GeraProva GeraProva Provas com IA para professores do Brasil
Questoes

Ampliação de figuras geométricas: o aluno dobra o lado, mas confunde a área

Ampliação não é apenas desenhar uma figura maior: é preservar forma e proporções. Veja como diagnosticar confusões entre escala, coordenadas e área usando oito questões comentadas.

Ampliação de figuras geométricas: o aluno dobra o lado, mas confunde a área

Eu vejo esse erro quando peço que a turma amplie um desenho na malha: alguns alunos aumentam um lado, mas deixam os demais como estavam; outros somam o fator de escala às medidas, como se “ampliar por 2” significasse acrescentar duas unidades. O desenho até fica maior, mas perde a forma. Quando pergunto o que aconteceu, muitos dizem que seguiram a instrução — e é verdade: entenderam a ideia cotidiana de aumentar, mas ainda não a relação matemática entre medidas correspondentes.

Também aparece uma confusão menos visível: o aluno calcula corretamente que o lado dobrou e conclui que a área também dobrou. Em outras atividades, multiplica uma coordenada e esquece a outra ou desloca os pontos em vez de ampliá-los. Por isso, eu não trato toda resposta errada como simples desatenção. Cada alternativa pode indicar uma dificuldade diferente. Neste guia, organizo o conceito e proponho formas de ensinar e avaliar a ampliação a partir dos padrões observados em oito questões reais do acervo do GeraProva.

O que é ampliação de figuras geométricas, explicado para o professor

Ampliar uma figura é construir outra semelhante, maior, mantendo a forma e as proporções entre medidas correspondentes. Se o fator de ampliação é 2, cada comprimento linear — lado, largura ou altura — deve ser multiplicado por 2. Um retângulo de 5 por 3 unidades passa a medir 10 por 6; um quadrado de lado 2 passa a ter lado 4. Os ângulos correspondentes e a disposição dos elementos também precisam ser preservados. A área, porém, não cresce pelo mesmo fator: quando os comprimentos são multiplicados por 2, a área é multiplicada por 4; com fator 3, ela cresce por 9. O conceito aparece em Matemática no 5º, 6º e 7º anos, associado às habilidades EF05MA18, EF06MA21 e EF07MA19. Assim, a turma progride de comparações e malhas para proporcionalidade e transformações no plano cartesiano.

O que o aluno precisa saber antes de estudar ampliação?

Antes de avaliar a ampliação, eu verifico se o aluno domina os conhecimentos que as fichas das questões identificam como pré-requisitos: divisão e multiplicação de números naturais, medidas de comprimento, noções básicas de geometria, orientação espacial em malha quadriculada, proporcionalidade simples, proporção entre segmentos, multiplicação de frações, área de quadrados e coordenadas no plano cartesiano. Não é preciso aplicar uma prova longa para localizar lacunas. Posso propor três tarefas curtas: comparar dois comprimentos e dizer quantas vezes um contém o outro; completar uma tabela de medidas multiplicadas por um fator; e marcar pontos simples numa malha. Para a área, peço que contem quadradinhos e expliquem o que muda quando cada lado de um quadrado é duplicado. A justificativa importa tanto quanto o resultado: ela revela se a turma compreende a relação ou apenas escolheu uma operação familiar.

Uma sondagem inicial pode usar desenhos com lados inteiros, uma tabela de fator constante e dois pontos no plano cartesiano. Observe se o aluno usa divisão para comparar a medida final com a inicial, se multiplica todas as dimensões pelo mesmo número e se diferencia comprimento de superfície. Também vale pedir que explique oralmente por que um triângulo continua semelhante depois de ampliado. A resposta ajuda a separar dificuldades de cálculo das de interpretação espacial. Se a turma ainda não reconhece lados correspondentes, retome esse vocabulário antes de introduzir frações ou coordenadas. Se sabe multiplicar, mas aplica fatores diferentes a cada dimensão, a necessidade é compreender proporcionalidade, não repetir contas. Esse diagnóstico curto orienta o nível das primeiras atividades e evita transformar um pré-requisito ausente em uma sequência de erros aparentemente desconexos.

Quais são os erros mais comuns na ampliação de figuras e por que acontecem?

