Em um mapa simplificado das placas tectônicas, o Brasil aparece no interior da Placa Sul-Americana, afastado…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Interpretar fenômenos naturais (como vulcões, terremotos e tsunamis) e justificar a rara ocorrência desses fenômenos no Brasil, com base no modelo das placas tectônicas.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Em um mapa simplificado das placas tectônicas, o Brasil aparece no interior da Placa Sul-Americana, afastado das bordas onde ocorrem choques, afastamentos e deslizamentos entre placas. Nessas bordas, o movimento entre blocos da crosta concentra tensões que podem gerar vulcões, terremotos e tsunamis. — Com base no texto e no modelo das placas tectônicas, por que vulcões e terremotos fortes são raros no Brasil?
- A) Porque o Brasil está longe das áreas de encontro e afastamento das placas, onde se concentram as maiores tensões que provocam a maior parte dos terremotos e o vulcanismo ativo.
- B) Porque o território brasileiro fica no interior de uma placa tectônica, distante das bordas onde as tensões se acumulam e se liberam com mais intensidade.
- C) Porque o território brasileiro é muito extenso e, por isso, a crosta fica mais estável e não produz movimentos internos fortes.
- D) Porque no Brasil não existem placas tectônicas nem movimentos da crosta, então não há risco de terremotos ou vulcões.
- E) Porque o clima tropical do país impede a formação de vulcões e reduz a intensidade dos terremotos.
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- O texto diz que o Brasil está no interior da Placa Sul-Americana, afastado das bordas onde ocorrem choques, afastamentos e deslizamentos. Nessas bordas, o movimento entre blocos concentra tensões que geram vulcões, terremotos e tsunamis. Passo 2: A alternativa B é a que reproduz esse modelo: o território fica no interior de uma placa, longe das bordas onde as tensões se acumulam e se liberam com mais intensidade. Passo 3: A alternativa A também descreve a distância das bordas, mas fala em áreas de encontro e afastamento e não menciona o interior da placa, que é o ponto central do texto; por isso B é a resposta mais precisa. Passo 4: A alternativa C está errada, pois a extensão do território não determina a estabilidade da crosta; o que importa é a posição em relação às bordas das placas. Passo 5: A alternativa D está errada, pois o Brasil faz parte de uma placa tectônica e a questão afirma justamente que ele está no interior dela. Passo 6: A alternativa E está errada, pois o clima não influencia a atividade vulcânica nem a intensidade dos terremotos, que são causados por processos internos da crosta terrestre. Passo 7: Conclusão: o gabarito B está correto. Observação: a alternativa A é quase equivalente em conteúdo, o que torna a questão um pouco ambígua, mas B é a única que cita explicitamente o interior da placa, como no texto.
💡 Dica: Procure a causa geológica, não fatores de clima ou relevo.
Alternativa por alternativa
O aluno percebe que a distância das bordas explica a raridade de terremotos, mas pode ter interpretado a ideia como fundamentada apenas na localização em relação às áreas de encontro e afastamento, sem considerar o interior da placa descrito no texto.
Resposta conceitualmente correta: associa a menor ocorrência de vulcões e terremotos fortes à posição interna da placa, longe das bordas tectonicamente mais ativas.
O aluno acredita que um território extenso teria uma crosta mais estável e sem movimentos internos, relacionando tamanho geográfico com estabilidade tectônica.
O aluno entende que, sem bordas de placas visíveis no Brasil, não haveria placas nem movimentos da crosta, quando na verdade o país está no interior da Placa Sul-Americana.
O aluno associa o clima tropical à formação de vulcões e à intensidade dos terremotos, uma relação do cotidiano que não tem base na dinâmica interna da Terra.
Por que engana: Atribuir terremotos e vulcões ao clima, ao tamanho do país ou a um senso comum geográfico.
Raio-X da questão
Interior de placa tectônica e baixa atividade nas bordas.
Reconhecer a relação
Placas tectônicas · Bordas e limites de placas
Movimento das placas tectônicas e zonas de contato.
Atribuir terremotos e vulcões ao clima, ao tamanho do país ou a um senso comum geográfico.
Gestão de riscos naturais
Pensamento crítico
Ciências do 7º ano,
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