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Atividades de Fisiologia Vegetal (Transpiração e Hormônios) para a 3ª série do Ensino Médio com gabarito

Reuni questões comentadas para trabalhar fisiologia vegetal na 3ª série, com foco em hormônios, transpiração e relações com fotossíntese. O material também ajuda a discutir leitura de experimentos e interpretação de evidências.

Atividades de Fisiologia Vegetal (Transpiração e Hormônios) para a 3ª série do Ensino Médio com gabarito

Quando ensino Fisiologia Vegetal na 3ª série, procuro aproximar os processos das situações que os estudantes conseguem observar: uma fruta que amadurece, uma muda que cresce em direção à janela ou uma planta submetida à falta de água. Esses exemplos ajudam a discutir hormônios, crescimento e transpiração sem transformar a aula em uma lista de nomes para decorar. Também trabalho a leitura cuidadosa de experimentos, porque muitas questões pedem que a turma relacione uma condição — como luz ou disponibilidade hídrica — a uma resposta fisiológica.

As atividades abaixo reúnem oito questões validadas. Nem todas tratam diretamente de transpiração ou hormônios vegetais: há também itens sobre fotossíntese e desenvolvimento de insetos. Eu os mantenho identificados como questões de integração ou de transferência de raciocínio, para que você possa decidir com clareza se fazem sentido na avaliação da sua turma.

O que o aluno de 3ª série precisa saber sobre Fisiologia Vegetal (Transpiração, Hormônios)

Na 3ª série, espero que o estudante compreenda que a fisiologia vegetal explica como as plantas regulam crescimento, trocas gasosas, respostas ambientais e desenvolvimento dos frutos. Para este conjunto, vale revisar que a transpiração corresponde à perda de água, principalmente pelos estômatos, e que sua regulação se relaciona à disponibilidade hídrica e às trocas de gases: quando os estômatos se fecham intensamente, diminui também a entrada de CO₂, com efeitos sobre a fotossíntese e o carbono disponível para outras sínteses. Entre os hormônios, o etileno participa do amadurecimento de frutos; a auxina pode promover alongamento celular e participa da dominância apical e do fototropismo. O estudante também deve distinguir estímulo, mecanismo e resultado, interpretando dados de experimentos em vez de atribuir toda mudança à fotossíntese, à respiração ou à nutrição. A habilidade EM13CNT202 orienta essa leitura de processos e respostas dos seres vivos.

O que ele precisa saber antes

Para acompanhar as questões, o estudante precisa ter noções de fisiologia vegetal, funções dos principais hormônios, crescimento vegetal e tropismos. Também ajudam os conceitos de fotossíntese, reações dependentes de luz, disponibilidade de água e estresse hídrico. Para a questão sobre amadurecimento, é útil conhecer as fases de desenvolvimento dos frutos; para a questão sobre auxina, a turma precisa compreender a teoria do acid growth e a ação das expansinas. Há ainda uma questão de transferência sobre metamorfose em insetos, que exige conhecer a organização da pata e o destino das regiões do disco imaginal; ela não avalia fisiologia vegetal diretamente.

Onde os alunos mais erram

Um erro recorrente indicado nas questões é confundir o processo observado com uma explicação próxima, mas inadequada. No amadurecimento, por exemplo, a respiração celular pode se intensificar, mas isso não substitui o papel do etileno como regulador. No fototropismo, a confusão costuma ser entre uma resposta direcional ao estímulo luminoso e movimentos que não dependem da direção, ou entre luz e toque. Já no crescimento promovido pela auxina, pode parecer intuitivo atribuir o alongamento apenas ao aumento da pressão interna; o mecanismo descrito envolve acidificação do apoplasto e ação das expansinas sobre a parede celular.

Na questão sobre seca e metabólitos, a armadilha é generalizar: os dados distinguem estresse moderado e severo, portanto não sustentam a ideia de que qualquer falta de água produz sempre o mesmo efeito. Em outros itens, como a questão do disco imaginal, o desafio está em acompanhar as informações espaciais sem inverter centro e periferia. Esse último exemplo é útil para treinar leitura e inferência, mas não deve ser apresentado como conteúdo de fisiologia vegetal.

