Atividades de As descobertas científicas e a expansão marítima para o 7º ano com gabarito
Uma proposta para trabalhar navegação, rotas e conhecimentos náuticos no 7º ano. Inclui oito questões com gabarito comentado e sugestões práticas para a aula de História.
Quando trabalho a expansão marítima no 7º ano, procuro ir além da memorização de nomes e datas. A turma precisa compreender como os conhecimentos sobre ventos, correntes, orientação e abastecimento influenciavam as decisões dos navegadores. Comparar rotas ajuda a tornar essas escolhas mais concretas: um trajeto que parece mais longo no mapa podia ser mais viável se aproveitasse ventos favoráveis.
Também gosto de usar textos e situações-problema para que os estudantes localizem evidências antes de escolher uma resposta. Nas questões desta proposta, a comparação entre Atlântico e Pacífico aparece várias vezes, junto da duração das viagens, dos pontos de apoio e das formas de transmitir conhecimentos de navegação. Esses elementos permitem avaliar interpretação histórica, não apenas lembrança de vocabulário.
O que o aluno de 7º ano precisa saber sobre As descobertas científicas e a expansão marítima
Para compreender as descobertas científicas e a expansão marítima, o estudante precisa relacionar os avanços e saberes náuticos às condições concretas das viagens entre os séculos XIV e XVI. Bússolas, observação dos astros, cartas e conhecimentos sobre ventos e correntes ajudavam a orientar os deslocamentos, mas não tornavam todas as rotas iguais. No Atlântico, algumas viagens podiam aproveitar circuitos de ventos e correntes, além de paradas em ilhas ou pontos de apoio para reabastecer e reparar embarcações. Já determinadas travessias do Pacífico envolviam longos períodos em mar aberto, poucas possibilidades de escala e a necessidade de planejar água e alimentos para muitos meses. O retorno podia exigir uma rota diferente da ida, buscando outras latitudes e condições de vento. É importante que a turma compare essas experiências sem tratar a navegação europeia como a única forma de produzir conhecimento: navegadores de ilhas do Pacífico também observavam astros, ondas, nuvens e aves, transmitindo saberes entre gerações.
O que ele precisa saber antes
As questões pressupõem conhecimentos básicos sobre a expansão marítima europeia e sobre a navegação oceânica dos séculos XV e XVI. Antes de aplicá-las, vale verificar se os estudantes compreendem que os oceanos não oferecem as mesmas condições em todos os trechos e que ventos e correntes podem influenciar a direção e a duração de uma viagem.
Também são úteis noções sobre rotas oceânicas, pontos de apoio, abastecimento de embarcações e instrumentos antigos de orientação, como a bússola e a observação dos astros. Para a questão sobre navegadores do Pacífico, é importante abordar a transmissão oral de conhecimentos. Não é necessário que a turma domine detalhes técnicos de meteorologia: o essencial é conseguir relacionar as informações apresentadas no texto a uma estratégia de navegação.
Onde os alunos mais erram
O erro recorrente nas questões é transferir para o Pacífico características que o texto associa ao Atlântico, ou fazer o caminho inverso. Por exemplo, ao encontrar referências a ventos alísios, ilhas e escalas, alguns estudantes podem marcar uma alternativa que generaliza essas condições para todos os oceanos. O distrator C aparece como provável em duas questões justamente porque afirma que as manobras de retorno ou os circuitos de ventos eram iguais nos dois contextos. A leitura atenta mostra que essa equivalência não corresponde ao material apresentado.
Outro engano é confundir um trajeto aparentemente direto com o mais adequado para navegar. Afastar-se da costa ou seguir para latitudes diferentes pode parecer uma volta desnecessária quando o estudante pensa apenas em distância no mapa. Nas situações propostas, porém, a escolha de uma rota não linear está ligada ao aproveitamento de ventos e correntes. Também vale observar a relação entre duração e abastecimento: uma travessia mais longa, com poucas escalas, exige planejamento de provisões. Não se deve concluir que a distância, por si só, impedia o uso da bússola; uma das questões afirma que instrumentos de orientação eram utilizados nas duas viagens comparadas.