As fichas não indicam uma única dificuldade dominante para todas as tarefas; elas mostram erros diferentes conforme a representação. Ainda assim, há um padrão que merece atenção: em várias questões, o aluno aplica fator incorreto, soma em vez de multiplicar, mantém uma medida original ou altera apenas uma coordenada ou dimensão. Há também duas situações explícitas de confusão entre comprimento e área: comparar lados como se fossem superfícies e multiplicar a quantidade de quadradinhos apenas pelo fator linear. Os distratores mais prováveis variam de questão para questão — por exemplo, C na questão de coordenadas do 7º ano, A na ampliação do retângulo e C na questão do mosaico. Por isso, o melhor diagnóstico não é contar erros sem contexto, mas analisar qual raciocínio cada alternativa representa. A intervenção deve responder ao padrão revelado pela resposta.

Confundir fator de ampliação com medida final

Na questão do quadrado que passa de lado 2 para lado 4, escolher que o lado ficou “4 vezes maior” indica que o aluno tomou a medida final como fator. A comparação adequada é 4 dividido por 2, que resulta em 2. Eu intervenho pedindo que o estudante complete a frase “a medida final é ___ vezes a inicial” e registre a divisão correspondente. Depois troco os valores para verificar se ele compreendeu a relação, não apenas decorou a resposta. O distrator mais provável dessa questão é a alternativa E, que mistura comprimento e área.

Somar o fator em vez de multiplicar as medidas

Quando o aluno soma 2 às dimensões — por exemplo, transforma 5 por 3 em 7 por 5 —, ele interpreta “fator 2” como quantidade a acrescentar. A alternativa D da questão sobre o selo explicita esse raciocínio. Eu separo as expressões “aumentar em 2 unidades” e “ampliar pelo fator 2”, usando uma tabela com medida original, operação e medida nova. Peço que compare os quocientes entre cada medida nova e a correspondente original. Se o fator é comum, esses quocientes devem coincidir.

Aplicar fatores diferentes às dimensões ou coordenadas

Uma figura deixa de ser ampliada proporcionalmente quando a largura recebe um fator e a altura recebe outro. O mesmo problema aparece no plano cartesiano quando o aluno multiplica apenas a primeira coordenada. Na questão do triângulo com coordenadas multiplicadas por 4, o distrator C representa justamente a omissão de uma coordenada. Na atividade, eu organizo cada vértice como um par ordenado e faço o aluno marcar as duas multiplicações antes de desenhar. Para dimensões, uma tabela com todos os comprimentos correspondentes ajuda a localizar qual medida ficou fora do padrão.

Confundir ampliação com translação ou conservar a figura original

Repetir os pontos originais não aplica transformação; somar um mesmo valor às coordenadas desloca a figura, mas não aumenta seus comprimentos. A questão do triângulo na oficina de cerâmica distingue essas ideias. Se o estudante escolhe a alternativa original ou uma opção deslocada, eu comparo a distância entre dois vértices antes e depois, em vez de começar pela aparência. A pergunta é: as distâncias correspondentes dobraram? No plano cartesiano, também identifico se ele compreende a origem e o papel de cada coordenada. Uma figura pode ocupar outro lugar sem ter sido ampliada.

Confundir o aumento dos lados com o aumento da área

Quando cada lado é multiplicado por 3, a área de cada quadradinho correspondente é multiplicada por 9, não por 3. Na questão do mosaico, o raciocínio correto é multiplicar os cinco quadradinhos originais por 3². A alternativa E, que calcula apenas 5 vezes 3, revela confusão entre escala linear e área; a C, associada ao cubo do fator, indica que o aluno sabe que o fator deve ser elevado, mas não escolhe a dimensão adequada. Eu desenho um quadrado dividido em unidades, amplio seus lados e conto as unidades de área para tornar visível por que a mudança é quadrática.

Perder a forma ao não conservar cantos e proporções

Uma ampliação fiel não depende só de dobrar os comprimentos: também exige conservar a disposição e os ângulos correspondentes. Na questão do contorno irregular, trocar o canto interno por externo altera a figura mesmo que os lados tenham sido dobrados. Outros distratores mantêm o desenho geral, mas deixam um segmento com medida incompatível. Eu peço que o aluno acompanhe o percurso na malha, identifique o canto que entra para dentro e confira cada lado com seu correspondente. Essa leitura visual e espacial é especialmente importante antes de pedir cálculos mais complexos.

