Atividades de Leitura de tabelas e de gráficos de colunas simples para o 1º ano com gabarito
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Alexandre Lombardi dos Santos 25 de outubro de 2026 9 min de leitura 2
Reuni atividades de leitura de tabelas e gráficos para trabalhar Matemática no 1º ano. As questões vêm com alternativas e gabarito comentado para apoiar a correção e a conversa sobre os dados.
Quando trabalho leitura de tabelas e gráficos com uma turma de 1º ano, começo pelo que os dados mostram de maneira concreta: categorias, números e comparações. Uma tabela pode registrar, por exemplo, quantas crianças escolheram cada material; um gráfico de colunas pode tornar essa comparação mais fácil de enxergar. O desafio não é apenas localizar um número: é relacioná-lo à categoria correta e responder ao que o enunciado pergunta.
Também procuro conduzir a leitura sem apressar a resposta. Peço que a turma observe os títulos, os nomes das categorias e os valores, e que explique como chegou à conclusão. As atividades abaixo permitem praticar essa leitura com situações variadas. Algumas questões da seleção abordam gráficos em sentido mais amplo e comparação de dados; uso-as como oportunidades para retomar a finalidade de cada representação e manter o foco na interpretação adequada ao 1º ano.
O que o aluno de 1º ano precisa saber sobre Leitura de tabelas e de gráficos de colunas simples
No 1º ano, o aluno precisa aprender a localizar informações explícitas em uma tabela ou em um gráfico simples, relacionando cada número à categoria correspondente. Para isso, deve observar o título ou o contexto, identificar os nomes apresentados e acompanhar os valores sem trocar uma categoria por outra. Em um gráfico de colunas, a leitura envolve reconhecer o que cada coluna representa e comparar sua altura ou seu valor com as demais; na tabela, envolve percorrer linhas e colunas com o mesmo cuidado. A partir dessa leitura, a criança pode identificar a maior ou a menor quantidade, responder a uma pergunta direta e, quando a tarefa pedir, reunir valores simples. Na habilidade EF01MA21, o trabalho com dados e representações favorece a leitura e a interpretação de informações do cotidiano. Mais importante do que decorar um formato é justificar a resposta apontando o dado usado. Assim, a turma aprende a conferir se a conclusão realmente corresponde aos números apresentados.
O que ele precisa saber antes
Antes de resolver as atividades, é útil garantir que a turma consiga ler números pequenos e reconhecer categorias familiares, como dias, semanas, materiais ou ações. Algumas questões exigem comparar quantidades e identificar qual número é maior; outras pedem localizar um valor em relação a uma categoria específica. Também há itens que pedem uma adição simples, então vale conferir se os alunos conseguem juntar duas quantidades quando o enunciado solicita a soma.
Para a leitura de gráficos, a criança precisa perceber que as categorias e os valores têm papéis diferentes. Em um gráfico organizado por dias, por exemplo, primeiro localiza o dia pedido e depois lê a quantidade associada. Essa distinção entre categoria e valor é importante para não confundir a posição no eixo horizontal com o número representado. As questões também mencionam diferentes tipos de gráfico; não é necessário aprofundar todos esses formatos para trabalhar colunas simples, mas é possível conversar, em linguagem acessível, sobre qual representação facilita comparar categorias.
Onde os alunos mais erram
Um erro recorrente nas questões desta seleção é escolher uma categoria que parece plausível sem comparar os valores. Na tabela dos materiais, por exemplo, o plástico tem quatro escolhas e o metal tem sete. Quem se fixa no nome ou lê apenas uma parte dos dados pode concluir que o plástico teve mais escolhas. A forma de evitar esse engano é acompanhar cada número e comparar as quantidades antes de responder.
Outro caso aparece na tabela de sons: palmas têm 18 registros, enquanto sacudir o chocalho tem 20. Como os valores são próximos, o aluno pode marcar palmas por ser uma quantidade alta, embora a pergunta peça a ação mais frequente. Vale pedir que a turma procure o maior número entre todos os registros, em vez de escolher um valor que apenas pareça grande.
Nas questões com dias ou semanas, o risco é trocar a categoria solicitada ou confundir o valor com o nome da categoria. A questão das regas pede terça e quinta; ler terça e quarta, ou registrar somente um dos dias, leva a uma resposta diferente. Já na questão dos livros, a tarefa é encontrar a semana correspondente ao valor seis. Para apoiar a leitura, sugiro verbalizar os dois passos: “qual valor procuro?” e “a qual categoria ele pertence?”.
Há também questões sobre escolher uma representação para comparar categorias. Um distrator comum é selecionar um gráfico de setores ou de linhas sem considerar o objetivo do enunciado. A conversa pode partir de uma ideia simples: quando queremos comparar quantidades de grupos diferentes, as barras ou colunas deixam as diferenças visíveis. A cor, por si só, não informa qual valor é maior; são os dados e a escala que sustentam a conclusão.
