GeraProva GeraProva Provas com IA para professores do Brasil
Língua PortuguesaETECBNCC EM13LP02Fácil⏱ medio

Para responder às questões de números 12 a 17, leia o texto de Tatiana Belinki, autora que nasceu na Rússia e…

Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva

Habilidade BNCC EM13LP02

Estabelecer relações entre as partes do texto, tanto na produção como na leitura/escuta, considerando a construção composicional e o estilo do gênero, usando/reconhecendo adequadamente elementos e recursos coesivos diversos que contribuam para a coerência, a continuidade do texto e sua progressão temática, e organizando informações, tendo em vista as condições de produção e as relações lógico-discursivas envolvidas (causa/efeito ou consequência; tese/argumentos; problema/solução; definição/exemplos etc.).

Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).

Questão

Para responder às questões de números 12 a 17, leia o texto de Tatiana Belinki, autora que nasceu na Rússia e viveu até os 10 anos na cidade de Riga, na Letônia, de onde emigrou para o Brasil. Nesse texto, ela relembra sua chegada ao nosso país. **Musa paradisiaca** Hoje, na quitanda, vi duas donas de casa pondo as mãos na cabeça: “Trinta e seis cruzeiros¹ por uma dúzia de bananas! É o fim do mundo, onde já se viu uma coisa dessas!” E a conversa continuava nesse tom. Mas eu fui e paguei prazerosamente o preço de um cacho dourado. Tudo está pela hora da morte, concordo. Mas banana não! Acho que nunca a banana será cara demais para mim, e eu conto por quê. Para mim, a banana é bem mais que aquela fruta amarela, perfumada, de polpa alva, macia e saborosa, que se apresenta numa abundância nababesca em cachos e pencas. O aspecto, o sabor, o perfume da banana estão indissoluvelmente associados com minha infância longínqua na terra nórdica de onde eu vim, nas praias do Mar Báltico. Naquele tempo, naquele lugar, uma banana era uma novidade e uma raridade. Numa certa época do ano, ela aparecia na cidade, em algumas casas muito finas, solitária e formosa, exposta na vitrina. Solitária, sim – uma de cada vez. E uma banana custava uma quantia fabulosa, porque meu pai comprava mesmo uma só, e a trazia para casa onde ela era admirada e namorada durante horas, para depois ser solenemente descascada e repartida em partes milimetricamente iguais entre nós crianças, que a saboreávamos lentamente, conservando o bocadinho de polpa suave na boca o mais possível, com pena de engoli-lo. Imaginem, pois, o meu espanto maravilhado ao desembarcar do navio no porto de Santos e dar de cara com todo um carregamento de bananas, cachos e mais cachos enormes, num exagero de abundância que só em contos de fadas! Naquele dia, me empachei de bananas até quase estourar. Foi aos dez anos de idade, a minha primeira grande impressão gastronômica do Trópico de Capricórnio – e nunca mais me refiz dela. Até hoje sou fiel ao meu primeiro amor brasileiro – a banana. Se eu fosse poeta, como Pablo Neruda, por exemplo, que escreveu Ode² à cebola, eu escreveria uma Ode à banana. E não estou sozinha neste meu entusiasmo pela mais brasileira das frutas, porque se eu não tivesse razão, os cientistas, que não são as pessoas mais sentimentais do mundo, não a teriam batizado com o nome poético de Musa paradisiaca. (BELINKI, Tatiana. Olhos de ver. São Paulo: Moderna, 1996. Adaptado) ¹ cruzeiro: moeda utilizada no Brasil à época em que a crônica foi escrita ² ode: poema de exaltação, de elogio Pelas informações presentes no texto, é correto afirmar que (ETEC 2014)

  1. A) o pai, quando levava aquela única banana para casa, imediatamente a descascava e a dividia entre os filhos para que eles pudessem saborear aquela iguaria.
  2. B) a autora compreendeu as reclamações das mulheres que estavam na quitanda e por isso pagou contrariada pelo cacho de bananas que havia escolhido.
  3. C) a banana era novidade e raridade em Riga, cidade onde morava a escritora, porque o Brasil não exportava essa fruta para outros países.
  4. D) o primeiro contato com o Brasil está associado, para a escritora, à fartura com que ela pôde degustar as bananas que tanto apreciava.
  5. E) os pesquisadores optaram por uma nomenclatura inusitada para a banana porque são indivíduos racionais e pragmáticos.