Como trabalhar em sala
- Faça uma leitura comparativa: peça que a turma sublinhe nos textos as informações sobre ventos, correntes, duração, escalas e abastecimento. Depois, organizem as evidências em duas colunas, Atlântico e Pacífico.
- Desenhe rotas esquemáticas: no quadro ou em folhas simples, represente uma ida e uma volta com setas. O objetivo não é produzir um mapa detalhado, mas tornar visível que o caminho de retorno podia ser diferente do trajeto inicial.
- Monte uma lista de provisões: em pequenos grupos, os estudantes podem comparar o que seria necessário numa viagem com paradas frequentes e numa travessia prolongada em mar aberto. Use os dados dos enunciados, sem transformar a atividade em uma competição de estimativas.
- Compare formas de produzir conhecimento: discuta as instruções escritas dos pilotos portugueses e a observação de astros, ondas, nuvens e aves pelos navegadores insulares do Pacífico. Peça que a turma identifique o que cada registro mostra e como o conhecimento era transmitido.
- Retome os distratores: depois de corrigir, escolha uma alternativa incorreta e peça que os estudantes expliquem qual trecho do enunciado a contradiz. Essa prática ajuda a separar leitura cuidadosa de resposta baseada apenas em uma palavra familiar.
Questões prontas de As descobertas científicas e a expansão marítima para o 7º ano (com gabarito comentado)
As questões a seguir exploram comparação, interpretação de evidências e relação entre conhecimento náutico e planejamento. Recomendo pedir que os estudantes justifiquem a escolha com uma informação do enunciado antes de consultar o gabarito.
1. Qual característica distingue as navegações no Pacífico em relação às do Atlântico?
O texto compara circuitos de ventos e correntes no Atlântico com as dificuldades de retorno pelo Pacífico, onde os pilotos buscavam uma rota setentrional.
- ❌ A) Retorno por uma rota mais ao norte, diferente do caminho usado na ida. Esta é a informação indicada pelo texto e, portanto, não é uma alternativa errada.
- ❌ B) Escolha de caminhos ao sul para encontrar ventos favoráveis na volta. O texto menciona a busca por uma rota mais ao norte, não ao sul.
- ✅ C) Uso de correntes circulares de ventos alísios para rotas de ida e volta. Essa característica é atribuída ao Atlântico no enunciado, não ao Pacífico.
- ❌ D) Retorno pelo mesmo caminho, guiado pelos ventos da travessia inicial. O texto informa que não havia ventos constantes para voltar pelo mesmo trajeto.
- ❌ E) Uso de rotas costeiras para evitar longos trechos em mar aberto. A situação apresentada destaca longos trechos em mar aberto no Pacífico.
Gabarito: A. A comparação central é entre condições atlânticas que favoreciam rotas previsíveis e a necessidade de buscar outro caminho para o retorno no Pacífico.
2. Qual fator tornou a travessia do Pacífico mais desafiadora?
O texto contrasta as manobras de retorno no Atlântico e no Pacífico e menciona a distância entre ilhas para reabastecimento.
- ✅ A) Uso de correntes equatoriais que dificultavam o retorno e de ilhas distantes para reabastecimento. Reúne os dois obstáculos apresentados: as correntes e a falta de pontos de apoio próximos.
- ❌ B) Uso exclusivo de caravelas leves para as travessias do Pacífico. O enunciado não aponta o tipo de embarcação como causa da dificuldade.
- ❌ C) Uso da técnica da volta do mar tanto no Pacífico quanto no Atlântico para facilitar o retorno. O texto afirma que as correntes do Pacífico não permitiam manobras de volta tão eficazes.
- ❌ D) Uso da bússola magnética restrito aos pilotos atlânticos. Não há essa informação, nem o enunciado apresenta a bússola como causa do problema.
- ❌ E) Uso de feitorias fortificadas desde o início das navegações no Pacífico. Feitorias não são apontadas como fator da dificuldade; o foco está nas correntes e nas ilhas distantes.
Gabarito: A. Para responder, é preciso localizar os obstáculos específicos descritos, em vez de atribuir a dificuldade a embarcações ou instrumentos que o texto não menciona.
