Entre o início dos anos 2000 e 2018, pesquisas do Instituto de Estudos Sociais apontam alterações na taxa de…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar e comparar indicadores de emprego, trabalho e renda em diferentes espaços, escalas e tempos, associando-os a processos de estratificação e desigualdade socioeconômica.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Entre o início dos anos 2000 e 2018, pesquisas do Instituto de Estudos Sociais apontam alterações na taxa de emprego formal e nos salários médios em duas regiões do país. Em 2002, o Nordeste tinha 32% de trabalhadores formais recebendo em média 80% do piso nacional; em 2018 essa taxa subiu para 45%, mas o salário médio ficou em 75% do piso. No mesmo período, o Sudeste elevou sua taxa de emprego formal de 55% para 60%, e o salário médio cresceu de 110% para 130% do piso. Esses dados revelam dinâmicas distintas de mercado de trabalho e níveis de renda. Analise o texto-base e compare os indicadores regionais apresentados, identificando qual aspecto exemplifica um processo de estratificação socioeconômica persistente?
- A) A maior elevação salarial no Sudeste indica equiparação de rendas
- B) Salário médio do Nordeste superando o piso nacional em 2018
- C) Defasagem salarial no Nordeste apesar do aumento da formalização
- D) O aumento de emprego formal no Nordeste indica redução da estratificação
- E) Taxa de emprego formal maior no Nordeste que no Sudeste
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- Leia os dados sem olhar o gabarito. No Nordeste, o salário médio foi de 80% do piso em 2002 e caiu para 75% em 2018, mesmo com a taxa de emprego formal subindo de 32% para 45%. Ou seja, mais gente passou a ter carteira assinada, mas a renda média continuou abaixo do piso nacional. Passo 2: Esse descompasso entre formalização e renda é o que caracteriza uma estratificação socioeconômica persistente: a desigualdade regional de renda se mantém mesmo com avanços em outro indicador. Passo 3: Por isso a alternativa C é a correta, pois mostra defasagem salarial persistente no Nordeste apesar do aumento da formalização. Passo 4: A alternativa A está errada, pois o Sudeste ampliou seu salário de 110% para 130% do piso, o que aumenta a distância entre as regiões em vez de equiparar as rendas. Passo 5: A alternativa B está errada, pois em 2018 o salário médio nordestino ficou em 75% do piso, abaixo e não acima dele. Passo 6: A alternativa D está errada, pois a elevação da formalização não reduz a estratificação enquanto o salário médio continua defasado. Passo 7: A alternativa E está errada, pois em 2018 o Nordeste tinha 45% de emprego formal e o Sudeste tinha 60%, portanto o Sudeste é que apresenta taxa maior. Passo 8: O gabarito oficial C está coerente com a análise feita, sem divergência.
💡 Dica: Compare os dados regionais e identifique a persistência da desigualdade salarial.
Alternativa por alternativa
O aluno pode ter achado que um maior crescimento salarial numa região significa que as rendas estão se aproximando, sem comparar com a outra região. Na prática, o Sudeste cresceu enquanto o Nordeste caiu, o que amplia a distância.
O aluno pode ter lido apenas que o salário médio do Nordeste é citado em relação ao piso e assumido que superar o piso seria o caso, sem verificar o número. O dado de 2018 é 75% do piso, abaixo dele.
O Nordeste ampliou empregos formais mas manteve salário médio inferior ao piso em relação ao Sudeste, mostrando desigualdade persistente.
O aluno pode ter supor que mais emprego formal automaticamente significa menos desigualdade, uma intuição do dia a dia. O texto mostra que a renda média nordestina continuou defasada, o que mantém a estratificação.
Por que engana: Confundir aumento de emprego formal com redução automática da desigualdade salarial.
O aluno pode ter comparado apenas a variação percentual do Nordeste (de 32% para 45%) com a do Sudeste, concluindo que o Nordeste superou a região. Os valores absolutos de 2018 mostram o Sudeste com 60% e o Nordeste com 45%.
Raio-X da questão
estratificação socioeconômica persistente
diagnostico
mercado de trabalho formal · desigualdade social regional
Estude desigualdade salarial e mercado de trabalho formal.
Confundir aumento de emprego formal com redução automática da desigualdade salarial.
cidadania_etica
pensamento_critico
cotidiano
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