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Atividades de tecnologia, integração e exclusões sociais e culturais para a 2ª série do Ensino Médio com gabarito

Reuni questões de História para trabalhar como tecnologias de transporte, comunicação e produção integram pessoas e territórios, mas também podem aprofundar exclusões. O material inclui oito questões com alternativas e gabarito comentado.

Atividades de tecnologia, integração e exclusões sociais e culturais para a 2ª série do Ensino Médio com gabarito

Quando trabalho o mundo da tecnologia com a 2ª série do Ensino Médio, procuro não tratar inovação como sinônimo automático de progresso para todo mundo. Em História, os exemplos ficam mais claros quando comparamos quem passa a circular, comunicar-se ou trabalhar de outra maneira e quem permanece à margem dessas mudanças. Uma ferrovia pode aproximar mercados e, ao mesmo tempo, deixar regiões sem investimento; uma tecnologia portuária pode acelerar o comércio enquanto transforma empregos e bairros.

Preparei esta sequência para ajudar a turma a interpretar essas relações com base em textos históricos e situações concretas. As questões percorrem transportes, comunicação digital, trabalho, guerra e reconhecimento político da ciência. A ideia é que os estudantes justifiquem suas escolhas com evidências do enunciado, em vez de concluir que toda inovação inclui ou exclui da mesma forma.

O que o aluno de 2ª série precisa saber sobre O mundo da tecnologia: a integração de pessoas e as exclusões sociais e culturais

Ao estudar tecnologia, integração e exclusões sociais e culturais, o estudante precisa compreender que uma inovação altera relações entre pessoas, territórios, trabalho e poder, mas seus efeitos não são iguais para todos. Ferrovias, telégrafos, navios a vapor, contêineres, aplicativos e técnicas de comunicação podem encurtar distâncias, acelerar trocas e criar redes de apoio; também podem concentrar investimentos, transformar ocupações e deixar grupos ou regiões com menos acesso aos benefícios. Em História, é importante observar as condições de cada contexto: quem financia e controla uma tecnologia, onde ela é instalada, que atividades modifica e quais grupos conseguem utilizá-la. A turma deve distinguir a evidência apresentada no texto de conclusões que não estão sustentadas por ela. Também precisa reconhecer que mudanças podem ser graduais, coexistir com práticas anteriores e produzir efeitos ambivalentes. Assim, analisar tecnologia significa relacionar inovação a processos econômicos, sociais e políticos, sem presumir que ela elimina desigualdades por si só.

O que ele precisa saber antes

As questões pressupõem conhecimentos básicos sobre desigualdade regional e desenvolvimento, impactos da infraestrutura nos territórios e organização social comunitária. Também ajudam no percurso noções de história do trabalho e da indústria, transformações tecnológicas, relações de trabalho no século XX e meios de comunicação em diferentes períodos.

Para os itens históricos, vale retomar o contexto da Guerra do Paraguai e a transição entre embarcações a vela e a vapor. A turma também pode precisar situar o fluxo migratório dekassegui, a Segunda Guerra Mundial e as relações entre ciência, tecnologia e poder político no século XIX. Não é necessário transformar essas retomadas em longas aulas expositivas: uma linha do tempo breve e a leitura compartilhada de termos do enunciado já ajudam a construir contexto.

Onde os alunos mais erram

Um erro recorrente nestas questões é escolher uma alternativa que parece positiva ou abrangente, mas não enfrenta o problema descrito. No caso da ferrovia, por exemplo, ampliar portos de cidades já desenvolvidas não corrige a concentração de investimentos no litoral. O distrator C da primeira questão é especialmente útil para conversar sobre a diferença entre ampliar infraestrutura e distribuí-la de forma mais equilibrada.

Outro tropeço é inverter a direção de uma transformação: imaginar que a integração logística reduz o comércio internacional ou que a mecanização fortalece o trabalho manual. Nos itens sobre portos, é preciso considerar juntos os guindastes, a carga padronizada, o tempo menor de atracação e a mudança nos postos de trabalho. Na questão sobre a propulsão a vapor, por sua vez, o texto não diz que as velas desapareceram imediatamente: confundir inovação com substituição total leva a uma resposta que contradiz a fonte.

Nas questões de comunicação digital, alguns estudantes podem interpretar a ampliação das redes como exclusão automática ou acreditar que a rapidez torna toda informação confiável. O texto sobre migrantes menciona tanto novas oportunidades de contato quanto cobranças inesperadas e anúncios enganosos. A leitura atenta pede que a turma reconheça os dois lados sem inventar efeitos não mencionados.

