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Atividades de Circuitos Elétricos e Potência (Consumo de Energia) para a 1ª série do Ensino Médio com gabarito

Reuni questões de Circuitos Elétricos e Potência para trabalhar corrente, energia e consumo com a 1ª série do Ensino Médio. As oito atividades vêm com alternativas e gabarito comentado para apoiar a revisão e a avaliação.

Atividades de Circuitos Elétricos e Potência (Consumo de Energia) para a 1ª série do Ensino Médio com gabarito

Quando trabalho circuitos elétricos e potência com a 1ª série, procuro aproximar as relações matemáticas de situações que a turma reconhece: um aquecedor ligado à rede, uma lâmpada em funcionamento ou uma bateria alimentando um resistor. Esse caminho ajuda a dar sentido a tensão, corrente, resistência e energia, sem transformar a aula em uma lista de fórmulas para decorar.

Na prática, o cuidado está em organizar os dados, escolher a relação adequada e conferir unidades e resultados. As questões abaixo percorrem esse processo: começam com cálculos de corrente e potência, passam pelo consumo de energia e chegam a associações de resistores e à resistência interna de uma fonte. Posso usá-las como atividade, revisão guiada ou avaliação formativa.

O que o aluno de 1ª série precisa saber sobre Circuitos Elétricos e Potência (Consumo de Energia)

Para resolver problemas de circuitos e consumo de energia, o aluno precisa relacionar tensão, corrente, resistência, potência e tempo, identificando quais grandezas são dadas e qual deve ser encontrada. A Lei de Ohm, V = R·I, permite calcular corrente ou tensão em um resistor; a potência pode ser obtida por P = V·I e, quando apropriado, por P = V²/R ou P = I²R. Para determinar energia consumida, usamos E = P·t, mantendo atenção às unidades: watts e segundos produzem joules, enquanto quilowatts e horas produzem quilowatt-hora. Em circuitos paralelos, cada ramo fica submetido à mesma tensão, e a potência total corresponde à soma das potências dissipadas nos ramos. Em circuitos com fonte real, a resistência interna também participa da resistência total e dissipa energia. Assim, além de substituir números nas fórmulas, é importante interpretar o circuito, converter unidades e avaliar se a corrente calculada está abaixo do limite indicado para um cabo.

O que ele precisa saber antes

Antes dessas atividades, vale confirmar que a turma compreende a Lei de Ohm e a relação entre potência, tensão e corrente. Também são necessários cálculos com divisão, soma e quadrado de valores, além da leitura de unidades como ampere, volt, ohm e watt. Para as questões de consumo, a turma precisa saber que uma hora corresponde a 3.600 segundos e que 1 kWh equivale a 3,6 × 10⁶ J. Já os itens sobre fontes reais pedem a soma da resistência interna com a resistência da carga; o item sobre associação em paralelo envolve reconhecer que os ramos recebem a mesma tensão.

Onde os alunos mais erram

Um erro recorrente nas questões é trocar a operação ou inverter a relação entre as grandezas. Por exemplo, diante de potência e tensão, pode aparecer a divisão V/P em vez de P/V, ou uma soma sem significado físico. Outro tropeço é esquecer que, em paralelo, a tensão atua em cada resistor e que as potências dos ramos se somam. Na questão do aquecedor, o distrator mais provável é uma corrente calculada como V/P: o resultado parece pequeno e pode levar à conclusão correta por acaso sobre o cabo, mas o procedimento está errado.

Também é comum perder o controle das unidades ao calcular energia. Joules e quilowatt-hora medem energia, mas não são números diretamente intercambiáveis: é preciso converter. Nos circuitos com pilha ou bateria real, ignorar a resistência interna altera a corrente e as potências calculadas. Por isso, ao corrigir, peço que a turma registre fórmula, substituição, unidade e conclusão, em vez de avaliar apenas o número final. Os distratores ajudam a localizar se a dificuldade está na escolha da relação, na aritmética, na conversão ou na interpretação do circuito.

