A épica narrativa de nosso caminho até aqui Quando viajamos para o exterior, muitas vezes passamos pela…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Construir questões, elaborar hipóteses, previsões e estimativas, empregar instrumentos de medição e representar e interpretar modelos explicativos, dados e/ou resultados experimentais para construir, avaliar e justificar conclusões no enfrentamento de situações-problema sob uma perspectiva científica.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
A épica narrativa de nosso caminho até aqui Quando viajamos para o exterior, muitas vezes passamos pela experiência de aprender mais sobre o nosso país. Ao nos depararmos com uma realidade diferente daquela em que estamos imersos cotidianamente, o estranhamento serve de alerta: deve haver uma razão, um motivo, para que as coisas funcionem em cada lugar de um jeito. Presentes diferentes só podem resultar de passados diferentes. Essa constatação pode ser um poderoso impulso para conhecer melhor a nossa história. Algo assim vem ocorrendo no campo de estudos sobre o Sistema Solar. O florescimento da busca de planetas extrassolares – aqueles que orbitam em torno de outras estrelas – equivaleu a dar uma espiadinha no país vizinho, para ver como vivem “seus habitantes”. Os resultados são surpreendentes. Em certos sistemas, os planetas estão tão perto de suas estrelas que completam uma órbita em poucos dias. Muitos são gigantes feitos de gás, e alguns chegam a possuir mais de seis vezes a massa e quase sete vezes o raio de Júpiter, o grandalhão do nosso sistema. Já os nossos planetas rochosos, classe em que se enquadram Terra, Mercúrio, Vênus e Marte, parecem ser mais bem raros do que imaginávamos a princípio. A constatação de que somos quase um ponto fora da curva (pelo menos no que tange ao nosso atual estágio de conhecimento de sistemas planetários) provocou os astrônomos a formular novas teorias para explicar como o Sistema Solar adquiriu sua atual configuração. Isso implica responder perguntas tais como quando se formaram os planetas gasosos, por que estão nas órbitas em que estão hoje, de que forma os planetas rochosos surgiram etc. Nosso artigo de capa traz algumas das respostas que foram formuladas nos últimos 15 a 20 anos. Embora não sejam consensuais, teorias como o Grand Tack, o Grande Ataque e o Modelo de Nice têm desfrutado de grande prestígio na comunidade astronômica e oferecem uma fascinante narrativa da cadeia de eventos que pode ter permitido o surgimento da Terra e, em última instância, da vida por aqui. [...] Ser “quase um ponto fora da curva” significa: (UFPR 2017)
- A) ser rochoso.
- B) ser gasoso.
- C) levar poucos dias para completar a órbita.
- D) orbitar em torno de uma estrela diferente do Sol.
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- Identifique o sentido da expressão. O texto compara o Sistema Solar com outros sistemas planetários já observados. Ser 'quase um ponto fora da curva' significa ser uma exceção, algo que destoa do padrão encontrado nos demais sistemas.
- Localize o padrão descrito no texto. Os planetas extrassolares observados são, em geral, gigantes gasosos, e vários orbitam muito perto de suas estrelas. Já os planetas rochosos (Terra, Mercúrio, Vênus e Marte) 'parecem ser mais raros do que imaginávamos'.
- Conclua. Como os rochosos são raros, o Sistema Solar, que tem quatro planetas rochosos, destoa do padrão. Portanto, ser rochoso é o que nos torna 'um ponto fora da curva'. A alternativa A está correta.
- Analise as demais alternativas. B está errada, pois os gasosos são justamente o tipo comum nos outros sistemas. C está errada, pois órbitas de poucos dias são características de alguns planetas extrassolares, não do nosso sistema. D está errada, pois orbitar outra estrela é a condição de todos os planetas extrassolares, e não o que diferencia o Sistema Solar.
- Conclusão. O gabarito oficial A está coerente com o texto.
💡 Dica: Analise o texto para compreender o significado da expressão no contexto.
Alternativa por alternativa
CORRETA. A expressão indica que os planetas rochosos do nosso Sistema Solar são uma exceção ou raridade em relação aos sistemas planetários conhecidos, ou seja, são 'ponto fora da curva'.
O aluno inverte a informação do texto, supondo que os gigantes gasosos são a exceção, quando o texto indica que eles são comuns em outros sistemas.
O aluno confunde um exemplo de sistemas extrassolares (planetas muito próximos de suas estrelas, com órbitas de poucos dias) com uma característica do nosso Sistema Solar.
O aluno acredita que a condição de 'fora da curva' se refere ao fato de orbitar outra estrela, mas todos os planetas estudados no texto são extrassolares e a expressão trata de uma característica do Sistema Solar, não de sua estrela.
Raio-X da questão
interpretação de texto científico
diagnostico
interpretação de texto · conceitos básicos de astronomia
leitura e interpretação de textos científicos
O aluno pode interpretar literalmente a expressão 'ponto fora da curva' sem relacioná-la ao contexto científico apresentado.
pensamento_critico
cientifico
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