Como trabalhar em sala

  • Faça uma leitura com marcação de evidências: peça que a turma sublinhe a mudança tecnológica, os grupos afetados e as consequências citadas antes de escolher uma alternativa.
  • Compare mapas ou esquemas simples: desenhe no quadro uma rede de transporte ou de comunicação e mostre quais pontos estão conectados e quais ficam à margem. Não é preciso material especial.
  • Monte uma linha do tempo curta: organize os exemplos de navegação a vapor, contêineres, comunicação por cartas e aplicativos. A comparação ajuda a perceber mudanças graduais e permanências.
  • Promova uma conversa sobre trabalho e acesso: a partir dos casos dos portos e dos aplicativos, peça que os estudantes diferenciem rapidez, acesso, segurança e distribuição de benefícios.
  • Use justificativas em duplas: antes de corrigir, cada dupla pode explicar por que uma alternativa está apoiada no texto e por que um distrator parece plausível, mas não responde ao problema.

Questões prontas de O mundo da tecnologia: a integração de pessoas e as exclusões sociais e culturais para a 2ª série do Ensino Médio (com gabarito comentado)

Nas questões abaixo, mantive os enunciados e as alternativas. A indicação de certo ou errado vem acompanhada de uma justificativa curta para apoiar a correção coletiva e retomar a leitura de evidências.

Questão 1 — Infraestrutura e desigualdade regional

No final do século XIX, o Império de Azura criou uma extensa rede ferroviária e implantou linhas telegráficas que integraram seus principais mercados. Esses avanços reduziram drasticamente o tempo de transporte de mercadorias entre a capital e as províncias litorâneas, mas acentuaram o êxodo rural e deixaram regiões interiores à margem do desenvolvimento. Dados ilustrativos apontam que, em 1890, 70% dos investimentos em infraestrutura concentravam-se nos eixos ferroviários costeiros, enquanto áreas centrais recebiam menos de 10% dos recursos. A partir do texto, elabore uma proposta de ação governamental que contribua para atenuar as desigualdades regionais geradas por essas transformações tecnológicas.

  • ❌ A) Reduzir tarifas de comunicação telegráfica em grandes metrópoles. Isso favoreceria áreas que já contam com rede, sem atender às regiões interiores pouco contempladas.
  • ✅ B) Conceder subsídios para a construção de ferrovias em regiões interiores menos atendidas. A proposta direciona infraestrutura às áreas marginalizadas e responde à concentração de investimentos descrita.
  • ❌ C) Transferir recursos públicos para ampliação de portos em cidades já desenvolvidas. A medida investiria novamente em áreas favorecidas, sem enfrentar a falta de infraestrutura no interior.
  • ❌ D) Estabelecer restrições à migração rural-urbana sem investir em infraestrutura local. A restrição não enfrenta a causa estrutural da desigualdade nem cria alternativas nas regiões afetadas.
  • ❌ E) Incentivar a instalação de indústrias apenas nos grandes centros urbanos. Concentrar atividades nos centros reforçaria a desigualdade regional apresentada.

Gabarito comentado: B. A ação mais coerente é levar investimento às regiões com menor acesso à infraestrutura, em vez de ampliar serviços onde eles já se concentram.

Questão 2 — Pagamentos digitais e redes de apoio

Na comunidade de Nova Esperança, muitas famílias passaram a usar um aplicativo de pagamento para enviar e receber recursos. Em dois anos, 78% das transações locais passaram a ser realizadas por smartphones, reduzindo a necessidade de deslocamento até agências bancárias. Paralelamente, moradores e migrantes urbanos criaram grupos virtuais para compartilhar informações sobre investimentos e despesas básicas. Esses grupos mantiveram a circulação de apoio financeiro mesmo quando os participantes estavam fora da comunidade. Com base no texto, qual transformação na organização social de Nova Esperança é evidenciada pelo uso das tecnologias digitais de pagamento e comunicação?

  • ❌ A) Restrição do apoio financeiro aos migrantes urbanos conectados por smartphones. O texto inclui moradores e migrantes e não afirma que o apoio se limita aos últimos.
  • ✅ B) Ampliação das redes de apoio financeiro para além dos limites geográficos da comunidade. Os grupos mantêm trocas e apoio mesmo quando participantes estão distantes.
  • ❌ C) Substituição dos grupos comunitários por transações financeiras sem interação entre os participantes. O enunciado relata grupos virtuais e compartilhamento de informações, não o fim da interação.
  • ❌ D) Manutenção das relações de apoio financeiro apenas entre moradores presentes na comunidade. Essa leitura ignora a participação de migrantes urbanos e o apoio à distância.
  • ❌ E) Concentração das decisões financeiras nas agências bancárias frequentadas pelos moradores. O texto informa redução dos deslocamentos às agências, não concentração de decisões nelas.