Como trabalhar em sala

  • Faça uma leitura orientada dos dados. Antes de calcular, peça que os alunos sublinhem tensão, corrente, resistência, potência e tempo no enunciado. Em seguida, identifiquem o que a questão solicita. Essa rotina simples reduz trocas entre grandezas.
  • Monte um quadro de fórmulas com condições de uso. Registre P = V·I, I = V/R e E = P·t, acrescentando as formas derivadas de potência. Convide a turma a explicar quais valores precisa conhecer para aplicar cada expressão.
  • Compare resultado e unidade. Nos itens de consumo, calcule primeiro em joules e depois converta para kWh, ou use potência em kW e tempo em horas. A comparação deixa explícito por que uma conversão é necessária.
  • Use os distratores como diagnóstico. Peça que grupos expliquem por que uma alternativa incorreta parece possível e qual passo matemático ou conceitual a torna inadequada. Não é necessário equipamento especial: quadro, papel e calculadora básica são suficientes.
  • Feche com a interpretação física. Ao verificar a corrente de um aquecedor, por exemplo, compare o resultado com o limite informado para o cabo. Em circuitos com fonte real, diferencie a energia dissipada na carga daquela dissipada internamente.

Questões prontas de Circuitos Elétricos e Potência (Consumo de Energia) para a 1ª série do Ensino Médio (com gabarito comentado)

1. Em uma rede de 220 V há duas resistências em paralelo: R1 = 100 Ω e R2 = 200 Ω. Determine a potência total dissipada pelo conjunto.

  • ❌ A) 880 W. Esse valor não corresponde à soma das potências nos dois ramos: com 220 V, elas são 484 W e 242 W.
  • ❌ B) R1 e R2 não dissipam potência em paralelo. A ligação em paralelo não impede a dissipação. Cada resistência está submetida à tensão da rede.
  • ❌ C) 540 W. O valor não resulta dos dados. É preciso calcular a potência de cada resistência com 220 V e somar os resultados.
  • ✅ D) Ptotal = 726 W (aprox.). Em paralelo, cada resistor recebe 220 V. P1 = 220²/100 = 484 W e P2 = 220²/200 = 242 W; portanto, Ptotal = 726 W.
  • ❌ E) R1 dissipa 300 W e R2 400 W. Esses valores não vêm de P = V²/R. Os resultados corretos são 484 W e 242 W, respectivamente.

Comentário: O distrator A pode atrair quem soma resistências como se estivessem em série ou perde de vista a contribuição de um dos ramos. Outra estratégia é calcular a resistência equivalente em paralelo e usar P = V²/Req; a potência total também resulta em 726 W.

2. Um aquecedor portátil tem potência P = 1500 W e é ligado a uma rede V = 230 V por um cabo de extensão com corrente máxima Imáx = 10,0 A. Calcule a corrente consumida e verifique se o cabo suporta a carga.

  • ❌ A) I = 1500 − 230 = 1270 A; o cabo não suporta. Potência e tensão não devem ser subtraídas para encontrar a corrente.
  • ✅ B) I = P/V = 1500/230 ≈ 6,52 A; o cabo suporta. Como P = V·I, a corrente é aproximadamente 6,52 A, menor que o limite de 10,0 A.
  • ❌ C) I = 230/1500 ≈ 0,15 A; o cabo suporta. A razão foi invertida. A corrente deve ser calculada dividindo a potência pela tensão.
  • ❌ D) I = 1500 + 230 = 1730 A; o cabo não suporta. Somar potência e tensão não fornece corrente e mistura grandezas diferentes.
  • ❌ E) I = 1500/10 = 150 A; o cabo não suporta. O divisor deve ser a tensão da rede, não o limite de corrente do cabo.

Comentário: Primeiro se calcula a corrente pela relação P = V·I; só depois se compara o resultado com Imáx. O erro mais provável é inverter a razão e obter um valor artificialmente pequeno.

3. Um aquecedor elétrico tem potência de 2,0 kW e funciona em uma rede de 220 V. Determine a corrente elétrica aproximada que circulará pelo aquecedor.

