo jeito, sem diferenças. Errada: Maria enfatiza o convívio lembrado; João aponta recursos atuais e sente falta das conversas.
- ✅ E) Valorização do convívio comunitário versus valorização da praticidade tecnológica. Correta: a alternativa reúne a lembrança de Maria e a avaliação de João sem apagar a saudade que ele expressa do convívio.
Não é necessário concluir que Seu João rejeita toda mudança: ele reconhece a praticidade e, ao mesmo tempo, sente falta de um aspecto da vida comunitária. Essa combinação mostra que pontos de vista podem reunir avaliações diferentes sobre uma mesma transformação.
8. Qual característica distingue a infância relatada por Dona Maria?
Dona Maria, nascida em 1940, lembra que ajudava os pais na horta e cuidava dos irmãos antes de ir à escola, com pouca diversão. João, de dez anos, descreve uma rotina de escola, estudo, futebol e tablet; seus pais não lhe pedem tarefas domésticas.
- ✅ A) A infância era marcada por responsabilidades de trabalho familiar. Correta: Dona Maria relata tarefas na horta e o cuidado dos irmãos.
- ❌ B) A infância era marcada por brincadeiras todos os dias. Errada: o relato diz que havia pouca diversão, não brincadeiras diárias.
- ❌ C) A infância era marcada por ampla participação em atividades escolares e de lazer. Errada: essa descrição se aproxima da rotina de João, não da experiência relatada por Dona Maria.
- ❌ D) A infância era quase exclusivamente dedicada a tarefas tecnológicas. Errada: o tablet aparece na fala de João; Dona Maria não relata tarefas tecnológicas.
- ❌ E) A infância era idêntica em ambas as épocas, com rotinas semelhantes. Errada: as rotinas descritas são diferentes, especialmente quanto às responsabilidades domésticas e ao tempo de lazer.
Ao comparar experiências de infância, é importante se limitar aos dois relatos e não generalizar a experiência de uma pessoa para todas as crianças de uma época. A questão pede a característica da infância descrita por Dona Maria: as responsabilidades familiares.
Para fechar: próximos passos
Depois da correção, peça à turma que explique uma resposta com evidências do texto e que reescreva um distrator corrigindo a troca de informações. Esse fechamento ajuda a verificar se os alunos compreenderam as perspectivas ou apenas memorizaram a letra certa. Você também pode conferir mais questões da habilidade EF05HI09 e preparar uma avaliação com o gerador de provas do GeraProva. Para experimentar a plataforma, faça seu cadastro grátis.
Use as questões como ponto de partida e adapte a aplicação ao ritmo da sua turma. O GeraProva pode ajudar a organizar provas e atividades; revise sempre o material para adequá-lo aos objetivos da sua aula.
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