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Atividades de BNCC - Geral (Auto) para o 7º ano com gabarito

Reuni questões de Ciências para o 7º ano sobre a deriva continental, com foco nas evidências que sustentam a antiga união entre América do Sul e África. Incluo gabarito comentado e sugestões para trabalhar o tema em sala.

Atividades de BNCC - Geral (Auto) para o 7º ano com gabarito

Quando trabalho Ciências no 7º ano, gosto de partir de uma observação concreta: o contorno da América do Sul parece combinar com o da África. Esse ponto de partida ajuda a turma a discutir como cientistas usam evidências para explicar mudanças na superfície terrestre. Nas questões desta página, o foco é distinguir o encaixe das margens continentais de outras evidências da deriva, como fósseis e semelhanças entre rochas.

Na prática, percebo que uma alternativa pode parecer plausível simplesmente por mencionar um dado científico conhecido. Por isso, proponho que os estudantes voltem ao que o enunciado pergunta: ele pode solicitar uma evidência sobre o formato das costas, e não qualquer evidência de que os continentes estiveram unidos. A seguir, reúno explicações, propostas de aula e as oito questões com comentários para apoiar seu planejamento.

O que o aluno de 7º ano precisa saber sobre BNCC - Geral (Auto)

Em Ciências, o estudante do 7º ano precisa compreender que as posições atuais dos continentes são resultado de processos geológicos que ocorreram ao longo de muito tempo. Ao estudar a deriva continental, ele deve reconhecer que o encaixe entre as margens da América do Sul e da África é uma evidência relacionada à forma dos continentes e sustenta a hipótese de que essas terras já estiveram unidas. Também precisa diferenciar esse indício de outros, como a presença de fósseis semelhantes ou de faixas rochosas com características correspondentes, que igualmente podem apoiar a ideia de uma união antiga, mas respondem a aspectos diferentes. Nas atividades desta página, o objetivo não é apenas memorizar o nome da teoria: é interpretar textos, localizar a evidência solicitada e justificar por que ela se relaciona à conclusão apresentada. Essa leitura cuidadosa se conecta à habilidade EF07CI16 e contribui para que a turma use evidências para explicar fenômenos ligados à dinâmica da Terra.

O que ele precisa saber antes

As questões pressupõem noções de continentes e oceanos e familiaridade com a ideia de deriva continental. Também ajudam conhecimentos básicos sobre evidências geológicas, estrutura da crosta terrestre e movimento das placas tectônicas. Em algumas situações, aparecem rochas de composição ou idade semelhante e fósseis encontrados em regiões hoje separadas; o estudante não precisa tratar essas pistas como equivalentes ao encaixe das costas, mas reconhecer que são evidências diferentes que podem apoiar uma explicação comum.

Se esses conceitos ainda estiverem em construção, vale revisar primeiro o vocabulário: margem continental, crosta, fóssil, rocha e placa tectônica. A intenção não é exigir uma explicação detalhada de todos os mecanismos do movimento das placas, e sim dar base para interpretar o que os enunciados dizem e separar observação de conclusão.

Onde os alunos mais erram

Um erro recorrente nestas questões é escolher fósseis semelhantes ou rochas correspondentes mesmo quando a pergunta pede especificamente uma evidência sobre o formato das margens. Esses dados são relevantes para a deriva continental, mas não são a resposta mais direta a uma pergunta sobre o encaixe das costas. O estudante reconhece uma associação correta — fósseis e rochas podem indicar uma história geológica compartilhada — e deixa de observar o recorte pedido no enunciado.

Outro caminho equivocado é selecionar clima, correntes marítimas, salinidade, vegetação ou erosão como explicação do encaixe. Esses elementos podem ser assuntos científicos legítimos, mas não demonstram por si mesmos que os continentes já formaram uma massa terrestre única. Em uma questão sobre o processo que afastou os continentes, a movimentação das placas tectônicas é mais pertinente do que a erosão costeira ou a ação das correntes.

Para reduzir esse tipo de confusão, peça à turma que destaque as palavras-chave da pergunta antes de olhar as alternativas: “formato”, “margens”, “fósseis”, “rochas” ou “processo”. Assim, a escolha fica ancorada no tipo de evidência ou explicação solicitado, em vez de depender apenas de uma associação geral com o tema.