Como trabalhar em sala
Monte uma tabela coletiva: escolha uma pergunta cotidiana e simples, como qual fruta a turma prefere entre algumas opções. Registre as respostas com marcas e, depois, conte cada grupo. A turma pode conferir se o total de marcas corresponde às respostas registradas.
Transforme a tabela em colunas: use papel e lápis ou o quadro. Escreva as categorias na parte de baixo e represente cada resposta com um quadradinho ou uma marca alinhada. Compare as colunas perguntando qual ficou mais alta e qual ficou mais baixa.
Faça uma leitura em etapas: antes de responder, peça que os alunos apontem o título ou contexto, localizem a categoria pedida e só então leiam o número. Essa rotina ajuda a diminuir trocas entre o dado e o nome associado a ele.
Peça uma justificativa curta: em vez de aceitar apenas uma letra, convide a criança a completar “Escolhi essa resposta porque na tabela...” ou “A coluna de ___ mostra...”. A explicação torna visível o caminho usado para interpretar a informação.
Compare formatos com propósito: apresente uma tabela e um gráfico de colunas feitos com os mesmos dados. Converse sobre o que fica fácil de localizar em cada formato. Não é preciso introduzir muitos tipos de gráfico de uma vez; o objetivo é entender que as representações organizam informações para ajudar na leitura.
Questões prontas de Leitura de tabelas e de gráficos de colunas simples para o 1º ano (com gabarito comentado)
As questões a seguir vêm com as alternativas e comentários de correção. Algumas foram formuladas sobre tabelas, outras sobre gráficos ou escolha de representação. Quando o enunciado informa os dados em texto, use esse registro para acompanhar a resposta; não é necessário imaginar elementos visuais que não foram descritos.
1. Tabela simples: crianças testaram três materiais ao bater. Madeira: 2; metal: 7; plástico: 4. Qual conclusão é mais correta?
❌ A) Os dados são insuficientes para qualquer conclusão. Os números permitem comparar as escolhas e indicam que o metal teve a maior quantidade.
❌ B) Nenhum material produziu som agudo segundo as crianças. Há registros para os três materiais, portanto a afirmação não corresponde à tabela.
❌ C) Plástico tem mais escolhas que metal. O plástico teve 4 escolhas, menos que as 7 do metal.
✅ D) Metal foi escolhido por mais crianças como som agudo. Sete é o maior valor entre 2, 7 e 4.
❌ E) Madeira foi considerada a mais aguda pela maioria. Madeira teve 2 escolhas, o menor número da tabela, não a maioria.
Gabarito comentado: A resposta é D. Oriente a turma a comparar os três valores antes de escolher uma conclusão. Esse cuidado evita o erro de considerar que plástico superou metal sem conferir as quantidades.
2. Uma tabela registra sons em uma sequência de 30 minutos: palmas, 18; estalar dedos, 5; bater tampas, 12; sacudir chocalho, 20; pisar, 9. Qual ação foi mais frequente?
✅ A) Sacudir chocalho (20 vezes). Vinte é o maior número entre os registros apresentados.
❌ B) Palmas (18 vezes). Dezoito é uma quantidade alta, mas é menor que as 20 ocorrências do chocalho.
❌ C) Pisar no chão (9 vezes). Nove é menor que 20 e não representa a maior frequência.
❌ D) Bater tampas (12 vezes). Doze registros são menos que os 20 de sacudir o chocalho.
❌ E) Estalar dedos (5 vezes). Cinco é o menor valor informado, não o maior.
Gabarito comentado: A resposta é A. A pergunta pede a ação mais frequente, então basta localizar o maior número da tabela e relacioná-lo à ação correspondente. Palmas pode atrair quem se detém em 18 sem comparar com 20.
3. Qual gráfico seria mais útil para mostrar a quantidade de brinquedos em diferentes categorias?
✅ A) Gráfico de barras. Esse formato facilita comparar quantidades de categorias diferentes.
❌ B) Gráfico de linhas. Não é a escolha mais adequada para comparar categorias fixas neste exemplo.
❌ C) Gráfico de setores. É associado à representação de partes de um total, não à comparação direta pedida.
❌ D) Tabela. Uma tabela pode apresentar os dados, mas a pergunta busca o tipo de gráfico mais útil para visualizar a comparação.
❌ E) Gráfico de dispersão. Não é a representação indicada para comparar categorias de brinquedos.
Gabarito comentado: A resposta é A. O ponto central é relacionar a finalidade da representação à pergunta: comparar quantidades em categorias. Para alunos do 1º ano, vale aproximar a ideia do gráfico de barras do gráfico de colunas, sem exigir domínio de formatos mais complexos.