✅ Resposta correta: alternativa D

Resolução passo a passo

  1. O texto narra a infância da autora na Letônia, onde a banana era rara e cara, e a chegada ao porto de Santos, onde encontrou cachos em abundância.
  2. A alternativa D resume esse trecho: a primeira impressão do Brasil, ligada à fartura de bananas, marcada por "me empachei de bananas até quase estourar".
  3. A alternativa A inventa uma sequência (descascar logo após comprar), contrariando o texto, que fala em admirar a banana por horas antes de descascá-la.
  4. A alternativa B inverte a atitude da autora, que pagou prazerosamente, ao contrário das donas de casa.
  5. A alternativa C atribui a raridade a uma política de exportação que o texto não menciona.
  6. A alternativa E distorce a referência aos cientistas, que o texto considera pouco sentimentais, mas que mesmo assim adotaram um nome poético.

💡 Dica: Confronte cada alternativa com trechos explícitos do texto, especialmente o parágrafo sobre a chegada ao porto de Santos.

Alternativa por alternativa

A Erradaerro: Interpretaçãoa que mais engana

O aluno pode ter lido de forma apressada a cena da divisão da banana e ignorado que o pai a admirava por horas antes de descascá-la.

Por que engana: Aceitar alternativa com detalhe inventado ou inversão de atitude da personagem

B Erradaerro: Interpretação

O aluno pode ter se deixado levar pelo tom das donas de casa do início do texto e atribuído essa reação à autora.

C Erradaerro: Senso comum

O aluno pode supor que a raridade de uma fruta em outro país se deve à falta de exportação, sem que o texto diga isso.

D Correta

CORRETA. A autora afirma que, ao desembarcar em Santos, deu de cara com um carregamento de bananas, em abundância, e se empachou de bananas; isso marca sua primeira grande impressão gastronômica do Brasil.

E Erradaerro: Interpretação

O aluno pode ter invertido a ideia do texto, entendendo como racionalidade científica o que o autor apresenta como ausência de sentimentalismo ao lado do nome poético.

Raio-X da questão

Dificuldade Fácil
Leitura medio
Discriminação medio
Peso pedagógico baixo
Autonomia do enunciado depende_texto
Cobertura da habilidade unica
🧪 Simulado🩺 Diagnóstico🧮 Exige cálculo🏠 Cotidiano🔗 Interdisciplinar⭐ Representativa✍️ interpretativa🧩 abertura
🎯 Conceito central

Interpretação de texto memorialístico

📌 Objetivo

avaliacao

🧱 Pré-requisitos

Leitura literal de texto · Relação entre partes do texto

📚 Reveja

Distinção entre fato narrado e inferência

⚠️ Erro mais comum

Aceitar alternativa com detalhe inventado ou inversão de atitude da personagem

🌎 Tema transversal

multiculturalismo

🏫 Contexto

literario

Questões parecidas com resolução

🔎 Procurar outra questão

Procure no banco do GeraProva pelo tema ou por um trecho do enunciado. Cada questão já vem com resolução comentada e a análise de cada alternativa.

Professor: monte a prova com questões como esta, com gabarito e folha de respostas, em 30 segundos. Ver planos · Blog

Ocorreu um erro inesperado. Recarregar X

Rejoining the server...

Rejoin failed... trying again in seconds.

Failed to rejoin.
Please retry or reload the page.

The session has been paused by the server.

Failed to resume the session.
Please retry or reload the page.