Como trabalhar em sala

  • Compare mapas: projete ou desenhe contornos simplificados da América do Sul e da África. Peça que os estudantes observem o formato das margens e descrevam o que notam antes de apresentar a interpretação científica. Não é preciso imprimir mapas especiais; um desenho no quadro já permite iniciar a conversa.
  • Separe evidências por categoria: escreva “formato das margens”, “fósseis” e “rochas” em três colunas. Ao longo da leitura, a turma classifica cada informação e explica o que ela ajuda a sustentar. Essa organização torna visível que evidências diferentes podem apoiar uma mesma teoria sem serem intercambiáveis.
  • Faça leitura guiada de alternativas: antes de marcar a resposta, os alunos sublinham o pedido central e eliminam opções que tratam de outro tipo de evidência. Depois, peça uma justificativa oral ou escrita em uma frase. Isso ajuda a desenvolver a interpretação e a justificar escolhas.
  • Use um mapa recortado de baixo custo: em duplas, os estudantes podem desenhar os contornos em papel usado, recortar e experimentar o encaixe. Reforce que o modelo serve para visualizar uma hipótese e que a comparação de mapas, sozinha, não substitui o conjunto de evidências científicas.
  • Feche com uma pergunta de transferência: apresente uma afirmação sobre fósseis ou rochas e pergunte se ela trata do formato das margens ou de outra evidência. Essa breve retomada ajuda a verificar se a turma consegue aplicar a distinção em um enunciado novo.

Questões prontas de BNCC - Geral (Auto) para o 7º ano (com gabarito comentado)

As questões a seguir trabalham diferentes formas de reconhecer o encaixe das margens e diferenciá-lo de outras pistas sobre a deriva continental. Você pode aplicá-las como diagnóstico, atividade individual ou revisão comentada. Oriente os alunos a justificar a alternativa correta, não apenas a assinalar a letra.

Questão 1

Por que os contornos das margens leste da América do Sul parecem encaixar nas margens oeste da África? Estudos geológicos compararam mapas antigos e modernos, observando que as linhas costeiras formam um ajuste quase exato. Essa semelhança sugere que as massas terrestres estiveram unidas no passado e depois se separaram. Qual evidência justifica o formato compatível das costas com base na deriva continental?

  • ❌ A) Registro de fósseis semelhantes no Brasil e na África. É uma evidência geral de união antiga, mas não aponta diretamente a continuidade de faixas rochosas nas margens.
  • ❌ B) Padrão semelhante de terremotos no Atlântico. Terremotos se relacionam às placas, mas não demonstram a continuidade de rochas antigas entre as margens.
  • ❌ C) Distribuição atual de espécies de plantas. Essa distribuição pode ter outras causas e não evidencia a continuidade geológica entre os continentes.
  • ❌ D) Orientação de correntes oceânicas. As correntes conectam regiões por circulação da água, mas não mostram que os continentes estiveram unidos.
  • ✅ E) Continuidade de faixas de rochas antigas nas margens dos dois continentes. Faixas correspondentes indicam uma história geológica comum antes da separação.

Gabarito comentado: E. A resposta relaciona as formações rochosas antigas encontradas em margens opostas. Fósseis também podem apoiar a deriva, mas a alternativa correta identifica a evidência geológica específica indicada.

Questão 2

Por que as costas do Brasil parecem encaixar nas da África como peças de um quebra-cabeça? Alfred Wegener comparou mapas e dados de sondagens submarinas, observando a concordância dos contornos. Registros de rochas semelhantes e perfis complementares das encostas continentais reforçaram a ideia de que essas massas já estiveram unidas. Por que o formato das costas é considerado evidência da deriva?

  • ❌ A) Coincidência dos tipos de rochas metamórficas. Rochas semelhantes podem apoiar a hipótese, mas não explicam diretamente o encaixe dos contornos.
  • ✅ B) O encaixe sugere que Brasil e África já formaram uma única massa continental, separada ao longo do tempo. As formas complementares são compatíveis com a antiga união e o afastamento posterior.
  • ❌ C) Fósseis de plantas de clima temperado em áreas tropicais. Podem indicar mudanças na história ambiental, mas não explicam o formato complementar das costas.
  • ❌ D) Fósseis de Mesossaurus em regiões opostas. São outra evidência da deriva, mas não justificam especificamente o encaixe dos litorais.
  • ❌ E) Dorsais meso-oceânicas que explicam a separação. As dorsais ajudam a compreender o afastamento, mas não são a razão pela qual o formato das costas é evidência.

