Por que certos deslocamentos urbanos ficam mais rapidos sem que a distancia em linha reta mude? Em uma cidade…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar a ocupação humana e a produção do espaço em diferentes tempos, aplicando os princípios de localização, distribuição, ordem, extensão, conexão, arranjos, casualidade, entre outros que contribuem para o raciocínio geográfico.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Por que certos deslocamentos urbanos ficam mais rapidos sem que a distancia em linha reta mude? Em uma cidade media (dados ilustrativos), a empresa municipal de transporte observou que 4 em cada 10 viagens de onibus eram entre bairros perifericos. Mesmo assim, a maior parte das linhas obrigava o passageiro a passar pelo terminal central para fazer baldeacao, alongando o trajeto e concentrando o comercio no centro. Para reduzir esse efeito, foi criada uma nova linha que contorna a area central e liga, em sequencia, seis terminais de bairros na borda urbana. Cada terminal passou a receber linhas alimentadoras do entorno, e as transferencias puderam ser feitas entre os terminais perifericos, sem entrada no centro. Nos meses seguintes, pequenos servicos (farmacia, lanchonete, loterica) se instalaram proximo a alguns desses terminais. Compare a organizacao descrita com outras formas de estruturar fluxos na cidade e identifique o exemplo que apresenta arranjo espacial mais analogo ao da nova linha.
- A) Implantacao de uma malha em grade no centro, com ruas paralelas para distribuir o trafego local
- B) Implantacao de um anel viario que conecta, na periferia, rodovias radiais sem atravessar a area central
- C) Implantacao de uma ponte unica que encurta o acesso de um distrito ao centro administrativo
- D) Implantacao de uma avenida radial que liga um bairro periferico diretamente ao centro comercial
- E) Implantacao de terminais perifericos sem integracao, mantendo linhas independentes que retornam ao mesmo terminal
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- O problema descrito é que as linhas obrigavam a passagem pelo terminal central, o que alongava o trajeto entre bairros periféricos e concentrava o comércio no centro. A solução foi uma linha que contorna a área central e liga, em sequência, terminais da borda urbana, permitindo transferências entre os terminais periféricos sem entrar no centro. Passo 2: O arranjo essencial é, portanto, uma circulação em anel na periferia, que conecta pontos externos sem atravessar o núcleo central. Passo 3: A alternativa B descreve exatamente isso: um anel viário que conecta, na periferia, rodovias radiais sem atravessar a área central. Ela é analógica à nova linha porque também desvia os fluxos do centro e cria conexões diretas entre pontos da borda. Passo 4: A alternativa A está errada porque uma malha em grade no centro reorganiza o tráfego dentro do próprio centro, sem tirar fluxos dele. Passo 5: A alternativa C está errada porque uma ponte única encurta o acesso ao centro administrativo, ou seja, reforça a dependência do centro em vez de contorná-lo. Passo 6: A alternativa D está errada porque uma radial que liga um bairro periférico diretamente ao centro comercial é justamente o padrão centralizador que a nova linha procura reduzir. Passo 7: A alternativa E está errada porque terminais sem integração e linhas independentes contrariam a lógica de transferências entre terminais periféricos, que é o cerne da mudança descrita. Passo 8: Conclusão: a resposta correta é a B, pois é a única que reproduz o princípio de conectar a periferia por um percurso que evita o centro.
💡 Dica: Compare os arranjos espaciais e identifique o que permite contornar o centro.
Alternativa por alternativa
O aluno associa a melhoria de fluxos apenas à redistribuição do tráfego dentro do centro, sem perceber que o problema é justamente o centro ser obrigatório como ponto de passagem.
Reproduz a conexao periferia-periferia em circuito, mudando a ordem dos fluxos ao evitar a passagem obrigatoria pelo centro.
O aluno entende que encurtar o acesso ao centro resolve o problema, quando o enunciado busca reduzir a dependência do centro, e não facilitar a chegada a ele.
O aluno lê a ligação direta entre periferia e centro como melhoria, sem notar que ela reproduz o padrão radial centralizador que gerou o alongamento de trajetos e a concentração comercial.
Por que engana: Confundir arranjo radial com anel viário, não percebendo a função de contorno do centro.
O aluno ignora que o enunciado fala de integração e transferências entre terminais, e interpreta terminais isolados com linhas independentes como uma forma de organização equivalente à nova linha.
Raio-X da questão
arranjo espacial urbano
avaliacao
conceitos de urbanismo · fluxos urbanos e transporte
estude tipos de arranjos urbanos e fluxos de transporte
Confundir arranjo radial com anel viário, não percebendo a função de contorno do centro.
educacao_ambiental
pensamento_critico
cotidiano
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