Gabarito comentado: B. A tecnologia modifica o alcance das relações comunitárias, permitindo a continuidade da rede de apoio para além da presença física no local.

Questão 3 — Tecnologia portuária e redes produtivas

No cais de um porto brasileiro, uma exposição sobre o comércio marítimo reúne registros de trabalhadores que atuaram entre as décadas de 1950 e 1970. Antes, mercadorias eram carregadas em sacos, caixas e barris, exigindo conferência e transporte manual de cada volume. Com a difusão de grandes recipientes padronizados e de guindastes adaptados, navios passaram a permanecer menos tempo atracados, enquanto cargas de diferentes origens podiam seguir por trem e caminhão sem ser abertas a cada troca de meio de transporte. Os painéis também mostram que empresas passaram a organizar etapas de fabricação em países distintos e que antigas funções portuárias foram reduzidas ou transformadas. Para os trabalhadores entrevistados, a mudança alterou tanto o ritmo do trabalho quanto as possibilidades de emprego nas cidades portuárias. Analise as transformações descritas e identifique o impacto histórico mais diretamente associado à tecnologia adotada nos portos.

  • ❌ A) A eliminação das desigualdades entre trabalhadores portuários, pela distribuição uniforme das novas ocupações. O texto relata funções reduzidas ou transformadas, não uma distribuição igualitária de empregos.
  • ❌ B) A redução da circulação de capitais internacionais, pela dependência de operações manuais de carregamento. A tecnologia reduziu essa dependência e facilitou a integração econômica.
  • ❌ C) A substituição das trocas comerciais marítimas por circuitos econômicos exclusivamente regionais e autônomos. A integração entre transportes favorece conexões maiores, não o isolamento regional.
  • ✅ D) A ampliação das redes produtivas internacionais, pela redução do tempo e do custo de circulação das mercadorias. A padronização e a integração dos transportes facilitam cadeias produtivas distribuídas entre países.
  • ❌ E) A restauração do controle estatal direto sobre todas as etapas da produção industrial mundial. O texto aponta estratégias empresariais transnacionais, não controle estatal mundial.

Gabarito comentado: D. O estudante deve relacionar a logística mais ágil à ampliação dos fluxos internacionais e observar, ao mesmo tempo, as mudanças no trabalho portuário.

Questão 4 — Contêineres, circulação e trabalho

Por que um porto que fervilhava de estivadores passou a parecer “silencioso” em poucos anos? Em um caderno de memórias, um trabalhador recorda que, até o fim dos anos 1960, a carga era movimentada em sacas, barris e caixas, exigindo longas filas de caminhões e dias de espera dos navios. Na década seguinte, a chegada de grandes guindastes e de caixas metálicas padronizadas mudou o ritmo: o tempo de atracação caiu para poucas horas, e parte dos armazéns do centro urbano perdeu função. Ao mesmo tempo, empresas de navegação passaram a concentrar operações em terminais especializados e a integrar transporte marítimo e rodoviário sob contratos únicos, facilitando o envio de produtos por longas distâncias e em grandes volumes. O autor associa essa mudança ao fechamento de postos de trabalho e à transformação do entorno do porto. Analise o texto e identifique a interpretação histórica que melhor explica como a tecnologia mencionada reestruturou fluxos e relações de trabalho no período descrito.

  • ❌ A) A padronização do transporte consolidou corporações de ofício, ampliando o controle dos estivadores sobre a carga. A mecanização e a concentração em terminais reduziram a centralidade do trabalho manual descrito.
  • ✅ B) A padronização do transporte ampliou cadeias de comércio e reduziu a centralidade do trabalho manual nos portos. Guindastes e cargas padronizadas aceleraram os fluxos e transformaram postos de trabalho.
  • ❌ C) A padronização do transporte estimulou migração para áreas rurais ao substituir a vida urbana por trabalho agrícola. O texto não menciona deslocamento para a agricultura; trata de portos e áreas urbanas.
  • ❌ D) A padronização do transporte fortaleceu economias autárquicas e diminuiu a circulação internacional de mercadorias. A integração logística descrita facilita o envio de produtos a longas distâncias.
  • ❌ E) A padronização do transporte enfraqueceu o setor financeiro ao dispensar seguros, crédito e contratos de transporte. O enunciado cita contratos integrados, não o desaparecimento das mediações financeiras.

Gabarito comentado: B. A resposta conecta a expansão das cadeias de comércio à automação e à transformação das relações de trabalho, sem atribuir ao texto consequências que ele não apresenta.