Gabarito comentado: B. O enunciado pergunta pelo significado da forma compatível: ela sustenta que as terras estiveram unidas antes de se afastarem. A alternativa D pode parecer atraente por mencionar fósseis, mas trata de outra categoria de evidência.

Questão 3

Em uma conversa sobre o encaixe das costas do Brasil e da África, são citados trilobitas fósseis encontrados em terminais continentais hoje distantes e faixas de rochas com idade semelhante em ambos os lados do Atlântico. Qual evidência, entre as opções, relaciona-se diretamente à forma das margens continentais?

  • ✅ A) Correspondência dos contornos das margens continentais. É a opção que trata diretamente do formato das costas e apoia a ideia de união antiga.
  • ❌ B) Identificação de rochas com idade semelhante. Rochas correspondentes podem apoiar a antiga união, mas não descrevem a forma das margens.
  • ❌ C) Descoberta de fósseis idênticos em ambos os lados. Fósseis são uma evidência distinta e não se referem diretamente ao contorno costeiro.
  • ❌ D) Observação de correntes marinhas semelhantes. Correntes não indicam diretamente o formato das margens nem seu encaixe.
  • ❌ E) Padrões climáticos parecidos no litoral. O clima não descreve a correspondência geométrica das costas.

Gabarito comentado: A. A expressão “diretamente à forma” é decisiva. Rochas e fósseis aparecem no contexto, mas a evidência que corresponde à forma das margens é o contorno compatível.

Questão 4

As margens litorâneas da América do Sul e da África parecem encaixar-se. Além dos contornos correspondentes, foram encontrados fósseis de organismos marinhos e camadas rochosas semelhantes nas duas regiões. Qual processo geológico explica o formato compatível das costas?

  • ❌ A) Erosão costeira gradual. A erosão modifica margens, mas não cria por si só um encaixe complementar entre continentes separados.
  • ❌ B) Ação das correntes marítimas. Correntes podem transportar sedimentos e erodir áreas, mas não explicam o encaixe continental.
  • ❌ C) Mudanças climáticas e alteração do nível do mar. Essas mudanças podem expor ou cobrir áreas, mas não produzem a separação dos continentes.
  • ✅ D) Movimentação das placas tectônicas que separou antigos continentes. O movimento tectônico explica a separação e é coerente com os indícios de uma união anterior.
  • ❌ E) Atividade vulcânica que modelou cada costa independentemente. Atividade local não explica a correspondência entre margens opostas.

Gabarito comentado: D. Aqui a pergunta solicita um processo geológico, não apenas a evidência do encaixe. A erosão é um distrator plausível por alterar costas, mas não explica a separação de antigas massas continentais.

Questão 5

Dois estudantes comparam mapas recortados da costa do Brasil e da África. Percebem que as linhas externas coincidem quase perfeitamente e relacionam a observação à ideia de que os continentes formavam uma única massa de terra. Qual observação sobre o formato das costas sustenta essa ideia?

  • ❌ A) A variação da salinidade comprova a ligação passada. Salinidade não demonstra que as margens continentais estiveram unidas.
  • ❌ B) A semelhança na vegetação litorânea indica que eram unidas. A vegetação, sozinha, não é a evidência descrita sobre o formato das costas.
  • ❌ C) A profundidade do oceano mostra que estiveram unidas. A profundidade não corresponde ao encaixe observado nos contornos.
  • ❌ D) A orientação do nascer do sol revela antiga conexão. Esse dado não informa se os continentes estiveram unidos.
  • ✅ E) As linhas costeiras do Brasil e da África se encaixam como peças de um quebra-cabeça. É exatamente a observação sobre o formato que pode sustentar a união antiga.

Gabarito comentado: E. A resposta retoma a evidência morfológica apresentada. As demais opções desviam para características ambientais ou astronômicas sem relação direta com o encaixe.

Questão 6

Rochas de composição semelhante foram observadas no litoral brasileiro e em parte da costa africana; fósseis de plantas antigas também apareceram nos dois lados. Além disso, os recortes das linhas costeiras são compatíveis. Qual característica das costas fundamenta a teoria da deriva dos continentes?