Como ensinar ampliação de figuras geométricas passo a passo?

Eu começo com uma figura simples na malha e um fator inteiro, como o retângulo de 5 por 3 ampliado por 2. Primeiro, a turma identifica medidas correspondentes; depois calcula cada nova medida e confere se a razão entre novo e original é a mesma. Em seguida, comparo o comprimento com a área usando quadradinhos, para tornar explícita a diferença entre fator linear e fator de área. Só então avanço para fatores fracionários, contornos com mudanças de direção e coordenadas. Essa sequência acompanha as dicas das fichas: dividir a medida ampliada pela original, multiplicar todas as dimensões pelo fator, seguir o percurso e multiplicar cada coordenada. A cada etapa, peço que o aluno explique o procedimento. A explicação mostra se ele está aplicando uma regra compreendida ou repetindo uma operação sem relacioná-la à figura.

Uma sequência possível ocupa algumas aulas, com retomadas breves. Na primeira, uso material quadriculado e ampliação de fator 2: os alunos desenham, comparam lados e verificam a forma. Na segunda, proponho fatores diferentes, inclusive 3/2, e uma tabela de correspondências para cada segmento. Na terceira, exploro a área: a turma calcula ou conta quadradinhos antes e depois, distinguindo o fator linear do fator aplicado à superfície. Na quarta, levo a ampliação ao plano cartesiano; cada vértice recebe a mesma transformação em suas coordenadas, sempre tomando a origem como referência quando a tarefa define essa regra. Finalizo com contornos irregulares, nos quais é necessário preservar os cantos e o percurso. Em todas as etapas, peço estimativa, cálculo e conferência. A dica não deve virar uma receita cega: “multiplique por 2” só funciona porque todas as medidas correspondentes recebem o mesmo fator.

Como avaliar: que tipo de questão usar em cada momento?

Eu escolho a questão pelo que quero descobrir. Para abertura de prova ou avaliação rápida, uma comparação simples entre lados, como 2 e 4, tem leitura baixa e resolução curta, mas exige cálculo; é útil para verificar a noção de fator. Para diagnóstico, incluo alternativas que separem soma, fator errado, omissão de coordenada e confusão entre lado e área. Questões com malha e contorno ajudam a observar orientação espacial e conservação da forma, embora tenham leitura e resolução médias. Para progressão e consolidação, uso proporcionalidade simples, escala fracionária ou coordenadas, que exigem mais etapas. As fichas classificam o poder de discriminação como médio em várias questões e alto nas de escala 3/2 e coordenadas do triângulo. A maioria serve para prova, atividade, lição, diagnóstico e simulado; algumas questões de contorno e área não são indicadas para simulado nem avaliação rápida.

Na prática, eu distribuo as tarefas conforme a finalidade e o tempo disponível. Uma questão curta e objetiva pode abrir a prova e sinalizar se o aluno compara medidas; uma situação com retângulo na malha pode ocupar a etapa de progressão, porque combina leitura, proporcionalidade e cálculo. A questão de canto interno é útil em atividade ou diagnóstico quando quero observar pensamento espacial, mas sua ficha não a recomenda para simulado nem avaliação rápida. Já as questões de escala fracionária e coordenadas têm poder de discriminação alto e são adequadas para verificar aplicação mais elaborada, embora não sejam as melhores para uma sondagem relâmpago. Todas as oito fichas indicam uso em prova, atividade, lição e diagnóstico. Ao corrigir, registro não apenas acerto e erro, mas o tipo de distrator escolhido. Essa informação permite formar grupos de retomada: fator, coordenadas, forma ou área.

Para montar uma sequência equilibrada, posso usar o gerador de provas do GeraProva e combinar itens de diferentes níveis. O objetivo não é encher a avaliação de contas, mas observar se o aluno conserva a relação geométrica em representações diversas. Em sala, alterno resposta individual com explicação em dupla; na lição, proponho uma aplicação curta; no simulado, priorizo tarefas cuja leitura e autonomia estejam adequadas ao tempo. As fichas registram tempo curto para a comparação de lados e tempo médio em várias das demais questões; uma questão de coordenadas tem estimativa de 2 a 3 minutos. Os níveis de leitura variam de baixo a médio ou básico, então também considero se uma resposta incorreta pode ter vindo da leitura do enunciado, e não do conceito matemático.