3. Por que as estratégias de viagem no Atlântico e no Pacífico foram diferentes?
Uma curadora reúne registros sobre paradas em ilhas atlânticas e longos períodos em mar aberto nas viagens pelo Pacífico.
- ❌ A) No Atlântico não havia portos europeus, e no Pacífico as viagens partiam principalmente da África. O texto afirma que as viagens atlânticas saíam de portos europeus e não apresenta a segunda informação.
- ❌ B) As navegações foram iguais porque sempre seguiram a costa e evitaram o mar aberto. A descrição do Pacífico menciona meses em mar aberto, contradizendo a alternativa.
- ✅ C) No Atlântico havia mais etapas com apoios próximos, e no Pacífico predominavam travessias longas em mar aberto. Essa síntese corresponde às paradas e aos períodos sem terra firme descritos.
- ❌ D) No Atlântico predominavam travessias sem paradas, e no Pacífico eram comuns paradas frequentes na costa. A alternativa inverte as características dos dois contextos.
- ❌ E) Em ambos os oceanos, o cálculo de mantimentos tinha a mesma importância. O texto destaca especialmente a necessidade de planejar mantimentos para as longas travessias do Pacífico; não afirma que as condições eram iguais.
Gabarito: C. O contraste entre pontos de apoio atlânticos e longas travessias pacíficas explica por que as estratégias de planejamento não eram idênticas.
4. Qual característica distingue a travessia do Pacífico da navegação atlântica descrita?
O enunciado apresenta paradas em ilhas atlânticas e uma travessia do Pacífico com longos períodos sem escalas confirmadas.
- ❌ A) Uso de caravelas de pequeno porte para manobras costeiras. O texto informa que as naus da travessia do Pacífico eram de maior porte e não descreve uma rota costeira.
- ❌ B) Apoio de ilhas atlânticas para manutenção de suprimentos. Isso caracteriza as expedições pelo Atlântico, não o diferencial da travessia pacífica.
- ❌ C) Navegação próxima às costas para evitar longos períodos no mar. O enunciado descreve justamente longos períodos em mar aberto.
- ✅ D) Permanecer em mar aberto por longos trechos sem escalas. Essa é a característica que distingue o relato do Pacífico em relação às paradas atlânticas.
- ❌ E) Exploração de ventos alísios para acelerar a viagem. O texto relaciona os ventos alísios às expedições portuguesas no Atlântico, não à característica destacada para o Pacífico.
Gabarito: D. A resposta depende de distinguir as escalas de abastecimento no Atlântico da longa permanência em mar aberto no Pacífico.
5. Que diferença ajudava a tornar a viagem pelo Pacífico mais difícil para as tripulações?
O texto compara a duração de duas travessias e relata falta de alimentos e mortes durante a passagem pelo Pacífico.
- ❌ A) O Pacífico foi cruzado junto à costa, reduzindo os riscos. A longa duração e a falta de alimentos não sustentam a ideia de apoio costeiro regular.
- ❌ B) A travessia do Atlântico exigia mais provisões por ser a etapa mais longa. A alternativa inverte os dados de duração apresentados.
- ❌ C) O Pacífico oferecia escalas frequentes para reabastecer. A falta de alimentos relatada não indica disponibilidade frequente de reabastecimento.
- ✅ D) A travessia do Pacífico exigia mais provisões, pela longa etapa sem reabastecimento. O percurso descrito durou aproximadamente 98 dias e teve escassez de alimentos.
- ❌ E) A distância impedia o uso da bússola no Pacífico. O texto afirma que instrumentos como a bússola foram usados nas duas viagens.
Gabarito: D. A turma deve relacionar o tempo de travessia e a falta de alimentos à necessidade de planejar provisões, sem confundir duração com uma medida direta de distância.
6. Qual princípio comum de navegação aparece nas escolhas de trajeto descritas?
Os registros apresentam desvios para longe da costa africana e uma rota de retorno às Filipinas que buscava latitudes mais ao norte.
