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Atividades de Globalização e Neoliberalismo para a 3ª série do Ensino Médio com gabarito

Atividades de Sociologia para trabalhar Globalização e Neoliberalismo na 3ª série, com questões contextualizadas e gabarito comentado. O material também permite discutir agentes, poder e uso do território.

Atividades de Globalização e Neoliberalismo para a 3ª série do Ensino Médio com gabarito

Quando trabalho Globalização e Neoliberalismo com a 3ª série, procuro aproximar conceitos amplos das decisões que organizam a vida social: a expansão de empresas, os mercados externos e as disputas pelo uso do território. Em vez de tratar esses processos como algo distante, uso situações concretas para que a turma identifique quem decide, quais interesses estão envolvidos e quem participa ou sofre os efeitos das mudanças.

As questões reunidas aqui abordam sobretudo territorialidade, agentes sociais e relações de poder. Elas ajudam a discutir dimensões importantes da globalização, como a atuação de empresas voltadas à exportação e a reorganização dos espaços para atividades econômicas, sem reduzir o assunto a uma única explicação. Também permitem observar como Estado, comunidades, organizações civis e empresas atuam de maneiras distintas.

O que o aluno de 3ª série precisa saber sobre Globalização e Neoliberalismo

Para analisar Globalização e Neoliberalismo na 3ª série, o aluno precisa compreender que os fluxos de mercadorias, capitais, informações e serviços conectam lugares, mas não eliminam as desigualdades nem os conflitos. A expansão de empresas e de atividades voltadas ao mercado externo pode transformar o uso do território, como mostram os exemplos de centros de distribuição e aquicultura para exportação. É importante distinguir os agentes envolvidos: o Estado cria regras e pode incentivar ou regular atividades; empresas organizam investimentos segundo interesses econômicos; comunidades defendem modos de vida e direitos territoriais; e organizações civis podem monitorar impactos ou apoiar ações coletivas. Neoliberalismo pode ser trabalhado como uma orientação que valoriza mercados e iniciativa privada, sem presumir que toda decisão pública desapareça: planos diretores, licenças e políticas estatais também moldam a atividade econômica. O foco das questões é interpretar evidências, relacionar agentes a seus interesses e reconhecer que a globalização produz disputas concretas sobre circulação, recursos e ocupação.

O que ele precisa saber antes

Antes de responder, ajuda que a turma domine os conceitos de território e territorialidade e perceba que o espaço é organizado por relações sociais e de poder. Também é útil distinguir agentes sociais e territoriais, como Estado, empresas, comunidades, ONGs e associações, e reconhecer que eles podem ter interesses diferentes. Para as questões costeiras e ambientais, vale revisar conflitos socioambientais e formas de demarcação: uma norma legal, uma instalação física e uma sinalização simbólica não são a mesma coisa.

As questões também mobilizam noções de participação comunitária, identidade cultural, mercado externo e conceitos básicos de Sociologia. Na questão urbana, compreender teorias sociológicas clássicas contribui para avaliar as interpretações apresentadas. Não é necessário antecipar uma resposta pronta: o essencial é ler cada situação, identificar o agente que efetivamente realiza a ação e relacionar a evidência ao conceito cobrado.

Onde os alunos mais erram

Um erro recorrente indicado nas questões é confundir quem sofre ou critica uma transformação com quem a promove ou legitima. No caso dos centros logísticos, agricultores familiares e ONGs aparecem ligados aos impactos e às críticas; a mudança institucional decisiva, porém, é a revisão do plano diretor pela prefeitura, que ampliou as áreas logísticas. A leitura precisa separar agentes afetados, agentes críticos e agentes que tomam decisões.

Outro tropeço possível é escolher uma proposta que parece positiva por mencionar compensação, investimento ou certificação, sem verificar se ela integra os agentes necessários. Na gestão territorial, uma ação consistente precisa articular participação comunitária, fiscalização estatal e monitoramento ambiental, em vez de flexibilizar regras ou tratar a atuação de um único grupo como suficiente.

Nas demais questões, as confusões mais prováveis envolvem atribuir ao agente errado uma forma de demarcação, trocar identidade cultural por interesse econômico ou técnico e reduzir disputas territoriais a renda ou limites oficiais. Para ajudar, peço que os alunos localizem no texto o verbo da ação — instituiu, instalou, organizou, monitorou ou exportou — e justifiquem a alternativa com essa evidência.