Questão 5 — Migração, comunicação e cuidado digital

— Quando parti para o Japão, nos anos 1990, uma ligação para minha família no Brasil precisava ser curta e marcada com antecedência — recorda uma trabalhadora que integrou o fluxo de brasileiros conhecido como dekassegui. Ela conta que notícias sobre empregos circulavam por cartas, telefonemas e conhecidos, enquanto o envio de dinheiro dependia de bancos ou de pessoas que viajavam. Atualmente, uma associação de brasileiros na cidade mantém grupos de mensagens nos quais circulam vagas, orientações sobre moradia e aplicativos de transferência de recursos. Alguns jovens afirmam receber propostas de trabalho rapidamente; outros relatam cobranças inesperadas e anúncios enganosos. Para a associação, as novas ferramentas ampliaram contatos antes mais lentos, mas também exigem cuidados na circulação de informações e valores. Avalie as transformações descritas no texto e identifique a ação que permite à associação fortalecer sua rede de apoio sem desconsiderar riscos dos meios digitais.

  • ❌ A) Centralizar as orientações em um único administrador para acelerar a circulação de vagas. Rapidez não garante confiabilidade, e a centralização concentra o controle da informação.
  • ✅ B) Criar oficinas bilíngues para comparar taxas, checar ofertas e registrar mudanças nas redes de apoio. A proposta aproveita os novos contatos e ajuda a enfrentar anúncios enganosos e cobranças inesperadas.
  • ❌ C) Substituir os aplicativos por cartas para recuperar a segurança das comunicações anteriores. Essa alternativa idealiza o passado e ignora que cartas e telefonemas limitavam a rapidez dos contatos.
  • ❌ D) Divulgar todas as propostas recebidas sem verificação para ampliar as oportunidades de trabalho. Mais circulação não torna confiáveis os anúncios que o texto identifica como enganosos.
  • ❌ E) Restringir as transferências aos bancos para impedir que ferramentas digitais alterem as relações comunitárias. A medida desconsidera os usos sociais das ferramentas e não oferece orientação para reduzir riscos.

Gabarito comentado: B. Uma resposta adequada combina inclusão e cuidado: amplia o acesso à informação sem tratar toda oferta digital como segura.

Questão 6 — Propulsão a vapor e manobras navais

Durante a Batalha Naval do Riachuelo, em 1865, a esquadra imperial brasileira empregou navios equipados com máquinas a vapor ao lado de embarcações movidas a vela. Em relatório posterior, um oficial destacou que a nova propulsão permitia deslocar as embarcações mesmo quando os ventos eram fracos ou contrários, facilitando manobras para aproximar-se do inimigo, manter a formação e navegar contra a correnteza. A adoção dessa tecnologia não eliminou imediatamente os navios a vela, pois as operações ainda dependiam de abastecimento, manutenção e combinação entre diferentes tipos de embarcação. Com base no texto, qual transformação tática a propulsão a vapor introduziu nas operações navais brasileiras durante a Guerra do Paraguai?

  • ❌ A) A propulsão a vapor tornou a comunicação entre as embarcações menos necessária durante os combates fluviais. O texto descreve mobilidade; manter a formação ainda exigia coordenação.
  • ❌ B) A propulsão a vapor tornou as manobras fluviais dependentes da direção das correntes dos rios. O enunciado afirma que os navios podiam navegar contra a correnteza.
  • ❌ C) A propulsão a vapor restringiu o emprego de canhões às embarcações que dependiam dos ventos. A fonte trata do deslocamento, não de limitações na artilharia.
  • ✅ D) A propulsão a vapor ampliou a autonomia de movimento das embarcações, permitindo manobras menos dependentes dos ventos e mais eficazes em rios. Essa alternativa resume a vantagem descrita sem sugerir que a tecnologia dispensou toda condição operacional.
  • ❌ E) A propulsão a vapor substituiu imediatamente os navios a vela nas operações da esquadra imperial brasileira. O texto afirma que as duas tecnologias foram empregadas juntas.

Gabarito comentado: D. A fonte evidencia maior capacidade de manobra, mas também explicita uma adoção combinada e gradual, não uma substituição instantânea.

Questão 7 — Inovação científica e legitimação política

Um relatório produzido em 1801 descreve a apresentação, no ambiente da corte de Napoleão Bonaparte, da pilha voltaica criada por Alessandro Volta. A sequência de discos metálicos produzia uma corrente elétrica capaz de provocar efeitos observáveis, despertando a curiosidade dos presentes. Uma pintura posterior representa Volta demonstrando o funcionamento do dispositivo diante de Napoleão e de seus assessores. O episódio contribuiu para ampliar o prestígio do inventor entre as elites europeias e para estimular o patrocínio estatal às pesquisas científicas. Com base no texto e na representação da demonstração, qual interpretação explica a relação entre inovação tecnológica e legitimação política no início do século XIX?