- ❌ A) Preferência por navegar junto às costas para reduzir riscos. Os dois exemplos indicam afastamento de áreas costeiras, não navegação costeira contínua.
- ❌ B) Substituição da observação do mar por mapas europeus. O texto fala de posições, duração e mudanças observadas no mar; não de orientação exclusiva por mapas.
- ✅ C) Uso de saberes sobre ventos e correntes para definir rotas não lineares. Os desvios mostram que as condições do mar influenciavam a escolha do caminho.
- ❌ D) Escolha do trajeto mais curto em linha reta. As rotas descritas se afastavam do caminho aparentemente direto para buscar condições favoráveis.
- ❌ E) Adoção de um caminho único para encurtar todas as viagens comerciais. Os registros mostram trajetos diferentes, adequados a oceanos e sentidos de deslocamento distintos.
Gabarito: C. Uma rota que parece mais longa pode ser uma escolha prática quando considera ventos e correntes. O texto mostra que os navegadores acumulavam observações para orientar viagens futuras.
7. O que os documentos permitem concluir sobre a produção de conhecimentos náuticos?
O material reúne instruções portuguesas sobre ventos e correntes e relatos sobre navegadores do Pacífico que observavam astros, ondas, nuvens e aves.
- ❌ A) A transmissão oral impedia o planejamento de viagens entre ilhas. O texto mostra que conhecimentos transmitidos oralmente eram usados para orientar travessias.
- ❌ B) Os dois grupos empregavam os mesmos registros escritos e as mesmas técnicas. Os registros descrevem formas diferentes de produzir e transmitir conhecimento.
- ❌ C) Os saberes das ilhas do Pacífico surgiram apenas após o contato europeu. O texto os apresenta como conhecimentos próprios, transmitidos entre gerações.
- ✅ D) Travessias planejadas exigiram saberes próprios, construídos conforme as condições de cada oceano. Os dois conjuntos mostram maneiras distintas de observar e interpretar o ambiente marítimo.
- ❌ E) Instrumentos europeus tornavam dispensável observar sinais naturais. As instruções portuguesas citadas também dependiam do aproveitamento de ventos e correntes.
Gabarito: D. A questão permite valorizar conhecimentos náuticos diversos. Escrita e oralidade são formas diferentes de conservar e transmitir saber, não uma oposição entre conhecimento e ausência de técnica.
8. Que consequência prática diferencia a organização das navegações no Pacífico em relação às do Atlântico?
O inventário compara uma lista com paradas de abastecimento no Atlântico e outra, para uma viagem do Pacífico, com provisões para muitos meses.
- ❌ A) Maior dependência de seguir sempre a costa e evitar o mar aberto. O relato do Pacífico envolve uma travessia em mar aberto, não uma navegação apenas costeira.
- ❌ B) Maior facilidade de retornar pelo mesmo caminho. A lista afirma que o retorno exigia buscar outros ventos em latitudes diferentes.
- ❌ C) Maior possibilidade de reabastecer em ilhas e entrepostos frequentes. As paradas aparecem na rota atlântica descrita, não na travessia pacífica.
- ❌ D) Maior presença de portos europeus próximos ao longo da rota. O texto destaca grandes distâncias e não indica portos europeus próximos no Pacífico.
- ✅ E) Maior necessidade de levar provisões para muitos meses, por longos trechos sem reabastecimento. A tripulação racionava água e alimentos até avistar terra.
Gabarito: E. A diferença prática está no abastecimento: quando há poucas possibilidades de escala, é preciso levar mais provisões e planejar o racionamento.
Fechamento: transformar comparação em aprendizagem
Ao corrigir as questões, retome as evidências dos enunciados e peça que a turma explique por que as alternativas incorretas não se sustentam. Para ampliar a sequência, consulte as questões da habilidade EF07HI06. Se quiser montar uma avaliação com itens adequados ao conteúdo e ao ritmo da turma, conheça o gerador de provas do GeraProva e faça seu cadastro grátis.
Use as questões como ponto de partida e adapte a aplicação ao percurso da sua turma. O GeraProva pode ajudar na preparação, mas suas escolhas pedagógicas continuam no centro da aula.
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