Como trabalhar em sala

  • Faça uma leitura com marcações: peça que a turma sublinhe os agentes de cada texto e circule o que cada um faz. Depois, compare quem decide, quem participa e quem é afetado.
  • Monte um quadro no caderno: organize as colunas “agente”, “ação”, “interesse” e “efeito territorial”. É uma forma simples de sistematizar Estado, empresas, comunidades e organizações civis.
  • Debata uma situação por vez: use o exemplo da expansão logística ou da aquicultura para exportação e peça que os grupos apontem benefícios, conflitos e informações que ainda precisariam conhecer.
  • Separe as formas de demarcação: proponha que os alunos classifiquem decreto, redes, placas, cercas e símbolos culturais como formas institucionais, físicas ou simbólicas, justificando cada escolha.
  • Use as questões como avaliação formativa: antes de corrigir, peça uma justificativa curta para a alternativa escolhida. Isso mostra se a dificuldade está na leitura do enunciado, no conceito ou na identificação do agente.

Questões prontas de Globalização e Neoliberalismo para a 3ª série do Ensino Médio (com gabarito comentado)

As questões a seguir abordam territorialidade e agentes sociais, temas que permitem analisar efeitos e disputas associados à expansão econômica e à conexão com mercados globais. Em cada item, observe o contexto antes de escolher a alternativa.

1. Expansão logística e decisões sobre o território

Entre 2015 e 2020, o número de centros de distribuição instalados no entorno de Metárquio cresceu 300%, atraindo grandes empresas de e-commerce. A revisão do plano diretor, aprovada em 2018 pela prefeitura, ampliou de 15% para 40% as áreas destinadas ao uso logístico. Organizações de agricultores familiares registraram a perda de 200 hectares de terras cultiváveis para a pavimentação de acessos, enquanto o governo estadual concedeu incentivos fiscais às corporações. ONGs ambientais criticaram o desmatamento de áreas verdes ocorrido para dar lugar a galpões e vias de transporte.

Analise o texto e identifique qual articulação de agentes foi decisiva para legitimar a expansão do uso logístico no território periurbano.

  • ❌ A) Sindicatos rurais e governos estaduais articulando-se por meio de negociações coletivas. O texto menciona organizações de agricultores e incentivos fiscais estaduais, mas não descreve sindicatos rurais nem negociações coletivas como agentes ou mecanismo da expansão.
  • ❌ B) Agricultores familiares e ONGs articulando-se por meio de protestos públicos. Agricultores familiares registraram perdas de terras e ONGs criticaram o desmatamento; o texto não indica que esses grupos tenham promovido a expansão por meio de protestos.
  • ❌ C) Consumidores urbanos e aplicativos de entrega articulando-se por meio de demandas de mercado. O texto relaciona a expansão às empresas de e-commerce e à mudança no plano diretor, mas não apresenta consumidores ou aplicativos de entrega como agentes decisivos.
  • ❌ D) União e bancos públicos articulando-se por meio de programas de infraestrutura. O texto não atribui à União nem a bancos públicos a ampliação do uso logístico; associa essa mudança à revisão do plano diretor municipal.
  • ✅ E) Prefeitura e empresas privadas articulando-se por meio da revisão do plano diretor. A revisão ampliou as áreas destinadas ao uso logístico, criando condições para a instalação de centros de distribuição de empresas privadas. Essa decisão da prefeitura favoreceu a expansão descrita.

2. Gestão sustentável e participação de diferentes agentes

Em uma região remota, um estudo recente registrou a expansão de uma grande mineradora, que obteve licenças ambientais e iniciou sondagens próximas a uma aldeia indígena. A comunidade local reivindica a demarcação de seu território usando cartografia participativa apoiada por uma ONG internacional, que documenta a cobertura florestal em imagens de satélite. Apesar dos relatórios de danos ambientais apresentados pela associação civil, o órgão governamental responsável não concluiu a análise dos pedidos de suspensão das atividades. Esse cenário evidencia diferentes trajetórias de ocupação do espaço e disputas por fronteiras territoriais.

A partir do texto-base, proponha um plano de ação que integre o papel de pelo menos três agentes citados para promover a gestão sustentável do território.

