Atividades de Avaliação de impasses ético-políticos para a 1ª série do Ensino Médio com gabarito
Reuni questões de Filosofia para trabalhar impasses ético-políticos na 1ª série do Ensino Médio, com alternativas e gabarito comentado. Veja como abordar os conceitos e os erros comuns.
Quando ensino impasses ético-políticos na 1ª série, procuro aproximar os conceitos filosóficos de situações que a turma consegue analisar: decisões sobre segurança e privacidade, redes sociais, tecnologias médicas, cultura local e participação pública. O desafio não é encontrar uma resposta pronta para cada dilema, mas identificar quais valores e direitos estão em tensão e justificar uma posição com base nas informações apresentadas.
Na avaliação, observo se o estudante distingue a questão central de detalhes do enunciado, reconhece critérios diferentes de decisão e evita transformar uma possibilidade em certeza. As atividades abaixo reúnem esses movimentos em contextos variados e ajudam a verificar a habilidade EM13CHS504. Posso aplicar as questões como diagnóstico, retomada ou avaliação, selecionando aquelas que melhor dialogam com o percurso da turma.
O que o aluno de 1ª série precisa saber sobre Avaliação de impasses ético-políticos
Para avaliar impasses ético-políticos, o aluno precisa reconhecer que decisões coletivas podem colocar valores, direitos e interesses legítimos em tensão, sem que isso signifique que exista uma solução simples ou que um dos lados deva ser ignorado. Na 1ª série, trabalho a leitura cuidadosa do caso: identificar quem é afetado, quais razões aparecem e que princípio está em jogo. Segurança e privacidade, participação democrática e necessidades coletivas, acesso a tecnologias e justiça distributiva são exemplos presentes nas questões desta atividade. Também é importante diferenciar critérios éticos: uma decisão pode ser avaliada pelas consequências, pelas intenções ou pela qualidade do diálogo entre os envolvidos. O estudante deve apoiar sua conclusão no texto, em vez de escolher uma alternativa apenas por parecer positiva ou familiar. Assim, a avaliação considera tanto a compreensão de conceitos quanto a capacidade de argumentar, comparar perspectivas e reconhecer limites de uma proposta.
O que ele precisa saber antes
As questões pressupõem conhecimentos que podem ser retomados brevemente antes da aplicação. Entre eles estão ética e política pública, direitos individuais, valores éticos e interações sociais; também aparecem ética na tecnologia, impactos sociais da ciência, princípios ético-políticos e participação democrática. Para as questões conceitualmente mais exigentes, vale revisar as abordagens éticas e a legitimidade das decisões, além das noções de injustiça epistemológica, silenciamento testimonial, perspectivismo e filosofia do Übermensch. Não é necessário transformar cada pré-requisito em uma aula expositiva extensa. Uma conversa inicial para recuperar vocabulário e exemplos já ajuda os estudantes a acompanhar os enunciados e a distinguir conceitos próximos.
Onde os alunos mais erram
Um erro recorrente é confundir tensões que aparecem no mesmo caso. Na questão sobre câmeras, por exemplo, o dado sobre a consulta popular pode chamar atenção, mas o núcleo é a tensão entre segurança pública e privacidade individual. Outro caminho equivocado é ler a tecnologia como se determinasse completamente as escolhas: no caso dos algoritmos, recomendações influenciam o contato com opiniões, mas o texto não diz que eliminam a autonomia nem que apagam todos os conflitos.
Também é comum aproximar conceitos diferentes porque todos parecem defender algum bem coletivo. A ética do discurso, que destaca a deliberação livre entre os afetados, não é igual ao utilitarismo, que avalia consequências e benefícios. Em questões sobre redes, diversidade cultural e informação plural podem parecer sinônimos, mas o ponto pode ser o direito de acessar perspectivas variadas e participar do debate. Para reduzir esses enganos, peço que a turma sublinhe a afirmação central do enunciado e explique por que cada alternativa corresponde — ou não — aos dados apresentados. Nas questões sobre Nietzsche e injustiça epistêmica, a atenção ao sentido específico dos conceitos evita extrapolações ou confusões com outros problemas sociais.
Como trabalhar em sala
- Mapeie valores em tensão: apresente um caso curto, como o uso de reconhecimento facial, e peça que a turma registre no quadro os direitos, benefícios e preocupações explicitamente mencionados. Em seguida, solicite que formulem o impasse sem escolher imediatamente um lado.
- Compare critérios de decisão: use um exemplo de deliberação pública e outro de análise de consequências. Em duplas, os estudantes identificam o que tornaria uma decisão legítima em cada perspectiva. A atividade pode ser feita oralmente ou no caderno.
- Faça leitura por evidências: antes de responder a uma questão de múltipla escolha, peça que cada estudante marque a frase do enunciado que sustenta sua resposta. Depois, convide a turma a explicar por que um distrator é plausível, mas não responde ao problema central.