Como trabalhar em sala

  • Comece por uma observação cotidiana: proponha que a turma compare frutos em diferentes estágios de amadurecimento e peça que relacione cor, aroma e firmeza ao papel do etileno. Não é necessário montar um experimento sofisticado; uma discussão guiada sobre armazenamento já oferece contexto.
  • Desenhe a cadeia causal: para dominância apical e fototropismo, os estudantes podem representar em setas o estímulo, a distribuição ou ação da auxina e a resposta de crescimento. Isso ajuda a separar o que acontece primeiro do resultado observado.
  • Leia dados antes de olhar as alternativas: na questão sobre estresse hídrico, peça que a turma sublinhe o que foi mantido constante e compare controle, estresse moderado e severo. Depois, cada grupo explica por que a resposta não pode ser generalizada.
  • Retome transpiração junto às trocas gasosas: use um esquema simples de folha e estômato para discutir perda de vapor de água, entrada de CO₂ e consequências do fechamento estomático. Relacione o esquema aos dados do tomate, deixando claro que a questão avalia também fotossíntese e síntese de metabólitos.
  • Peça justificativas para os distratores: em vez de apenas marcar a letra, convide os alunos a explicar por que uma alternativa parece plausível e qual informação do enunciado a contradiz. Essa rotina fortalece interpretação e argumentação científica.

Questões prontas de Fisiologia Vegetal (Transpiração, Hormônios) para a 3ª série do Ensino Médio (com gabarito comentado)

As questões a seguir estão reproduzidas com as alternativas e comentários. Os itens 1 e 7 tratam de outros conteúdos biológicos; podem ser usados para exercitar interpretação, mas não como evidência direta de aprendizagem sobre fisiologia vegetal.

1. Desenvolvimento da pata de um inseto e disco imaginal

Em um disco imaginal, as células centrais originam tarsômeros 2 a 5 e unhas; as intermediárias, tarsômero 1 e tíbia; e as periféricas, fêmur e coxa. Se as células centrais forem destruídas, mantendo-se as demais viáveis, qual resultado é esperado na pata adulta?

  • ❌ A) Ausência de unhas e tarsômeros 2–5, com manutenção das demais estruturas. Essa é a alternativa correta, não uma resposta errada: as estruturas distais dependem da região central.
  • ❌ B) Ausência de tíbia e tarsômero 1, mantendo estruturas centrais e periféricas. A região intermediária permanece viável; o item troca seu destino pelo da região central.
  • ❌ C) Ausência de fêmur e tíbia, mantendo as estruturas restantes. O fêmur vem da região periférica, e a tíbia, da intermediária, não da central destruída.
  • ❌ D) Ausência de coxa, fêmur, tíbia e tarsômero 1, mantendo estruturas distais. Isso atribui à região central destinos que o enunciado associa às regiões intermediária e periférica.
  • ❌ E) Ausência de coxa e fêmur, mantendo todas as outras estruturas. Coxa e fêmur se originam na região periférica, que não foi destruída.

Gabarito: A. A destruição da região central elimina as estruturas que dela se originariam; as regiões restantes ainda podem formar seus componentes. Este item aborda desenvolvimento de insetos, não fisiologia vegetal.

2. Etileno e amadurecimento de bananas

Produtores guardam bananas verdes em caixas fechadas com uma fruta madura. Após alguns dias, as bananas ficam mais amarelas e macias. Qual processo explica essa mudança acelerada?

  • ❌ A) Germinação das sementes presentes na fruta. Germinação não explica o amadurecimento do fruto armazenado.
  • ✅ B) Ação do etileno, hormônio vegetal que acelera o amadurecimento e promove mudanças de cor e textura. Frutos maduros liberam etileno, que atua sobre os frutos próximos.
  • ❌ C) Redução da fotossíntese. A fotossíntese não é a causa do amadurecimento observado em frutos colhidos.
  • ❌ D) Aumento da respiração celular, por si só. A respiração pode se intensificar durante o amadurecimento, mas não é o regulador principal apontado pelo enunciado.
  • ❌ E) Absorção de sais minerais pelas raízes. O caso trata de frutos armazenados, não de absorção radicular.