  • ✅ A) A compatibilidade do recorte das linhas costeiras. O encaixe dos contornos sugere que as margens já formaram um conjunto antes de se separarem.
  • ❌ B) A uniformidade dos tipos de solo ao longo das praias. Solos semelhantes não explicam o encaixe das linhas costeiras.
  • ❌ C) A ação de correntes oceânicas. Correntes influenciam sedimentos, mas não explicam a correspondência dos contornos.
  • ❌ D) A semelhança na composição das rochas costeiras. É uma evidência relevante, mas não é a característica do formato das costas pedida.
  • ❌ E) A ocorrência de fósseis de plantas antigas. Fósseis apoiam a história comum, mas não se referem diretamente ao recorte das margens.

Gabarito comentado: A. A questão inclui várias pistas verdadeiras, o que exige atenção ao comando. Como se pergunta pela característica das costas, a resposta deve mencionar a compatibilidade dos contornos.

Questão 7

Wegener reuniu vestígios geológicos e observações sobre a forma dos continentes para propor a deriva. A curvatura da costa leste da América do Sul se ajusta à do oeste africano, e as margens submersas apresentam padrões semelhantes. Qual justificativa explica o encaixe com base na teoria?

  • ❌ A) Correspondência entre fósseis de plantas e animais. Fósseis são indícios de uma história compartilhada, mas não justificam diretamente o encaixe geométrico.
  • ❌ B) Coincidência das correntes marítimas. Correntes oceânicas não determinam o contorno das margens continentais.
  • ❌ C) Igualdade na profundidade dos oceanos. A profundidade não explica a forma compatível das margens.
  • ❌ D) Semelhança dos padrões climáticos. Climas semelhantes não demonstram o encaixe físico dos continentes.
  • ✅ E) Congruência das margens continentais submersas, formando um encaixe geométrico. Essa correspondência indica que os continentes poderiam estar unidos anteriormente.

Gabarito comentado: E. O texto amplia a observação para as margens submersas. A alternativa correta continua sendo a que trata da geometria do encaixe; clima, correntes e fósseis são outras informações.

Questão 8

Em uma atividade com mapas antigos, dois estudantes encaixam fragmentos das costas da América do Sul e da África e observam um traçado contínuo. A professora explica que esse encaixe está relacionado a um fenômeno geológico que deslocou grandes porções da crosta ao longo de milhões de anos. Como o encaixe sustenta a teoria da deriva dos continentes?

  • ❌ A) Fósseis marinhos semelhantes apontam atividade vulcânica igual. A opção associa fósseis ao vulcanismo e não explica o encaixe costeiro.
  • ❌ B) Ambos compartilham clima tropical, o que comprova a proximidade original. A semelhança climática não comprova a posição passada dos continentes.
  • ✅ C) O formato complementar das margens costeiras mostra que esses continentes estavam unidos. O ajuste é compatível com uma massa continental que se separou.
  • ❌ D) Cores e texturas semelhantes nas costas indicam origem comum. Essas características superficiais não correspondem à evidência geográfica apresentada.
  • ❌ E) Rios contínuos sugerem conexão terrestre recente. A questão não apresenta rios como evidência, e essa opção não explica o encaixe dos continentes.

Gabarito comentado: C. O ponto central é o formato complementar das margens. O modelo do quebra-cabeça ajuda a visualizar a hipótese de união antiga, sem confundir essa evidência com clima, aparência superficial ou fósseis.

Para fechar: transforme a correção em aprendizagem

Depois de aplicar as questões, vale pedir que a turma explique a diferença entre o encaixe das margens, os fósseis e as rochas correspondentes. Essa comparação retoma o raciocínio central sem reduzir a atividade à memorização de letras. Para consultar outras propostas ligadas ao tema, acesse as questões da habilidade EF07CI16. Se quiser montar uma avaliação com questões adequadas ao seu planejamento, conheça o gerador de provas do GeraProva e faça seu cadastro grátis.

Use as questões como ponto de partida e ajuste a aplicação ao percurso da sua turma. O GeraProva pode ajudar na preparação de atividades e avaliações; você continua no comando das escolhas pedagógicas.

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