  • ❌ A) Fortalecer o licenciamento ambiental, incentivar a produção mineral e criar zonas econômicas especiais com fiscalização reduzida. Combina licenciamento com estímulo à mineração e redução da fiscalização, o que compromete o controle dos impactos e não integra os agentes envolvidos.
  • ❌ B) Formar consórcio entre empresas mineradoras e prefeitura para atrair investimentos e promover infraestrutura logística. Prioriza investimentos e infraestrutura, sem articular a comunidade, a fiscalização ambiental e o monitoramento necessários à gestão sustentável.
  • ❌ C) Promover oficinas de liderança comunitária, criar fundos de compensação social e flexibilizar regras de mineração. Oficinas e compensações podem apoiar a comunidade, mas flexibilizar regras enfraquece a proteção ambiental e não integra a atuação de três agentes na gestão territorial.
  • ❌ D) Apoiar a certificação internacional de sustentabilidade pelas ONGs e compartilhar relatórios públicos com comunidades. Envolve ONGs e comunidades, mas não inclui a atuação do Estado nem constitui gestão integrada entre pelo menos três agentes.
  • ✅ E) Integrar cartografia participativa comunitária, fiscalização ambiental do Estado e monitoramento de ONGs em comitê de gestão territorial. Reúne conhecimento local, fiscalização pública e acompanhamento ambiental, contribuindo para uma gestão territorial sustentável.

3. Territorialidade orientada pelo mercado global

Como equilibrar o uso tradicional de recursos e a expansão de empreendimentos voltados ao mercado global em zonas costeiras? Em um trecho de manguezal situado entre dois municípios litorâneos, convivem grupos com diferentes estratégias de ocupação. A comunidade de pescadores artesanais delimita áreas de pesca conforme saberes herdados e épocas de reprodução de espécies. O órgão federal de meio ambiente instituiu, via decreto, uma unidade de conservação para proteção da fauna e da flora. Uma organização não governamental internacional coordena iniciativas de certificação ecológica e financiamento de pesquisas. Recentemente, uma empresa multinacional de aquicultura instalou tanques de monocultura de camarão, ampliando a área destinada à exportação. Cada agente atua segundo lógicas distintas, gerando tensões sobre a gestão e o uso do território manguezal.

Analise o texto e identifique qual agente exerce territorialidade orientada por interesses do mercado global.

  • ❌ A) Organização não governamental internacional que gerencia certificados ecológicos e apoia pesquisas sobre manguezais. A organização atua com certificação ecológica e financiamento de pesquisas; o texto não a associa à expansão de empreendimentos para exportação.
  • ✅ B) Corporação transnacional que consolida grandes empreendimentos aquícolas visando lucros em mercados externos. A empresa multinacional amplia a produção aquícola destinada à exportação, orientando a ocupação do território por interesses do mercado global.
  • ❌ C) Órgão federal de meio ambiente que define por decreto uma unidade protegida para conservação da fauna e da flora costeira. Sua atuação descrita é de proteção ambiental, não de expansão de empreendimentos para exportação.
  • ❌ D) Comunidade de pescadores artesanais que organiza áreas de captura com base em tradições e ciclos de reprodução marinha. O texto não associa essa atuação aos interesses do mercado global.
  • ❌ E) Organização não governamental internacional que delimita áreas de pesca conforme saberes herdados e épocas de reprodução das espécies. O texto atribui essa delimitação à comunidade de pescadores, não à organização; a prática se orienta por saberes tradicionais, não pelo mercado global.

4. Fronteiras práticas e disputa pela circulação urbana

Por que um bairro pode “encolher” ou “crescer” sem mudar no mapa? Em uma capital brasileira, comerciantes do Jardim Aurora relataram queda nas vendas após um aplicativo de entregas passar a exibir a região como “área de risco”, sugerindo rotas que evitam certas ruas. Entregadores dizem que a decisão não foi só do aplicativo: nos últimos meses, um grupo armado passou a controlar a circulação em alguns becos, cobrando “taxas” de quem entra, enquanto a polícia instalou uma base móvel na avenida principal e faz abordagens em horários definidos. Moradores observam que a “linha” entre ruas “acessíveis” e “evitadas” muda conforme operações policiais, boatos em redes sociais e atualizações do app. Uma associação local tenta negociar com a plataforma e com o poder público para retirar o alerta e “normalizar” o fluxo de pessoas e serviços.

Com base no texto, avalie a interpretação sociológica que melhor explica como diferentes agentes produzem territorialidades e fronteiras no espaço urbano apresentado.