Gabarito: B. A situação relaciona o etileno produzido pelo fruto maduro ao amadurecimento acelerado das bananas verdes.

3. Auxina e alongamento celular

Como a auxina (AIA) promove alongamento celular nas hastes segundo a teoria do acid growth?

  • ❌ A) Aumenta a pressão osmótica no citoplasma, forçando o crescimento. A alternativa ignora a modificação da parede celular, central nesse mecanismo.
  • ✅ B) Estimula a acidificação do apoplasto, ativa expansinas e permite elongação celular. A queda do pH favorece o afrouxamento da parede, que pode se expandir sob turgor.
  • ❌ C) Inibe a divisão celular e promove alongamento degenerativo. A questão trata de elongação celular, não desse efeito atribuído à divisão.
  • ❌ D) Reduz a atividade das expansinas e torna as células mais rígidas. Isso dificultaria o alongamento, em vez de promovê-lo.
  • ❌ E) Aumenta a concentração de CO₂ e gera pressão interna. O mecanismo descrito depende da acidificação do apoplasto, não desse aumento.

Gabarito: B. A auxina estimula a atividade das bombas de prótons; a acidificação ativa proteínas que facilitam a expansão da parede celular.

4. Poda da gema apical e crescimento lateral

Após a poda da gema apical de mudas ornamentais, observou-se maior crescimento de ramos laterais. Qual mecanismo explica o resultado?

  • ❌ A) Aumento das citocininas que estimula diretamente o alongamento do caule principal. Não explica a redução da dominância apical, que é o mecanismo solicitado.
  • ❌ B) Ativação das gemas laterais sem participação de substâncias reguladoras. A alternativa ignora o controle hormonal relacionado à gema apical.
  • ❌ C) Intensificação da fotossíntese nas folhas remanescentes. Pode afetar recursos disponíveis, mas não explica o mecanismo hormonal imediato descrito.
  • ✅ D) Redução da dominância apical pela diminuição da ação da auxina produzida na gema apical, liberando o desenvolvimento lateral. A retirada da gema reduz esse controle.
  • ❌ E) Maior absorção de água e sais pelas raízes. A nutrição não explica especificamente a liberação das gemas laterais após a poda.

Gabarito: D. A remoção da gema apical reduz a ação associada à auxina e favorece o crescimento dos ramos laterais.

5. Curvatura de feijoeiros em direção à janela

Dois grupos de feijoeiros foram cultivados perto de uma janela. Vasos de um grupo não foram girados e as plantas se curvaram em direção à janela; os do outro grupo foram girados diariamente e cresceram mais retos. Qual resposta à luz está evidenciada?

  • ✅ A) Fototropismo positivo, com crescimento orientado para a luz associado à distribuição desigual de auxina no caule. A direção do crescimento corresponde ao estímulo luminoso.
  • ❌ B) Fotonastia, movimento sem direção definida em resposta à luz. A curvatura descrita é direcional e envolve crescimento.
  • ❌ C) Tigmotropismo, resposta ao toque. O estímulo observado é a luz, não o contato mecânico.
  • ❌ D) Fototropismo negativo, crescimento afastado da luz. O enunciado informa curvatura em direção à janela.
  • ❌ E) Geotropismo positivo, crescimento do caule em direção ao solo. A situação descrita relaciona o crescimento à luz, não à gravidade.

Gabarito: A. A planta apresenta crescimento orientado para a fonte luminosa. A rotação altera a direção em que a luz incide sobre os vasos.

6. Estresse hídrico e metabólitos secundários em tomateiro

Em tomateiros sob a mesma intensidade luminosa, o estresse moderado por quatro dias aumentou genes da via dos fenilpropanoides e compostos fenólicos. Após doze dias sem irrigação, houve fechamento estomático intenso, menor entrada de CO₂ e redução dos fenólicos em relação ao estresse moderado. Qual alternativa explica os resultados?