- Organize uma audiência simulada: a partir do caso da praça e da feira cultural, distribua posições entre moradores, representantes da prefeitura e participantes da comunidade. O objetivo é construir propostas justificadas, considerando preservação cultural e mobilidade, sem exigir materiais além do texto e do quadro.
- Retome os conceitos em saída rápida: ao fim da aula, cada aluno escreve uma distinção que aprendeu, como privacidade e segurança ou ética do discurso e utilitarismo, acompanhada de um exemplo. As respostas indicam o que vale retomar na próxima aula.
Questões prontas de Avaliação de impasses ético-políticos para a 1ª série do Ensino Médio (com gabarito comentado)
Nas questões a seguir, mantenho os enunciados e as alternativas para facilitar a aplicação. O comentário de cada opção explicita o raciocínio e ajuda a transformar a correção em retomada conceitual.
Questão 1 — Reconhecimento facial, segurança e privacidade
Em uma audiência pública, a Prefeitura anunciou que pretende instalar câmeras com reconhecimento facial em praças e terminais de transporte, afirmando que a medida poderá facilitar a identificação de suspeitos e ampliar a segurança urbana. Uma moradora questionou o projeto por considerar que a coleta de imagens pode invadir a privacidade das pessoas e destacou que a população ainda não discutiu regras para o uso, o armazenamento e o acesso aos dados. Em consulta realizada no município, 70% dos participantes apoiaram a proposta, enquanto 30% a rejeitaram por falta de transparência e de garantias de proteção de dados.
Com base no texto, qual impasse ético-político é central na adoção do reconhecimento facial pela Prefeitura?
- ❌ A) Tensão entre participação comunitária e proteção de dados. A participação e a proteção aparecem como preocupações relacionadas; o texto não as apresenta como objetivos opostos.
- ❌ B) Tensão entre reconhecimento facial e consulta popular. Um é o instrumento proposto e a outra é uma forma de manifestação pública. A consulta revela posições diferentes, não uma oposição entre esses elementos.
- ❌ C) Tensão entre apoio majoritário e decisão consensual. Há apoio majoritário e oposição, mas o enunciado não indica que o consenso seja o problema central. O conflito destacado é entre segurança e privacidade.
- ❌ D) Tensão entre transparência pública e segurança urbana. O texto registra uma cobrança por transparência, mas não diz que ela seja incompatível com a segurança; regras claras podem fazer parte da discussão sobre a política.
- ✅ E) Tensão entre segurança pública e privacidade individual. A Prefeitura justifica a medida pela segurança, enquanto a moradora aponta a possibilidade de invasão de privacidade e a falta de garantias para os dados. Esse é o impasse central.
Questão 2 — Algoritmos e abertura a opiniões divergentes
Em uma análise filosófica sobre as redes sociais, uma pesquisadora observa que os algoritmos tendem a recomendar conteúdos semelhantes aos que cada usuário já aprovou. Com isso, as pessoas podem passar a conviver principalmente com opiniões próximas às suas, encontrando menos oportunidades de confrontar argumentos divergentes. Para a autora, o problema ético não está na existência da tecnologia, mas no risco de reduzir a abertura necessária ao reconhecimento do outro e à convivência democrática.
Com base no texto, qual mudança nos valores éticos pode decorrer do funcionamento descrito das redes sociais?
- ❌ A) Substituem escolhas pessoais por regras tecnológicas. Os algoritmos influenciam o que aparece, mas o texto não afirma que eliminem a capacidade de escolha.
- ✅ B) Enfraquecem a disposição para ouvir perspectivas diferentes. A menor exposição a opiniões divergentes pode reduzir a abertura ao outro, importante para reconhecer a diversidade e conviver democraticamente.
- ❌ C) Eliminam completamente os conflitos de opinião. O enunciado descreve menos oportunidades de confronto, não o desaparecimento dos conflitos. A alternativa transforma uma tendência em resultado total.
- ❌ D) Ampliam automaticamente a empatia entre usuários. O texto não afirma que a recomendação de conteúdos semelhantes gere empatia. Exposição ou comunicação não garantem, por si só, essa disposição ética.
- ❌ E) Produzem uma sociedade necessariamente mais justa. O caso aponta um risco à abertura ao diálogo, não um efeito inevitável de justiça social.
Questão 3 — Nietzsche e o conceito de Übermensch
Em uma escola brasileira, um grupo de estudantes propõe que apenas aqueles considerados mais talentosos tenham maior poder de decisão, justificando a ideia pelo conceito nietzschiano de Übermensch. Em uma passagem de sua obra, Friedrich Nietzsche apresenta esse conceito como uma imagem de superação dos valores herdados e de criação de novos modos de vida. O filósofo também critica a submissão conformista às normas do grupo e não formula, nessa passagem, um programa institucional de governo ou de distribuição de direitos.