  • ❌ A) Uma interpretação baseada no individualismo atribui a fronteira apenas às escolhas dos entregadores, sem considerar estruturas e coerções coletivas. As decisões estão condicionadas por controle armado, policiamento e classificação algorítmica.
  • ❌ B) Uma interpretação inspirada em Durkheim supõe que o alerta no aplicativo reforça a coesão do bairro e integra automaticamente moradores e visitantes. O alerta produz evitamento e segmentação, não integração automática nem aumento de solidariedade.
  • ❌ C) Uma interpretação estatista limita a fronteira aos limites administrativos oficiais, tratando polícia e aplicativo como meros executores do mapa. A fronteira descrita é prática e variável, produzida por agentes diversos, não apenas por delimitação formal do Estado.
  • ❌ D) Uma interpretação inspirada em Marx reduz o caso à desigualdade de renda, ignorando controles de circulação e de acesso ao bairro. A situação envolve controle territorial por coerção, vigilância e rotas, não só renda ou propriedade.
  • ✅ E) Uma interpretação inspirada em Weber destaca a disputa por dominação sobre a circulação, gerando fronteiras práticas entre Estado, grupo armado e plataforma. O texto mostra controles concorrentes da circulação e definição de “linhas” móveis, tensionando a autoridade estatal.

5. Demarcações institucionais, físicas e simbólicas

Visitei a enseada de Porto Sol na última estação chuvosa e percebi disputas pelo uso do espaço costeiro. Pescadores artesanais instalaram redes submersas para demarcar o território de pesca tradicional. Em lei municipal, o governo local instituiu uma zona de proteção pesqueira por meio de decreto oficial. Paralelamente, uma ONG ambientalista afixou placas sinalizando áreas destinadas à preservação de manguezais. Ao mesmo tempo, empresas de turismo passaram a oferecer passeios pela enseada sem consulta prévia às comunidades locais, intensificando conflitos sobre fronteiras e renegociação de regras de ocupação do litoral. Essas ações revelam diferentes formas de construção de territorialidades, nas quais cada agente busca consolidar seu poder de definir regras sobre o espaço.

Com base no texto-base, associe governo municipal, pescadores artesanais e ONG ambientalista às formas de demarcação territorial institucional, física e simbólica, respectivamente.

  • ✅ A) Governo municipal instituiu zona por decreto, pescadores artesanais ergueram redes submersas e ONG ambientalista instalou placas sinalizadoras. Decreto oficial é demarcação institucional, redes representam delimitação física e placas sinalizam simbolicamente conforme o texto.
  • ❌ B) Governo municipal instalou redes submersas, pescadores artesanais sinalizaram com placas e ONG ambientalista instituiu zona por decreto. Atribui institucionalização à ONG e demarcação simbólica aos pescadores, invertendo os papéis descritos.
  • ❌ C) Governo municipal ergueu redes submersas, pescadores artesanais instituíram zona por decreto e ONG ambientalista instalou placas sinalizadoras. Atribui redes ao governo e decreto aos pescadores, invertendo agentes e tipos de demarcação.
  • ❌ D) Governo municipal instituiu zona por decreto, pescadores artesanais instalaram placas sinalizadoras e ONG ambientalista ergueu redes submersas. Inverte redes e placas, classificando redes como simbólicas e placas como físicas, o que difere do texto.
  • ❌ E) Governo municipal sinalizou simbolicamente com placas, pescadores artesanais instituíram zona por decreto e ONG ambientalista ergueu redes submersas. Classifica decreto como simbólico e redes como institucionais, contrariando o registro do texto.

6. Corredores ecológicos e mobilização comunitária

Dados ilustrativos: na porção do Cerrado conhecida como Vale Alto, cinco agentes disputam a ocupação do território. A Superintendência Estadual de Terras demarcou Zonas de Uso Sustentável, definindo regras de manejo. A mineradora SerraAlta explora minerais em frentes de corte, construindo estradas e barragens. A Cooperativa Vale do Cerrado unificou lotes em plantios de soja, expandindo a monocultura. A ONG VerdeSertão articulou comunidades rurais para criar corredores ecológicos que conectam remanescentes de vegetação. A Comunidade Indígena X retomou áreas ancestrais, assegurando o usufruto coletivo segundo práticas tradicionais. Cada agente imprime ao espaço uma forma distinta de territorialidade, gerando dinâmicas de cooperação, conflito e controle.

Analise as diferentes formas de ocupação descritas e identifique qual agente emprega uma estratégia de territorialização voltada à vinculação de fragmentos ambientais por meio da mobilização comunitária.

