Atividades de Imanência e transcendência para o 1º ano com gabarito
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Alexandre Lombardi dos Santos 25 de outubro de 2026 8 min de leitura 2
Reuni questões com gabarito comentado e sugestões de trabalho para Ensino Religioso no 1º ano. O material permite explorar respeito à diversidade e narrativas religiosas, articulando a conversa sobre imanência e transcendência com cuidado e adequação à turma.
Quando trabalho Ensino Religioso no 1º ano, procuro partir do que as crianças conseguem observar e conversar: diferenças entre pessoas, modos de convivência, histórias e tradições. Imanência e transcendência são ideias abstratas, então não começo cobrando definições decoradas. Construo uma conversa cuidadosa, aberta à diversidade de crenças e também a quem não segue uma religião, sem apresentar uma tradição como superior às outras.
As questões reunidas aqui foram fornecidas como atividades relacionadas às habilidades EF01ER03 e EF01ER04. Elas abordam principalmente respeito às diferenças, diversidade cultural e uma narrativa Kamaiurá; não perguntam diretamente o significado de imanência e transcendência. Por isso, uso o conjunto como apoio para discutir o tema com mediação docente, sem atribuir às questões conteúdos que elas não avaliam.
O que o aluno de 1º ano precisa saber sobre Imanência e transcendência
No 1º ano, eu apresento imanência e transcendência como palavras que ajudam a conversar sobre diferentes maneiras de compreender o sagrado, sem exigir uma definição filosófica. Em linguagem inicial, imanência pode ser explicada como a ideia de que o sagrado está presente no mundo e na vida; transcendência, como a ideia de que o sagrado ultrapassa o mundo que percebemos. Essas explicações precisam ser tratadas como possibilidades presentes em diferentes tradições, não como verdades que todos devem aceitar. Meu objetivo é que a turma reconheça que pessoas e comunidades podem expressar suas crenças de modos diversos e que é possível escutar sem ridicularizar ou impor uma opinião. As questões desta página ajudam sobretudo a trabalhar respeito, diversidade e narrativas religiosas, mas não avaliam diretamente a distinção entre imanência e transcendência. Eu deixo isso explícito para planejar uma conversa ou atividade complementar, adequada à idade, sem confundir a habilidade trabalhada com o tema do título.
O que ele precisa saber antes
Antes de propor as atividades, verifico se a turma já consegue reconhecer atitudes respeitosas, compreender regras simples de convivência e identificar características pessoais sem transformar diferenças em motivo de exclusão. Esses pontos aparecem como pré-requisitos em questões sobre escuta, respeito às diferenças e diversidade de características. Também é útil conversar sobre o que significa ouvir alguém com atenção, esperar a vez de falar e aceitar que pessoas possam agir ou pensar de maneiras diferentes.
Para as questões ligadas a narrativas e tradições, retomo a história ouvida em aula antes de perguntar detalhes sobre ela. A questão do mito Kamaiurá depende de a criança recuperar a informação apresentada na narrativa: em uma versão mencionada no enunciado, Mavutsinim fez as primeiras pessoas de madeira. Não trato essa história como explicação universal sobre a origem das pessoas; apresento-a como uma narrativa de uma tradição específica. As questões sobre lideranças religiosas e diversidade cultural também pedem familiaridade com a ideia de que existem diferentes tradições e pessoas reconhecidas em seus contextos.
Onde os alunos mais erram
Nas questões sobre convivência, um erro possível é interpretar a diversidade como problema ou achar que respeitar significa fazer todos agirem da mesma maneira. Esse raciocínio aparece nos distratores que propõem excluir, criticar, evitar ou igualar as pessoas. A alternativa correta, em geral, aponta para atitudes concretas: ouvir, permitir a participação e respeitar características pessoais. Na questão sobre cabelos, o distrator mais provável apresenta a diversidade como dificuldade; vale conversar sobre por que reconhecer diferenças não exige eliminá-las.
Em outra questão, pode haver confusão entre simplesmente não ofender e demonstrar consideração ativa: escutar com atenção também é uma forma de respeito. Nas questões culturais, os erros podem vir de escolher uma resposta que parece familiar, mas não corresponde à narrativa ou ao foco do enunciado. Para o mito Kamaiurá, é importante recuperar quem fez as pessoas e de que material, em vez de substituir o relato por elementos de outras histórias. Na pergunta sobre liderança religiosa, o estudante precisa observar a característica pedida — promoção da paz entre tradições — e não selecionar alguém apenas por ser uma figura conhecida. Não interpreto um erro isolado como falta de respeito: uso-o como oportunidade para esclarecer o enunciado e retomar o conteúdo.