  • ❌ A) 5,0 A. Esse valor é inferior ao resultado obtido com 2.000 W e 220 V.
  • ✅ B) Aproximadamente 9,09 A. Convertendo 2,0 kW em 2.000 W, I = P/V = 2.000/220 ≈ 9,09 A.
  • ❌ C) 11,0 A. Esse resultado não corresponde à divisão de 2.000 W por 220 V.
  • ❌ D) 15,0 A. Superestima a corrente para a potência e a tensão informadas.
  • ❌ E) 4,0 A. Subestima a corrente e não resulta da relação P = V·I aplicada aos dados.

Comentário: A conversão de quilowatts para watts deve vir antes da substituição, para manter as unidades compatíveis. O cálculo também pode ser conferido: 220 V × 9,09 A é aproximadamente 2.000 W.

4. Uma lâmpada é alimentada por uma fonte de 12 V e absorve uma corrente de 2,0 A durante 1,0 h. Calcule a energia consumida em joules e em kWh.

  • ❌ A) 90.000 J = 0,025 kWh. A energia em joules não corresponde a 24 W durante 3.600 segundos.
  • ❌ B) 100.000 J = 0,028 kWh. Os valores não resultam da potência de 24 W pelo tempo indicado.
  • ✅ C) 86.400 J = 0,024 kWh. P = 12 × 2 = 24 W. Em uma hora, E = 24 × 3.600 = 86.400 J. Dividindo por 3,6 × 10⁶ J/kWh, obtemos 0,024 kWh.
  • ❌ D) 72.000 J = 0,020 kWh. Esse resultado não corresponde à energia de uma lâmpada de 24 W durante uma hora.
  • ❌ E) 86.400 J = 0,050 kWh. O valor em joules está correto, mas a conversão para kWh está errada: 86.400 J equivalem a 0,024 kWh.

Comentário: A alternativa E evidencia um erro de conversão, mesmo com o cálculo em joules correto. É útil avaliar as duas unidades separadamente para localizar em qual etapa surgiu a dificuldade.

5. Um aquecedor elétrico tem potência nominal de 1500 W e é ligado a uma rede de 220 V durante 30 minutos. Determine a corrente que circula e a energia consumida em joules e kWh.

  • ✅ A) I ≈ 6,82 A; E = 2,70 × 10⁶ J = 0,75 kWh. I = P/V = 1.500/220 ≈ 6,82 A. Para a energia, 30 minutos são 1.800 s: E = 1.500 × 1.800 = 2,7 × 10⁶ J. Em kWh, 1,5 kW × 0,5 h = 0,75 kWh.
  • ❌ B) I ≈ 8,00 A; E = 1,08 × 10⁶ J = 0,30 kWh. Nem a corrente nem a energia correspondem aos dados e ao tempo de funcionamento.
  • ❌ C) I ≈ 4,00 A; E = 1,20 × 10⁶ J = 0,33 kWh. A corrente fica abaixo do valor de P/V e a energia também está subestimada.
  • ❌ D) I ≈ 7,50 A; E = 2,00 × 10⁶ J = 0,56 kWh. A corrente não resulta de 1.500/220, e as duas expressões de energia não correspondem a 30 minutos nessa potência.
  • ❌ E) I ≈ 5,00 A; E = 900.000 J = 0,25 kWh. A corrente calculada é inferior à correta, e a energia indicada não representa meia hora a 1.500 W.

Comentário: Este item reúne duas etapas que convém manter separadas: calcular corrente com potência e tensão, depois energia com potência e tempo. Para energia em kWh, usar 1,5 kW e 0,5 h evita uma conversão intermediária desnecessária.

6. Uma pilha tem f.e.m. E = 9,00 V e resistência interna r = 1,00 Ω. Ligada a um resistor R = 3,00 Ω, calcule a corrente I no circuito usando I = E/(R + r).