  • ❌ A) Mineradora SerraAlta. A mineradora impõe uso extrativo e infraestrutura pesada, sem articular corredores ecológicos comunitários.
  • ❌ B) Cooperativa Vale do Cerrado. A cooperativa promove a expansão da monocultura de soja, não a criação de redes de corredores ambientais.
  • ❌ C) Comunidade Indígena X. A comunidade retoma e utiliza o território conforme práticas tradicionais, mas não propõe corredores intercomunitários de vegetação.
  • ❌ D) Superintendência Estadual de Terras. Esse órgão institui regras legais de uso, mas não mobiliza comunidades para conectar fragmentos ambientais.
  • ✅ E) ONG VerdeSertão. A ONG mobiliza comunidades para criar corredores ecológicos, conectando fragmentos e promovendo cooperação socioambiental.

7. Territorialidade e identidade cultural

Um levantamento regional identificou cinco dinâmicas distintas de ocupação do Vale Verde: o governo estadual planeja estender uma rodovia por 20 km; uma incorporadora imobiliária adquiriu 500 hectares e ergue cercas; um coletivo de agricultores familiares delimitou faixas de cultivo em cooperação; uma organização ambiental produziu mapas interativos para orientar zoneamento; um grupo indígena realiza cerimônias anuais de demarcação de seus limites ancestrais.

Analise o texto-base e identifique qual ação exemplifica uma estratégia de territorialidade pautada pela mobilização de identidade cultural.

  • ❌ A) Mobilização de conhecimentos técnicos para produzir mapas interativos de zoneamento. Trata de representação cartográfica e saber científico, não de mobilização cultural.
  • ✅ B) Mobilização de símbolos culturais para demarcar limites ancestrais do grupo indígena. Essa ação expressa territorialidade baseada em identidade cultural e símbolos do próprio grupo.
  • ❌ C) Mobilização de capital privado para adquirir 500 hectares e erguer cercas. Caracteriza apropriação mercantil do espaço, não afirmação de identidade cultural.
  • ❌ D) Mobilização de recursos estatais para estender a rodovia regional. Refere-se à atuação estatal por infraestrutura, não à identidade cultural do grupo.
  • ❌ E) Mobilização de trabalho coletivo para delimitar faixas de cultivo em regime cooperativo. Envolve cooperação econômica local, mas não simbologia cultural identitária.

8. Apropriação comunitária de um espaço urbano

Dados recentes indicam que até 12% da extensão urbana de grandes metrópoles abriga áreas ociosas, sujeitas a diferentes processos de apropriação. Em uma capital do Sul, o poder público transformou terreno abandonado em parque municipal, com projeto financiado pelo orçamento local. Em outra região, uma ONG ambiental demarcou muros e pintou murais para fortalecer identidade cultural de bairro. Em um distrito periférico, moradores organizaram hortas coletivas em lote vago, definindo regras de uso e pedindo à administração reconhecimento oficial desse espaço de convívio.

Analise o texto e identifique qual processo ilustra a formação de territorialidade comunitária protagonizada pelos próprios moradores.

  • ❌ A) Transformação de terreno em parque pelo poder público. Essa ação é iniciativa estatal, não comunitária, e configura territorialidade institucional.
  • ❌ B) Identificação de área ociosa em estudos estatísticos. São apenas indicadores sobre espaços vazios, sem ação direta na apropriação territorial.
  • ❌ C) Financiamento de infraestrutura urbana pelo orçamento local. Refere-se a política pública de investimento, não a ação comunitária de territorialização.
  • ✅ D) Organização de hortas coletivas em lote vago pelos moradores. Ocorre apropriação coletiva do espaço por agentes comunitários, formando território de uso compartilhado.
  • ❌ E) Demarcação de muros e pintura de murais por ONG. Embora represente afirmação de identidade, é iniciativa de ONG e não de moradores diretamente.

Para continuar o trabalho

Você pode usar essas questões como atividade de interpretação, revisão ou parte de uma avaliação, ajustando o tempo e a discussão ao percurso da turma. Para explorar as habilidades relacionadas, consulte também as questões da habilidade EM13CHS204 e as questões da habilidade EM13CHS205. Se quiser montar uma prova com outros conteúdos e formatos, acesse o gerador de provas do GeraProva ou faça seu cadastro grátis.

Use o material como ponto de partida e adapte os enunciados à realidade da sua turma; no GeraProva, você também pode criar e organizar avaliações com mais praticidade.

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