O que ensinar antes de trabalhar ampliação de figuras?

As fichas apontam conhecimentos específicos que vale retomar antes de avançar: coordenadas no plano cartesiano, proporção entre segmentos, proporcionalidade e escala, medidas de comprimento, área do quadrado e propriedades de quadriláteros. Para coordenadas, recomendo revisar coordenadas no plano cartesiano, com atenção à ordem dos pares e à localização dos pontos. Para razões entre lados, retome proporção entre segmentos e faça o aluno comparar medidas correspondentes. Em seguida, trabalhe proporcionalidade e escala com tabelas; medidas de comprimento, para distinguir unidades e dimensões; área do quadrado, separando superfície de contorno; e propriedades de quadriláteros, observando lados e ângulos. Essa ordem ajuda a localizar se a dificuldade é de cálculo, leitura espacial ou conceito.

Eu não retomaria todos esses tópicos como uma revisão longa e indiferenciada. Faço uma checagem breve e direciono o apoio. Se o aluno troca a ordem das coordenadas ou não localiza um vértice, reviso o plano cartesiano antes de pedir a ampliação de um polígono. Se calcula medidas isoladas, mas não mantém o mesmo quociente entre segmentos, retomo proporção e escala. Se acredita que dobrar o lado dobra a área, uso quadrados desenhados e contagem de unidades, distinguindo perímetro e superfície. Para figuras com vários lados, reviso correspondência entre segmentos e propriedades de quadriláteros. Essa escolha evita que a ampliação pareça um conteúdo separado: ela depende de ideias que a turma já pode mobilizar. Depois da retomada, aplico uma questão semelhante com números diferentes para confirmar se a intervenção resolveu o obstáculo.

Como relacionar ampliação com outros temas e habilidades?

A ampliação aparece em situações cotidianas como mapas, plantas, mosaicos, selos e desenhos transferidos para uma superfície maior; esses contextos estão representados nas questões do acervo, sem que precisemos atribuir a eles dados além dos enunciados. O tema transversal pode ser a leitura de representações e escalas em objetos e espaços, sempre deixando claro o que a atividade efetivamente mede. As fichas associam as tarefas a habilidades socioemocionais como tomada de decisão, atenção aos detalhes e pensamento crítico. Posso tornar isso observável pedindo que o estudante escolha uma estratégia, confira se todas as medidas receberam o mesmo fator e explique por que rejeitou uma alternativa. Em um trabalho de mosaico ou projeto gráfico, a turma também pode comparar propostas e justificar qual preserva o formato. O foco permanece matemático: o contexto serve para interpretar a transformação, não para esconder a relação de proporcionalidade que precisa ser aprendida.

Essa conexão também favorece conversas sobre colaboração e comunicação matemática. Em duplas, um aluno pode calcular as novas medidas e o outro conferir correspondências; depois, ambos explicam como verificaram a conservação da forma. A tomada de decisão aparece quando precisam escolher uma operação coerente com o fator indicado; a atenção aos detalhes, ao conferir todas as coordenadas ou segmentos; o pensamento crítico, ao avaliar se uma resposta apenas deslocou a figura ou realmente a ampliou. Não trato essas habilidades como inferências sobre a personalidade do estudante: observo ações concretas durante a tarefa, como conferir, justificar e revisar. Para variar os contextos, posso partir de um desenho, de uma malha ou de coordenadas, mantendo o mesmo objetivo conceitual. Assim, a turma percebe que a ampliação é uma transformação matemática, não uma instrução restrita a um tipo de figura.

Quais questões ajudam a diagnosticar ampliação de figuras geométricas?

As oito questões a seguir cobrem comparações de lados, escala linear, área, coordenadas e conservação do contorno. Eu as uso para interpretar estratégias, não apenas para corrigir o gabarito: uma alternativa errada pode indicar inversão de divisão, fator inadequado, soma em vez de multiplicação, omissão de uma coordenada ou confusão entre comprimento e superfície. Nas respostas comentadas, explico por que cada opção está errada e o que o erro pode revelar. Essa leitura é especialmente útil quando vários alunos erram a mesma questão por razões diferentes. Para preservar o diagnóstico, recomendo pedir que expliquem uma conta ou indiquem no desenho onde aplicaram o fator. As fichas pedagógicas completas associadas a cada item são inseridas pelo sistema a partir dos marcadores ao final das questões; por isso, aqui apresento o raciocínio matemático e os sinais que cada alternativa oferece ao professor.