  • ❌ A) A demonstração transformou a nova tecnologia em instrumento de controle direto sobre os pesquisadores e seus experimentos. O texto relata prestígio e patrocínio, não controle direto da pesquisa.
  • ❌ B) A demonstração indicou que o desenvolvimento científico ocorria separado das relações de poder e das decisões governamentais. A apresentação na corte e o estímulo ao patrocínio estatal mostram o contrário.
  • ❌ C) A demonstração alcançou prestígio principalmente pela difusão pública da invenção, sem depender da presença das elites políticas. O enunciado destaca justamente a corte e o reconhecimento das elites.
  • ❌ D) A demonstração apresentou a inovação científica como resultado de práticas individuais, sem depender do reconhecimento institucional. A presença de Napoleão e a menção ao patrocínio estatal contrariam essa leitura.
  • ✅ E) A demonstração associou a inovação científica ao prestígio do governo, favorecendo o patrocínio estatal e a legitimação política. O reconhecimento da invenção em um espaço de poder aproximou ciência, apoio institucional e imagem política.

Gabarito comentado: E. A relação entre inovação e poder aparece no reconhecimento público e no incentivo estatal, sem que isso signifique controle total sobre a pesquisa.

Questão 8 — Reconhecimento tecnológico em contexto de guerra

— Sabe por que Alan Turing recebeu a OBE? — perguntou o guia durante a visita ao arquivo de Sherborne. A medalha exibida na imagem registra a Ordem do Império Britânico concedida a Turing em 1946. Conhecido por seu trabalho na criptoanálise da máquina Enigma, ele atuou em Bletchley Park, contribuindo para a interceptação de comunicações alemãs. A distinção pública atribuída a cientistas como Turing simbolizava o reconhecimento oficial da importância das inovações tecnológicas no esforço de guerra. Ao mesmo tempo, reforçava a imagem do Estado como promotor do mérito técnico e da lealdade ao governo britânico. Esse tipo de honraria continuou a servir de modelo para a celebração de avanços científicos em contextos políticos posteriores. Analise o texto-base e a imagem e identifique como a concessão da OBE a Turing reflete uma estratégia política de reconhecimento do papel das inovações tecnológicas em tempos de guerra.

  • ❌ A) Celebrar apenas a hierarquia militar de oficiais que atuaram diretamente no front. A homenagem reconheceu um serviço técnico ligado à criptoanálise, não apenas atuação militar no front.
  • ❌ B) Incentivar alianças diplomáticas e políticas estabelecidas após o fim das hostilidades. O texto relaciona a distinção ao trabalho técnico no esforço de guerra, não à diplomacia do pós-guerra.
  • ✅ C) Sustentar o prestígio científico de quem desenvolveu tecnologias decisivas durante o conflito. A honraria valorizava a contribuição técnica e também reforçava o prestígio do Estado.
  • ❌ D) Exaltar tradições aristocráticas desvinculadas do mérito tecnológico. A fonte associa a distinção ao trabalho de Turing na criptoanálise, não a uma tradição sem relação com tecnologia.
  • ❌ E) Premiar atividades humanitárias realizadas por civis ao longo da guerra. O motivo apresentado é o serviço técnico ligado à interceptação de comunicações, não uma atividade de assistência social.

Gabarito comentado: C. A condecoração reconhece uma contribuição científica e tecnológica em contexto de guerra e contribui para a imagem pública do Estado como promotor desse mérito.

Para fechar: da leitura à próxima prova

Depois da resolução, vale pedir que a turma escolha uma questão e explique qual evidência do texto sustenta o gabarito. Essa retomada ajuda a separar interpretação histórica de opinião e abre espaço para discutir quem se beneficia e quem pode ser afetado pelas mudanças tecnológicas. Para ampliar o repertório, consulte também as questões da habilidade EM13CHS202 e as questões da habilidade EM13CHS101.

Você pode adaptar esta sequência ao tempo da aula e às discussões já feitas com a turma. Se quiser montar outra avaliação a partir de conteúdos e habilidades, acesse o gerador de provas do GeraProva ou faça seu cadastro grátis.

Use as questões como ponto de partida e ajuste a aplicação ao percurso da sua turma. No GeraProva, você pode criar e organizar novas atividades para apoiar seu trabalho docente.

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