No diálogo Hípias Maior, de Platão, Sócrates declara: “Recentemente, alguém me pôs em grande apuro, numa…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Problematizar hábitos e práticas individuais e coletivos de produção, reaproveitamento e descarte de resíduos em metrópoles, áreas urbanas e rurais, e comunidades com diferentes características socioeconômicas, e elaborar e/ou selecionar propostas de ação que promovam a sustentabilidade socioambiental, o combate à poluição sistêmica e o consumo responsável.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
No diálogo Hípias Maior, de Platão, Sócrates declara: “Recentemente, alguém me pôs em grande apuro, numa discussão em que eu rejeitava determinadas coisas como feias e elogiava outras por serem belas, havendo me perguntado em tom sarcástico, o interlocutor: qual é o critério, Sócrates, para reconheceres o que é belo e o que é feio? Vejamos, poderás dizer-me o que seja o belo?”. Considerando a passagem acima e a obra de que foi extraída, é correto afirmar que, de acordo com Sócrates: (UFPR 2022)
- A) só é possível dizer o que é o belo depois de se ter identificado determinadas coisas como belas.
- B) a dificuldade se coloca para os juízos sobre a beleza, mas não para os juízos de verdade, tais como “isto é uma mesa”.
- C) para identificar algo como belo, é preciso antes conhecer o que é o belo.
- D) o critério para distinguir entre o belo e o feio varia segundo as pessoas.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- O trecho mostra Sócrates em apuro. Ele classificava coisas como belas ou feias, mas foi desafiado a dizer qual é o critério para fazer essa distinção. Como o diálogo gira em torno da pergunta 'o que é o belo?', o ponto central é saber se é possível aplicar o conceito sem defini-lo antes.
- Resolvendo por conta própria, a passagem sugere que Sócrates reconhece a necessidade de saber o que o belo é para poder reconhecer coisas belas. Sem a definição, a classificação fica sem critério. Por isso a alternativa C expressa a ideia corretamente: para identificar algo como belo, é preciso antes conhecer o que é o belo.
- Comparando com o gabarito oficial (C), há concordância.
- Por que as outras estão erradas. A inverte a ordem da relação: Sócrates não admite que a definição venha depois da identificação de casos particulares, pois é justamente a falta da definição que o deixa em apuro. B cria uma separação entre juízos sobre a beleza e juízos de verdade que o texto não sustenta; a dificuldade apontada é a de definir conceitos, e não uma exceção restrita à beleza. D descreve uma visão relativista, associada ao modo de pensar dos interlocutores sofistas, que Sócrates busca superar ao procurar uma definição universal do belo.
💡 Dica: Analise o diálogo e relacione com o pensamento socrático sobre o belo.
Alternativa por alternativa
O aluno inverte a relação entre definição e casos particulares, supondo que se pode definir o belo a partir da simples observação de coisas belas.
O aluno acredita que a dificuldade está restrita aos juízos estéticos, enquanto juízos sobre objetos concretos seriam imediatos e não exigiriam definição prévia do conceito envolvido.
CORRETA. Sócrates defende que para reconhecer algo como belo é necessário antes conhecer o que é o belo, ou seja, o conceito universal.
O aluno aceita a intuição do senso comum de que o gosto é subjetivo e que cada pessoa tem seu próprio critério de beleza, sem perceber que Sócrates busca justamente um critério universal.
Raio-X da questão
conceito de belo em Sócrates
diagnostico
filosofia socrática básica
estude a filosofia socrática sobre beleza e conhecimento
Confundir a visão socrática com opiniões subjetivas sobre beleza.
cidadania_etica
pensamento_critico
literario
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