O Censo Demográfico 2022 identificou 16.390.815 pessoas vivendo em Favelas e Comunidades Urbanas no Brasil, o…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar e avaliar os impasses ético-políticos decorrentes das transformações culturais, sociais, históricas, científicas e tecnológicas no mundo contemporâneo e seus desdobramentos nas atitudes e nos valores de indivíduos, grupos sociais, sociedades e culturas.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
O Censo Demográfico 2022 identificou 16.390.815 pessoas vivendo em Favelas e Comunidades Urbanas no Brasil, o equivalente a 8,1% da população do país. O dado dimensiona a presença dessas formas de ocupação urbana, mas, por si só, não informa as condições de moradia de cada pessoa nem explica as causas de sua distribuição. Observe o gráfico: uma barra representa a população residente em Favelas e Comunidades Urbanas no Brasil, correspondente a 8,1% da população; outra representa os demais residentes, correspondentes a 91,9%. A diferença entre as barras expressa a proporção da população em cada categoria, não a importância ou a legitimidade de suas necessidades urbanas. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo Demográfico 2022: Favelas e Comunidades Urbanas: Resultados do universo. Rio de Janeiro: IBGE, 2024. Com base no gráfico, analise como a noção de direito à cidade permite interpretar o dado apresentado e indique um limite do que esse dado, isoladamente, permite concluir.
- A) O direito à cidade permite interpretar a presença de moradores em Favelas e Comunidades Urbanas como uma consequência das escolhas feitas por cada residente sobre onde viver e participar da vida urbana. O gráfico dimensiona a população dessas áreas e, por sua distribuição entre as categorias, esclarece os motivos que levaram os moradores a se estabelecer nesses locais, sem apresentar as condições específicas das moradias ou o acesso individual a serviços.
- B) A noção de direito à cidade permite interpretar a presença de moradores em Favelas e Comunidades Urbanas como parte de uma organização urbana que contempla diferentes formas de ocupação. A proporção registrada indica que as políticas de acesso aos recursos e de participação nas decisões urbanas alcançam essa população, embora o gráfico não permita distinguir as condições de moradia de cada residente nem os motivos de sua distribuição pelo território.
- C) A perspectiva do direito à cidade destaca que os residentes em Favelas e Comunidades Urbanas devem participar das decisões que organizam o espaço e acessar seus recursos. O percentual do gráfico, além de mostrar o tamanho dessa população, descreve o acesso individual dos moradores a serviços urbanos, permitindo avaliar a situação de cada residente, ainda que não esclareça quais processos históricos ou sociais contribuíram para a distribuição observada.
- D) A noção de direito à cidade permite interpretar a presença de uma parcela expressiva da população em Favelas e Comunidades Urbanas como uma questão de participação e acesso aos recursos e às decisões que organizam o espaço urbano, e não como medida da legitimidade de suas necessidades. O percentual, isoladamente, dimensiona quantas pessoas vivem nessas áreas, mas não explica as causas dessa distribuição nem revela as condições específicas de moradia e acesso a serviços de cada residente.
- E) A leitura do direito à cidade permite compreender que a população das Favelas e Comunidades Urbanas ocupa posição central na organização do espaço urbano, com participação e acesso aos recursos que atendem à maioria dos residentes. O percentual apresentado dimensiona a parcela que vive nessas áreas e permite reconhecer que ela constitui a maior parte da população considerada, sem especificar as condições de moradia de cada pessoa nem explicar as causas da distribuição.
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- O direito à cidade envolve acesso aos recursos urbanos e participação nas decisões que organizam o espaço, sem que a proporção de moradores determine a legitimidade de suas necessidades.
- O gráfico informa que 8,1% da população vive em Favelas e Comunidades Urbanas, mas esse dado, isoladamente, não explica a distribuição nem descreve as condições de moradia e o acesso a serviços de cada pessoa. Por isso, D é a correta.
- A está errada porque atribui a distribuição às escolhas individuais e afirma que o gráfico esclarece motivos que ele não informa. B presume que a proporção comprova alcance de políticas, o que o dado não permite concluir. C afirma que o percentual descreve o acesso individual a serviços, embora não forneça essa informação. E contradiz os números ao dizer que essa população constitui a maior parte: 8,1% é menos que 91,9%.
💡 Dica: Separe o que o percentual dimensiona daquilo que não permite explicar sobre experiências e condições individuais.
Alternativa por alternativa
Atribui a distribuição territorial principalmente às escolhas pessoais e supõe que a proporção do gráfico esclarece os motivos da ocupação, embora o enunciado ressalte que ela não explica as causas.
Confunde a existência de uma proporção registrada com evidência de que políticas de acesso e participação alcançam essa população; o gráfico não avalia políticas públicas.
Interpreta um dado agregado de população como se descrevesse o acesso individual de cada morador a serviços urbanos, informação que o gráfico não apresenta.
O dado censitário permite dimensionar a população residente nessas áreas, mas não explica as causas nem descreve sozinho as condições de vida. A perspectiva do direito à cidade desloca a interpretação para a participação e o acesso aos recursos urbanos, evitando tratar a proporção como juízo sobre a legitimidade dos moradores.
Afirma que 8,1% constitui a maior parte da população considerada, apesar de os demais residentes corresponderem a 91,9%.
Raio-X da questão
Direito à cidade
avaliacao
Participação e acesso aos recursos urbanos · Leitura de proporções e categorias estatísticas
Limites de inferência de dados demográficos
Concluir que a proporção revela causas da distribuição ou condições individuais de moradia e acesso a serviços.
Direito à cidade e desigualdade urbana
cientifico
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