4. Observe as alturas: Ana, 1,20 m; Beto, 1,15 m; Carla, 1,25 m. Qual gráfico representa melhor essas alturas?
❌ A) Gráfico de linhas. Não é a melhor escolha apresentada para comparar essas medidas individuais.
❌ B) Gráfico de pizza. Ele não facilita a comparação direta dessas alturas.
✅ C) Gráfico de barras. As barras permitem comparar os valores associados a cada criança.
❌ D) Gráfico de dispersão. Não é necessário representar uma relação entre duas variáveis para responder à comparação.
❌ E) Gráfico de áreas. É uma representação mais complexa do que a situação pede.
Gabarito comentado: A resposta é C. A questão avalia a escolha de uma representação para comparar dados. A alternativa da pizza pode parecer familiar, mas não organiza as alturas de modo tão direto quanto as barras.
5. Qual é a melhor maneira de usar gráficos para entender fenômenos naturais?
❌ A) Ler a descrição dos gráficos. A descrição ajuda, mas não substitui a leitura dos dados apresentados.
❌ B) Ignorar os eixos dos gráficos. Os eixos orientam a identificação das categorias e dos valores.
❌ C) Focar apenas nas cores. Cores não bastam para descobrir o que os dados mostram.
❌ D) Usar gráficos sem contexto. Sem saber o que está sendo representado, a interpretação fica prejudicada.
✅ E) Comparar com outros gráficos. Comparar pode ajudar, desde que se entenda o contexto e os dados de cada gráfico.
Gabarito comentado: A resposta indicada é E. A comparação precisa vir acompanhada da leitura de cada representação: não basta olhar a cor ou ignorar os eixos. Com a turma, destaque que primeiro é necessário compreender o que o gráfico mostra e depois comparar as informações pertinentes.
6. Você tem cinco objetos com diferentes pesos. Qual tipo de gráfico ajudaria a comparar esses pesos?
✅ A) Gráfico de barras. As barras ajudam a comparar o valor registrado para cada objeto.
❌ B) Gráfico de linhas. Não é a opção indicada para essa comparação entre objetos.
❌ C) Gráfico de pizza. A pergunta pede comparar pesos, e não representar partes de um total.
❌ D) Gráfico de dispersão. Esse formato não é necessário para comparar os pesos informados.
❌ E) Gráfico de área. Não facilita a comparação direta solicitada.
Gabarito comentado: A resposta é A. A questão retoma a ideia de comparar categorias usando barras. É possível relacionar o exemplo a objetos conhecidos, mantendo a conversa na leitura dos valores e sem introduzir instrumentos ou procedimentos de medição que o enunciado não pede.
7. Na horta comunitária, o gráfico mostra quantas regas foram feitas em cada dia. Quantas regas foram feitas na terça e na quinta?
✅ A) 7 regas. Os valores indicados para terça e quinta são 3 e 4; 3 + 4 = 7.
❌ B) 6 regas. Se os valores são 3 e 4, a soma é 7, não 6.
❌ C) 8 regas. O resultado de 3 + 4 não é 8.
❌ D) 9 regas. Nove não corresponde à soma dos valores pedidos.
❌ E) 5 regas. Cinco também não é o resultado de 3 + 4.
Gabarito comentado: A resposta é A. Primeiro é preciso localizar terça e quinta e ler os respectivos valores; depois, somá-los porque o enunciado pergunta o total dos dois dias. Acompanhe a leitura para evitar trocar quinta por outro dia ou usar apenas uma das quantidades.
8. Em uma biblioteca de bairro, o gráfico mostra quantos livros foram lidos por semana. Em qual semana foram lidos 6 livros?
❌ A) Semana 1. Nessa semana foram lidos 2 livros, não 6.
❌ B) Semana 2. O valor informado para essa semana é 4.
❌ C) Semana 4. Nessa semana foram lidos 5 livros.
❌ D) Semana 5. O registro dessa semana é 3 livros.
✅ E) Semana 3. O valor 6 corresponde à Semana 3.
Gabarito comentado: A resposta é E. Aqui, a busca começa pelo valor seis e termina na categoria correspondente: Semana 3. Ajude os alunos a separar essas duas informações para que não confundam o número de livros com o número da semana.
Fechamento: da leitura à autonomia
Ao corrigir, peça que os alunos mostrem qual número sustentou cada resposta. Essa conversa simples ajuda a distinguir leitura cuidadosa de escolha por tentativa e prepara a turma para interpretar novos registros. Para encontrar outras atividades alinhadas à habilidade, consulte as questões da habilidade EF01MA21. Você também pode organizar uma avaliação personalizada no gerador de provas do GeraProva e fazer seu cadastro grátis para preparar materiais de acordo com o que está trabalhando.
Use as questões como ponto de partida e ajuste a aplicação ao ritmo da sua turma. O GeraProva pode ajudar a montar novas atividades para apoiar seu planejamento.
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