Com base no texto, o ideal do Übermensch pode ser interpretado como justificativa filosófica para políticas de liderança elitista que desconsideram direitos iguais?
- ✅ A) Não: o Übermensch representa um processo individual de autossuperação e criação de valores, não um programa político de hierarquia coletiva. O texto associa o conceito à superação do conformismo e à criação de valores; não autoriza uma elite a governar ou limitar direitos.
- ❌ B) Não: o Übermensch defende a manutenção das normas coletivas para preservar a igualdade entre todos. Embora negue a leitura elitista, atribui ao conceito a manutenção das normas, contrariando a ideia de superar valores herdados.
- ❌ C) Não: o Übermensch representa a obediência disciplinada às decisões dos líderes para evitar conflitos sociais. A alternativa descreve obediência a líderes, enquanto o texto destaca a crítica à submissão conformista.
- ❌ D) Sim: o Übermensch autoriza os indivíduos mais fortes a governar os demais e limitar seus direitos. O enunciado não apresenta autorização para dominar outras pessoas nem restringir direitos.
- ❌ E) Sim: o Übermensch exige que a sociedade abandone direitos iguais para seguir valores criados por uma elite. A criação de valores não é apresentada como imposição coletiva por uma elite ou como exigência de abandonar direitos iguais.
Questão 4 — Deliberação pública e ética do discurso
Uma prefeitura brasileira pretende autorizar o uso comercial de cantos, grafismos e narrativas de uma comunidade tradicional em uma campanha turística. Antes de decidir, organiza reuniões abertas com representantes da comunidade, artistas, comerciantes e moradores. Nesses encontros, todos podem apresentar razões, questionar propostas e participar da formulação das regras. A prefeitura estabelece que a autorização só será considerada legítima se resultar de um acordo construído por meio de participação livre e sem que um grupo imponha sua decisão aos demais. Assim, não basta calcular o lucro esperado nem considerar apenas a boa intenção dos responsáveis.
Com base no texto, qual abordagem ética explica o critério adotado pela prefeitura para legitimar a decisão sobre o uso comercial das manifestações culturais?
- ✅ A) Ética do discurso, baseada na deliberação pública entre participantes livres e iguais. A legitimidade depende da participação dos afetados, da troca de razões e da construção de um acordo sem imposição.
- ❌ B) Ética tradicionalista, baseada na preservação de costumes e precedentes comunitários. O texto enfatiza a formulação de regras por meio do debate atual, não a adoção de precedentes como critério principal.
- ❌ C) Ética das virtudes, baseada nas intenções moralmente exemplares dos responsáveis. O enunciado diz que a boa intenção, por si só, não basta; o foco está no procedimento de deliberação.
- ❌ D) Ética do consentimento individual, baseada na autorização dos proprietários envolvidos. O caso envolve uma decisão coletiva e diferentes grupos afetados, cuja legitimidade depende de participação pública compartilhada.
- ❌ E) Ética utilitarista, baseada na maximização dos benefícios coletivos previstos. O lucro esperado não é o critério adotado; o texto exige acordo construído por deliberação.
Questão 5 — Edição genética e desigualdade de acesso
Em um hospital público brasileiro, pesquisadores desenvolveram uma técnica de edição genética para corrigir uma mutação nas células do próprio paciente, sem alterar suas células reprodutivas. O procedimento ainda é caro, atende a poucos pacientes em estudos clínicos e não foi incorporado ao Sistema Único de Saúde. Clínicas particulares, porém, já anunciam tratamentos experimentais semelhantes para pessoas que podem pagar. O caso gerou debates sobre os critérios de acesso, os limites da intervenção médica e a responsabilidade do Estado na distribuição de novas tecnologias.
Com base no texto, qual impacto social e ético é diretamente indicado pela introdução dessa tecnologia?
- ✅ A) Pode ampliar desigualdades ao restringir o tratamento a quem pode pagar. O custo, o acesso limitado e a oferta em clínicas particulares apontam para diferenças de acesso relacionadas à capacidade econômica.
- ❌ B) Pode encerrar os debates éticos ao limitar a intervenção ao paciente. O fato de não alterar células reprodutivas não elimina as questões de acesso, limites médicos e responsabilidade estatal citadas no texto.
- ❌ C) Pode garantir aceitação social por depender de decisão individual. O caso gerou debates; não há informação de consenso nem de aceitação geral.
- ❌ D) Pode dispensar políticas públicas por ser um tratamento experimental. A condição experimental não elimina a discussão sobre a responsabilidade do Estado na distribuição da tecnologia.
- ❌ E) Pode assegurar o mesmo acesso ao tratamento para toda a população. A alternativa contradiz o custo elevado, o número reduzido de pacientes e a oferta privada descritos.
