O que o corpo de um bebê diz quando ele ainda não usa palavras? Em um caderno de observações, uma cuidadora…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Movimentar as partes do corpo para exprimir corporalmente emoções, necessidades e desejos.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
O que o corpo de um bebê diz quando ele ainda não usa palavras? Em um caderno de observações, uma cuidadora registrou movimentos de Luan (11 meses) em diferentes momentos. Quando queria continuar uma brincadeira de colo, ele olhava para a adulta e estendia os braços para cima, com o tronco inclinado à frente. Quando se cansava de uma cantiga com palmas, virava o rosto, encolhia os ombros e empurrava levemente a mão da adulta. Em um dia de visita, uma pessoa nova se aproximou; Luan estendeu um braço na direção dela, mas logo desviou o olhar e encostou o rosto no ombro da cuidadora. A visitante tentou fazer cócegas e falar bem perto do rosto dele. Luan enrijeceu as pernas e começou a chorar. Compare os registros e identifique a intervenção que melhor responde ao que Luan comunica no momento da visita, considerando os movimentos do corpo como expressão de necessidades e desejos.
- A) Entregar um brinquedo para distrair Luan e evitar qualquer aproximação até o fim da visita
- B) Colocar Luan no chão e afastar a visitante para que ele aprenda a não chorar com pessoas novas
- C) Pedir que a visitante pegue Luan no colo para ele se acostumar rapidamente com o contato
- D) Manter Luan no colo da cuidadora e permitir que a aproximação aconteça lentamente, seguindo seus gestos
- E) Aproximar o rosto da visitante e manter as cócegas até Luan parar de chorar
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- A questão pede que se interprete o corpo do bebê como comunicação. Nos registros, cada movimento tem um sentido: estender os braços para cima com o tronco inclinado à frente pede continuidade da brincadeira de colo; virar o rosto, encolher os ombros e empurrar a mão da adulta indica cansaço e recusa da cantiga.
- No momento da visita, Luan estende um braço para a visitante, o que mostra curiosidade e uma abertura inicial. Em seguida, ele desvia o olhar e encosta o rosto no ombro da cuidadora, sinal de busca de proteção e de retraimento. Ao sentir cócegas e uma fala muito próxima do rosto, ele enrijece as pernas e chora, que é a forma de dizer que aquilo está demais para ele naquele momento.
- A intervenção que responde a essa comunicação deve respeitar o ritmo de Luan: mantê-lo no colo, que é o lugar seguro escolhido por ele, e permitir que a aproximação aconteça devagar, observando e seguindo seus gestos. Assim a visitante pode ganhar confiança aos poucos, sem invadir o espaço do bebê.
- Por que as outras estão erradas: A) distrair com brinquedo e evitar qualquer aproximação ignora o interesse inicial de Luan e não permite que o contato aconteça no seu ritmo. B) afastar a visitante e colocar Luan no chão trata o choro como algo a ser eliminado, quando ele é uma comunicação que precisa ser acolhida. C) forçar o colo de uma pessoa estranha desrespeita o sinal de desconforto que Luan acabou de dar. E) insistir nas cócegas e na fala próxima ao rosto ignora o choro e o enrijecimento, que mostram recusa.
- Conclusão: a alternativa D é a que melhor responde ao que Luan comunica, pois acolhe o desconforto, respeita a escolha de estar no colo da cuidadora e permite uma aproximação gradual guiada pelos gestos do bebê.
💡 Dica: Observe os gestos e reações do bebê para entender suas necessidades.
Alternativa por alternativa
Acredita que distrair o bebê com um objeto e afastar qualquer contato resolve o desconforto, sem perceber que Luan estendeu o braço em sinal de interesse e que o problema foi a intensidade da aproximação.
Entende o choro como algo a ser eliminado por meio de afastamento e isolamento, quando ele é a forma de Luan comunicar que aquela situação estava desconfortável.
Pensa que forçar o contato com uma pessoa nova acelera a adaptação, ignorando que Luan já sinalizou recusa ao enrijecer as pernas e chorar.
Ele alterna alcance e esquiva; precisa de segurança e tempo. A ação acolhe desejo e necessidade sem forçar contato.
Interpreta as cócegas e a fala próxima como brincadeira bem-vinda, ignorando que o desvio do olhar, o encostar no ombro e o choro mostram que o bebê não queria aquela interação.
Por que engana: Interpretar os gestos do bebê de forma literal, sem considerar o contexto emocional e social.
Raio-X da questão
comunicação não verbal do bebê
avaliacao
interpretação de gestos e expressões
estude sinais corporais e expressões emocionais em bebês
Interpretar os gestos do bebê de forma literal, sem considerar o contexto emocional e social.
empatia
cotidiano
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