1. Em uma malha quadriculada, um quadrado de lado 2 foi ampliado para um quadrado de lado 4. Qual é a relação entre o lado do desenho ampliado e o original?

  • ✅ A) O lado do desenho ampliado ficou 2 vezes maior que o lado original. Correta: 4 ÷ 2 = 2.
  • ❌ B) Ficou metade do tamanho. Inverte a comparação e calcula 2 ÷ 4; revela dificuldade em distinguir medida original e final.
  • ❌ C) Ficou 4 vezes maior. Confunde o valor final do lado, 4, com o fator de ampliação.
  • ❌ D) Ficou 6 unidades maior. Soma 4 e 2, em vez de comparar as medidas por divisão.
  • ❌ E) Ficou com o dobro da área. Confunde lado com área; os quadrados têm áreas 4 e 16, não uma relação de dobro.

Para diagnosticar, peço que o aluno diga qual operação compara a medida ampliada com a inicial. A alternativa E é o distrator mais provável informado para esta questão e merece atenção: a resposta sinaliza que o estudante precisa diferenciar escala linear e área.

2. Em um gráfico de malha, o triângulo X tem vértices A(1, 0), B(2, 1) e C(0, 2). Cada coordenada foi multiplicada por 4. Quais são os vértices da cópia?

  • ✅ A) A'(4, 0), B'(8, 4) e C'(0, 8). Multiplica as duas coordenadas de cada vértice por 4.
  • ❌ B) A'(1, 0), B'(2, 1) e C'(0, 2). Mantém os pontos originais; revela que a transformação não foi executada.
  • ❌ C) A'(4, 0), B'(8, 1) e C'(0, 8). Deixa sem ampliar a segunda coordenada de B; mostra aplicação incompleta do fator.
  • ❌ D) A'(5, 4), B'(6, 5) e C'(4, 6). Soma 4 a cada coordenada; confunde ampliação com deslocamento.
  • ❌ E) A'(2, 0), B'(4, 2) e C'(0, 4). Multiplica por 2, não pelo fator 4 indicado.

Este item permite observar se o aluno aplica a mesma regra a todos os pares ordenados. O distrator mais provável é C: se escolhido, vale conferir se houve distração pontual ou se a turma ainda não entende que ambas as coordenadas devem ser transformadas.

3. Um retângulo ocupa 5 quadrículas na horizontal e 3 na vertical. Cada quadrícula original é revestida por 2 quadrículas no novo desenho. Quais são as dimensões ampliadas?

  • ❌ A) 7,5 na horizontal e 4,5 na vertical. Aplica fator 1,5, não 2; revela uso de uma razão diferente da informada.
  • ✅ B) 10 na horizontal e 6 na vertical. Calcula 5 × 2 e 3 × 2, mantendo o fator nas duas dimensões.
  • ❌ C) 8 na horizontal e 6 na vertical. O resultado horizontal não é o dobro de 5; indica aplicação inconsistente.
  • ❌ D) 5 na horizontal e 3 na vertical. Conserva as dimensões originais sem realizar a ampliação.
  • ❌ E) 15 na horizontal e 9 na vertical. Usa fator 3 em vez de 2 e amplia demais.

A alternativa A é o distrator mais provável registrado. Ela ajuda a investigar se o estudante compreendeu a ideia de fator, mas substituiu o número indicado, ou se interpretou incorretamente a informação do enunciado. Peço que mostre a multiplicação de cada dimensão.

4. Um contorno percorre 3 quadrados para a direita, 2 para cima, 2 para a esquerda, 2 para cima, 1 para a esquerda e 4 para baixo. Qual proposta amplia fielmente o desenho por fator 2, mantendo o canto interno?

