Entre 1519 e 1521, Carlos I, que também se tornou imperador do Sacro Império Romano-Germânico, solicitou novos…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar a formação de diferentes países, povos e nações e de suas experiências políticas e de exercício da cidadania, aplicando conceitos políticos básicos (Estado, poder, formas, sistemas e regimes de governo, soberania etc.).
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Entre 1519 e 1521, Carlos I, que também se tornou imperador do Sacro Império Romano-Germânico, solicitou novos tributos às Cortes de Castela para financiar sua política europeia. Representantes de cidades castelhanas protestaram contra a cobrança, a presença de conselheiros estrangeiros e o afastamento do rei das questões do reino. A revolta dos comuneros foi derrotada em Villalar, mas o episódio evidenciou tensões entre as decisões da Coroa e os interesses políticos locais. Considerando o conflito descrito, qual interpretação explica melhor o funcionamento das monarquias europeias em processo de fortalecimento entre os séculos XV e XVI?
- A) A revolta dos comuneros criou as exigências fiscais da Coroa, levando o soberano a cobrar novos tributos para reorganizar seu governo europeu.
- B) A centralização política dependia somente da força militar do soberano, pois a derrota dos comuneros demonstrava que a negociação com as cidades era desnecessária.
- C) A monarquia composta reunia territórios com leis e privilégios próprios sob um mesmo soberano, exigindo negociações e podendo provocar revoltas diante de novas exigências da Coroa.
- D) As leis e os privilégios locais impediam qualquer autoridade comum, fazendo com que os territórios permanecessem politicamente separados do soberano.
- E) A monarquia absoluta eliminava imediatamente os privilégios locais, pois a autoridade do soberano não dependia de negociações com as cidades.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- O enunciado descreve a revolta dos comuneros em Castela (1520-1521). Carlos I pediu novos tributos às Cortes para financiar a política europeia, e as cidades castelhanas reagiram contra a cobrança, contra conselheiros estrangeiros e contra a ausência do rei.
- O conflito mostra que a Coroa não governava sozinha. Cada reino (Castela, Aragão, Navarra, Portugal, entre outros) tinha Cortes, leis, privilégios e instituições próprias, e o soberano precisava negociar com elas, sobretudo para obter impostos.
- Esse tipo de organização é chamado de monarquia composta: vários territórios, com direitos próprios, unidos sob um mesmo soberano. Quando o rei fazia exigências novas, como tributos para guerras externas, surgiam tensões que podiam virar revoltas.
- Por isso a alternativa C é a correta, pois descreve exatamente essa dinâmica de negociação e de possibilidade de conflito.
- Por que as outras estão erradas: A inverte a causalidade, pois a revolta não criou as exigências fiscais; elas vieram da Coroa. B erra ao dizer que a negociação era desnecessária, já que o próprio episódio mostra a dependência do rei em relação às Cortes. D exagera ao afirmar que os territórios eram totalmente separados do soberano, quando estavam unidos sob ele. E anacroniza, pois a monarquia absoluta plena não eliminou privilégios de imediato e dependia de negociação nesse período.
- Gabarito oficial C confirmado pela análise.
💡 Dica: identificar conceito de monarquia composta e centralização
Alternativa por alternativa
O aluno confunde causa e consequência, achando que a revolta gerou a cobrança de tributos, quando na verdade a exigência fiscal veio da Coroa e provocou a revolta.
O aluno acredita que a derrota dos comuneros mostra que a força militar basta e que negociar com as cidades não era necessário, ignorando que o rei dependia das Cortes para obter recursos.
O episódio mostra que o rei governava territórios com interesses e tradições políticas específicas. Por isso, a ampliação das obrigações impostas pela Coroa podia gerar resistência, característica das monarquias compostas.
O aluno entende que privilégios locais anulavam qualquer autoridade comum, quando o enunciado mostra territórios unidos sob o mesmo soberano, apenas com autonomia negociada.
O aluno anacroniza o conceito de monarquia absoluta, supondo que ela eliminava imediatamente os privilégios locais e dispensava negociação, o que não ocorria no período do conflito.
Por que engana: confundir monarquia absoluta com monarquia composta
Raio-X da questão
monarquia composta e negociação entre soberano e territórios
avaliar entendimento
formação dos estados europeus · noções básicas de política medieval
centralização política e revoltas locais
confundir monarquia absoluta com monarquia composta
poder e governança
pensamento crítico
contexto histórico e
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