Em algumas passagens da crônica, o narrador explicita que a história contada por ele é ficcional. Uma dessas…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Relacionar o texto, tanto na produção como na leitura/ escuta, com suas condições de produção e seu contexto sócio-histórico de circulação (leitor/audiência previstos, objetivos, pontos de vista e perspectivas, papel social do autor, época, gênero do discurso etc.), de forma a ampliar as possibilidades de construção de sentidos e de análise crítica e produzir textos adequados a diferentes situações.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Em algumas passagens da crônica, o narrador explicita que a história contada por ele é ficcional. Uma dessas passagens está apresentada em: (UERJ 2025)
- A) Ele sorriu, mas apenas com a boca. Perguntou se podia entrar. Pedi para ele esperar até que eu desengatasse as sete trancas da porta.
- B) Dezesseis vítimas até então. Se soubesse que seria a décima sétima eu não teria me apressado tanto com as correntes.
- C) Quinhentos exemplares. Sua mãe comprara trinta e morrera antes de distribuir aos parentes.
- D) No livro tinha um cacófato horrível. Ele não podia suportar a ideia de descobrirem seu cacófato.
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- O enunciado pede a passagem em que o narrador explicita que a história é ficcional, ou seja, em que ele deixa claro, no próprio texto, que está inventando ou construindo a narrativa. Passo 2: Na alternativa B, o narrador fala de vítimas contadas até determinado ponto e de uma décima sétima vítima que ele ainda não teria alcançado. Essa fala mostra um narrador que organiza e planeja o enredo como quem inventa uma história, o que sinaliza a ficcionalidade. Passo 3: Na alternativa A, a passagem descreve uma cena concreta, com sorriso, pedido para entrar e trancas da porta, mas não comenta a própria criação do texto; é apenas narração de ações. Passo 4: Na alternativa C, há dados numéricos precisos sobre exemplares e distribuição, que dão aparência de relato real e não revelam que a história é inventada. Passo 5: Na alternativa D, há menção a um livro e a um cacófato, o que pode parecer metalinguagem, mas a passagem trata de um problema de linguagem e de um receio da personagem, sem afirmar que a história é fictícia. Passo 6: Portanto, a alternativa B é a correta, pois é a única em que o narrador expõe, de forma explícita, o caráter inventado da narrativa.
💡 Dica: Leia as passagens e identifique onde o narrador indica que a história é ficcional.
Alternativa por alternativa
O aluno pode acreditar que detalhes concretos e cenas minuciosas, como o sorriso e as sete trancas da porta, já comprovam a ficção. Esses detalhes são comuns em relatos reais e não expressam a declaração explícita pedida.
Por que engana: Confundir detalhes narrativos com indicação explícita de ficcionalidade do narrador.
CORRETA. A alternativa traz uma reflexão do narrador que indica consciência da ficcionalidade da história, explicitando que ele sabe que a narrativa é inventada.
O aluno pode supor que números precisos, como quinhentos exemplares e trinta comprados, indicam uma história inventada. Na verdade, dados numéricos também aparecem em relatos que o narrador apresenta como verdadeiros.
O aluno pode confundir a menção a um livro e a um cacófato com uma declaração de ficcionalidade. Falar sobre livros ou sobre a escrita não equivale a afirmar que a história contada é inventada.
Raio-X da questão
narrador e ficcionalidade
diagnostico
interpretação de texto literário
estude como o narrador pode explicitar ficcionalidade em textos
Confundir detalhes narrativos com indicação explícita de ficcionalidade do narrador.
pensamento_critico
literario
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