  • ❌ A) Lados 6, 4, 4, 4, 2 e 8, com o canto interno trocado por externo. Os lados dobram, mas a forma muda porque o canto foi invertido.
  • ❌ B) Lados 6, 3, 4, 4, 2 e 8, com os cantos nas mesmas posições. Um lado de 2 deveria passar a 4; revela erro de proporcionalidade em uma medida.
  • ✅ C) Lados 6, 4, 4, 4, 2 e 8, com os cantos nas mesmas posições. Os lados correspondentes dobram e a disposição dos cantos é preservada.
  • ❌ D) Lados 5, 4, 4, 4, 2 e 8, com os cantos nas mesmas posições. O primeiro lado não foi multiplicado pelo mesmo fator.
  • ❌ E) Lados 6, 4, 4, 4, 2 e 7, com os cantos nas mesmas posições. O último segmento não segue a escala comum.

O item não exige cálculo, mas pede leitura do percurso e orientação espacial. Peço que o aluno trace ou acompanhe cada trecho para verificar se o erro está na interpretação do contorno ou na ideia de conservar forma e proporções.

5. Um mosaico tem cinco quadradinhos coloridos. Se cada lado de um quadradinho é triplicado, quantos quadradinhos coloridos haverá na ampliação?

  • ❌ A) 75 quadradinhos. Não corresponde ao fator de área correto; revela dificuldade em relacionar escala e superfície.
  • ✅ B) 45 quadradinhos. Cada unidade de área vira 3² = 9; então 5 × 9 = 45.
  • ❌ C) 125 quadradinhos. Usa o cubo do fator, como se a área dependesse de três dimensões.
  • ❌ D) 30 quadradinhos. Soma os fatores de escala, calculando 5 × (3 + 3), em vez de elevar 3 ao quadrado.
  • ❌ E) 15 quadradinhos. Multiplica apenas pelo fator linear 3; confunde aumento de lado e aumento de área.

O erro típico descrito na ficha é calcular apenas o triplo da quantidade. O distrator mais provável indicado é C, que mostra outra dificuldade: o aluno reconhece que o fator precisa ser elevado, mas escolhe o cubo em lugar do quadrado.

6. Um triângulo tem lados 6 cm, 9 cm e 12 cm. Quais serão as medidas após ampliação pela escala 3/2?

  • ❌ A) 8 cm, 12 cm e 16 cm. Multiplica por 4/3, não por 3/2.
  • ✅ B) 9 cm, 13,5 cm e 18 cm. Multiplica cada medida por 1,5: 6 × 1,5, 9 × 1,5 e 12 × 1,5.
  • ❌ C) 6 cm, 9 cm e 12 cm. Mantém os lados originais, sem aplicar a escala.
  • ❌ D) 12 cm, 18 cm e 24 cm. Aplica fator 2, confundindo-o com 3/2.
  • ❌ E) 7,2 cm, 10,8 cm e 14,4 cm. Aplica fator 1,2 em vez de 1,5.

Como a questão trabalha fração e proporcionalidade, peço que o estudante transforme 3/2 em 1,5 ou multiplique cada medida por 3 e divida por 2. O distrator D é o mais provável informado e revela possível confusão entre escalas.

7. Um selo mede 5 quadrados de largura e 3 de altura. Quais dimensões terá uma figura semelhante ampliada por fator 2?

  • ❌ A) Largura 15 e altura 9. Aplica fator 3, não 2.
  • ❌ B) Largura 8 e altura 6. Usa fatores diferentes: 8 não é o dobro de 5, embora 6 seja o dobro de 3.
  • ❌ C) Largura 9 e altura 6. A altura dobra, mas a largura não; falta coerência no escalonamento.
  • ❌ D) Largura 7 e altura 5. Soma 2 a cada dimensão em vez de multiplicar por 2.
  • ✅ E) Largura 10 e altura 6. Calcula 5 × 2 e 3 × 2, preservando o fator comum.

O distrator mais provável da ficha é B. Ele é especialmente útil para verificar aplicação desigual do fator: uma das dimensões pode parecer plausível, mas a largura não mantém a mesma razão que a altura.

8. O triângulo tem vértices A(1, 1), B(3, 1) e C(2, 3). Quais coordenadas representam uma ampliação de fator 2 a partir da origem?

  • ❌ A) A'(1, 1), B'(3, 1) e C'(2, 3). Repete os pontos originais; não amplia.
  • ❌ B) A'(2, 1), B'(6, 1) e C'(4, 3). Multiplica apenas as abscissas; a figura perde a proporção.
  • ❌ C) A'(4, 4), B'(6, 4) e C'(5, 6). As coordenadas não resultam da multiplicação dos pares por 2.
  • ✅ D) A'(2, 2), B'(6, 2) e C'(4, 6). Multiplica ambas as coordenadas de cada vértice por 2, tomando a origem como referência.
  • ❌ E) A'(3, 3), B'(5, 3) e C'(4, 5). Desloca os pontos, mas não aplica a ampliação proporcional a partir da origem.