Como trabalhar em sala
Converse a partir de situações cotidianas. Apresente exemplos simples de escuta, interrupção e exclusão, e convide as crianças a identificar quais atitudes ajudam a convivência. Evite pedir que um aluno represente ou explique uma tradição por toda a turma.
Explore diferenças sem hierarquizar. A questão sobre texturas de cabelo permite conversar sobre características visíveis e respeito. Combine que ninguém deve ser pressionado a mudar sua aparência para ser aceito.
Leia narrativas com contexto. Ao trabalhar o mito Kamaiurá, informe que se trata de uma narrativa de uma tradição indígena específica. Retome oralmente os acontecimentos e pergunte o que a turma recorda, sem apresentar a história como a única explicação possível.
Crie uma roda de escuta. Proponha turnos de fala curtos sobre costumes, histórias ou celebrações familiares, sempre com a opção de não compartilhar experiências pessoais. Reforce que ouvir não significa precisar concordar.
Faça a ponte com as palavras do tema. Depois de explorar diferentes maneiras de falar sobre o sagrado, explique de forma simples que algumas tradições o compreendem como presente no mundo e outras como algo que o ultrapassa. Convide a turma a perceber que são modos distintos de compreensão, sem pedir que cada criança declare sua crença.
Questões prontas de Imanência e transcendência para o 1º ano (com gabarito comentado)
As oito questões abaixo trabalham conteúdos fornecidos para EF01ER03 e EF01ER04. Como observado, o foco direto delas é diversidade, respeito, cultura e narrativas, não a definição dos conceitos de imanência e transcendência. Eu as aplicaria com uma conversa de preparação e retomada, explicando palavras desconhecidas e acolhendo perguntas da turma.
1. Observe que na comunidade há pessoas com cabelos de várias texturas. O que esse fato nos ensina?
A) A comunidade é homogênea. ❌ A presença de diferentes texturas mostra diversidade, não homogeneidade.
B) A diversidade é um problema para a convivência. ❌ Diferenças não precisam ser eliminadas; podem favorecer aprendizado e convivência respeitosa.
C) A riqueza está nas diferenças de características. ✅ Reconhecer as diferenças valoriza a diversidade e contribui para uma convivência respeitosa.
D) As pessoas devem se adaptar e mudar. ❌ A questão propõe respeito às pessoas como são, não uma obrigação de mudar.
E) Cabelos diferentes não importam. ❌ As características podem expressar identidade e merecem respeito.
Gabarito: C. Peço que a turma explique a escolha com suas palavras e diferencie valorização de comparação.
2. Lia acredita que todos merecem respeito. O que Lia pode fazer para mostrar respeito?
A) Rir quando um colega fala. ❌ Rir do colega enquanto ele fala não demonstra consideração.
B) Deixar um colega de fora. ❌ Excluir alguém contraria uma convivência respeitosa.
C) Ignorar o que os colegas dizem. ❌ Ignorar impede demonstrar atenção ao que os outros comunicam.
D) Falar por cima dos colegas. ❌ Interromper não dá espaço para a fala do outro.
E) Ouvir os colegas com atenção. ✅ A escuta atenta é uma atitude concreta de respeito.
Gabarito: E. A questão ajuda a destacar que respeito não é apenas evitar ofensas: inclui prestar atenção.
3. Na aula, a turma ouviu um mito Kamaiurá. Como surgiram as primeiras pessoas?
A) Um pássaro fez pessoas de barro. ❌ A alternativa troca tanto quem fez as pessoas quanto o material apresentado na narrativa.
B) Uma cobra trouxe pessoas do rio. ❌ Essa não é a origem contada no mito referido pela questão.
C) Uma estrela trouxe pessoas do céu. ❌ Essa alternativa também não corresponde ao relato ouvido em aula.
D) Mavutsinim fez pessoas de madeira. ✅ Essa é a resposta correspondente à versão do mito Kamaiurá indicada.
E) A árvore soltou pessoas no chão. ❌ O enunciado diz que Mavutsinim fez pessoas de madeira; não que elas saíram de uma árvore.