  • ✅ A) A luz sustenta a fotossíntese e o fornecimento de açúcares para vias metabólicas; estresse moderado pode induzir defesa, enquanto estresse severo reduz a entrada de CO₂ e limita o carbono disponível. Essa sequência respeita os resultados distintos dos tratamentos.
  • ❌ B) Açúcares não se relacionam aos fenilpropanoides, e a luz degrada os fenólicos. O experimento manteve a luz constante e não sustenta essas conclusões.
  • ❌ C) A síntese depende apenas de água, então os dois níveis de estresse devem produzir a mesma resposta. Os resultados mostram respostas diferentes conforme duração e intensidade.
  • ❌ D) Todo estresse hídrico reduz progressivamente a síntese desde o primeiro dia. O estresse moderado, ao contrário, foi associado ao aumento dos compostos.
  • ❌ E) Açúcares são fenilpropanoides e fechar estômatos aumenta a entrada de CO₂. Açúcares não são produtos finais da via, e o fechamento reduz a entrada de CO₂.

Gabarito: A. O item integra luz, fotossíntese, disponibilidade de carbono e resposta ao estresse. A transpiração não é perguntada diretamente, mas o fechamento estomático aproxima a discussão das trocas gasosas e da perda de água.

7. Gás liberado por planta aquática iluminada

Um ramo de planta aquática foi colocado em água com bicarbonato, coberto por um funil e ligado a um tubo invertido para coletar gás. Sob iluminação houve bolhas; no escuro, quase cessaram. O gás reativou uma lasca incandescente. Qual é sua origem mais direta?

  • ✅ A) Quebra de moléculas de água nas reações dependentes de luz. O oxigênio liberado na fotossíntese se origina da água e o processo depende da luz.
  • ❌ B) Aumento da respiração celular. A respiração consome oxigênio e libera dióxido de carbono; não explica o gás identificado.
  • ❌ C) Decomposição de sais minerais absorvidos. A absorção de sais não produz o oxigênio molecular observado.
  • ❌ D) Saída do oxigênio dissolvido apenas por aquecimento. O controle no escuro aponta para a participação da luz e para produção biológica.
  • ❌ E) Quebra do gás carbônico absorvido. O oxigênio liberado vem da água, não da quebra do CO₂.

Gabarito: A. O teste e a dependência de luz são compatíveis com oxigênio liberado durante as reações luminosas da fotossíntese. É uma questão de integração, não de transpiração ou hormônios.

8. Hormônio associado ao amadurecimento da nectarina

Uma cooperativa colhe nectarinas antes de ficarem macias, aromáticas e intensamente coloridas. Na câmara fria, aplica um composto que bloqueia a ação do hormônio ligado ao amadurecimento. Qual hormônio está associado à etapa final descrita?

  • ✅ A) Etileno. Esse hormônio participa do amadurecimento, associado a mudanças de cor, aroma e maciez.
  • ❌ B) Citocinina. Não é o principal sinal que coordena o amadurecimento de frutos carnosos.
  • ❌ C) Auxina. Atua sobretudo em crescimento e desenvolvimento inicial do fruto, não como principal gatilho do amadurecimento descrito.
  • ❌ D) Giberelina. Está relacionada ao crescimento e alongamento de órgãos, não explica as mudanças típicas de maturação.
  • ❌ E) Ácido abscísico. Tem funções associadas, entre outras, à dormência e a respostas ao estresse hídrico; não é o hormônio clássico indicado no enunciado.

Gabarito: A. O bloqueio da ação do etileno retarda o amadurecimento. A questão permite comparar funções hormonais sem tratar todos os hormônios como equivalentes.

Próximos passos

Você pode selecionar os itens mais alinhados ao objetivo da sua aula e usar os comentários para orientar a correção. Para ampliar o repertório, consulte as questões da habilidade EM13CNT202. Também é possível organizar outras atividades no gerador de provas do GeraProva e começar pelo cadastro grátis.

Use as questões como ponto de partida e ajuste a seleção ao que sua turma estudou. Se algum item não corresponder ao foco da avaliação, deixe-o de fora — o importante é que o gabarito ajude a aprender, não apenas a conferir letras.

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