O distrator mais provável informado é B. Ele revela que o aluno pode entender a mudança horizontal, mas não aplicar a mesma transformação à coordenada vertical. Peço que escreva o cálculo de cada par ordenado.

Perguntas frequentes sobre ampliação de figuras geométricas

As dúvidas mais frequentes dizem respeito à diferença entre aumentar uma figura e ampliá-la proporcionalmente, à relação entre lado e área, à escolha de uma sequência adequada por ano e ao uso de coordenadas. A resposta depende do objetivo da tarefa: ampliar exige multiplicar medidas correspondentes pelo mesmo fator e preservar a forma; calcular a área envolve uma consequência diferente desse fator. Nas turmas do 5º ao 7º ano, posso começar com malha e comprimentos simples e avançar para escalas fracionárias ou plano cartesiano conforme os pré-requisitos. Para avaliar, observo tanto o resultado quanto a estratégia, pois alternativas diferentes podem apontar obstáculos distintos. As respostas abaixo resumem orientações que ajudam a planejar o ensino e interpretar o que aparece nas atividades sem tratar todo erro como falta de atenção.

Ampliar uma figura significa somar o mesmo número a todos os lados?

Não. Ampliar por um fator significa multiplicar todas as medidas correspondentes pelo mesmo número. Somar uma quantidade fixa pode alterar as proporções e, portanto, não garantir uma figura semelhante. “Aumentar 2 unidades” e “ampliar pelo fator 2” são instruções diferentes.

Se o lado dobra, a área também dobra?

Não. Se todas as dimensões lineares são multiplicadas por 2, a área é multiplicada por 2², isto é, por 4. Para um fator 3, a área cresce por 3², ou 9. Desenhar quadradinhos na malha ajuda a visualizar essa diferença.

Como sei se o erro é de cálculo ou de compreensão?

Peça ao aluno que explique a operação e aponte as medidas correspondentes. Um erro aritmético pode aparecer mesmo quando ele escolheu o fator correto; fator inadequado, soma em vez de multiplicação ou omissão de coordenada sugerem outra dificuldade conceitual. As alternativas escolhidas ajudam a distinguir esses casos.

Devo começar a ensinar ampliação pelo plano cartesiano?

Não necessariamente. As fichas também apontam medidas de comprimento, multiplicação, proporcionalidade e orientação em malha como pré-requisitos. Uma progressão possível parte de figuras quadriculadas e lados correspondentes e chega às coordenadas quando a turma compreende a aplicação consistente do fator.

Como avaliar ampliação sem transformar tudo em conta?

Combine uma tarefa calculativa com outra de leitura espacial ou conservação do contorno. Peça justificativas curtas: o aluno pode identificar um canto interno preservado, verificar coordenadas ou explicar por que um lado e uma área não crescem pelo mesmo fator. Assim, a avaliação observa raciocínio e cálculo.

Essas questões servem para diagnóstico e para prova?

As fichas indicam que todas as oito questões podem ser usadas em prova, atividade, lição de casa e diagnóstico. Algumas também servem para simulado e avaliação rápida; as de contorno e área não são indicadas para esses dois usos. Escolha conforme o tempo, a leitura e a habilidade que deseja observar.

Se quiser montar uma avaliação que mostre não só quem acertou, mas também qual raciocínio precisa ser retomado, experimente o gerador de provas do GeraProva. Você pode fazer seu cadastro grátis e adaptar as questões ao momento da sua turma.

Monte uma prova com questões como estas

O GeraProva busca questões com gabarito comentado e BNCC no acervo e monta a prova pronta para imprimir.

Criar minha prova

Habilidades BNCC deste artigo

Artigos relacionados

0 comentários

Ocorreu um erro inesperado. Recarregar X

Rejoining the server...

Rejoin failed... trying again in seconds.

Failed to rejoin.
Please retry or reload the page.

The session has been paused by the server.

Failed to resume the session.
Please retry or reload the page.