Questão 6 — Saberes marginalizados e injustiça epistemológica
A marginalização de saberes indígenas e locais nos currículos acadêmicos configura que tipo específico de injustiça epistemológica?
- ✅ A) Injustiça epistêmica por silenciamento testimonial e hermenêutico (segundo Miranda Fricker). A desvalorização institucional de saberes pode envolver descrédito de fontes e falta de recursos para compreender e expressar determinadas experiências.
- ❌ B) Erosão da literatura contemporânea nas universidades. O enunciado trata da marginalização de saberes indígenas e locais, não de uma redução da literatura contemporânea.
- ❌ C) Aumento da diversidade nas publicações acadêmicas. Publicar mais materiais diversos não descreve, por si só, a injustiça indicada pela marginalização dos saberes.
- ❌ D) Promoção de saberes baseados em métodos tradicionais. A alternativa descreve uma promoção, enquanto o caso pergunta pelo tipo de injustiça resultante da marginalização.
- ❌ E) Limitação do acesso a saberes acadêmicos comuns. O foco não é restringir o acesso do público a saberes acadêmicos comuns, mas silenciar ou desvalorizar vozes e conhecimentos marginalizados.
Questão 7 — Algoritmos, pluralidade e participação democrática
Uma rede social ajusta seu algoritmo para priorizar publicações mais engajantes, intensificando a polarização em uma cidade. Qual princípio ético-político é mais diretamente comprometido por essa prática?
- ❌ A) Aumento da liberdade individual na troca de informações. Priorizar conteúdos por engajamento não significa ampliar a liberdade informacional; a filtragem pode restringir o que chega aos usuários.
- ❌ B) Melhoria da transparência nas práticas de informação. A questão não aponta melhoria da transparência; a filtragem algorítmica pode tornar menos visível como os conteúdos são selecionados.
- ❌ C) Fortalecimento da coesão social entre os usuários. O enunciado informa que a prática intensifica a polarização, o que não corresponde a fortalecer a coesão.
- ❌ D) Promoção da diversidade cultural nas redes sociais. A alternativa não expressa diretamente o princípio afetado no caso, que trata do acesso plural à informação e das condições de participação democrática.
- ✅ E) Direito à informação plural e à participação democrática. A amplificação de certos conteúdos pode reduzir a diversidade de perspectivas acessíveis e fragilizar o debate público e a deliberação coletiva.
Questão 8 — Urbanização, feira cultural e participação
Em uma cidade brasileira, a prefeitura apresentou um projeto de urbanização que prevê a redução da praça onde ocorre, há décadas, uma feira cultural organizada por comunidades locais. Antes da decisão final, foi convocada uma audiência pública, na qual os moradores poderão apresentar propostas. O projeto poderá ser alterado se forem demonstradas alternativas tecnicamente viáveis que preservem a feira e atendam às necessidades de mobilidade da região.
Com base no texto, como os moradores podem articular uma resposta ética à transformação urbana, conciliando a preservação da cultura local com a participação democrática e a análise das necessidades coletivas?
- ❌ A) Aceitar integralmente o projeto, priorizando a rapidez da transformação urbana. O projeto está em discussão e pode ser alterado; aceitá-lo sem debate desconsidera a participação e a preservação cultural.
- ❌ B) Solicitar compensações financeiras individuais, sem discutir alterações no projeto. Isso desloca um problema coletivo para reparações individuais e não enfrenta a preservação da feira nem as alternativas urbanas.
- ✅ C) Apresentar coletivamente propostas viáveis na audiência pública, justificando a preservação da feira e considerando a mobilidade urbana. Essa resposta participa do espaço deliberativo e articula cultura local e necessidades coletivas.
- ❌ D) Exigir o cancelamento integral do projeto, recusando qualquer mudança na praça. A posição considera a preservação, mas rejeita previamente a análise das necessidades de mobilidade e de possíveis soluções conciliatórias.
- ❌ E) Impedir fisicamente a audiência pública, pressionando pela preservação da feira. Isso bloqueia o espaço de diálogo previsto e substitui a argumentação pública pela coerção.
Fechamento: da resposta certa à argumentação
Depois de corrigir, proponho que os estudantes expliquem em uma frase qual evidência do enunciado sustenta a alternativa escolhida. Esse passo permite verificar se compreenderam o impasse ou apenas reconheceram uma palavra familiar. Para ampliar a sequência, consulte também as questões da habilidade EM13CHS504. Se quiser preparar uma avaliação com outros conteúdos e ajustar a seleção ao percurso da sua turma, experimente o gerador de provas do GeraProva ou faça o cadastro grátis.
Use as questões como ponto de partida: adapte a aplicação ao que sua turma já estudou e retome os conceitos que aparecerem como dúvida. No GeraProva, você também pode criar e organizar provas para apoiar seu planejamento.
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