  • ❌ A) 3,00 A. Esse valor resulta de considerar apenas o resistor externo: 9/3. A resistência interna também entra no denominador.
  • ❌ B) 5,00 A. É maior que o resultado e não corresponde à divisão da f.e.m. pela resistência total.
  • ✅ C) 2,25 A. A resistência total é 3,00 + 1,00 = 4,00 Ω. Logo, I = 9,00/4,00 = 2,25 A.
  • ❌ D) 1,50 A. Esse valor não resulta da aplicação da expressão fornecida aos valores do circuito.
  • ❌ E) 4,00 A. Não se obtém essa corrente dividindo 9,00 V pela resistência total de 4,00 Ω.

Comentário: O ponto central é incluir a resistência interna na soma. Vale pedir que os alunos escrevam primeiro Rtotal e só então façam a divisão, para não confundir resistência interna com externa.

7. Um resistor R = 8,00 Ω é ligado diretamente a uma fonte contínua V = 24,0 V. Calcule (a) a corrente I pelo resistor e (b) a potência P dissipada por ele. Use I = V/R e P = V·I.

  • ✅ A) I = 3,00 A; P = 72,0 W. I = 24,0/8,00 = 3,00 A. Então, P = 24,0 × 3,00 = 72,0 W.
  • ❌ B) A potência dissipada é 48,0 W. A potência não corresponde a P = V·I com a corrente de 3,00 A.
  • ❌ C) I e P não dependem de R. A corrente depende de V e R pela Lei de Ohm; a potência também depende dessas grandezas.
  • ❌ D) A corrente é 1,50 A. Esse resultado não vem de 24,0/8,00; a divisão correta é 3,00 A.
  • ❌ E) A resistência é 12,0 Ω. O enunciado informa que o resistor tem 8,00 Ω; a alternativa altera o dado.

Comentário: A sequência ajuda a mostrar a conexão entre Lei de Ohm e potência: determina-se a corrente e depois usa-se essa corrente no cálculo da potência. Também é possível conferir com P = V²/R.

8. Uma bateria tem força eletromotriz E = 48,0 V e resistência interna r = 0,20 Ω. Ela alimenta uma carga Rload = 4,8 Ω. Calcule a corrente I, a tensão terminal Vterm, a potência entregue à carga Pload e a potência dissipada na resistência interna Pint.

  • ✅ A) I = 9,60 A; Vterm = 46,08 V; Pload = 442,4 W; Pint = 18,43 W. A resistência total é 4,8 + 0,20 = 5,0 Ω, então I = 48,0/5,0 = 9,60 A. A tensão terminal é 48,0 − 9,60 × 0,20 = 46,08 V. Pload = I²R = 442,368 W, e Pint = I²r = 18,432 W.
  • ❌ B) I = 12,0 A; Vterm = 45,0 V; Pload = 576 W; Pint = 24 W. A corrente e as potências não resultam da resistência total de 5,0 Ω e dos dados fornecidos.
  • ❌ C) I = 8,0 A; Vterm = 44,0 V; Pload = 384 W; Pint = 16 W. Esses valores subestimam a corrente e não correspondem às fórmulas indicadas.
  • ❌ D) I = 10,0 A; Vterm = 48,0 V; Pload = 480 W; Pint = 20 W. A tensão terminal não pode ser igual à f.e.m. nesse cálculo com resistência interna percorrida por corrente; os demais valores também divergem do resultado.
  • ❌ E) I = 9,0 A; Vterm = 42,0 V; Pload = 324 W; Pint = 18 W. A corrente correta é 9,60 A; usando 9,0 A, as demais grandezas também ficam incorretas.

Comentário: A resolução exige conservar a resistência interna na resistência total e calcular cada potência com a resistência correspondente. Isso permite distinguir a energia entregue à carga daquela dissipada dentro da bateria.

Próximos passos

Estas oito questões permitem observar se a turma seleciona fórmulas, converte unidades e interpreta o circuito antes de calcular. Posso retomá-las em blocos, corrigindo o raciocínio junto com os resultados, ou selecionar itens para uma avaliação alinhada à habilidade questões da habilidade EM13CNT106. Para montar uma prova com outras combinações de conteúdos, conheça o gerador de provas do GeraProva e faça seu cadastro grátis.

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