Gabarito: D. Retomo a narrativa e seu contexto cultural, deixando claro que se trata de um relato específico.
4. No contexto de uma festa religiosa, qual líder religioso é conhecido por promover a paz entre diferentes tradições?
A) Paulo Freire ❌ É conhecido por seu trabalho na educação; não é a resposta indicada para a descrição da questão.
B) Isaac Newton ❌ É conhecido por seus estudos científicos, não pela característica pedida no enunciado.
C) Martin Luther King ❌ Foi uma figura importante na luta por direitos civis e igualdade, mas não é a resposta indicada aqui para a promoção da paz entre tradições religiosas.
D) Dalai Lama ✅ É a liderança associada no enunciado à defesa da paz e do diálogo entre diferentes tradições.
E) Buda ❌ É associado aos ensinamentos budistas, mas a questão pede a liderança descrita como promotora de diálogo entre tradições.
Gabarito: D. Antes da aplicação, contextualizo nomes e evito que a atividade se transforme numa comparação de crenças.
5. Na oficina, Bia pinta com calma. Ivo usa óculos e monta peças. O que o grupo deve fazer?
A) Deixar cada um trabalhar do seu jeito. ✅ A resposta respeita o modo de Bia trabalhar e a característica de Ivo.
B) Pedir que Ivo tire os óculos. ❌ Não há motivo para exigir que ele deixe de usar algo de que precisa.
C) Mandar Bia pintar bem depressa. ❌ Obrigar Bia a mudar seu ritmo desrespeita seu jeito de trabalhar.
D) Impedir Ivo de montar as peças. ❌ Usar óculos não impede sua participação na atividade.
E) Rir do jeito calmo de Bia. ❌ Rir de uma característica de uma colega não é respeitoso.
Gabarito: A. A situação permite discutir que tratar com respeito não significa exigir comportamentos idênticos.
6. Qual atitude demonstra respeito pelas diferenças entre as pessoas?
A) Discutir e ouvir com atenção. ✅ Conversar e escutar com atenção favorece a compreensão mútua.
B) Falar mal das diferenças. ❌ Falar mal das características de outras pessoas é desrespeitoso.
C) Evitar contato com pessoas diferentes. ❌ Evitar o contato não ajuda a conhecer ou compreender o outro.
D) Criticar as características dos outros. ❌ A crítica às características pode ferir o respeito e a convivência.
E) Igualar todo mundo. ❌ Tratar todos como se fossem iguais em tudo apaga diferenças que devem ser respeitadas.
Gabarito: A. Vale pedir um exemplo de como ouvir alguém com atenção durante uma conversa.
7. Selecione a alternativa que melhor exemplifica o respeito à diversidade.
A) Ignorar as opiniões dos outros. ❌ Ignorar não demonstra respeito pela diversidade de opiniões.
B) Rir das diferenças. ❌ Fazer das diferenças motivo de riso desvaloriza as pessoas.
C) Escutar pessoas diferentes de mim. ✅ Escutar é uma forma de reconhecer e respeitar o outro.
D) Encerrar discussões sobre diferenças. ❌ Encerrar a conversa sem escuta não favorece a compreensão.
E) Impor minhas ideias a todos. ❌ Impor uma opinião impede o respeito mútuo.
Gabarito: C. Reforço que escutar não obriga ninguém a concordar, mas abre espaço para aprender.
8. Escolha a alternativa que descreve uma maneira de respeitar a diversidade cultural.
A) Impor suas tradições. ❌ Impor uma tradição não respeita as escolhas e práticas de outras pessoas.
B) Ouvir histórias de outras culturas. ✅ Ouvir histórias pode ser uma forma de respeito e aprendizado.
C) Desconsiderar as diferenças. ❌ Desconsiderar significa não reconhecer a diversidade.
D) Criticar as tradições diferentes. ❌ Criticar sem escuta não promove respeito às culturas.
E) Evitar o contato com o diferente. ❌ Evitar o contato limita a possibilidade de conhecer outras experiências.
Gabarito: B. Oriente a conversa para a curiosidade respeitosa, sem pedir que uma criança represente uma cultura inteira.
Use as questões como ponto de partida e adapte a linguagem ao que sua turma já conversou. O GeraProva pode ajudar a organizar atividades e avaliações; a mediação do professor continua essencial para tratar crenças e diferenças com respeito.
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